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Quinta, 11 Abril 2013 22:31

TCU detecta indícios de nepotismo na Petrobras

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Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de nepotismo na Petrobras, de acordo com informações da ONG Contas Abertas divulgadas nesta quinta-feira (11/04). Segundo relatório, foram verificados vínculos de parentesco entre empregados comissionados da Petrobras e empregados, sócios, dirigentes ou administradores de empresas contratadas pela estatal. A prática vai contra o Decreto número 7.203/2010, que dispõe sobre a vedação do nepotismo no âmbito da administração pública federal.

Além disso, o TCU verificou a contratação de empresas, pela Petrobras, cujos dirigentes ou sócios são empregados da estatal. A investigação apontou que vinte funcionários da Petrobras também figuravam como sócios, diretores, administradores ou responsáveis técnicos de empresas que mantiveram negócios com a companhia. A pratica é vetada pelo Regulamento do Procedimento Licitatório Simplificado da Companhia. O TCU ainda detectou indício de existência de contratados sem especialização técnica ou formação acadêmica compatível com o exercício da função e fiscalização de contratos realizada por terceirizados.

As principais causas identificadas pela equipe de auditoria para ocorrência do nepotismo foram a desatualização e a falta de regulamentação dos normativos internos, de “forma a englobar as medidas preventivas e corretivas para mitigar riscos de novas ocorrências, bem como definir responsabilidades, faltas disciplinares e cominação de penas; e inexistência ou insuficiência de controles internos eficientes”.

A Petrobras possui aproximadamente 60.000 empregados efetivos, dos quais mais de 10.000 ocupam função comissionada, e mais de 240.000 são contratados de empresas prestadoras de serviço (terceirizados). O volume de recursos fiscalizados alcançou o montante de 732.023.668,80 reais.

O relator do processo, ministro Raimundo Carreiro, ressalta que as conclusões do trabalho não podem ser generalizadas porque são baseadas em amostras envolvendo informações prévias e análises subjetivas. “ Considerando o risco envolvido em função da ausência de controles internos específicos para evitar as ocorrências constatadas, além da elevada materialidade, deve ser determinado à Petrobras a adoção das medidas corretivas”, afirma Carreiro.

A estatal terá, assim de atualizar seus normativos internos que tratem do assunto, além de encaminhar ao TCU documentos sobre regulamentos e procedimentos em contratações e informar as providências a serem tomadas mediante da apuração. 

Ainda de acordo com a Contas Abertas, a Petrobras também deverá apresentar estudo de viabilidade e plano de ação com o objetivo de implantação de sistema informatizado de controle capaz de coletar, armazenar, atualizar e gerenciar as informações, e criar ferramentas automáticas de bloqueio e alerta aos gestores, nos casos de identificação de algumas das situações enquadradas no Regulamento do Procedimento Licitatório Simplificado da Petrobras.

 

Um novo estudo publicado na segunda-feira (08/04) na revista PNAS mostra que, sim, o tamanho importa. Pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália analisaram a reação de um grupo de mulheres a 343 formatos de corpos masculinos diferentes e descobriram que existem algumas características que deixam um homem mais atraente, entre elas o tamanho do pênis.
 
O tamanho médio do órgão sexual masculino costuma variar de espécie para espécie. Entre os humanos, por exemplo, ele é maior do que nos outros grandes primatas, seus parentes evolutivos mais próximos. O gorila, por exemplo, apesar de poder chegar até os dois metros de altura, tem um pênis de apenas quatro centímetros (o humano, flácido, tem um tamanho médio de 9 centímetros e de 14 centímetros ereto). 
 
Essa variação costuma ser explicada pela taxa de sucesso que os diferentes tipos de pênis têm na hora da fertilização: a evolução tenderia a selecionar os órgãos sexuais responsáveis pelos maiores índices de sucesso reprodutivo. Os pesquisadores, no entanto, dizem que o tamanho da genitália masculina também pode ser produto de uma seleção sexual, e a preferência feminina teria, nesse caso, ajudado a selecionar pênis cada vez maiores na espécie humana.
 
Para descobrir se as mulheres realmente consideram que tamanho é documento, pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália realizaram uma pesquisa com 105 voluntárias heterossexuais de seu país. Elas foram apresentadas a uma série de figuras masculinas geradas por computador, cada uma variando em três características: tamanho do pênis (em estado flácido), altura e proporção entre ombros e cintura (pesquisas anteriores já haviam mostrado que homens com altos valores nas duas últimas características são mais atraentes). 
 
As figuras mostravam sete variações em cada uma dessas características, fornecendo, ao todo, 343 formatos diferentes de corpo. As mulheres tinham de avaliar cada figura conforme sua atratividade, ajudando assim os pesquisadores a descobrir quais características eram mais importantes.
 
Como resultado, descobriram que a característica mais importante para um homem ser considerado atraente é a proporção entre o tamanho dos ombros e a cintura. Em seguida, aparecem empatados a altura e o tamanho do pênis. Essas características também se relacionam entre si, e as mulheres consideraram o tamanho da genitália mais importante entre os homens mais altos e com maiores proporções entre ombro e cintura.
 
Seleção sexual 
 
A pesquisa fornece indícios de que o tamanho do pênis flácido pode afetar no quanto uma mulher considera um determinado homem atrente. Os pesquisadores perceberam, no entanto, que a atratividade não variava de forma constante conforme o tamanho do pênis mudava. Nos tamanhos menores, cada aumento no órgão proporcionava um grande acréscimo na atratividade masculina. Mas, a partir dos 7,6 centímetros — tamanho menor do que a média da espécie humana — os aumentos sucessivos vão se tornando cada vez menos importantes.
 
Os índices de atratividade também estiveram relacionados ao biotipo da mulher que avaliava as figuras. Quanto mais alta fosse a voluntária, mais importância ela dava à altura masculina. Também houve uma pequena tendência de as mulheres mais obesas daram mais importância ao tamanho do órgão sexual.
 
Os cientistas dizem ser difícil explicar as origens dessas preferências femininas, que podem ter causas tanto culturais quanto biológicas. Mas concluem que, independente do mecanismo por trás disso, o resultado do estudo apoia a hipótese de que as escolhas de companheiros por parte das mulheres pode ter levado à evolução de maiores pênis nos seres humanos. É importante ressaltar que essa preferência tem origens pré-históricas, quando os humanos e seus ancestrais não usavam roupas. 
Quinta, 11 Abril 2013 08:44

Reino Unido bane campanha por ser "muito sexy"

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A empresa American Apparel teve uma campanha banida no Reino Unido por "utilizar imagens abertamente sexuais", segundo o órgão regulador da publicidade no Reino Unido. A marca já se envolveu em diversas polêmicas semelhantes, e costuma utilizar modelos que aparentam ter menos de 18 anos nas fotos.
 
A modelo aparece praticamente nua, com as pernas levantadas, em uma "posição vulnerável", disse o órgão regulador.
 
A proibição partiu depois de reclamações de consumidores que se sentiram ofendidos ao entrar na página da empresa na internet.
 
O órgão regulador da publicidade no Reino Unido afirmou ainda que "as imagens possuem um teor abertamente sexual, humilhando as mulheres ao enfatizar o corpo das modelos em posições eróticas"
 
Em nota, a empresa afirmou que não quis desrespeitar as mulheres e que "fez o melhor possível para mostrar a qualidade de seus produtos".
 
Outros problemas
 
A American Apparel já havia tido outros problemas no Reino Unido. Uma série de anúncios foi proibida por por ser considerada "pornográfica e abusiva". Uma outra campanha teria utilizado modelos que aparentavam ter menos de 16 anos em posições eróticas.
 
O órgão disse que a nudez era desnecessária porque a maior parte dos produtos à venda não eram lingeries e mesmo assim os seios e as nádegas eram o foco das imagens.

 

Sem nenhum alerta especial à audiência, a TV Câmara transmitiu na noite passada (10/04) uma programação imprópria para menores. E para maiores também. Os deputados discutiam um projeto que dificulta o nascimento de novos partidos. Empurrada pela mão invisível do Planalto, a proposta escalou a pauta de votações de sopetão. Seguiu-se um embate pornográfico.

Líder do PR, Anthony Garotinho escalou a tribuna para defender a proposta. A gravidade das declarações não ornava com a tranquilidade do orador. Há um “leilão” de mandatos parlamentares na Câmara, acusou Garotinho. “A primeira vítima foi o DEM. Quem serão as próximas vítimas? Precisamos coibir o aliciamento de deputados.”

O líder do PPS, Roberto Freire (PE), correu para o microfone de apartes. “A denúncia é grave. Exatamente por denúncias desse tipo, o Brasil viveu o processo por compra de deputados que está próximo do final, com a previsão de cadeia para figuras importantes da República dos tempos de Lula. Essa Casa não aguenta outro mensalão.”

Ex-presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ) ecoou Garotinho. “Meu partido foi estuprado”, disse, referindo-se ao rombo aberto com a debandada rumo ao PSD do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab. Primeiro, Kassab levou os quadros do DEM. Depois, por decisão do TSE, corroborada pelo STF, levou um pedaço do cofre (fundo partidário) e outro da vitrine (tempo de tevê).

Sem travas na língua, Silvio Costa (PTB-PE) abriu sua intervenção com um aviso: “Eu não sou como Garotinho, que fala oração sem sujeito.” O plenário pôs-se em alerta. “Se tem uma CPI que eu assinaria com o maior prazer, seria a CPI do fundo partidário. Mas sei que jamais vou conseguir.” A frase requer tradução. CPI: escândalo na área. Fundo partidário: verba pública. “Jamais vou conseguir”:  ninguém quer atrapalhar a suruba com investigação.

Dono de estilo teatral, Silvio Costa olha para a câmera: “O senhor e a senhora que nos assistem, prestem atenção. O Tesouro gasta R$ 350 milhões por ano com o fundo partidário.” É desse fundo que vem o dinheiro para o custeio dos partidos –do aluguel de prédios à folha de salários. Didático, Silvio prossegue: “Existem pequenos partidos que não têm aqui nenhum deputado. Mas recebem R$ 3 milhões de fundo partidário.”

Abra-se um parêntese para explicar: uma pequena parcela do fundo (5%) é rateada entre os partidos de forma igualitária. Os restantes 95% são divididos conforme o número de deputados federais eleitos na última eleição. Quanto maior a bancada, mais gorda a coleta.

No caso do PSD, a Justiça decidiu que os deputados que migraram para a legenda tinham o direito de carregar os votos obtidos em 2010. Junto com esses votos, levaram o equivalente em dinheiro do fundo e do tempo de tevê. Ficou entendido que cada deputado traz na testa um código de barras com o valor do seu passe. Fecha parênteses.

Atento ao discurso de Silvio Costa, Garotinho cobrava uma oração com sujeito. “Os nomes, os nomes”, dizia. E o orador: “Ontem, tinha um dono de novo partido aqui. Ele dizia o seguinte: ‘Já consegui 700 mil assinaturas [a lei exige cerca de 500 mil rubricas para criação de uma legenda]. Vou dar entrada [no TSE] na próxima semana. Se eu botar 20 a 30 deputados no partido, vou ter R$ 4 milhões de fundo partidário por ano’.” E Silvio: “Isso virou uma indústria.” Garotinho insistia: “Os nomes…”

Silvio Costa seguiu adiante: “O projeto que estamos discutindo aqui não proíbe ninguém de criar partido. Mas não vai levar nem o tempo de televisão nem o fundo partidário. O que eu vi ontem aqui me deu vergonha. Dois meninotes, cara de maloque, vão botar 20 a 30 deputados no partido. Isso é pilantragem”.

Como Garotinho insistisse em cobrar “os nomes”, Silvio Costa decidiu atendê-lo parcialmente: “Vou dizer os nomes”. Um frisson correu o plenário. A mesa ameaçou cortar o som do microfone. “Vou dizer. E quem quiser que me processe”. Nesse-diz-não-diz o deputado terminou dizendo apenas uma sigla: “É POS, Partido da Ordem Social.”

Ao observar o rumo da prosa, Espiridião Amin (PP-SC) mandou buscar um livro na biblioteca da Câmara. “Os Credores do Mundo”, eis o nome da obra. Amin leu frase atribuída a um assessor econômico de John Kennedy, crítico do modo como os EUA exigiam de nações subdesenvolvidas o cumprimento das regras do FMI.

Amin deu voz ao ex-auxiliar de Kennedy: “Ao pregar ortodoxia fiscal, nós, dos EUA, ficamos mais ou menos na situação da prostituta que, tendo se aposentado com o dinheiro que ganhou, acha que a virtude pública exige o fechamento da zona.” Amin concluiu, agora com suas próprias palavras: “Nós, com a votação desse texto que prega a ortodoxia eleitoral— estaremos fechando o mercado. Ou a Zona. Por isso, recomendo à minha bancada o voto ‘sim’.”

Roberto Freire abespinhou-se. Referindo-se ao PSD, partido criado por Kassab sob estímulos do Planalto, o líder do PPS foi à jugular: “Quando o Bordel era para as prostitutas do governo, ficou aberto. Agora, o Espiridião quer dar uma de moralista. Como a Dilma e o Lula têm medo do que pode acontecer do ponto de vista politico, fechemos o bordel. Não concordo com essa terminologia. Essa Casa não é bordel. É um poder e merece respeito.”

Presidente do PPS, Freire comandará neste final de semana um encontro nacional de sua legenda. Estava entendido que o PPS firmaria com o nanico PMN um acordo que resultaria na fusão das duas legendas. O nome seria trocado. E haveria na praça um novo partido, apto a receber políticos de outras agremiações sem o risco de perda dos mandatos.

Como o PPS prepara-se para enganchar o seu futuro à candidatura presidencial do emergente Eduardo Campos, estima-se que o cheiro de “novo” teria potencial para seduzir algo como duas ou três dezenas de parlamentares –com suas respectivas cotas de fundo partidário e de propaganda televisiva. O planalto decidiu levar o pé à porta.

Além do PPS, a manobra do governo inibe a formação da Rede, a nova legenda que Marina Silva tenta fundar. Envolvidos no projeto, os deputados Walter Feldeman, momentaneamente no PSDB, e Alfredo Sirkis, que faz as malas no PV, queixaram-se da “casuística” troca de regras no meio do jogo.

Falando em nome do PSOL, Chico Alencar resumiu a encrenca no idioma dos puteiros. “É evidente que aqui, para continuar nessa linguagem não muito feliz do borded e da zona, o que vai se estabelecer é o seguinte: quem comeu comeu, quem nao comeu não come mais.”

Foi a voto um pedido de urgência para a tramitação do projeto. A “urgência”é essencial para que o texto possa furar a fila dos demais projetos. Para que o requerimento passasse, eram necessários pelo menos 257. Eis o placar: 247 a favor, 20 contra e 9 abstenções.

Faltaram dez votos para que os empata-partidos prevalecessem. O projeto voltará à pauta na semana que vem. Para desassossego de Marina Silva e dos potenciais aliados de Eduardo Campos, não são negligenciáveis as chances de aprovação. Agora pelo menos a platéia já está avisada de que precisa tirar as crianças da sala.

A seleção brasileira segue sem convencer o torcedor e isso começa a ser espelhado pelo ranking da Fifa. A entidade divulgou nesta quinta-feira (11/04) nova versão da lista e o Brasil caiu para sua pior posição na história do ranking, que foi criado em 1993. Agora, a equipe está em 19°, após perder um ponto e aparecer com 909.

A pior posição alcançada pelo Brasil, até este mês de abril, era a 18ª, na qual estava desde o final de 2012. Dessa maneira, a poucos meses de sediar a Copa das Confederações, a seleção se mantém atrás de países como Bélgica, Suíça, Grécia e Costa do Marfim, além de equipes sul-americanas menos tradicionais, como Equador e Colômbia.

O Brasil conseguiu perder um ponto na lista mesmo sendo a seleção do mundo que mais jogou durante o último mês: amistosos contra Itália (empate), Rússia (empate) e Bolívia (vitória).

Enquanto o Brasil segue afundando na lista, a Espanha continua como líder disparada. Está na frente com 1538 pontos, mais de 100 a frente da Alemanha, vice-líder com 1428. Completa o "pódio" a Argentina, com 1292.

Ainda na frente do Brasil aparecem, na ordem: Croácia (melhor posição desde que ficou em 3° lugar na Copa de 1998), Portugal (subiu duas posições), Colômbia, Inglaterra, Itália, Holanda, Equador, Rússia, Costa do Marfim, Grécia, México, Suíça, Bélgica, Uruguai e França. Completa o top 20, atrás do Brasil, a Dinamarca.

Entre as curiosidades do ranking, aparecem a maior subida do mês: o Quirguistão ganhou 59 posições (142°). Já a Bolívia, derrotada pelo Brasil por 4 a 0, teve a maior queda: perdeu 104 pontos, aparecendo em 57°, a pior seleção sul-americana.

 

CONFIRA O TOPO DO RANKING DA FIFA

 

A Coreia do Sul acenou nesta quinta-feira (11/04) para a abertura de um canal de negociação com o vizinho norte-coreano, ao fazer um apelo para que o governo do líder Kim Jon-un (foto) retome as operações do complexo industrial binacional de Kaesong, fechado há três dias por decisão de Pyongyang. A informação é da agência de notícias sul-coreana "Yonhap".
 
De acordo com a agência, o ministro sul-coreano da Unificação, Ryoo Kihl-jae, solicitou que Pyongyang retome as negociações em torno do complexo industrial que fica em seu território e é o único projeto em vigor entre as duas Coreias.
 
"Pyongyang deve comparecer à mesa de negociações imediatamente", afirmou em entrevista coletiva o principal funcionário da pasta encarregada das relações com a Coreia do Norte, após expor que "as duas Coreias têm de debater formas de normalizar o parque industrial através do diálogo".
 
Ryoo argumentou que a suspensão das atividades do complexo não ajuda o futuro do povo coreano e está causando grandes prejuízos tanto às empresas da Coreia do Sul quanto aos operários da Coreia do Norte que trabalham nesse parque industrial.
 
Na segunda-feira (8), a Coreia do Norte havia anunciado a retirada temporária de todos os seus trabalhadores do conjunto de fábricas, após seis dias de bloqueio do acesso de funcionários sul-coreanos ao complexo.
 
Na quarta-feira (10/04), a tensão entre as Coreias alcançou o seu nível máximo depois que a Coreia do Sul ter afirmado que era "altíssima" a probabilidade de a Coreia do Norte, após semanas de ameaças bélicas, testar um míssil de médio alcance a qualquer momento, como demonstração de força.
 
No mesmo dia, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, disse que a Coreia do Norte estava chegando perto de uma "linha perigosa" com suas ameaças quase diárias contra os Estados Unidos e a Coreia do Sul, e alertou que o país está preparado para responder a qualquer movimento de Pyongyang.
 
Ameaçado pela Coreia do Norte, o Japão também se manifestou. O ministro da Defesa japonês, Itsunori Onodera, afirmou que o Japão mantém o estado de alerta máximo e intensificou a busca por informações sobre as movimentações da Coreia do Norte, em meio aos sinais que revelam a disposição das plataformas de lançamento de mísseis no país vizinho.
 
Segundo informaram fontes da Defesa à agência "Kyodo", recentes imagens por satélite mostram que a plataforma de lançamento de mísseis norte-coreana foi colocada em posição vertical, o que pode indicar a finalização dos preparativos ou se trata de uma simples manobra para gerar confusão.
 
A maioria dos analistas acredita que a Coreia do Norte não tem a intenção de iniciar um conflito que poderia levar à sua própria destruição, mas alerta para os riscos decorrentes de um eventual erro de cálculo na península coreana, um dos lugares mais militarizados do planeta.
Tensão na península coreana
A tensão na península é grande desde dezembro, quando o Norte realizou com sucesso um lançamento de foguete, considerado pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul como um disparo de teste de míssil balístico.
 
Em fevereiro, Pyongyang executou um terceiro teste nuclear, o que provocou a adoção, no início de março, de novas sanções pelo Conselho de Segurança da ONU.
 
Em protesto contra as manobras militares conjuntas realizadas por Coreia do Sul e Estados Unidos em território sul-coreano, o governo do Norte declarou nulo o armistício que interrompeu a guerra da Coreia em 1953 e ameaçou com um "ataque nuclear preventivo" contra alvos sul-coreanos e americanos.
 
No dia 30 de março, Pyongyang anunciou que se encontrava em "estado de guerra" com a Coreia do Sul, depois de ter rompido todas as comunicações diretas entre os governos e os exércitos dos dois países no dia 27.
 
Os governos da Coreia do Sul e Estados Unidos já alertaram Pyongyang sobre as severas repercussões de qualquer agressão.

 

Em comemoração aos 100 dias de governo, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) anuncia hoje (10/04) a implantação do passe livre estudantil nos transportes coletivos de João Pessoa.

O anúncio será feito no Paço Municipal, às 11h. A medida vai garantir ônibus de graça para 55 mil alunos matriculados na rede municipal de ensino. O benefício será bancado com recursos próprios da Secretaria de Educação, sem gerar nenhum ônus para a população usuária do transporte coletivo.

O passe livre foi uma promessa de campanha do prefeito Luciano Cartaxo. O secretário de Comunicação, Marcus Alves, avalia que o benefício terá um impacto muito grande no orçamento familiar. “O benefício é voltado para o aluno, mas beneficia todas as famílias. Vai ajudar sem dúvida no orçamento familiar. Os pais têm muita despesa com o transporte escolar. Com esse benefício, as famílias também são beneficiadas”, afirmou.

Depois, o prefeito Luciano Cartaxo entrega a nova pavimentação asfáltica e iluminação da orla. Antes, porém, às 8h30, ele assina a ordem de serviço para o início das obras na comunidade Saturnino de Brito, em Jaguaribe.

De acordo com a prefeitura de João Pessoa, as obras na Saturnino contemplam melhorias na infraestrutura, rede de esgoto e água, além de pavimentação. A obra vai beneficiar mais de cinco mil pessoas e tem investimento de R$ 24,7 milhões.

No final da tarde, às 18h, Luciano Cartaxo fará a entrega do novo asfalto e iluminação da orla, contemplando as praias de Cabo Branco, Manaíra e Tambaú. Para esta ação, os investimentos foram de R$ 1,5 milhão.

 

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel (foto), pediu nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abra um processo criminal contra o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) por discriminação contra homossexuais.
 
No documento enviado ao STF, Gurgel sustenta que o congressista veiculou mensagens no Twitter que induzem à discriminação dos homossexuais em razão da orientação social. Segundo o procurador, na mensagem, Feliciano afirmou que a "podridão" dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição. 
 
"A simples leitura da declaração do investigado evidencia o seu caráter discriminatório e agressivo", disse Gurgel. "É evidente que há justa causa para a instauração de ação penal, na medida em que a declaração feita pelo investigado na rede social violou direitos fundamentais elementares e instigou os demais membros da sociedade, principalmente seus seguidores, a adotarem semelhante postura", afirmou o procurador. 
 
Gurgel observou que a homossexualidade é hoje uma "realidade fática inegável" no Brasil e no mundo. "Embora os homossexuais tenham sempre existido na história da humanidade, é certo que, com a liberalização dos costumes, o fortalecimento dos movimentos de luta pela identidade sexual de gays e lésbicas e a redução do preconceito, um número cada vez maior de pessoas tem passado a assumir publicamente a sua opção sexual", disse.
 
O procurador disse que foram superadas visões preconceituosas e anacrônicas sobre a homossexualidade, como as que a consideravam um pecado ou uma doença. Para Gurgel, Feliciano não pode alegar que, como deputado, tem direito à imunidade parlamentar.
 
"A expressão de natureza homofóbica de induzimento e incitação à discriminação de homossexuais não se encontra correlacionada ao exercício do mandato parlamentar e, portanto, não há incidência da cláusula constitucional de atipicidade material da conduta, como quer o investigado", disse.
 
Estelionato
 
Além da acusação de veicular mensagem discriminatória contra homossexuais, Feliciano enfrenta um processo no STF por estelionato. Na semana passada, ele prestou depoimento no tribunal no qual novamente negou que tenha cometido crime.
 
O deputado foi acusado de ter recebido dinheiro para fazer um culto no Rio Grande do Sul, mas não ter aparecido. No depoimento, o parlamentar disse que devolveu o dinheiro com juros e correção monetária. 
 
Permanência na comissão
 
Depois de reunião de cerca de duas horas com líderes partidários, o deputado Marco Feliciano manteve sua disposição de continuar na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e cedeu apenas aos apelos para que a realização de reuniões fechadas na comissão não seja uma regra.
 
O colégio de líderes acabou se dividindo sobre a permanência de Feliciano, o que lhe deu ainda mais argumentos para que continuasse no cargo. Na reunião, o pastor chegou a ironizar que só deixaria a presidência da comissão se João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), condenados pelo mensalão, saíssem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
 
A reunião ocorreu sob clima de forte tensão. Diferente do esperado, porém, não houve uma pressão maciça por uma renúncia. Líderes de PMDB, PR, PSD, PRB e PMN defenderam que o pastor tinha o direito de continuar no cargo. Do outro lado, além do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ficaram, basicamente, os líderes de PT, PPS, PDT, PCdoB e PSOL. 
 
Alguns líderes não chegaram a se pronunciar diante da insistência do pastor em continuar. O PSDB tomou uma decisão partidária de nem sequer participar do encontro após avaliar não haver saída regimental para resolver o problema. 

 

A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira (10/04) transformar o Japão em um "campo de batalha", com possíveis ataques a suas principais cidades, entre elas Tóquio, Osaka e Kioto, caso os japoneses produzam movimentos que provoquem o início de um conflito armado.
 
Em um editorial publicado hoje pelo jornal "Rodong Sinmundo", pertencente ao partido único norte-coreano, o regime também ameaça causar a "destruição" do Japão se esse país agir politicamente contra a Coreia do Norte, em um momento de elevada tensão na península pelas contínuas ameaças bélicas norte-coreanas.
 
"O Japão está perto do nosso território e, portanto, não poderá fugir dos nossos ataques", detalha o editorial, que cita cinco cidades japonesas, nas quais se encontra um terço dos 127 milhões de japoneses, como possíveis alvos militares.
 
O editorial norte-coreano denuncia que o Japão posicionou vários contingentes militares na costa em frente ao país comunista, e promete que "se houver um ato de guerra, todo o território do arquipélago japonês se transformará em um campo de batalha".
 
Pyongyang também reitera sua ameaça contra as bases militares dos Estados Unidos em território japonês. "O Exército da Coreia do Norte é absolutamente capaz de fazer saltar pelos ares as bases militares não só no Japão como em outras áreas da região Ásia-Pacífico".
 
"O atual regime japonês está optando pelo risco militar, intensificando sua política hostil à Coreia do Norte, em linha com a política dura dos EUA de reprimir com a força das armas", assinala o editorial.
 
Na terça-feira (09/04), perante a possibilidade de Pyongyang realizar em breve testes de mísseis, o Japão instalou no centro de Tóquio sistemas antimísseis.
 
Esses sistemas instalados na capital serviriam para derrubar projéteis no caso de um ataque escapar dos destróieres que o Japão tem localizados no mar do Japão.
 
Tensão na península coreana
 
Os Estados Unidos consideram que a Coreia do Norte pode lançar algum de seus mísseis balísticos a qualquer momento, já que as informações mais recentes de seu serviço de inteligência revelam que é provável que o governo norte-coreano tenha completado os preparativos, informou nesta terça-feira a rede "CNN", citando fontes oficiais que pediram anonimato.
 
Horas antes, a Coreia do Norte havia recomendado que estrangeiros que vivem na Coreia do Sul se preparem para deixar o país em caso de guerra, segundo informou a agência estatal de notícias norte-coreana. 
 
"Caso haja guerra, não queremos que estrangeiros que vivem na Coreia do Sul fiquem feridos", diz o comunicado transmitido pela agência de notícias KCNA. O documento recomenda que "todas as organizações internacionais, empresas e turistas se preparem para adotar medidas de evacuação".
 
Na última sexta-feira (05/04), o regime de Kim Jong-un já havia aconselhado os funcionários das embaixadas estrangeiras em Pyongyang a abandonarem o país antes do dia 10, sob o argumento de uma suposta guerra iminente.
 
A Coreia do Norte multiplicou as declarações belicosas depois que a ONU adotou novas sanções por supostos testes nucleares realizados pelo país. Também expressou irritação com as manobras militares conjuntas de Estados Unidos e Coreia do Sul em território sul-coreano.
 
No dia 30 de março, Pyongyang anunciou que se encontrava em "estado de guerra" com a Coreia do Sul, depois de ter rompido todas as comunicações diretas entre os governos e os exércitos dos dois países, no dia 27.
 
A tensão na península é grande desde dezembro, quando o Norte executou com sucesso um lançamento de foguete, considerado pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul como um disparo de teste de míssil balístico.
 
Em fevereiro, Pyongyang executou um terceiro teste nuclear, o que provocou a adoção, no início de março, de novas sanções pelo Conselho de Segurança da ONU.
 
Em protesto contra as manobras militares conjuntas realizadas por Coreia do Sul e Estados Unidos, o governo do Norte declarou nulo o armistício que interrompeu a guerra da Coreia em 1953 e ameaçou com um "ataque nuclear preventivo" contra alvos sul-coreanos e americanos.
 
Os governos da Coreia do Sul e Estados Unidos já alertaram Pyongyang sobre as severas repercussões de qualquer agressão. 

Teerã, 10 abr (EFE).- As equipes de socorro prosseguem os trabalhos de busca e resgate na região afetada por um terremoto de 6,1 graus na escala Richter na província de Busher, no sul do Irã, onde até a madrugada desta quarta-feira (10/04) havia 37 mortos, 850 feridos e mais de 800 casas destruídas.

Segundo o governador de Busher, Fereydum Hasanvand, as vítimas fatais foram registradas nas proximidades das localidades de Kaki, onde ocorreu o epicentro do sismo, Tasuch e Shanbe, informou a agência oficial iraniana "Irna".

Hasanvand indicou que a maior parte dos feridos foi levada para hospitais da cidade de Busher, após sua retirada das localidades de Jurmoj e Ahrom, na zona do terremoto, para evitar possíveis réplicas.

O terremoto aconteceu a cerca de 100 quilômetros da usina nuclear de Busher, a única do Irã e que está em fase de testes, embora a corporação russa AtomStroyExport, que dirige sua construção, tenha garantido que a situação no complexo é normal e que os trabalhos prosseguiam.

Segundo a agência local iraniana "Fars", o terremoto pôde ser sentido moderadamente inclusive a 500 quilômetros do epicentro em alguns países árabes ribeirinhos do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Cerca de 10 mil pessoas perderam suas casas ou as abandonaram por medo de novas réplicas do terremoto nas zonas mais afetadas e passarão a noite na rua, segundo a agência sindical iraniana, "Ilna".

Dúzias de réplicas, algumas delas acima de 5 graus na escala Richter, foram sentidas na região.  

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JR Esquadrias