Terça, 26 Fevereiro 2019 18:23

Ricardo gasta saliva, mas não explica os fatos escabrosos da Operação Calvário

Escrito por  por jampanews.
Avalie este item
(0 votos)
O que Ricardo precisa saber é que o povo tem mente os métodos que sua gestão adotou para conduzir as licitações públicas de forma tão descarada como ficou comprovado nas gravações e sobejamente demonstrado com a prisão do servidor. (Jampanews)
 
O ex-governador Ricardo Coutinho quebrou o silêncio constrangedor sobre os acontecimentos que envolveram a Cruz Vermelha e sua gestão. Como sempre, Ricardo escolheu o espaço adequado para dar os esclarecimentos mais convenientes para sua defesa sem ser molestado pelas réplicas que o assunto desperta.
 
Muito a vontade, confiante de que não seria surpreendido por perguntas inconvenientes, já que todo questionário parece ter sido elaborado para não lhe constranger e lhe propiciar oportunidade para dizer o que lhe interessava sobre o assunto, Ricardo falou de tudo de bom na Saúde, de todos os benefícios e melhorias reconhecidas por todos e aplaudidas, mas não explicou as gravações nem a prisão do servidor ligado a sua secretária de administração, que é o que interessava e interessa de fato a opinião pública paraibana até o momento abalada e estarrecida com o escândalo da Operação Calvário.  
 
Esbanjar saliva para dizer que  a saúde paraibana melhorou com a gestão pactuada não seria o foco da entrevista depois de tanto tempo de silêncio sobre os fatos escandalosos que levaram sua gestão para a latrina onde chafurdam os corruptos contumazes.
 
O que Ricardo devia ter feito e não fez, porque não tem como fazer, seria desmentir as gravações ou revogar a prisão do auxiliar de primeiro escalão e da inteira confiança ao ponto de ir apanhar em um restaurante do Rio de Janeiro propina acantonada em caixas de vinho recomendadas para climas frios como o de Bananeiras.
 
Impossibilitado de desfazer ou desmentir as provas avassaladoras que joga sua gestão na lama comum que afoga esse país e esse estado, Ricardo limitou-se a falar do que fez lembrando um antigo e conhecido governador paulista, Ademar de Barros, cujo slogan ficou conhecido no Brasil como aquele que “rouba, mas faz”, slogan esse que depois o indefectível Paulo Maluf adotou, o que nos leva acreditar que Ricardo não inovou tanto na política, já que parece ter ido buscar em fontes antigas inspiração para governar.
 
Além do mais a entrevista tem cheiro de espaço encomendado pronto e acabado para o entrevistado dar seu show particular e muitas das vezes explicar o que não tem explicação como no caso em questão onde um escândalo de tamanha envergadura não teve seus aspectos escabrosos abordados, enfatizados, já que se faz necessário satisfazer a indignação dos que se sentem traídos por votar num esquema político que se dizia imune a corrupção, versão que é destruída pelas investigações da Operação Calvário.
 
A entrevista parece ter sido urdida, não para dar satisfações à opinião pública, mas para manter acesa a fé dos que professam a religião de Ricardo Coutinho e que estavam desnorteados sem ter como defendê-lo das terríveis acusações, inibidos e encurralados nas redes sociais, onde ninguém apareceu para refutar os desdobramentos da operação que demoliu sua imagem de homem público probo.
 
É possível que depois dessa entrevista ressurja nas redes sociais os ardorosos defensores de Ricardo aplaudindo a velha politica dos governadores paulistas dos anos 50 viva e atuante, com gente fazendo, mas também levando pra casa.
 
Seria mais inteligente ter permanecido calado do que gastar saliva com argumentos tão mentecaptos.
 
O que Ricardo precisa saber é que o povo tem mente os métodos que sua gestão adotou para conduzir as licitações públicas de forma tão descarada como ficou comprovado nas gravações e sobejamente demonstrado com a prisão do servidor. (Jampanews)
 
Ricardo Coutinho afirma desconhecer algum prejuízo do Estado dentro de contrato com a Cruz Vermelha
 
Ricardo Coutinho falou na noite desta segunda-feira (25), durante entrevista ao programa Conexão Master, que as melhorias para Hospital de Trauma só foram possíveis após a entrada da organização social, Cruz Vermelha.
 
De acordo com o ex-governador, quando uma empresa, sendo ela social ou comercial, é selecionada ou vence uma licitação, tem que prestar o serviço. Mas, se ela prestar o serviço de forma errada ou ter feito algo que seja ilegal, ela precisa responder por isso.
 
Segundo Ricardo Coutinho, não houve irregularidades conhecidas pelo governo. foi decretada  a intervenção em função da intervenção feita pela Cruz Vermelha Brasileira na daqui, e que não foi comunicado ao Estado.
 
“Agora eu falo pelo Estado, pelo sistema de saúde. e falo por uma situação que particularmente conheço como poucos”, disse Ricardo Coutinho.
 
Ricardo citou um acontecimento, que para ele e inaceitável, que foi quando um jovem morreu na porta do Trauma, sem assistência. “Eu estava em Brasilia quando recebi a noticia, e de imediato, decidi providenciar a entrada de uma organização social para o hospital. Chega da falta de assistência para à população”. concluiu.
 

 

Fonte: redação/portais

Ler 30 vezes
JR Esquadrias