Quarta, 02 Maio 2018 22:56

Empresário suspeito de bancar a compra do mandato de Luceninha sai de cena e noticiário concentra-se no prefeito afastado Leto Viana Destaque

Escrito por  jampanews
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Luceninha e Leto ainda têm muito o que explicar Luceninha e Leto ainda têm muito o que explicar
O ex-prefeito Luceninha, o empresário Roberto Santiago e o radialista Fabiano Gomes não estão nem serão excluídos de investigação e denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) em decorrência da Operação Xeque-Mate.
 
Aos poucos como já se disse aqui umas das principais personagens do escândalo que pipocou em Cabedelo vai saindo de cena e as matérias que vão sendo publicadas começam aliviar a barra de outro personagem importante, segundo o delator Lucas Santino, numa manobra antiga e bem usual quando o assunto é corrupção envolvendo nomes de “prestígio” na sociedade.
 
Visto pela população de Cabedelo como o principal mentor do esquema de corrupção montado na cidade portuária, o empresário Roberto Santiago, o homem que teria bancado toda operação de compra do mandato de Luceninha, deixou de ser referência no noticiário e não se sabe até onde avançaram as investigações a respeito de sua participação no esquema criminoso.
 
Santiago seria aquela sombra ameaçadora em muitos episódios acontecidos e que de certa forma violaram o que determinam as leis. Um deles é a construção do seu mega investimento, o maior shopping da cidade construído sobre um rio que demarca a fronteira entre os municípios de João Pessoa e Cabedelo que, depois de soterrado passou ser a principal causa das inundações, em um dos bairros mais populosos e elegantes da capital paraibana, o bairro do Bessa.
 
Esse soterramento se constitui em um dos maiores mistérios envolvendo o empresário  e representantes da Justiça já que dele nunca se teve informações a respeito do seu andamento e o que o MP, por exemplo, determinou como punição ou ressarcimento pelos danos provocados ao meio ambiente.
 
Outro zun-zun-zun envolvendo Santiago refere-se a proibição da construção de um shopping na cidade de Cabedelo quando a Câmara daquela cidade decidiu por não aprovar o investimento sério concorrente aos interesses empresariais de Roberto Santiago.
 
Agora ele aparece, pelo menos nos comentários que inundam as ruas e esquinas de Cabedelo como o principal financiador do escândalo sobre a venda do mandato de Luceninha. A sua participação parece ser fundada já que a PF esteve em sua casa onde recolheu documentos que podem indicar e comprovar sua participação efetiva no escândalo.
 
Alguns espaços da imprensa comprometidos com a verdade dos fatos, como o Blog do consagrado Rubens Nóbrega revela que o envolvimento de figuras como Roberto Santiago e o sempre polêmico Fabiano Gomes serão denunciados pelo MP por participação no escândalo com transcrevemos abaixo:
 
Lucenina, Fabiano e Roberto serão denunciados pelo MP
 
Vitor Hugo, prefeito em exercício, também deverá ser denunciado por corrupção passiva
 
O ex-prefeito Luceninha, o empresário Roberto Santiago e o radialista Fabiano Gomes não estão nem serão excluídos de investigação e denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) em decorrência da Operação Xeque-Mate.
 
Luceninha deverá ser denunciado à Justiça por corrupção passiva, Ele é acusado de ter vendido o seu mandato de prefeito de Cabedelo em novembro de 2013, pouco mais de nove meses após tomar posse no cargo para o qual foi eleito em outubro de 2012.
Por conta da ‘compra de Luceninha’, Roberto Santiago, pretenso financiador da
transação para favorecer o então vice-prefeito Leto Viana, deverá responder a processo por corrupção ativa. Juntamente com Fabiano Gomes, que delator da Xeque-Mate aponta como o ‘homem da mala’ de dinheiro entregue ao ex-prefeito.
Vitor Hugo também não está ‘livre’
 
Prefeito em exercício de Cabedelo, o vereador Vitor Hugo também não está livre de ser denunciado por corrupção passiva pelo MPPB.
 
Segundo investigações e imagens já reproduzidas inclusive pelo Fantástico da Rede Globo, ele é um dos flagrados recebendo envelope da Leila Viana, secretária de Leto Viana, preso no último dia 3 pela Operação Xeque-Mate. A entrega foi feita em sala da Prefeitura Municipal.
 
Vitor Hugo disse semana passada que o tal envelope não continha propina e, sim, o seu salário de vereador. Uma explicação questionável, no mínimo, considerando que vereador não recebe salário em Prefeitura, mas na própria Câmara.
 
Aliás, nem precisa comparecer e receber no lugar onde dá expediente. Com as tecnologias de que dispõem tanto os bancos como as fontes pagadores do poder público, salários, subsídios e proventos em geral são depositados diretamente na conta corrente do servidor.
 
CINCO MILHÕES: Polícia Federal abre novo inquérito para apurar a compra do mandato de Luceninha por Leto Viana
 
Publicado por: Gutemberg Cardoso em 02/05/2018 às 06:31
 
Um novo inquérito será instaurado pela Polícia Federal para investigar denúncias feitas pelo delator da Operação Xeque-Mate, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, Lucas Santino da Silva, desta feita envolvendo a compra do mandato do ex-prefeito José Maria de Lucena Filho (Luceninha), pelo então vice-prefeito Wellington Viana França, pelo valor de R$ 5 milhões.
 
“Leto” Viana, como é conhecido, ficou na titularidade do mandato de prefeito da cidade portuária até o dia três de abril deste ano, quando foi preso por agentes da Polícia Federal, por determinação do juiz João Benedito da Silva, do Tribunal de Justiça da Paraíba. O prefeito afastado continua preso no Quinto Batalhão da Polícia Militar em João Pessoa.
 
“Luceninha” foi eleito prefeito pelo extinto PMDB em outubro de 2012 e teve “Leto” Viana, do PRP, como vice. No dia 20 de novembro de 2013, “Luceninha” surpreendeu a população e os meios políticos com um ato de renúncia ao cargo, em carta enviada à Câmara Municipal de Cabedelo. A Polícia Federal, numa nova fase, deve elucidar a responsabilidade por eventuais atos de corrupção ativa praticados por pessoas apontadas pelo ex-vereador e por eventual corrupção passiva por parte do ex-prefeito “Luceninha”.
 
No relatório da Operação Xeque-Mate, há uma referência à apropriação ilícita de salário de servidores-fantasmas. A Polícia Federal conclui, a respeito, que se trata de uma modalidade de desvio de recursos públicos institucionalizada na práxis da gestão administrativa do município de Cabedelo, tanto no âmbito do Executivo quanto no do legislativo.
 
O relatório denuncia negociatas que envolveram alocação de servidores fantasmas e seus respectivos padrinhos políticos, deslocamento e acomodação de nomes em delatores administrativos os mais variados possíveis, exoneração de servidores do Executivo seguida de nomeações dos mesmos no legislativo municipal e vice-versa.
 
“São práticas deletérias cuja atualidade é facilmente perceptível partir de métodos utilizados ao longo das investigações e que contam com a participação direta do prefeito afastado Leto Viana”, frisa o relatório.
 
Antes de solicitar à Justiça a expedição de mandados de busca e apreensão, sequestros de bens, prisões preventivas e suspensão do exercício das funções do prefeito de Cabedelo, de cinco vereadores, incluindo sua esposa, Jacqueline Monteiro França e de 80 servidores públicos, a Polícia Federal elaborou minuciosamente, com apoio do Ministério Público da Paraíba, farto material resultante das investigações sobre um esquema de desvio de dinheiro público, pagamento e recebimento de propinas, compras ilícitas de imóveis em áreas nobres da cidade e outros bens que enriqueceram o prefeito e seus aliados.
 
O relatório de 288 páginas justificou a deflagração da Operação Xeque-Mate. Antes da deflagração da Operação, a Polícia Federal montou esquema de escutas telefônicas, instalou câmeras em imóveis na frente da prefeitura de Cabedelo e na sede do PRB, partido ao qual o prefeito preso era filiado.
 
 
Fonte: Redação/Portais.
 
 

 

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JR Esquadrias