Segunda, 01 Abril 2013 08:26

Mário Gobbi diz que corintianos estão sequestrados na Bolívia e que isso é pior que morte do jovem Kevin

Escrito por  UOL Esporte
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O presidente do Corinthians, Mario Gobbi (foto acima), classificou a prisão dos 12 torcedores brasileiros em Oruro, na Bolívia, como um “sequestro”. Bastante alterado com a situação, ele afirmou que eles estão sendo mantidos reféns das autoridades bolivianas e que o caso é “pior do que a ditadura que aconteceu nesse país”.

“Quero saber dos 12 presos. Quem é o culpado pela morte de Kevin? Como é que você vai manter alguém preso sem prova, isso é uma coisa de louco. A nojeira é muito grande. Se eu ficar omisso em um momento desses, eu estaria jogando pela janela tudo o que meu pai me ensinou. Antes de corintianos, tem brasileiros lá. E inocentes, até que se prove o contrário. Eu não durmo de saber dessa brutalidade, que é maior que a morte do Kevin. Querem pagar a morte dele com essa brutalidade, torturando, sequestrando, mantendo presos”, disparou. 

 

Jogadores respeitaram minuto de silêncio em homenagem ao torcedor boliviano Kevin Espada, que morreu após ser atingido por sinalizador durante jogo San José x Corinthians, pela Libertadores, na última quarta-feira ((27/03) Luis Moura

 

O dirigente alvinegro disse que o governo brasileiro atua desde o primeiro dia para solucionar o caso. Ele irá se encontrar nos próximos dias com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

"Pegaram 12 lá aleatoriamente e acabou. Podia ser um irmão seu, ou meu, e ninguém quer isso”, comparou.

Gobbi também negou que a família de Kevin tenha pedido dinheiro para o Corinthians. O clube chegou a oferecer uma parte da renda de um jogo para ajudar os familiares, mas não se chegou a um acordo.

À noite, ao programa "Fantástico", a advogada Maristela Basso, contrata pela Gaviões da Fiel, confirmou que vai recorrer a organismos internacionais e possivelmente a outras cortes na Bolívia, fora de Oruro, para tentar soltar os brasileiros. Ela também usou a palavra sequestro para definir a situação dos 12 presos.

Por enquanto, eles só deixarão a cadeia para ir ao estádio de Oruro para fazer uma reconstituição do que ocorreu no jogo entre Corinthians e San José. A prisão preventiva, na Bolívia, pode durar até dois anos.

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