Política (266)

O prefeito eleito Dr.Jarques, sua vice-Joseilda “Melada", e veradora Márcia Roberta,  juntos num só objetivo em fazer  de São Bento uma nova  cidade, com educação, saúde, empreendorismo  e lazer. 

Uma  das maiores liderança política  do nosso estado na  cidade  de São Bento, no alto sertão  paraíbano o ex-prefeito e  ex-depudado estadual Márcio Roberto, conseguiu uma  façanha inacreditável ao sai vitorioso das urnas em 2016, e  teve a sorte de emplacar num só dia, três membros da sua casa em cargos eletivos. Marcio Roberto, nunca  esqueceu que fazer politica não  tem dia nem hora  é com  sempre  ELE diz o celular é ligado 24 horas  do dia e  sempre  atendendo  seus amigos e  eleitores  com humildade da  sua cidade em João Pessoa.

Sabendo  que  nada  era facil brigar  com  a  maquina  da  prefeitura municipal de São Bento do governo  do estado e  de muitos deputados que trabalha na região..Conseguiu exatamente o  que  queria, graças ao exelente  trabalho  que   sempre  fez  pela cidade de  São Bentos, conseguiu derrubar todas  essas estruturas  na cidade..  

Para felicidade de todos foram eleitos em São Bento; a senhora Joseilda “Melada”  para vice-prefeita esposa  de Marcio Roberto e sua filha Márcia Roberta( concluinte de odontologia), para vereadora. E para fechar com chave de ouro  com  os resultados nas eleições de Patos e Cajazeiras, onde os dois deputados estaduais foram vencedores a prefeitura local, o jovem Jullys Roberto assume o mandato como titular na Assembleia Legislativa da Paraíba.

O  ex-deputado  e exprefeito da cidade, Márcio Roberto, hoje  é consolidado  como uma  das maiores lideranças politica da região  do sertão paraíbano.

Resumindo, como diz o ditado nesta  eleição Marcio  fez, barba, cabelo e  bigode..

Em seu programa semanal “Palavra do Governador”, Ricardo Coutinho (PSB) parabenizou os novos prefeitos eleitos no último domingo e disse que espera muita criatividade para superar os efeitos da crise econômica nos municípios paraibanos. Além da criatividade, o governador sugeriu compromisso público dos gestores para justificar a confiança dos eleitores.

“Quero parabenizar a todos os prefeitos eleitos, desejar que possam com muita criatividade, e principalmente compromisso público, buscar contornar as dificuldades que são enormes em função de várias coisas e também em função de crise econômica, ultrapassar isso e ao mesmo tempo desejar a todos eles uma gestão profícua para que o povo da Paraíba possa ter avanços”, afirmou o governador.

 

Mais da metade das maiores cidades brasileiras que definiram o vencedor no 1º turno serão governadas por prefeitos milionários.

Segundo levantamento do G1, dos 37 prefeitos já eleitos para cidades com mais de 200 mil eleitores, 23 declararam ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) patrimônio de R$ 1 milhão ou mais -- o Brasil tem 92 cidades com população nessa casa.

O prefeito mais rico da lista é Vittorio Medioli (PHS), de Betim (MG), que declarou bens no valor total de R$ 352.572.936,23. Em seguida vêm o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), com R$ 179.765.700,69, e o prefeito de Salvador (BA) ACM Neto (DEM), com R$ 27.886.721,62.

Além de São Paulo e Salvador, Natal e João Pessoa são as outras capitais com prefeitos milionários. Já os prefeitos de Rio Branco, Teresina e Boa Vista têm patrimônio abaixo de R$ 500 mil.

Os estados com mais milionários entre os prefeitos eleitos para as maiores cidades brasileiras são São Paulo e Minas Gerais. Onze dos 23 são de municípios paulistas e quatro, de cidades mineiras.

O partido com mais prefeitos milionários da lista é o PSDB, com dez dos 23.

 

2º turno
O número de prefeitos com patrimônio maior que R$ 1 milhão certamente aumentará quando as urnas forem abertas para apurar o 2º turno.

 

Das 55 cidades em que haverá votação em 30 de outubro, 30 possuem, pelo menos, um milionário na disputa. Os mais endinheirados ainda na disputa são Udo Dohler (PMDB), em Joinville (SC), com R$ 11.375.509,62; Dr. Hildon (PSDB), em Porto Velho (RO), com R$ 11.261.219,90; Raul (PV), em Bauru (SP), com R$ 5.501.714,06; e Sidnei Rocha (PSDB), em Franca (SP), com R$ 4.731.357,23.

 

Em seis dessas cidades, os candidatos ainda no páreo pela cadeira de prefeito são dois milionários. Ou seja, com certeza, ao fim da eleição, serão, pelo menos, 29 os prefeitos com patrimônio superior a R$ 1 milhão.

 

Se todos os milionários na disputa se elegerem, o Brasil terá 59 -- ou seja, mais da metade --, de suas grandes cidades governadas por donos de contas bancárias com valores superiores a seis zeros.

Fonte: JL/Globo

Depois de ser liberado pela Polícia Federal, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega conversou com alguns interlocutores para negar qualquer envolvimento com esquema de corrupção e pagamento de propina descrito por Eike Batista em depoimento ao Ministério Público Federal em maio deste ano. Segundo o empresário, ele teria pago US$ 2,35 milhões em uma conta no exterior destinada ao casal de marqueteiros Monica Moura e João Santana a pedido do ex-ministro. Eike procurou espontaneamente os investigadores e depôs na condição de testemunha.

Costumeiramente comedido e cuidadoso no que diz, Mantega partiu para o ataque em relação ao empresário para as pessoas de seu círculo mais próximo.

 

— Eike falsificou balanços e enganou o mundo inteiro com seus negócios, agora está falseando essa versão de propina — disse o ex-ministro a um dos interlocutores.

A acusação de Mantega é uma menção ao fato de Eike ser acusado de manipulação ao vender ações sem informar aos investidores da situação negativa das empresas, altamente endividadas e com menos ativos à disposição do que o empresário propalava no mercado. Em 2002, Eike chegou a ser o oitavo homem mais rico do mundo, uma riqueza calculada em US$34 bilhões. No ano passado, seu patrimônio era estimado em US$1 bilhão negativo.

 

O ex-ministro negou que tenha alguma vez discutido qualquer ilicitude com Eike. Ex-integrantes da equipe do Ministério afirmam que Eike e seus assessores costumeiramente pediam reuniões com Mantega, nem sempre atendidas. O empresário fazia parte da chamada política dos “campeões nacionais” e era visto dentro do governo como um possível sucessor do empresário já falecido Roger Agnelli, que acumulou poder a frente da mineradora Vale.

 

No fim da tarde desta quinta-feira, Mantega já estava em casa. Apesar de questionar o momento da prisão, afirmou aos amigos que foi muito bem tratado pelos policiais federais. O delegado da PF responsável por detê-lo chegou a comprar-lhe um lanche porque o ex-ministro estava sem dinheiro quando foi preso. Os agentes explicaram a Mantega que não poderiam descumprir a decisão judicial.

 

A mulher de Mantega, Eliane Berger, que no momento da prisão era submetida a um procedimento cirúrgico para a retirada de um tumor, cujo material passará por biopsia para verificar se trata-se de uma nova lesão do câncer que a acomete desde 2011, não chegou a ver a detenção do marido porque já estava sedada. Ela se recupera da cirurgia no hospital Albert Einstein, em São Paulo.



 

A coligação “Uma Chance pra Mudar”,  que tem os partidos,  DEM, PMDB, PEN, PTdoB, PT, PSDB, PSL, PSDC e PSD, coligados, realizaram um dos maiores evento da cidade  de São  Bento, nesta  eleição/2016 no  alto sertão do Estado, a cidade  se transformou num maior manto sagrado de Azul  que reuniu milhares de pessoas pelas  ruas da  cidade.

 

O ‘Arrastão’, como são chamadas as passeatas da cidade, teve início às 19 horas na noite  do ultimo domingo onde reunindo milhares de São-bentenses. No percurso, a ‘Onda Azul’ se espalhou rapidamente nas principais ruas da terra das redes. Um verdadeiro tapete azul foi formado até a Rua Velha, como é popularmente chamada, localizada no centro do município, onde foi o palco de mais um comício da oposição na cidade.

O candidato Dr. Jarques da Aliança “Uma Chance pra Mudar” esteve  acompanhado no arrastão com diversas lideranças do município, candidatos a vereadores e simpatizantes do ‘Projeto 25′. Em seu discurso, Dr. Jarques, enfatizou mais uma vez suas propostas e projetos de mudança para resolver os problemas que assolam o município,  é o caso da obra do hospital que perdura por mais de uma década, e os problemas de infraestrutura, limpeza pública, transporte dos estudantes, dentre outros.

O candidato a prefeito de São Bento, Dr. Jarques Lúcio (DEM), juntamente  com sua vice- Melada Roberto,  conseguiu mais uma vez surpreender a todos presentes ao evento com sua sinceridade, desenvoltura e humildade na politica.

Onde o que  se observa pela cidade é  que o povo  quer mudança.

Sábado, 03 Setembro 2016 23:02

Lula é investigado em novo escândalo de corrupção

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De acordo com a Veja, o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o caso seja encaminhado à Justiça Federal no Distrito Federal para a apuração dos fatos

 Depois de se tornar réu e indiciado no petrolão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será agora investigado pelo mensalão. O petista foi acusado na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral de ter feito parte do esquema montado para comprar o silêncio do empresário Marcos Valério, operador do esquema de subornos descobertos em 2005.

De acordo com a Veja, o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o caso seja encaminhado à Justiça Federal no Distrito Federal para a apuração dos fatos. Pede também que seja compartilhado com o inquérito em andamento na Corte apelidado de “quadrilhão”, que revira todo o esquema de corrupção na Petrobras. Essa é a primeira vez em que o petrolão se encontra com o mensalão numa mesma investigação, tendo como elo Lula.

Teori atendeu a um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em petição enviada ao STF, a força-tarefa da Lava Jato solicita a apuração do relato feito por Delcídio que se refere à “participação de personagens centrais do Partido dos Trabalhadores, entre os quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci e Paulo Okamotto, nas tratativas voltadas ao pagamento de valores ilícitos para manter o silêncio de Marcos Valério no denominado caso do ‘mensalão’”.

O ex-senador revelou que, quando era presidente da CPI dos Correios entre 2005 e 2006, foi procurado por Valério. Naquela ocasião, o operador do mensalão ameaçava entregar o PT se o partido não pagasse uma dívida de R$ 220 milhões, referente aos recursos usados para comprar o apoio de parlamentares durante o governo Lula. Já sendo de conhecimento de Paulo Okamotto, braço-direito do ex-presidente, o tema foi levado por Delcídio até Lula, que ficou transtornado. Alguns dias depois, segundo depoimento de Delcídio, Palocci entrou em contato e disse que iria resolver o desentendimento. O ex-senador ainda conta que ouviu dizer que as empreiteiras do petrolão ajudaram a comprar o silêncio de Valério.

O ex-presidente também está sendo investigado em outra frente do mensalão. Os procuradores da Lava Jato em Brasília apuram as acusações feitas por Marcos Valério num depoimento prestado ao Ministério Público Federal (MPF) em setembro de 2012. Naquela altura, o então empresário, condenado a 37 anos de prisão, chegou a negociar uma delação, mas acabou recusando o acordo.

Conforme o operador do mensalão, a empresa Portugal Telecom saldou uma dívida de $ 7 milhões de campanhas do PT. A transação foi realizada no exterior por meio de fornecedores da companhia de telecomunicação sediados em Macau. Como prova, Valério entregou quatro folhas com dados de contas bancárias fora do Brasil, que teriam sido utilizadas pelo PT para quitar despesas das eleições de 2002 e 2004.

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Federal e o MPF para checar as acusações feitas por Valério, que se negou a prestar novas informações. Após três anos, concluíram que seria inviável avançar nas pistas dadas pelo empresário, pois os fatos eram antigos – e pediram o arquivamento das investigações. O juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara federal em Brasília, no entanto, determinou que o caso fosse reaberto.

Segundo o magistrado, há contradições nos depoimentos dos suspeitos e algumas dúvidas que ainda precisam ser esclarecidas. Determinou, por isso, uma série de novas diligências. O processo foi direcionado aos procuradores do grupo de trabalho da Lava Jato, que devem utilizar as informações levantadas ao longo do inquérito para aprofundar as investigações sobre a conexão entre o petrolão e o mensalão.

No dia 12 de setembro, Marcos Valério deverá prestar depoimento ao juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba. O operador do mensalão será questionado sobre o empréstimo de R$ 12 milhões feito entre o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, e o banco Schahin.

Em 2012, segundo o próprio Valério declarou ao MPF, uma parte dos recursos foi usada para comprar o silêncio de Ronan Maria Pinto, empresário que ameaçava envolver dirigentes do PT com o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, em janeiro de 2002. Procuradores da operação acreditam que todos esses esquemas estejam relacionados entre si, e sob o comando de Lula, que nega as acusações.

Jornalista : Daniel Menezes

 

Portaria assinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, na  ultima quinta-feira (1º), regulamenta a doação por meio de cartão de crédito a candidatos e a partidos políticos nas eleições deste ano.

O assunto foi discutido durante a sessão plenária de ontem e, em seguida, foi objeto da Portaria TSE nº 930, que contém as orientações sobre os procedimentos a serem observados na arrecadação eleitoral de recursos por meio de cartão de crédito, a partir de sugestões da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias do TSE, seguindo o previsto na Resolução TSE nº 23.463/2015.

De acordo com a portaria, que entra em vigor na data de sua publicação, a emissão do recibo eleitoral e a verificação da origem e da licitude dos recursos doados bem como o limite de doação permitido são de exclusiva responsabilidade do candidato (ou do administrador financeiro por ele designado), do presidente e tesoureiro do partido político, que também são responsáveis por verificar a correlação entre o doador e o titular do cartão. As doações realizadas por pessoas físicas são limitadas a 10% dos rendimentos brutos do doador no ano-calendário anterior à eleição.                                                                                                                    

Somente o titular do cartão poderá fazer a doação. Os bancos deverão encaminhar às empresas responsáveis por habilitar candidatos e partidos a receberem a doação nome e CPF do titular do cartão, data, horário e valor da doação, que serão repassadas aos candidatos e aos partidos. A portaria prevê ainda que eventuais estornos ou desistências da despesa do cartão de crédito serão informados pela instituição de pagamento emissora do cartão de crédito ao TSE e ao candidato ou partido político.

As instituições de pagamento credenciadoras ou emissoras de cartão de crédito, conforme o caso, deverão apresentar relatório individual das doações recebidas a requerimento de candidato, partido político ou por diligência da Justiça Eleitoral.

Tratativas
 

A portaria é resultante de tratativas do TSE junto às instituições administradoras de cartão de crédito, ao Banco Central do Brasil (Bacen) e ao Ministério da Fazenda para dar efetividade à Resolução nº 23.463/2015, que prevê a possibilidade de doação por esta modalidade, e atende a reivindicações de partidos políticos para regulamentar o recebimento de doações nesta modalidade.

O presidente do TSE destacou a importância da medida, principalmente no primeiro pleito sem financiamento de campanhas por parte de empresas. “Temos agora um modelo peculiar de financiamento, e qualquer dificuldade nessa seara, claro, desestimula as doações e dificulta o sistema completo de financiamento”, afirmou o ministro Gilmar Mendes.
 

O artigo 20 da Resolução nº 23.463 do TSE estabelece que, para arrecadar recursos pela internet, o partido e o candidato deverão tornar disponível mecanismo em página eletrônica, devendo ser observados os seguintes requisitos: identificação do doador pelo nome e pelo CPF; emissão de recibo eleitoral para cada doação realizada, dispensada a assinatura do doador; e utilização de terminal de captura de transações para as doações por meio de cartão de crédito e de cartão de débito.

Com TSE

Quarta, 31 Agosto 2016 22:23

Sucessores de Dilma são 3 acusados de corrupção

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 A AP (Associated Press), publicou uma reportagem na ultima terça-feira (30), reproduzida em jornais como o norte-americano Washington Post, em que lembra que os três próximos da linha de sucessão da presidente Dilma Rousseff, respondem a acusações de corrupção

O primeiro na linha, o presidente interino Michel Temer, foi delatado pelo ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, por ter supostamente pedido dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras para pagar contas da então candidatura de Gabriel Chalita (então no PMDB, hoje no PDT) à Prefeitura de São Paulo, em 2012. As quantias teriam sido transferidas por forma de doação legal pela empreiteira Queiroz Galvão.

Além disso, Temer foi acusado de ter apontado um lobista para distribuir entre 1997 e 2001 propinas oriundas de negócios com etanol. O interino nega todas as acusações, mas a AP lembra que ele está inelegível por oito anos por cometer crime eleitoral em 2014.

O segundo da linha sucessória é Rodrigo Maia, eleito recentemente para a Presidência da Câmara dos Deputados. De acordo com a agência, um auxiliar de um governador disse que Maia recebeu doações ilegais para campanhas políticas. Ele nega.

O terceiro, prossegue a Associated Press, é Renan Calheiros, presidente do Senado. Lembrando que Calheiros assume o governo em uma eventual viagem de Temer e Maia, a agência conta que o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu várias investigações contra ele no escândalo da Petrobras. Calheiros também foi delatado por Machado, que afirmou que o senador recebeu quase US$ 10 milhões em propinas por cerca de dez anos. O presidente do Senado também nega as acusações.

Por:Daniel Menezes

 

 

A cerimônia ocorreu no plenário do Senado, que estava lotado de senadores, deputados, ex-parlamentares e convidados. Temer leu juramento em que se compromete a defender e respeitar a Constituição. Em seguida, foi lido o termo posse

O plenário do Congresso Nacional acaba de dar posse a Michel Temer como presidente da República. Ele já estava no cargo interinamente desde o afastamento de Dilma Rousseff por consequência da abertura do processo de impeachment dela, em maio deste ano. A posse foi dada pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A cerimônia ocorreu no plenário do Senado, que estava lotado de senadores, deputados, ex-parlamentares e convidados. Temer leu juramento em que se compromete a defender e respeitar a Constituição. Em seguida, foi lido o termo posse. 

A posse foi marcada logo após o plenário do Senado decidir pelo impedimento da presidenta e Temer ser notificado de que assumiria definitivamente a Presidência da República até 31 de dezembro de 2018, quando termina o mandato.
Michel Temer é jurista especializado em direito constitucional e atuou como parlamentar por cerca de 25 anos, entre mandatos assumidos como eleito e suplente. Foi presidente da Câmara dos Deputados por três vezes e foi eleito como vice-presidente junto com Dilma Rousseff em 2010 e depois reeleito em 2014
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Mário Coelho
Correspondente em Brasília (DF)
 

A fase final do processo de impeachment da presidente afastada da República, Dilma Rousseff, começa nesta quinta-feira (25), mas a atenção da maior parte dos senadores está voltada para a próxima segunda-feira dia (29). É neste dia que a petista comparece ao Senado para prestar depoimento, sua última cartada na tentativa de permanecer no mandato.

Amanhã começam os depoimentos de oito testemunhas no processo de impeachment, seis de defesa e duas de acusação. Elas serão questionadas inicialmente pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comanda esta fase do processo. Depois, cada senador poderá falar por seis minutos. Por fim, acusação e defesa possuem dez minutos individualmente.

Muro do impeachment é reerguido na Esplanada dos Ministérios, em Brasília
 
Muro do impeachment é reerguido na Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Apesar das conversas nesta quarta-feira (24) entre aliados do presidente interino Michel Temer para tentar acelerar o processo, nos bastidores o que mais movimentava os senadores é a presença de Dilma. "Este é o fato novo do processo. Todos já conhecem o depoimento das testemunhas", disse o senador Reguffe (sem partido-DF) ao Terra .

Dilma Rousseff terá 30 minutos pra se manifestar, com o tempo podendo ser prorrogado a critério de Lewandowski. Depois, cada senador terá dez minutos para questioná-la. “É imprevisível o que poderá acontecer”, comentou o senador José Agripino (DEM-RN). Na visão do presidente nacional do DEM, porém, não deve ocorrer mudança de placar. Ou seja, que será repetido o placar das outras votações, todos desfavoráveis a Dilma.

“Não terei a ousadia de pré-estabelecer (o resultado), mas a tendência pelo pronunciamento dos demais senadores é que isso será mantido, tem sido a rotina nas outras votações”, acrescentou o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). Na visão dele, Dilma "deve explicações ao Brasil". E deve usar seu pronunciamento para “minimizar os danos” que ela teria causado durante seu governo.Senadores aliados de Dilma usarão os próximos dias para preparar a petista para o depoimento de segunda-feira. Vão simular perguntas que a base governista de Temer deve fazer a ela. E vão reforçar que a presença dela reforça a linha de argumentação usada pelos senadores de PT, PCdoB e PDT durante toda a discussão do impeachment no Senado.

“Não temos dúvidas que sim”, afirmou a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), ao ser questionada se a presença de Dilma pode alterar o placar previsto nos bastidores. Governistas acreditam que a acusação, para condenar a petista por crime de responsabilidade, pode ter até 61 votos favoráveis. São necessários ao menos 54 dos 81 senadores para o impeachment ser aprovado. “Vamos lutar até o fim”, completou.

Testemunhas

Pelo calendário estabelecido pelos líderes com Lewandowski, serão ouvidas quatro testemunhas amanhã e outras quatro na sexta. Prestarão depoimento pela defesa o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, do jurista Geraldo Prado, a ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck, o ex-secretário executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa e o professor de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Ricardo Lodi.

Pela acusação, foram arrolados o procurador do Ministério Público de Contas Júlio Marcelo de Oliveira, responsável pela acusação que resultou na recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) pela rejeição das contas de Dilma de 2014, e o auditor do TCU Antonio Carlos Carvalho.

Líderes governistas tentaram fechar um acordo hoje para acelerar as sessões dos próximos dois dias. Queriam limitar a falta de senadores a um por partido. No entanto, não houve acordo na base aliada. Desta forma, será feita uma recomendação aos parlamentares para que não se alonguem nos pronunciamentos e nem repitam as perguntas já feitas pelos colega

Especial para Terra

 

 

 

JR Esquadrias