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Preocupado com os índices de infestação do Aedes Aegypti, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), participou neste sábado (6) de mais uma ação de combate à dengue. O evento “Dia D de Combate à Dengue” fez parte da parceria com a Prefeitura Municipal do Conde e aconteceu na Praça Central da cidade, das 8h às 12h.

Estavam presentes o secretário de Saúde do município, José Francimar Veloso, a prefeita do Conde, Tatiana Correa, a gerente da 1ª Regional de Saúde, Jassiara Morais, a gerente Operacional de Vigilância Ambiental da SES, Djanira Lucena, agentes de saúde, além da população local. Durante o evento, houve a distribuição de panfletos, estandes foram montados para chamar atenção com materiais lúdicos, cartazes e folders com os cuidados observados em casa, além da mobilização dos agentes comunitários nos sinais de trânsito adesivando carros e orientando a população sobre a doença.
 
A SES, por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, está apoiando a Prefeitura Municipal do Conde na execução do Plano de Ação de Combate à Dengue. As ações estão sendo realizadas desde o dia 3 de Abril. O Plano de Ação de Combate à Dengue tem como objetivo geral reduzir a incidência da doença do tipo clássica e prevenir a morbimortalidade, evitando assim a ocorrência de óbitos.
 
Durante os quatro dias de ações foram realizadas palestras e mobilização social nas Unidades da Saúde da Família (USF) de Jacumâ, Carapibus, Conde, Mituaçu, Mata de Chica, Gurugi, além de palestras em escolas municipais e estaduais e visita às residências por agentes de saúde.
 
De acordo com a gerente operacional de Vigilância Ambiental da SES, Djanira Lucena, é necessário que a população esteja envolvida nas ações juntamente com as Secretarias Municipais de Saúde no processo de controle da doença. “É fundamental a coparticipação entre professores, alunos, gestores, profissionais de saúde, agentes de saúde e de endemias, religiosos e representantes da sociedade civil organizada, para juntos prevenirmos e combatermos a doença”, disse Djanira.
 
Para o secretário de Saúde do Conde, Francimar Veloso, por se tratar de uma cidade que tem um grande número de turistas, especialmente de veranistas, que costumeiramente neste período deixam as casas fechadas, é de extrema importância que não apenas o município e o Estado façam a sua parte, mas que a população também cuide do seu lar e do território, para evitar, assim, que o mosquito se prolifere. O secretário destacou ainda as ações que vêm sendo realizadas no município. “Combater a dengue é uma responsabilidade de todos, por isso, desde o dia 3, estamos fazendo o chamamento da população adesivando carros, orientando as crianças nas escolas, convocando todas as secretarias para juntos mobilizarmos a população, distribuindo materiais educativos, entre outras ações”, destacou.
 
Já a prefeita da cidade, Tatiana Correa, ressaltou o apoio fundamental que o Governo tem dado e disse que o município redobrou a coleta de lixo na cidade, mas, segundo observou, para que as ações funcionem é necessário que a população contribua, evitando água parada em casa ou nos quintais. “Minha filha já teve dengue e eu como mãe posso dizer como é preocupante a doença, por isso peço a colaboração de todos na cidade”, afirmou.
 
Números da doença no Conde - De 2012 a cidade tem três óbitos em investigação. Apesar de poucos casos notificados em 2013, já apresenta um óbito em investigação neste ano. O Estado já disponibilizou qualificação para os médicos e enfermeiros da cidade, para eles multiplicarem no município o manejo clínico e assim melhorar a oportunidade da assistência aos pacientes que apresentarem sintomas da doença.
 
Dica - Apresentando sinais de alerta como dor abdominal, diminuição do volume urinário, fraqueza, pressão arterial baixa e manchas pelo corpo, o paciente não deve se automedicar, deve procurar imediatamente um Posto de Saúde da Família (PSF).
 
A dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra. Assim, em um quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade. Daí surge à necessidade da notificação dos casos graves em até 24 horas, de acordo com a Portaria 104 do MS. A sinalização destas situações deve ser feita no Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), pelo telefone (83) 8828-2522 (plantão 24 horas).

 

Os Rolling Stones estão de volta – e com força. Todos os 65 mil ingressos para o show que a banda fará no Hyde Park, em Londres, foram vendidos em menos de 5 minutos. Vale dizer que a entrada mais barata para a apresentação – marcada para 6 de julho – custava 95 libras, cerca de R$ 292. Nada mal para a banda que está comemorando seus 50 anos na estrada.

Várias datas foram adicionadas à turnê 50 and Counting nos últimos dias. Todas nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Além disso, foi confirmado que eles serão a atração principal no maior festival de música inglês, o Glastonbury, no dia 29 de junho. O grupo, porém, não descarta estender a excursão para mais países.

A boa notícia é que há produtoras brasileiras tentando negociar alguns shows por aqui desde o final do ano passado. A gente continua na torcida.

O Governo do Estado está concluindo as obras do contorno de Jacumã, na cidade do Conde. O tráfego já está normalizado, faltando apenas a sinalização da pista e o asfalto nas cabeceiras da ponte, onde já foi colocado barro compactado mas, de acordo com recomendações da engenharia, o local ainda precisa de tempo para se adequar ao tráfego de automóveis.

Usuários já circulam pela nova via de acesso às praias do Litoral Sul paraibano. A obra põe fim aos transtornos que existiam há décadas no carnaval via Jacumã, distrito do Conde. A construção do contorno de Jacumã beneficia diretamente uma população de mais de 50 mil habitantes e dará mais segurança e agilidade a um tráfego de cerca de mil veículos nos dias normais e de cinco mil nos feriados e finais de semana.

O diretor de Obras do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Hélio Cunha Lima, explicou que o órgão aguarda mais uns dias para que a estrutura nas cabeceiras da ponte se estabilize para que possa ser colocado o asfalto definitivo. Em seguida, será implantada a sinalização vertical e horizontal. Os investimentos na obra somam R$ 6 milhões.

Uma nova obra na via entre os dois contornos de Jacumã será executada pelo DER para restaurar o asfalto e fazer serviços de drenagem. “Este novo investimento, em torno de R$ 600 mil, vai evitar transtornos no inverno”, informou o diretor Hélio Cunha Lima.

Secom Paraíba

 

O empresário George Leal, condenado por participação no esquema de desvio de recursos do setor de precatório do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pirangi, localizado na zona Sul de Natal, na manhã desta sexta-feira (5), onde estava preso desde o dia 26 de março. A partir de agora ele ingressa no regime semiaberto, determinado na condenação do juiz José Armando Ponte, da 7º Vara Criminal.

O coordenador estadual de Administração Penitenciária, major Castelo Branco, informou que George Leal deixou o CDP na manhã desta sexta e, a partir de hoje, terá que se apresentar no complexo penal Doutor João Chaves, localizado na zona Norte da cidade, diariamente, a partir das 18h, onde passará as noites. “Ele terá que agir como todo preso do regime semiaberto e se apresentar a partir das 18h para dormir na penitenciária”, explicou o major.

George Leal foi condenado a 6 anos, 4 meses e 20 dias, mais 222 dias-multa em regime semiaberto, enquanto sua esposa, considerada a mentora do esquema, foi condenada a 10 anos, 4 meses e 13 dias, mais 386 dias-multa em regime fechado.

Entenda o caso

A ex-chefe da Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte Carla de Paiva Ubarana Araújo Leal e o marido dela, George Leal, foram presos no dia 26 de março em Natal. Os dois foram condenados por fraudes na divisão de Precatórios do TJRN. Segundo a denúncia do Ministério Público, Carla encabeçava um esquema que desviou, de acordo com a sentença, R$ 14.195.702,82 do TJ. Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz da 7ª vara Criminal de Natal, José Armando Ponte Dias Junior.

Carla e George evitaram falar com a imprensa nesta terça (Foto: Fernanda Zauli/G1)Carla e George foram presos no dia 26
(Foto: Fernanda Zauli/G1)

Pela sentença, Carla Ubarana foi condenada a 10 anos, 4 meses e 13 dias, mais 386 dias-multa em regime fechado. George Leal pegou pena de 6 anos, 4 meses e 20 dias, mais 222 dias-multa em regime semiaberto. Os dois foram condenados por peculato.

José Armando Ponte, ainda na sentença, manda que todos os bens apreendidos em nome de Carla e George sejam leiloados e que o dinheiro arrecado nesses leilões seja depositado em conta a ser definida pelo Tribunal de Justiça. Essa mesma conta deve receber o dinheiro em espécie - moeda nacional e estrangeira - apreendido com o casal.

Os demais réus - Cláudia Suely Silva de Oliveira Costa, Carlos Eduardo Cabral Palhares de Carvalho e Carlos Alberto Fasanaro Júnior - foram absolvidos. O juiz José Armando Ponte já determinou que todos os bens deles que estão apreendidos sejam devolvidos. Essas absolvições atendem a pleito formulado pelo próprio Ministério Público na denúncia.

Na sentença, o juiz José Armando Ponte diz que "era Carla Ubarana, com sua inteligência aguçada, quem comandava, com maestria, rigidez e desenvoltura, as ações praticadas por George Leal e pelos 'laranjas'".

Sobre o marido de Carla, o magistrado diz: "George Leal mostra-se orgulhoso das condutas criminosas que praticou, as quais detalha com especial soberba, especialmente quando detalha, em minúcias e pormenores, o passo a passo da construção e reforma da sua casa praiana em Baía Formosa, enfatizando a qualidade do material utilizado e o bom gosto arquitetônico".

Operação Judas

Carla Ubarana não havia prestado concurso para entrar no Tribunal de Justiça. Ela foi incorporada ao quadro de servidores efetivos ainda na década de 80, antes da normatização da Constituição Federal, que obriga a realização de concurso público para admissão de servidores municipais, estaduais e federais. Ao longo de mais de uma década, Ubarana ocupou diferentes posições no Tribunal e foi demitida enquanto ocupava o cargo de técnico judiciário de 3º entrância da Comarca de Natal. O salário da ex-servidora girava em torno de R$ 9 mil.

A demissão de Carla Ubarana ocorreu dias após a própria presidenta do TJ à época, Judite Nunes, determinar a retomada do pagamento do salário da ex-servidora, suspenso desde junho. A ex-servidora e seu marido, o empresário George Leal, foram presos em janeiro de 2012 em Recife. Além deles, mais três pessoas foram presas sob a acusação de formarem uma quadrilha que operacionalizava os desvios de recursos destinados ao pagamento de precatórios.

 

Reportagem do Fantástico (veja o vídeo ao lado) mostrou a versão de Carla Ubarana sobre como funcionava o esquema fraudulento. Ela admite a fraude e acusa desembargadores de também participarem do esquema.

O esquema de corrupção foi investigado pelo Ministério Público Estadual e desencadeou a Operação Judas. Após acordo de delação premiada, em março deste ano, Carla e George assumiram a autoria dos crimes e citaram que tudo ocorria sob a anuência dos ex-presidentes do TJRN, os desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro. Ambos foram afastados da Corte potiguar pelo Conselho Nacional de Justiça e aguardam realização de audiência de instrução no Superior Tribunal de Justiça, onde apresentarão suas respectivas defesas.

 

 

A cantora Daniela Mercury conversou com o G1 pela internet sobre a publicação da foto nas redes sociais em que assume relacionamento com a jornalista baiana Malu Verçosa. “'Isso é simplesmente uma atitude de dignidade e usufruir do nosso direito de viver como todas as outras pessoas. Eu quis lidar como eu lido com as outras relações. A gente não se casou de papel passado, mas a gente tem alianças nas mãos, alianças no coração e vamos, a partir de agora, viver uma vida juntas”, disse a cantora nesta sexta-feira (5), em entrevista concedida em Lisboa, Portugal, onde apresenta shows do disco "Canibália-Ritmos do Brasil".

"É o único jeito de lidar com tranquilidade, de não se deixar passar por preconceito, nem deixar de viver com dignidade, com minha liberdade individual", complementa a artista, considerada rainha da axé music, sobre suas motivações em assumir o relacionamento neste momento da vida e da carreira. A cantora revela estar apaixonada e viver uma vida de casada. Apesar da abertura, Daniela mostra preocupação com a privacidade. "Eu não tenho costume de expor minha vida íntima. Eu sou uma artista há muitos anos e a minha arte é que importa", esclarece.

Ela contou como foi o momento que decidiu compartilhar junto com Malu a foto das duas juntas por meio do Instagram. “Não foi fácil, deu um bom frio na barriga, uma sensação de estar se expondo, de não saber se era aquele o caminho certo, tínhamos dúvidas se a gente tinha que tomar uma atitude tão radical, mas não víamos como ser de outra maneira”, revela. "É um alívio, uma sensação de liberdade, de dignidade, que nos fez nos amarmos ainda mais e estarmos convictas de que era isso que tinha que ser feito", disse, emocionada.

Para Daniela, fazer a publicação  foi uma forma de evitar sucessivas explicações sobre a aliança que está usando no dedo. “Ficaria uma situação de ter que explicitar a relação ou então a sensação de que estamos escondidas ou alguma coisa assim. Então, foi o jeito de lidar com tranquilidade, de não se deixar passar por preconceito, nem deixar de viver com dignidade e com liberdade, sem eu ter que ficar explicando toda hora que é minha mulher”, conta.

Daniela Mercury e Malu Verçosa em Portugal (Foto: Arquivo pessoal)Daniela Mercury e Malu Verçosa em Portugal
(Foto: Arquivo pessoal)

Daniela garante que a revelação não foi uma resposta direta às declarações do pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, mas ela assume que as polêmicas tiveram um peso na decisão.

“Sabíamos que nosso comunicado iria ser também um manifesto de altivez e que ia ajudar politicamente a dar um bom recado para o Feliciano. Isso só nos fez ter mais certeza de que era isso que tinha que ser feito, mas não foi o motivo que nos levou a isso. Essa nossa atitude afirma que o Feliciano está errado. Como cidadã brasileira eu estou aproveitando e dando meu recado sobre a presidência da comissão”, diz.

Repercussão
Daniela conta que, apesar de estar em viagem para a turnê, acompanhou as notícias sobre sua decisão não apenas no Brasil, como em vários outros países. Ela também cita a grande repercussão nas redes sociais. "O número de curtições no Instagram foi completamente fora do normal, com 11 mil novos seguidores no mesmo dia. A gente ficou acompanhando se as pessoas tinham entendido que era um ato de dignidade”. Daniela diz que as repercussões negativas não chegaram até ela.

Sendo uma ativista social, a artista afirma que poderá se engajar em campanhas pelos direitos LGBT´s, mas que a revelação para fãs e todo o restante da sociedade representa um ato de libertação pessoal.

“Talvez me tornando um ícone de afirmação desse direito, eu naturalmente vou ser convidada a fazer algumas ações em defesa desses direitos. Estar fazendo o que nós estamos fazendo, saindo na rua com dignidade, uma do lado da outra, podendo não ter dúvidas de que somos casadas, está sendo um ato político equivalente a muitos outros momentos da história, como queimar sutiãs e se assumir divorciadas", afirma.

Homossexualidade
Daniela Mercury conta que não esperava ter atrações por pessoas do mesmo sexo, mas que isso já ocorria há alguns anos. “Isso não aconteceu agora. Aconteceu há alguns anos atrás e foi uma surpresa para mim. Eu não paquerava mulheres nem tinha pensado que algum dia ia me sentir atraída por uma mulher”, conta.

"Vivi alguns relacionamentos com mulheres, mas rapidamente, e, quando isso se tornou algo importante a ponto de se tornar uma relação de esposa, eu achei que isso tinha que ser claro", comenta.

Na família, as reações foram positivas, diz a artista. Ela lembra as palavras do pai, quando soube da notícia de relacionamento com Malu nas redes sociais. “Você, minha filha, sempre me surpreende. Tenho muito orgulho de você, você sempre me traz surpresas. Você sempre me faz abrir algum horizonte que eu não estava esperando aprender nessa vida”, conta.

Também os filhos aceitaram bem a mudança na vida da mãe. “Tudo sempre foi muito claro na minha vida e eles sabiam que eu tinha tido relações antes com outras mulheres”, conta.

Daniela Mercury (Foto: Reprodução/Instagram)Daniela Mercury postou foto junto com Malu, na quarta-feira, (Foto: Reprodução/Instagram)

 

A redução no preço das tarifas de chamadas de telefones fixos para telefones móveis, determinada pela Anatel em fevereiro, passa a valer neste sábado (6).

A proposta de queda no custo das ligações foi aprovada em 28 de fevereiro, pelo Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
 
As operadoras Oi (Brasil Telecom), Telefônica, CTBC Telecom, Sercomtel e Embratel terão uma redução de 8,77% no valor das tarifas. A Telemar Norte Leste, pertencente à Oi, terá redução de 18,60%.
 
No ano passado, Oi (Brasil Telecom), Telefônica, CTBC Telecom, Sercomtel e Embratel tiveram redução de 10,78% nas tarifas de telefonia fixa. A Telemar Norte Leste S.A não reduziu tarifas, em função de determinações judiciais.
 
No início de fevereiro, a Anatel publicou as novas tarifas dos serviços de telefonia fixa local e de longa distância nacional. De acordo com a agência, as concessionárias Telefônica, CTBC e Sercomtel tiveram aprovado um aumento de 0,568% sobre a cesta de serviços, que inclui custo da tarifação por minuto, assinatura básica e taxa de habilitação. Os reajustes da Oi foram de 0,553%, e os da Embratel, de 0,554%, segundo a agência Valor Online.
 
O reajuste aprovado vale somente para as concessionárias que herdaram a estrutura do sistema Telebras, na privatização do setor. Portanto, os índices não recaem sobre os serviços de telefonia fixo oferecido pelas empresas autorizadas que atuam no regime privado - por exemplo, Net e GVT.
 
Outros reajustes
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta sexta-feira (5), o reajuste das tarifas de energia de empresas que atendem os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais. As novas tarifas valerão a partir de segunda-feira (8).

 

Mesmo com estudos nacionais, como o Mapa da Violência, que classificam João Pessoa como uma das cidades mais violentas do país, duas pesquisas realizadas no final do ano passado e início deste ano com pessoas que visitaram a capital, revelavam que João Pessoa é uma cidade tranquila e que oferece segurança aos turistas. Mais de 90% deles indicam a cidade como destino turístico. Os dados foram apresentados na manhã de ontem pela Companhia Especializada em Apoio ao Turista (Ceatur).

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Paraíba (Fecomércio-PB) entrevistou 517 turistas, que ficaram em João Pessoa entre sete e dez dias, no período de 26 de dezembro do ano passado e 11 de janeiro deste ano. O resultado da pesquisa mostrou que 73,42% dos entrevistados aprovaram a segurança pública na cidade. Segundo a Ceatur, na mesma pesquisa realizada no ano anterior a aprovação foi 71,40%.

Desse público, 96,33% afirmaram que pretendem voltar a João Pessoa e 98,07% recomendam a capital como destino turístico.
“É a terceira vez que venho a João Pessoa. Acho uma cidade maravilhosa, gostosa de se visitar, pois as pessoas são muito receptivas, as praias são belas e existem muitos pontos turísticos que podem ser apreciados. Isso tudo emparelhado com a sensação de tranquilidade que a cidade passa. Voltarei mais vezes e recomendo a qualquer pessoa”, afirmou a advogada Mariana Figueiroa, que reside no Rio de Janeiro e está na capital há uma semana.

Outra pesquisa realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de João Pessoa e Sindicato dos Guias de Turismo (Singtur), em um período maior que a anterior, já que foi desde 30 de outubro de 2012 a 8 de fevereiro deste ano, entrevistou 703 turistas e apenas 33 deles, o que corresponde a 4,69%, sugeriram que a cidade deveria melhorar na segurança.

Com relação ao desejo de voltar à cidade, 93,75% dos entrevistados afirmaram que visitará a capital outras vezes e 96,59% disseram que indicariam João Pessoa como destino de férias e passeio. Segundo informações repassadas pela Ceatur, no ano passado a taxa de ocupação hoteleira em João Pessoa alcançou 68,47% de sua capacidade.

Para o comandante da Ceatur, capitão Onierbeth Elias, o resultado é positivo e representa o trabalho desenvolvido pela companhia desde sua implantação, em 2011. “O ponto de vista de algum item de segurança pública pode ser analisado e interpretado de forma diferente, através dos números coletados por instituições públicas e privadas. No entanto, a nossa intenção é melhorar cada vez mais para que nosso serviço corresponda sempre a melhores índices”, disse.

A Ceatur possui um efetivo de 111 policiais, e 17 (15%) deles são habilitados para falar outros idiomas para melhor atender os turistas que visitam a Paraíba. Além disso, todo o quadro de militares da companhia passou por treinamento com a Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), a fim de obter mais conhecimento para o serviço especializado ao turista.

A Ceatur possui responsabilidade de área dos bairros Tambaú, Cabo Branco e Altiplano, em João Pessoa, no Farol de Cabo Branco e no Centro Histórico da capital. A companhia atua ainda no Aeroporto Internacional Castro Pinto, em Bayeux, Praia do Jacaré, em Cabedelo, ambas na região Metropolitana de João Pessoa e na Costa do Conde, Litoral Sul da Paraíba. O trabalho é feito com policiais em viaturas, a pé e em bicicletas.

 

A Secretaria de Segurança e Defesa Social vai criar um Núcleo de Pessoas Desaparecidas. O anúncio foi feito durante a audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas, realizada nesta sexta-feira (05/04), na Assembleia Legislativa (ver foto), em João Pessoa. O deputado federal, Major Fábio, solicitou que o desaparecimento da estudante Fernanda Ellen, caso que completa 90 dias, fosse incluído na CPI.

O secretário executivo de Segurança Pública, Jean Francisco Bezerra, disse os investigadores não descartam qualquer possibilidade, mas a linha de investigação não aponta para esse caminho. Ele disse ainda que não pode revelar nenhuma informações sobre o caso para não comprometer as investigações, mas que em breve será dada uma coletiva sobre o assunto, quando vários pontos serão esclarecidos.

Em relação à criação do Núcleo de Desaparecidos, Bezerra disse que a idéia é criar uma estrutura específica para atender aos casos, de maneira que sejam feitas investigações para saber se existe relação com o crime de tráfico de pessoas. “Vamos criar um núcleo de pessoas desaparecidas para que sejam centralizadas todas as informações do Estado em relação ao assunto e, quando necessário, enviar dos dados para a Polícia Federal”, explicou.

Já Major Fábio (DEM) justificou seu pedido para incluir o caso de Fernanda Ellen na CPI. “Pedi que o caso fosse incluído porque a família precisa de respostas e com a inclusão do caso na CPI, vai receber atenção inclusive da Polícia Federal, que poderá encontrar as respostas que a família precisa”, argumentou major Fábio, questionando: “Que crime perfeito foi esse, que ninguém viu essa menina em lugar nenhum?”.

Os pais da estudante compareceram à audiência. Fábio Cabral, pai de Fernanda, disse que a família tem vivido de maneira vegetativa nesses últimos 90 dias e que a parte mais angustiante é não saber o que aconteceu à menina. “Não ainda temos esperança de que ela seja encontrada com vida, temos muita fé nisso”, disse.

Reunião de Trabalho

Detectar a real dimensão do tráfico de pessoas na Paraíba e no Brasil para orientar na elaboração de um plano de ações que ataquem frontalmente o problema. Esse é o principal objetivo da CPI, presidida pelo deputado federal Luiz Couto (PT). 

A Comissão realiza durante toda esta sexta-feira uma audiência pública para ouvir relatos sobre os casos na Paraíba. A inclusão da Paraíba para realização da audiência foi feita após a divulgação de casos de travestis levados do Brejo paraibano para se prostituírem na Itália. O autor da investigação, o promotor de Justiça Marinho Mendes, disse que a sociedade precisa entender que “esse cancro existe em nosso meio e, só assim, tomar medidas para acabar com os casos”.

Existe comprovação de que a Paraíba tem vítimas de quadrilhas especializadas em levar pessoas da Paraíba para se prostituírem ou trabalharem em regime de escravidão na Europa. Entretanto, existe discordância quanto à dimensão do problema no Estado.

Para Luiz Couto, a Paraíba tem grande participação no fornecimento de pessoas, especialmente travestis, para o tráfico. Já o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho, Eduardo Varandas, disse que o Estado tem registros desse tipo de ocorrência, mas está longe de ser um dos mais preocupantes. “Não existe limite tolerável para esse tipo de crime, mas não tem como compararmos a Paraíba com Goiás e outros estados, onde o problema é gravíssimo”, explicou Varandas.

O promotor de Justiça Marinho Mendes, disse que o começo de todas as investigações é a denúncia da família e que por isso é preciso criar estruturas oficiais que facilitem essas denúncias. “O caso dos travestis começou com uma denúncia e quando começamos a ir atrás das histórias, o caso se mostrou muito mais amplo”, disse.

Mães na Dor

Também esteve presente na audiência um grupo de mulheres de João Pessoa que perderam seus filhos de maneira violenta. O Grupo de Apoio Mães na Dor aproveitou a presença da imprensa para pedir Justiça. “Quando meu filho foi assassinado, a dor se tornou suportável porque eu fui abraçada por pessoas que nem conhecia e agora eu faço parte do grupo e estamos consolando a mãe de Fernanda”, explicou Liana Paiva.

Ela disse ainda que no Brasil a dor de perder pessoas queridas para a violência se torna maior por causa da frustração de não ver os responsáveis sendo levados à Justiça. “No Brasil a Justiça não acontece espontaneamente, precisamos brigar muito por ele e isso nos desgasta mais ainda”, disse Liana. 

 

A ex-vereadora Sandra Marrocos (foto) foi nomeada pelo governador Ricardo Coutinho para ocupar o cargo de presidente da Fundação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Fundac).

O ato foi publicado nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial do Estado. A ex-presidente do órgão Cassandra Eliane Figueiredo foi nomeada para a diretoria executiva da Fundação de Ação Comunitária (FAC).

Sandra, que tem formação como assistente social, disse que será um grande desafio lidar com a problemática do menor. "Eu estou muito animada com esse desafio. Vou atuar na área que estudei. Eu estou bem tranquila. Vou dar o melhor de mim", disse a ex-vereadora, que só deverá tomar posse na Fundac na próxima segunda-feira (08/04.

 

Cinco meses após o nascimento que repercutiu na imprensa mundial, os gêmeos Roberto e Sofia, filhos de Antônia Letícia Asti (ver foto), de 61 anos, e José César Asti, de 55 anos, ainda fazem sucesso por onde passam em Santos, no litoral de São Paulo. Quando vão ao médico, eles sempre são reconhecidos. Para muitos, as crianças são sinônimo de superação. A mãe garante que não falta disposição para trocar fraldas, amamentar, brincar, levar às consultas e passear com os bebês.

Apesar da correria, comum a qualquer mãe de gêmeos, Antônia Letícia afirma que não troca este momento por nada. “Levo uma vida normal. Aproveito cada segundo ao lado deles e tenho disposição de sobra para olhar as crianças. Não tenho ninguém para me ajudar a olhá-los. Acredito que eu tive eles na hora certa. Se pudesse voltar no tempo, não teria feito absolutamente nada diferente”, afirma.

 

Mãe aos 61 anos, Antônia afirma ter disposição de sobra (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1 Santos)Mãe aos 61 anos, Antônia afirma ter disposição de sobra
 

Os bebês são calmos e sorridentes. Roberto e Sofia nasceram prematuros e precisaram ficar internados por mais de dois meses antes de receberem alta do hospital. Hoje, no entanto, passam bem. O menino pesa 4,8 kg e a menina, 4,660 kg.  Ambos se revezam nas mamadas no colo da mãe. Inclusive, Antônia fez um tratamento para poder amamentar. Ela conta que prefere balançar um no carrinho e o outro no colo, e que desta forma está funcionando bem. “Eles não são ciumentos, mas eu sempre intercalo para pegar os dois”, diz.

Para Antônia, ter sido mãe aos 61 anos não foi um problema. Ela afirma ter a mesma disposição de uma mulher de 30 anos. Porém, conta que ainda sofre com algumas situações delicadas. “As mães que me reconhecem sempre me parabenizam pelos bebês, mas várias vezes já fui chamada de avó, perguntam qual o nome dos netos, essas coisas. Não sou avó. Sempre tem alguém por perto para explicar que eu sou a mãe”, relata.

Ela ainda brinca com a situação e pede para que o menino fique de olho em Sofia. “Eu brinco com o Roberto, dizendo que ele vai ter que ficar de olho na irmã dele nas festinhas, porque aos 80 anos de idade eu não vou poder mais ficar indo atrás dela. É bom que são dois irmãos. Assim ele pode cuidar dela”, conta.

Antônia Letícia também diz que escolheu padrinhos jovens para os bebês. Todos têm menos de 30 anos. “Meus sobrinhos vão ser padrinhos dos bebês. Escolhi padrinhos jovens porque de velhos já bastam o pai e a mãe”, afirma. O batizado das crianças será realizado em Aparecida do Norte, isto porque, segundo Antônia, ela fez o pedido para engravidar dentro da Basílica de Nossa Senhora Aparecida e foi "atendida".

Antônia está em licença-maternidade. Ela ainda tem que voltar a trabalhar e vai contar com a ajuda de uma irmã para olhar os bebês, já que o pai das crianças também trabalha. Apesar da ajuda, ela não esconde a vontade de se aposentar. “O que eu quero mesmo é passar o dia inteiro com eles, para ver eles crescendo e aproveitar cada segundo”, conclui.

 

Roberto e Sofia completam seis meses em abril (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1 Santos)
Roberto e Sofia completam seis meses em abril (Fotos: Anna Gabriela Ribeiro/G1 Santos)

 

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JR Esquadrias