Política (246)

 

As investigações apontaram que os integrantes da cúpula do PMDB, entre eles o presidente da República, participavam de uma organização criminosa voltada para obter, direta e indiretamente, propinas em órgãos da administração pública federal

Para a Polícia Federal (PF), há indícios de que o presidente Michel Temer e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Eliseu Padilha (Casa Civil) cometeram crime de corrupção. De acordo com o Estadão, a informação consta do relatório final do inquérito sobre o chamado “quadrilhão” do PMDB na Câmara dos Deputados, que será, possivelmente, uma das bases de nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o atual presidente.

Ainda conforme reportagem, a PF apontou evidências de envolvimento do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e dos ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha no suposto esquema. Os três estão atualmente presos por crimes investigados nas operações Lava Jato e "Cui Bono?". As investigações apontaram que os integrantes da cúpula do PMDB, entre eles Temer, participavam de uma organização criminosa voltada para obter, direta e indiretamente, propinas em órgãos da administração pública federal.

A PF sustenta que, além de corrupção ativa e passiva, a engrenagem criminosa envolvia lavagem de dinheiro, fraude a licitações públicas, evasão de divisas, entre outros delitos. O relatório sobre o caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir se denuncia Temer e seus ministros com base nas conclusões do inquérito.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou à reportagem do Estadão que só irá se pronunciar quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta. Os outros nomes mencionados na reportagem não se pronunciaram sobre o assunto.

Por: opovo

O religioso deputado Anastácio do PT, descarregou a artilharia no prefeito de João Pessoa, durante o pronunciamento na tribuna da casa.

O deputado estadual Frei Anastácio, do PT, deixou a religiosidade de lado, e descarregou a artilharia contra o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), durante pronunciamento na tribuna da Casa, chamando o gestor de peste e até mesmo de desgraça. Anastácio falava sobre outros assuntos, quando, de repente, tocou no nome do prefeito e surpreendeu.

“Eu não vou falar desse prefeito de João Pessoa, já se conhece quem é essa desgraça. Quem não conhece quem é Luciano Cartaxo. Aquilo trai até a mãe. Pode ver quando terminar o mandato desse camarada aonde ele vai cair. Eu não quero falar dele não. Um dia ele vai ter o dele. Eu conheço aquela peste”, disparou.

A declaração surpreendeu a todos que acompanhavam a sessão. Anastácio e Cartaxo já foram colegas de bancada na Assembleia Legislativa da Paraíba, quando o gestor era filiado ao PT, mas se afastaram depois que o prefeito decidiu deixar a legenda sem dizer nada a ninguém.

DO OUTRO LADO

Chocada com as declarações do Frei Anastácio, a deputada Eliza Virgínia (PSDB), aliada de Cartaxo, especulou que o deputado deve estar com problemas mentais ou de saúde. “Eu só posso dar o crédito à idade, ao cansaço, a problemas de saúde. Talvez esteja faltando tomar algum remedinho”, comentou

Eliza disse que a Assembleia não deveria aceitar tais excessos dos parlamentares e sugeriu que o caso foi encaminhado à Comissão de Ética da Casa. “O que ele falou não poderia ser dito na tribuna, nem poderia usar espaço público para dizer palavras tão derigrentes. No mínimo, ele foi deselegante. Pelo fato dele ser um religioso deveria ser mais complacente e menos desmedido com as palavras”, opinou.  

 

Fonte: PBagora

 

 

As traições dos aliados somadas ao desgaste de quem votou para manter o peemedebista provocaram um trauma que o Palácio

Está em alta, no Congresso, a ansiedade em torno da chegada de uma nova denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente Michel Temer. Líderes aliados na Câmara avaliam que a situação agora é muito delicada. Desde que conseguiu se safar da primeira denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o governo não conseguiu reorganizar a base aliada a contento.

As traições dos aliados somadas ao desgaste de quem votou para manter o peemedebista na cadeira presidencial provocaram um trauma que o Palácio do Planalto tentou curar por meio de demissões de indicados por “traidores” no segundo escalão. Mas a operação não sanou todos os problemas que Temer colecionou ao conseguir enterrar o prosseguimento da investigação de que teria cometido corrupção passiva.

Agora, o presidente está refém do conteúdo que embasará uma nova denúncia por obstrução à Justiça, formação de quadrilha ou os dois.

— Desde o momento seguinte à votação da última denúncia, o governo vem tentando reorganizar a base. O presidente ainda não conseguiu se safar dessa realidade que é a fragilidade da base. Se de fato vier uma nova denúncia, quanto maior o desgaste, mais corroída fica a relação dele com a base. Vamos ver se vai vir essa denúncia, se é consistente. Se tiver, entorna o caldo — opina o líder do PSD, Marcos Montes (MG).

O líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB), diz que o Planalto ainda não começou a mobilizar a tropa aliada para se defender de uma nova flechada de Janot, mas concorda com o colega do PSD sobre a inconsistência da base, pouco menos de um mês após o arquivamento da denúncia por 263 votos a 227, no dia 2 de agosto.

— A base apresenta certa vulnerabilidade. E é imprevisível o que vai acontecer, dependendo dos elementos da nova denúncia — diz Efraim.

Para piorar, a base está irritada com o ministro Antônio Imbassahy (PSDB), responsável pela articulação política, o que deteriora ainda mais a situação de Temer no Congresso. Inicialmente, os partidos do chamado centrão, notadamente o PP, o PTB e o PRB, pediram a saída do tucano diante do comportamento do PSDB em relação ao governo. Na votação do dia 2, o PSDB rachou e só metade da bancada votou contra a denúncia.

Se, na primeira vez, o governo lançou mão da liberação de verbas para convencer deputados de que valia a pena votar para manter Temer, esse recurso agora já não está mais tão disponível. O Planalto já gastou grande parte da cota de emendas para acalmar os parlamentares. Eles reclamam que foram feitas promessas vãs de melhor tratamento. As principais reclamações são sobre Imbassahy e Moreira Franco, secretário-geral.

Conforme antecipado ontem na coluna Poder em Jogo, de Lydia Medeiros, desde o dia 2 de agosto o governo reduziu drasticamente a liberação para o empenho de emendas parlamentares, que é a promessa de pagamento futuro dos valores destinados a projetos de deputados e senadores.

EMENDAS COM ESTOQUE LIMITADO

Em junho e julho, houve uma explosão na liberação das emendas do Orçamento da União de 2017, isso sem contar os pagamentos de emendas de anos anteriores, que também aumentaram no período. Segundo dados enviados pelo deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) ao Ministério Público, a liberação de emendas apenas para os deputados caiu de cerca de R$ 2 bilhões, em julho, para apenas R$ 41,8 milhões até o dia 23 de agosto.

Com a iminência da chegada de uma nova denúncia, a expectativa era a de que seria retomado fôlego na liberação dos recursos. Mas a base está frustrada porque, nos últimos dias, o governo cancelou alguns repasses, seja por problemas técnicos nas obras indicadas ou por remanejamentos dentro do arrocho fiscal.

O Globo

O vereador argumentou que o espaço do físico edifício sede do Poder Legislativo Municipal não seria suficiente para o número de convidados do ex-presidente da República.

Em nota divulgada na noite desta quinta-feira (24), a Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) informou que a entrega do Título de Cidadão Pessoense ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, inicialmente agendada para o plenário Senador Humberto Lucena, na sede do Legislativo pessoense, foi transferida para o Ponto de Cem Réis.

Confira a nota, na íntegra:

Nota

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) comunica que, atendendo a solicitação do vereador Marcos Henriques (PT), autor de requerimento que cria a Sessão para a Entrega do Título de Cidadão Pessoense ao Senhor Luís Inácio Lula da Silva, concedido em 1997 pelo ex-vereador, já falecido, Júlio Rafael, resolve transferir a entrega da homenagem para o Ponto dos Cem Réis, localizado no Centro da Capital paraibana, onde haverá um ato público para comemorar o título.

O vereador argumentou que o espaço do físico edifício sede do Poder Legislativo Municipal não seria suficiente para o número de convidados do ex-presidente da República. Compreendendo, outrossim, que o “ato jurídico perfeito” já fora concluído em 1997, quando da aprovação do título ao homenageado por parte do saudoso vereador Júlio Rafael.

Informamos, ainda, que, em função da mudança, o acesso e cadastramento de convidados, imprensa, segurança e demais profissionais envolvidos na entrega do título deixam de ser de responsabilidade da CMJP e passam a ser de inteira responsabilidade dos organizadores da homenagem ao ex-presidente.

A Casa Napoleão Laureano reitera que esteve todo tempo, desde a apresentação da propositura de entrega do título ao homenageado, aberta a receber tal cerimônia, mesmo reconhecendo que o processo legislativo já foi concluído pelo Plenário da Casa.

Em nota da:
Mesa Diretora da CMJP

O vereador argumentou que o espaço do físico edifício sede do Poder Legislativo Municipal não seria suficiente para o número de convidados do ex-presidente da República.

Em nota divulgada na noite desta quinta-feira (24), a Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) informou que a entrega do Título de Cidadão Pessoense ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, inicialmente agendada para o plenário Senador Humberto Lucena, na sede do Legislativo pessoense, foi transferida para o Ponto de Cem Réis.

Confira a nota, na íntegra:

Nota

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) comunica que, atendendo a solicitação do vereador Marcos Henriques (PT), autor de requerimento que cria a Sessão para a Entrega do Título de Cidadão Pessoense ao Senhor Luís Inácio Lula da Silva, concedido em 1997 pelo ex-vereador, já falecido, Júlio Rafael, resolve transferir a entrega da homenagem para o Ponto dos Cem Réis, localizado no Centro da Capital paraibana, onde haverá um ato público para comemorar o título.

O vereador argumentou que o espaço do físico edifício sede do Poder Legislativo Municipal não seria suficiente para o número de convidados do ex-presidente da República. Compreendendo, outrossim, que o “ato jurídico perfeito” já fora concluído em 1997, quando da aprovação do título ao homenageado por parte do saudoso vereador Júlio Rafael.

Informamos, ainda, que, em função da mudança, o acesso e cadastramento de convidados, imprensa, segurança e demais profissionais envolvidos na entrega do título deixam de ser de responsabilidade da CMJP e passam a ser de inteira responsabilidade dos organizadores da homenagem ao ex-presidente.

A Casa Napoleão Laureano reitera que esteve todo tempo, desde a apresentação da propositura de entrega do título ao homenageado, aberta a receber tal cerimônia, mesmo reconhecendo que o processo legislativo já foi concluído pelo Plenário da Casa.


Mesa Diretora da CMJP

Participaram da reunião o presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Marcos Vinícius (PSDB); o 2º Secretário da Mesa Diretora, Dinho (PSD); Bispo José Luíz (PRB) e João Corujinha (PSDC), além do procurador jurídico da Casa Napoleão Laureano, Antônio Paulo Rolim, e o secretário de Comunicação, Janildo Silva

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), recebeu no final da manhã desta terça-feira (22), em seu gabinete, uma comitiva de vereadores de João Pessoa. A Parceria Público-Privada (PPP), desenvolvida pela gestão Dória, foi o tema do encontro, do qual participaram o presidente da Câmara pessoense, Marcos Vinícius (PSDB); o 2º Secretário da Mesa Diretora, Dinho (PSD); Bispo José Luíz (PRB) e João Corujinha (PSDC), além do procurador jurídico da Casa Napoleão Laureano, Antônio Paulo Rolim, e o secretário de Comunicação, Janildo Silva.

A PPP desenvolvida pela prefeitura de São Paulo tem revitalizado parques e logradouros públicos e atuado exemplarmente na área de saúde, no atendimento às pessoas carentes, junto aos maiores hospitais particulares de cidade. Segundo o prefeito paulista, o convênio permite que usuários do SUS sejam atendidos pelo que até pouco tempo atrás “era considerado somente um hospital de rico”, como sublinhou o prefeito, em horários pré-definidos.

Para Marcos Vinícius, o encontro foi importante para que os parlamentares de João Pessoa conhecessem de perto as experiências exitosas realizadas pelo executivo municipal em São Paulo. “Essas ideias podem ser sugeridas por nós, vereadores, para a Prefeitura de João Pessoa e, a partir daí a cidade se tornar um laboratório para ações que venham a melhorar a vida da população da nossa Capital”, comentou o presidente do Legislativo pessoense.

Dória em João Pessoa

A comitiva liderada pelo vereador Marcos Vinícius aproveitou a visita para convidar João Dória a se integrar na programação que celebra os 70 anos da Câmara de Vereadores de João Pessoa. A ideia é que o prefeito de São Paulo compartilhe as experiências bem-sucedidas da PPP com o Legislativo pessoense, em uma palestra na Casa Napoleão Laureano.

O prefeito paulista mostrou interesse e tenta encaixar uma data, já na próxima semana, quando passa pelo Nordeste.

 Secom CMJP

 

Declaração foi feita pelos advogados do casal de marqueteiros em pedido ao juiz Sergio Moro para liberar os bens confiscados na Operação Lava Jato

A defesa do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura enviou ao juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, um pedido para que sejam liberados os bens bloqueados na operação. O documento, assinado pelos advogados Beno Brandão, Alessi Brandão e Juliano Campelo Prestes, alega que o casal passa por dificuldades financeiras.

Santana e Mônica foram responsáveis pelas campanhas que elegeram os petistas Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014) à Presidência. No processo movido contra o casal, Moro determinou o confisco de quase 22 milhões de reais de uma conta na Suíça. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os marqueteiros receberam verbas ilícitas ao organizarem campanhas políticas no Brasil e no exterior.  

“Ocorre que os colaboradores estão passando por dificuldades financeiras decorrentes do bloqueio dos valores, bem como, pelo fato de não poderem trabalhar e auferir renda para seus gastos pessoais e de suas famílias, sendo, então, de vital importância a restituição dos valores remanescentes, inclusive, para pagamento dos honorários advocatícios”, disseram os advogados.

A defesa disse que Santana e Mônica estão realizando “esforços hercúleos” para acelerar a repatriação dos recursos confiscados na Suíça e não podem ser punidos pela demora das autoridades em concluir o processo. E conclui o documento pedindo a liberação de “todo o valor remanescente” que foi bloqueado.

Os marqueteiros foram presos na 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé, mas acabaram soltos em agosto do ano passado, após o pagamento de fiança de 30,7 milhões de reais. O casal fechou um acordo de delação premiada, cujos detalhes foram tornados públicos em maio. Entre outras revelações, eles afirmaram que Lula e Dilma sabiam dos pagamentos via caixa dois para despesas de campanha.

Fonte: veja.abril.

O médico Aníbal Marcolino chega ao mandato com a licença anunciada pelo deputado estadual Jullys Roberto, atualmente no PMDB. Eles disputaram as eleições de 2014 pelo PEN 

O deputado Jullys Roberto (PMDB) se licenciará do mandato da Assembleia Legislativa para tratamento médico e abrirá espaço para o suplente Aníbal Marcolino rerornar à Assembleia Legislativa. A informação foi confirmada, pelo próprio Aníbal. E  as mudanças devem ocorrer nas próximas semanas.

Jullys Roberto assumiu a titularidade do mandato, em janeiro deste ano, após a posse de José Aldemir (PP), na Prefeitura de Cajazeiras. Jullys disputou a vaga pelo PEN e ficou na suplência da coligação formada pelo (PSDB / PEN / PP / PR / PTB) com 28.468 votos. Em seguida, se filou ao PMDB, partido de seu pai, o ex-deputado Márcio Roberto. Filiado, atualmente no PSD, Aníbal disputou as eleições, em 2014, pelo PEN.

Fonte Blogdoandersonsoares

No Parlamento brasileiro, a árvore genealógica política é mais enraizada no Nordeste, mas tem ramificações frondosas por todos os estados e partidos representados no Congresso

 

Palco de escândalos políticos, troca de acusações e agressões verbais, o Congresso Nacional é também um ambiente familiar. Pelos plenários, corredores e gabinetes, uma bancada expressiva de  parlamentares bem poderia chamar de pai, filho, tio, sobrinho, primo ou, até mesmo, de amor aqueles que tratam pelo formal Vossa Excelência. Ao menos 60 deputados e senadores têm familiares no exercício do mandato, na suplência ou licenciados na Câmara e no Senado. Eles estão longe de ser exceção. De pai para filho, a política brasileira virou um grande negócio de família.

Levantamento da Revista Congresso em Foco revela que pelo menos 319 deputados (62%) e 59 senadores (73%) têm laços de sangue com outros políticos. Há parlamentares com sobrenomes associados nacionalmente à política, como Maia, Calheiros, Cunha Lima, Caiado, Barbalho e Magalhães, outros de influência regional e aqueles que inauguraram essa tradição.Os números são tão expressivos que fazem o Brasil superar nesse quesito a Índia e sua conhecida sociedade de castas. Pesquisa publicada em 2011  pelo historiador britânico Patrick French mostra que 28% das cadeiras da Câmara indiana eram ocupadas por deputados com políticos na família.

Caso a caso

No Parlamento brasileiro, a árvore genealógica política é mais enraizada no Nordeste, mas tem ramificações frondosas por todos os estados e partidos representados no Congresso. O papel da família na eleição de cada um desses parlamentares deve ser analisado caso a caso. Há descendentes de ex-senadores, ex-deputados e ex-governadores, assim como familiares de políticos de expressão regional, bem como aqueles que se elegeram conciliando a força do nome com atuação destacada em outras áreas.

Também há casos de congressistas que, a despeito do parentesco, ou não fizeram uso do sobrenome ou até que são adversários políticos. Existem, ainda, os que desbravaram sozinhos o espaço na política e agora preparam, dentro de casa, seus sucessores. Qualquer que seja a situação, é inegável que o capital político familiar representa uma vantagem em relação aos adversários e um atalho para o sucesso eleitoral.

Conhecer desde o berço os bastidores do meio é apenas um dos diferenciais. Além do poder político, muitos herdam o poder econômico. São mais ricos ou têm mais facilidade de arrecadar dinheiro  para as campanhas eleitorais do que seus concorrentes. Muitos são donos de veículos de comunicação, como rádios e TVs e controlam ainda as principais máquinas partidárias de seus estados.

Caça ao dinheiro

O cientista político Ricardo Costa Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), observa que, em vez de diminuir, a influência do parentesco na política, herança da colonização portuguesa, tem crescido no país, principalmente por causa do encarecimento das campanhas eleitorais.

“A política é cada vez mais um negócio de família no Brasil. As eleições estão cada vez mais caras. Muitos políticos bem sucedidos têm de organizar e  possuir uma estrutura de dinheiro, uma estrutura familiar política para beneficiá-los. Os candidatos mais fortes e com boas condições de elegibilidade concentram mais dinheiro e muitas vezes contam com a família na política. Isso é um fenômeno também de reprodução do poder político”, explica o professor.

Nesse ciclo vicioso, sobra pouco espaço para renovação de nomes e ideias. “No atual sistema político, só se elege quem é profissional, quem tem muito dinheiro, quem tem muita estrutura. Quem é amador,  político novo, só com suas idéias, não consegue se eleger de primeira vez, ressalvadas as exceções. Somos uma república de famílias”, avalia o professor, que estuda o tema há mais de 20 anos. Esse tipo de relação não se restringe ao Congresso e à política.

Todos os poderes

Pesquisas coordenadas recentemente por Ricardo Oliveira evidenciam o peso dos laços familiares em outros campos do poder no Brasil: do Executivo federal (17 ministros do presidente Michel Temer são de famílias de políticos) ao municipal (16 dos 26 prefeitos de capitais eleitos em 2016). O modelo também é reproduzido no Judiciário e no Ministério Público. No Supremo Tribunal Federal,  por exemplo, 8 dos 11 ministros têm parentes na área do Direito. Metade dos 14 integrantes da força-tarefa da Lava Jato também tem familiares magistrados e procuradores.

Para o professor José Marciano Monteiro, da Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, não há como compreender o Brasil sem analisar as relações entre família e política. “Não existe a renovação que muitos cientistas políticos apontam no Congresso. Há renovação de agentes que pertencem às mesmas famílias, têm os mesmos hábitos, visão de mundo e práticas dos antecessores. As eleições apenas legitimam esses grupos”, argumenta o cientista social.

Segundo ele, a concentração do poder político em  poucas famílias impõe ao Brasil uma agenda refém de interesses privados, favorece as desigualdades econômicas e sociais e a corrupção. Não por acaso, ressalta, as relações de parentesco costumam aparecer em esquemas de corrupção. Só para ficar no exemplo da Lava Jato, há casais, pais e filhos, sobrinhos e primos entre os parlamentares investigados.                                                                                                                                                                           Fonte: Gazeta da Semana

 

 


 

 

 

   

A herdeira bilionária recheou uma mala da marca Rimowa de objetos que o ex-presidente poderá transformar em dinheiro, entre eles, um relógio Rolex (R$ 100 mil) e um anel de diamantes da joalheira Emar Batalha (R$ 145 mil), que enfeitou um editorial da revista "Vogue". "Lula vai poder penhorar tudo".

Roberta Luchsinger, herdeira da família fundadora do banco Credit Suisse, decidiu lançar um movimento de apoio financeiro ao ex-presidente Lula, que suas contas bloqueadas pelo juiz Sérgio Moro; "Com o bloqueio dos bens de Lula, Moro tenta inviabilizá-lo tanto na política quanto pessoalmente. Vou fazer uma doação para que o presidente possa usar conforme as necessidades dele", diz Roberta

 Herdeira da família fundadora do banco Credit Suisse, Roberta Luchsinger, 32, decidiu lançar um movimento de apoio financeiro ao ex-presidente Lula, que teve seus recursos, em planos de previdência e contas bancárias, bloqueados a pedido do juiz Sergio Moro.

A neta do suíço Peter Paul Arnold Luchsinger abriu o bolso, o closet e o cofre para fazer uma doação pessoal ao petista no valor de cerca de R$ 500 mil em dinheiro, joias e objetos de valor.

"Com o bloqueio dos bens de Lula, Moro tenta inviabilizá-lo tanto na política quanto pessoalmente. Vou fazer uma doação para que o presidente possa usar conforme as necessidades dele", diz Roberta.

Ela saca da bolsa Hermés um cheque ao portador no valor de 28 mil francos suíços (cerca de R$ 91 mil), mesada que recebia do avô morto em 8 de julho, aos 92 anos.

"Foi o último cheque que recebi dele e vou repassar integralmente ao Lula. Agora, já podem dizer que ele tinha conta na Suíça, aquela que os procuradores da Lava Jato tanto procuraram e não acharam", ironiza Roberta.

A herdeira bilionária recheou uma mala da marca Rimowa de objetos que o ex-presidente poderá transformar em dinheiro.

Entre eles, um relógio Rolex (R$ 100 mil) e um anel de diamantes da joalheira Emar Batalha (R$ 145 mil), que enfeitou um editorial da revista "Vogue". "Lula vai poder penhorar tudo", sugere a doadora.

Fonte:brasil247

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JR Esquadrias