Policial (446)

O condutor será punido com multa no valor de R$ 2.934,70, perda de sete pontos na carteira, recolhimento da CNH e suspensão do direito de dirigir por até 12 meses e o  veículo ficará retido até que um condutor capacitado apareça para retirá-lo.

A partir deste domingo (4), quando o bloco mais irreverente da cidade, Virgens de Tambaú, descer a avenida Epitácio Pessoa até a praia, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) vai reforçar as atividades da Operação Lei Seca. No total, 45 agentes e policiais militares atuarão no percurso, bem como no desfile dos principais blocos de arrasto da capital. A ação se estenderá para outros municípios do Estado onde houver concentração de foliões.

 Durante reunião coordenada pelo diretor de Engenharia do Detran-PB, José Francisco de Sousa, ficou definido que a Operação Folia de Rua e Carnaval 2018 intensificará o trabalho de fiscalização e de educação para o trânsito, visando diminuir o número de acidentes e de vítimas fatais no período de Momo.

 Segundo o capitão Edmilson Castro, chefe da Divisão de Policiamento do Detran-PB, a operação se repetirá nos demais desfiles, a exemplo das Muriçocas do Miramar e Cafuçu, numa megaoperação que contará ainda com o reforço das equipes da Escola Pública de Trânsito (EPtran) e da Divisão de Educação de Trânsito (DET) do órgão, além do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 “Não só nesta prévia, mas durante o período de carnaval as equipes atuarão nos locais de grande movimentação popular, a exemplo do Litoral Paraibano”, enfatizou o capitão Castro, ressaltando a parceria com a Polícia Militar da Paraíba, que já atua no combate à alcoolemia junto às equipes da Lei Seca no Estado.

 A Operação Carnaval também contará com o reforço nos equipamentos utilizados, com o propósito de oferecer mais segurança aos agentes de trânsito. Para isso, serão disponibilizados coletes balísticos, lombadas móveis e barreira rodoviária antifuga (cama de faquir).

 Segundo a Direção do Detran - PB, a principal causa de acidentes no período de carnaval é a combinação entre álcool e direção. Por isso, o alvo da Operação Lei Seca é o condutor que apresentar qualquer índice de álcool por litro de ar, durante o teste. Ele será punido com multa no valor de R$ 2.934,70, perda de sete pontos na carteira, recolhimento da CNH e suspensão do direito de dirigir por até 12 meses. O veículo ficará retido até que um condutor capacitado apareça para retirá-lo.

 Nos testes com resultado superior a 0,34mg/l, a situação vira crime de trânsito. A punição nesses casos é detenção de seis meses a três anos, pagamento de multa, recolhimento da habilitação e suspensão do direito de dirigir por até um ano.

 Alerta – A Direção do Detran-PB fez um alerta aos condutores sobre a importância dos cuidados no trânsito durante o período carnavalesco, recomendando ações simples como revisar o veículo antes de viajar, não usar o celular enquanto dirige ou não ingerir bebida alcoólica quando estiver ao volante. Esses são considerados pontos cruciais que podem determinar o fim da festa para condutores e passageiros.

Fonte: wscom

Polícia disse que localizou o suspeito depois de denúncias anônimas e por ter rastreado o celular da vítima
 
Uma travesti foi presa no começo da tarde desta segunda-feira (30), em Cabedelo, na Grande João Pessoa, suspeita de esfaquear o ex-jogador e atual gerente de futebol do Botafogo-PB, Warley Santos. À TV Correio, ela negou o crime e disse que a confusão teria ocorrido após uma briga entre os dois por causa de um programa.
 
 
‘Warley escapou da morte por 2 centímetros’, diz médico
A polícia disse que localizou a suspeita depois de denúncias anônimas e por ter rastreado o celular da vítima, que teria sido roubado pela travesti.
 
A polícia explicou que ainda investiga o caso porque há duas versões. Uma, a de Warley afirmando que foi vítima de um assalto e esfaqueado após reagir; outra, a travesti afirmando que foi contratada por ele para fazer um programa de R$ 80 e depois houve uma briga. O suspeito não deu mais detalhes porque iria prestar depoimento.
 
Segundo a polícia, câmeras de segurança da área onde ocorreu o crime e relatos de testemunhas também são usados para esclarecer a investigação.
 
Warley foi esfaqueado na madrugada dessa sexta-feira (26) e ficou em estado grave. Ele ainda dirigiu ferido e foi ao prédio de um amigo, onde pediu ajuda e foi socorrido para o Hospital de Trauma. Algumas horas depois, ele foi transferido para um hospital particular, onde passou por uma cirurgia e se recupera sem gravidade.
 
 
portalcorreio

É preciso ter sangue frio para assistir, sem fechar os olhos, aos 4 minutos e 20 segundos que levaram à condenação de Joalyson da Silva a 62 anos de prisão, em dezembro passado, em Rio Branco, capital do Acre. Dois jovens são decapitados vivos, sob a exaltação de quatro criminosos, que filmam tudo com um celular. Uma das vítimas é depois esquartejada.

"Morre desgraça. Com nóis é desse jeito. Quem vai comandar aqui o Acre é o PCC e o B13. É assim que nóis faz. Aqui é o sangue do CV.  vivo ainda? Peraaí, deixa eu matar esse bicho."

A principal explicação para esse crescimento é uma guerra entre facções criminosas para controlar rotas de tráfico de droga na Amazônia, só no Acre, são mais de 1,4 mil quilômetros de fronteira com Bolívia e Peru, países produtores de cocaína.

A voz é de Joalyson da Silva. Em interrogatório, o jovem de 25 anos disse que era "soldado do PCC" e confessou participação no crime, mas argumentou que apenas filmou. O B13 a que ele se refere é o Bonde dos 13, facção criminosa do Acre, aliada do grupo criminoso paulista. Segundo as investigações, as vítimas foram mortas por vingança, por serem supostamente ligadas ao Comando Vermelho.

O crime ocorreu em 2016, ano em que Rio Branco começou a ser tomada por uma onda de violência e terror. O número de homicídios cresceu 86% em relação a 2015. É o maior aumento entre todas as capitais do país, segundo dados recém-divulgados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde.

A principal explicação para esse crescimento é uma guerra entre facções criminosas para controlar rotas de tráfico de droga na Amazônia, que se agravou justamente a partir de 2016.

Só no Acre, são mais de 1,4 mil quilômetros de fronteira com Bolívia e Peru, países produtores de cocaína. A geografia facilita para o tráfico: a maior parte do território é formada por floresta fechada, cortada por um labirinto de rios e com pouca fiscalização.

"Antes, quem matava e quem morria no Acre eram conhecidos. Eram brigas de bar, bebedeira, traição, crimes de ímpeto. Agora, não mais. São mais casos de execução, com requinte de crueldade. É facção criminosa matando facção rival. É lamentável o que está ocorrendo", afirma o promotor Rodrigo Curti, com 14 anos de atuação no Tribunal do Júri do Acre.

Homem de máscara e revólver
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Criminosos gravaram a decapitação de duas vítimas | Foto: Reprodução

"São tragédias sociais, semelhantes aos atos de terrorismo praticado pelo (grupo extremista autodenominado) Estado Islâmico", considerou o juiz Leandro Leri Gross, na sentença de Joalyson da Silva.

A Secretaria de Segurança do Acre foi procurada pela BBC Brasil por uma semana para falar sobre o assunto, mas não respondeu. Já a Secretaria de Polícia Civil afirmou, via nota, que "o Estado do Acre vem experimentando o acirramento de uma guerra entre grupos criminosos que tentam se consolidar e dominar o mercado do comércio varejista e atacadista de armas, drogas e produtos receptados".

De cidade pacata a capital da violência

Rio Branco é uma das menores capitais do Brasil, com 380 mil habitantes. Com tamanho de cidade de interior, sua rotina já foi a de uma cidade pacata. Para enfrentar o calor amazônico, era comum colocar cadeiras em frente de casa, conversar com vizinhos, ver a vida passar.

Mas, ao longo dos anos, as pessoas trocaram o lado de fora pelo lado de dentro de casa, colocaram grades nas janelas, aumentaram os muros. Hoje, moradores e autoridades relatam que há bairros inteiros controlados por facções.

As estatísticas são a prova dessa transformação. Até 2015, a taxa de homicídio de Rio Branco era equivalente à do conjunto das capitais do Brasil - 34 por 100 mil habitantes. No ano seguinte, saltou para 62 por 100 mil, colocando Rio Branco entre as cinco capitais mais violentas do país. Para comparação, a taxa de São Paulo é inferior a 15 por 100 mil.

O ano de 2016 foi só o começo. Em 2017, a taxa de homicídios de Rio Branco deve ultrapassar 75 por 100 mil habitantes, de acordo com o número de assassinatos registrado até novembro pelo Observatório de Análise Criminal, do Ministério Público do Acre. Pode ser a maior entre todas as capitais brasileiras no ano passado, de acordo com projeções feitas pela BBC Brasil - os números oficiais devem ser divulgados no final deste ano.

Neste ano, a onda de violência continua. A jornalista acreana Lília Camargo, especializada em cobertura policial, está fazendo a contagem das mortes. Todas as semanas, ela reúne informações primárias de diversas fontes - entre elas, nos 30 grupos de WhatsApp que administra - e depois confere os dados com autoridades policiais.

O motivo desse trabalho? "Temos dificuldade para conseguir dados na Secretaria de Segurança Pública. Sem essa lista, a gente perde o controle de quantas pessoas estão morrendo", explica Lília.

Só nas duas primeiras semanas do ano, a lista da jornalista mostra 20 pessoas assassinadas em Rio Branco. Pode parecer pouco. Mas, guardadas as proporções, é como se 632 homicídios tivessem ocorrido em São Paulo em 14 dias. De fato, esse foi o número de vítimas de assassinato na capital paulista, mas ao longo de 11 meses, de janeiro a novembro de 2017.

Gráfico da taxa de homicídios em Rio Branco versus taxa de homicídio das capitais

 

Disputa de facções na Amazônia

A chave para entender essa explosão de violência não está no Acre, mas no Sudeste. Em 2016, as principais facções do país, o PCC, de São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, racharam.

Acredita-se que, a partir daquele ano, o PCC tenha passado a controlar rotas de entrada de droga do Paraguai para o Brasil. Isso teria acirrado a disputa por rotas alternativas. A Amazônia brasileira entrou então no foco do tráfico.

"A curva de homicídios no Acre, a partir de 2016, reflete muito bem a cisão das organizações criminosas", afirma o promotor Bernardo Albano, coordenador do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Acre.

De acordo com especialistas em segurança pública, a disputa pelo tráfico na Amazônia contribuiu para o aumento da violência em diversos Estados da Região Norte. Mas foi no Acre que o número de homicídios cresceu mais. Por quê?

"É a situação inversa de São Paulo. Em São Paulo, não há esses números porque o PCC dominou tudo, não tem confronto. No Amazonas, também há uma facção dominante. Já no Acre, há um equilíbrio de forças entre as facções beligerantes. Isso gera uma disputa sangrenta entre elas", afirma Albano.

Segundo o Observatório de Análise Criminal do Acre, ligado ao Ministério Público, drogas e acerto de contas teriam sido as motivações de 14% dos homicídios ocorridos no Estado em 2013 - 33 casos. O percentual subiu para 49% em 2017 - 236 casos. É um crescimento de seis vezes em quatro anos.

Além das mortes na disputa do tráfico, a Ouvidoria da Secretaria de Direitos Humanos do Acre tem recebido denúncias contra policiais. Segundo o Anuário de Segurança Pública, o número de mortes decorrentes de intervenção policial no Acre subiu de 10 para 25 entre 2015 e 2016. Também "há denúncias de mortes provocadas por membros do poder público e atribuídas a facções", afirma o ouvidor Valdecir Nicácio.

Essa não é a primeira vez que o Acre ganha destaque nacional devido à violência. No final dos anos 1990, o coronel da PM e então deputado federal Hildebrando Pascoal foi acusado de chefiar a organização de um esquadrão da morte, e condenado por homicídio, formação de quadrilha e narcotráfico.

Seu crime mais notório foi a morte do mecânico Agílson Firmino, cujo corpo foi esquartejado com uma motosserra. O filho de Firmino, de 13 anos, também foi morto. Além disso, duas testemunhas foram assassinadas.

"Em 1999, o Acre conseguiu desbaratar o crime organizado, na figura do Hildrebrando Pascoal. Achávamos que não precisávamos fazer mais nada. Aí, o crime avançou novamente", afirma um membro do governo do Acre, em anonimato.

Déborah Freitas
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Déborah Freitas fazia parte de facção no Acre e estava tentando sair, segundo a família | Foto: Arquivo pessoal da família de Déborah Freitas

Buscas, urubus e investigação

A acreana Déborah Freitas, de 19 anos, fez parte do Bonde dos 13 por dois anos. Até que decidiu sair: "Meu nome é Déborah, meu vulgo é Barbiie beeck, e eu saindo fora do Bonde dos 13 agora", disse, em vídeo gravado com celular no começo deste ano.

Segundo a família, Déborah queria construir uma vida nova para ela e o filho de dois anos. Mas não deu tempo. Poucos dias depois, em 13 de janeiro, seu corpo foi encontrado em uma cova rasa, dentro de uma mata fechada, na periferia de Rio Branco. É uma das vítimas mais recentes da violência na capital do Acre.

Sua morte também foi gravada. As imagens mostram Déborah feita refém, mantida ajoelhada em uma clareira no matagal. Ainda era dia. "Filma, filma", diziam os criminosos, com o rosto coberto, enquanto começavam a decapitar e esfaquear a jovem de forma bárbara. A seguir, um deles exibe a cabeça da vítima para a câmera. O vídeo dura 60 segundos.

"Déborah se dizia integrante do B13, chegou a gravar um vídeo rasgando blusa com o símbolo desse grupo e, ao que parece, estava se relacionando com um integrante de outro grupo criminoso, o CV. Ao que tudo indica, sua morte está ligada ao seu relacionamento com pessoas desses grupos criminosos", afirmou a Secretaria de Polícia Civil, por nota. No vídeo do homicídio, os assassinos exaltavam o Comando Vermelho, rival do Bonde dos 13.

Quem achou o corpo de Déborah foi a própria família: a mãe, a irmã, uma prima e o cunhado. Eles começaram a procurá-la depois de seu desaparecimento. A polícia também fez buscas, mas "ajudou pouco", segundo Sara Freitas, a irmã. "Ninguém se interessa em ajudar, porque ela era de facção."

Os familiares decidiram, então, persistir por conta própria. Depois de três dias de buscas, a partir de pistas recebidas por ligações anônimas, chegaram ao matagal no bairro Caladinho. Sara viu quatro urubus voando e suspeitou que ali encontraria o corpo da irmã. Ela estava certa. A polícia foi chamada para retirar os restos mortais da jovem.

Por causa do estado do corpo, não houve velório. A perícia fica pronta em fevereiro. "O que eu quero é que as autoridades tomem providências. Nada vai trazer ela de volta", diz a irmã.

Dificuldades de investigar e controlar as fronteiras

Mas tomar providências não tem sido fácil para as autoridades do Acre. No caso de Déborah, a Secretaria de Polícia Civil diz que identificou, mas não localizou, um adolescente que teria participado do crime. "As dificuldades são enormes, pois ninguém tem informações no local onde foi deixado o corpo - ou teme repassá-las", diz a nota enviada pelo órgão.

"A polícia não está conseguindo investigar. Vivemos em um Estado Amazônico, com uma densidade demográfica muito baixa. As pessoas são mortas nas matas, estradas, em locais onde não há câmera de segurança, testemunha. Isso dificulta muito o trabalho da polícia", afirma o promotor Rodrigo Curti.

Tão ou mais difícil que enfrentar os homicídios é combater o tráfico de drogas na Amazônia. "A cocaína é muito barata nos países vizinhos. O menino sai de manhã do Acre de moto e volta à tarde com três quilos de cocaína, sem passar por bloqueio policial, só usando estradas secundárias", afirma Nicácio, da Secretaria de Direitos Humanos do Acre.

As fronteiras são pouco vigiadas, o que faz as autoridades estaduais criticarem o governo federal. "A gente não tem o apoio necessário da União. As fronteiras estão abertas. Os efetivos do Exército, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal são pequenos", afirma Carlos Portela, Secretário de Polícia Civil do Acre.

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que investiu R$ 49,7 milhões no aperfeiçoamento profissional e reequipamento das instituições de segurança pública do Acre em 2017 - tanto para policiamento urbano como de fronteira. Além disso, disse que repassou mais R$ 16 milhões para construção, reforma e aparelhamento dos presídios, também no ano passado.

Corredor de presídio no Acre, com portas dos dois lados e braços para fora das celas
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Conselho Nacional de Justiça inspecionou presídios do Acre em 2017 e os definiu como superlotados e disputados por facções | Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Um dos Estados que mais aprisionam no país

Todas as três facções que disputam o território do Acre nasceram em presídios - mas em Estados e anos diferentes. O Comando Vermelho, no Rio, em 1979. O PCC, em São Paulo, em 1993. Já o Bonde dos 13 teria surgido no Acre em 2013, como uma união de criminosos locais para fazer frente à chegada das facções do Sudeste. Também é dentro do sistema prisional que ocorrem as principais alianças e cisões entre os grupos criminosos.

O Acre tem a segunda maior taxa de aprisionamento do país, de 657 para cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional - o campeão é Mato Grosso do Sul (697). Também é o Estado com a maior proporção de presos jovens - 45% têm entre 18 e 24 anos. Os dados são do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen 2016).

Em inspeção realizada em 2017, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu o sistema prisional do Acre como superlotado e disputado por facções criminosas. Das 13 unidades prisionais, dez são "péssimas", de acordo com informações apuradas por juízes criminais e compiladas pelo CNJ. O Instituto de Administração Penitenciária do Acre não respondeu ao pedido de entrevista da BBC Brasil.

Como tentativa de conter a força das facções, o Acre instalou bloqueadores de celulares em presídios, introduziu o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) - com maior grau de isolamento e de segurança - e fez a transferência de presos. Além disso, foi criado o Retina, um sistema de inteligência premiado pelo CNJ - por questões de segurança, ninguém fala sobre ele.

"Não é difícil de entender porque estamos vivendo essa onda de violência. Vem ordem de facção e de presídio de fora do Estado para pessoas praticarem crimes aqui", afirma Portela, secretário de Polícia Civil.

"O Estado do Acre não é um estudo de caso a parte. Qualquer lugar do território nacional está enfrentando essa situação. Educação e saúde têm fundos constitucionais previstos. A segurança não tem. Nunca ninguém previu", conclui.

Desde 2014, o Brasil ultrapassou a marca de 60 mil homicídios por ano.

 

 

 

 

Só no Acre, são mais de 1,4 mil quilômetros de fronteira com Bolívia e Peru, países produtores de cocaína

Aproximadamente “20 homens cercaram o destacamento policial da cidade de São José da Lagoa Tapada,  no Sertão Paraibano.

Um grupo formado por homens armados amedrontou moradores da cidade de São José da Lagoa Tapada, situada no Sertão Paraibano. Armados, os bandidos explodiram uma agência bancária. Estima-se que o cofre não tenha sido atingido. A ação aconteceu na madrugada deste sábado (27).

De acordo com testemunhas, ao entrar na cidade, os bandidos atiraram contra um morador da cidade que estava dentro de um carro. Os tiros não lesionaram o rapaz. Eles também cercaram o prédio do Destacamento de Polícia Militar (PM) enquanto os demais se deslocaram para o prédio da agência.

O jornalista Rafael Souza, informou que aproximadamente “20 homens cercaram o destacamento de PM”, disse. “Eles detonaram o prédio e danificaram toda a estrutura. Entretanto, nada foi levado porque não conseguiram explodir o caixa e não acessaram o cofre”, completo

Portal T5

De acordo com a polícia, carga transportada pela aeronave era muito pesada e não conseguiria chegar até o destino. Quatro pessoas foram presas, sendo duas delas o piloto e o copiloto

Um avião carregado com droga foi apreendido pela polícia após fazer um pouso de emergência no município de Barreiras do Piauí, a 854 Km de Teresina. De acordo com a Polícia Militar do Piauí (PM-PI), a carga transportada pela aeronave era muito pesada e ela não conseguiria chegar até o destino. Quatro pessoas foram presas e seis fardos com 30 tabletes de cocaína prensada apreendidos durante a ação.

“Esse avião saiu do Pará com destino a Fortaleza carregando fardos grandes de cocaína. Ele estava muito pesado e não ia conseguir chegar, fez o pouso de emergência. A população acionou a polícia e a droga foi encontrada”, informou o comandante de operações da PM-PI, coronel Alberto Menezes.

A polícia ainda não quantificou o entorpecente apreendido na ação. “A droga está dividida em tabletes. Ainda não sabemos a quantidade, só sabemos que é muita. Estamos aguardando para confirmar isso”, afirmou o coronel Alberto Menezes.

A Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes (DEPRE) foi acionada e destacou uma equipe para ir até o local realizar os procedimentos necessários. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), quatro pessoas foram presas na ação, sendo duas delas o piloto e o copiloto.
 
 
Fonte: Jornal Luzilândia

 

Warley Santos foi ferido por duas facadas nas costas em assalto.

O ex-jogador da seleção brasileira de futebol e atual diretor do Botafogo-PB, Warley Santos, foi esfaqueado durante um assalto na noite de quinta-feira (25) no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Segundo informações da Polícia Militar, Warley estava na rua Umbuzeiro, próximo a um banco, quando dois assaltantes, um deles com uma faca, anunciou o assalto e tentou tomar o carro da vítima.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, o ex-jogador se assustou com a abordagem, houve uma confusão com os assaltantes, e acabou sendo atingido por duas facadas nas costas. Após atacar o Warley, os assaltantes fugiram levando apenas o celular. O carro da vítima, alvo dos assaltantes, ficou estacionado em Manaíra.

O próprio ex-jogador foi até a casa de um amigo, Cláudio Santos, no mesmo bairro e pediu socorro. Warley Santos foi encaminhado pelo amigo para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Conforme o Hospital de Emergência e Trauma, Warley foi encaminhado imediatamente para o bloco cirúrgico, onde passou por cirurgia.

O estado de saúde do ex-jogador é considerado estável, e a vítima não corre risco de morte. No início da manhã desta sexta-feira (26), Warley foi encaminhado novamente para o bloco cirúrgico para a troca de um dreno. De acordo com Cláudio Santos, amigo de Warley, o ex-jogador estava consciente no momento do socorro, mas perdeu muito sangue.

“Ele estava reclamando muito de dores. Pedi que ele ficasse calmo, que daria tudo certo. Infelizmente ele perdeu muito sangue, mas as informações é que ele está fora de perigo”, comentou. Não houve registro no Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop). Nenhum suspeito havia sido localizado ou preso até o início da manhã desta sexta-feira.

Warley Silva dos Santos, de 39 anos, encerrou sua carreira no ano de 2017 pelo Botafogo-PB, onde foi campeão brasileiro da Série D em 2013. Além do clube de João Pessoa, o ex-jogador tem passagens por outros grandes times do futebol brasileiro, entre eles Atlético-PR, São Paulo, Grêmio e Palmeiras. O ex-atacante atuou na seleção brasileira entre os anos de 1997 e 2001.

G1

Quando recebeu a ligação, a amiga estranhou as palavras de baixo calão ouvidas ao fundo e decidiu procurar a delegacia
 
Uma jovem de 26 anos levou o estuprador que a violentava à prisão ao conseguir pegar o celular e ligar para uma amiga durante o crime.
 
O homem, de 27 anos, abordou a vítima quando ela saía da academia na última segunda-feira (15/1), em Angra dos Reis (RJ). A moça foi estuprada em um matagal da região. Quando recebeu a ligação, a amiga estranhou as palavras de baixo calão ouvidas ao fundo e decidiu procurar a delegacia.
 
“Durante o ato sexual, a vítima conseguiu acionar o telefone e botar uma amiga do trabalho para ouvir. Essa amiga ouviu algumas palavras obscenas ditas ao fundo, na voz de um homem. Ela achou estranho e foi à delegacia. Lá, ela narrou o que tinha ouvido no telefone. O pessoal da delegacia viu logo que se tratava de um caso de violência sexual e traçaram a rota que a vítima pegava da academia até em casa”, contou o delegado titular da 166ª DP (Angra dos Reis), Bruno Gilaberte.
 
Os policiais encontraram a bicicleta da mulher e, poucos metros além, ela e o criminoso que, surpreendido, fez vários disparos de arma de fogo. Nesse momento, a vítima conseguiu escapar. O bandido foi baleado na perna, ainda tentou fugir e se jogou no mar. “Ele mergulhou e os policiais mergulharam atrás dele até que ele se rendeu e foi capturado”, contou o delegado.
O acusado já tinha passagem pelos crimes de furto, injúria, perturbação da tranquilidade e lesão corporal. Ele agora também deve responder por estupro, tentativa de homicídio contra os policiais e porte ilegal de arma. A mulher foi ouvida na delegacia e encaminhada para receber atendimento médico. 
 
Fonte: Extra.
 
 

Na fuga, os bandidos atiraram para o alto e deixaram grampos no asfalto, para evitar perseguição policial.

Bandidos fortemente armados invadiram o Shopping Center Partage, localizado na Avenida Brasília, no bairro do Catolé, em Campina Grande, na madrugada desta quarta-feira (17). Eles explodiram caixas eletrônicos e arrombaram uma joalheria do estabelecimento.

Os bandidos também fizeram reféns algumas pessoas que passavam pelo local no momento da ação. Segundo a Polícia Militar, a ação criminosa ocorreu por volta de 4h20 da madrugada. Os bandidos chegaram em quatro veículos e bloquearam a Avenida Brasília, além de ruas de acesso ao local. No shopping existiam dois vigilantes, mas eles fugiram com a presença dos criminosos.

As pessoas que vinham de carro pela Avenida Brasília e, sem saber o que estava acontecendo, tentavam passar pelo local, eram paradas e ficavam reféns dos bandidos. Outras, ao perceber a ação, engatavam marcha à ré nos carros, como mostra o vídeo ao final esta matéria.

Com a ajuda de um veículo - engatando marcha à ré - e de outros equipamentos, os bandidos conseguiram arrombar a porta principal do shopping, tendo acesso ao seu interior.



No estabelecimento os bandidos explodiram os caixas eletrônicos da agência da Caixa Econômica Federal que funciona no interior do shopping. Segundo moradores, pelo menos três explosões foram ouvidas. A Polícia não informou se eles conseguiram levar algum dinheiro.

Os bandidos também atentaram contra uma joalheria que funciona no Partage, de onde levaram várias peças.



Na fuga, os bandidos atiraram para o alto e deixaram grampos no asfalto, para evitar perseguição policial. Um morador de um edifício que fica em frente ao shopping filmou parte da ação (o vídeo pode ser assistido ao final desta matéria).

Toda a ação dos bandidos durou cerca de 20 minutos, segundo relato de testemunhas. A direção do Shopping Partage informou que o estabelecimento está em funcionamento normal, nesta quarta-feira - Fotos e vídeo: redes sociais.


Fonte: Portal Carlos Magno

O Núcleo de Controle da Atividade Policial (Ncap), órgão do Ministério Público da Paraíba, vai recomendar aos delegados de Polícia Civil do Estado que compareçam aos locais de crime. A ação é necessária para o bom andamento das investigações, está prevista no Código de Processo Penal (CPP), mas não vem sendo cumprida. A decisão de expedir recomendação ministerial foi tomada durante reunião no Centro de Apoio Operacional às Promotorias Criminais (Caocrim), na tarde desta quinta-feira (17).

 

O coordenador do Caocrim, Márcio Gondim, acompanhado dos promotores de Justiça que atuam no Ncap, Guilherme Lemos (coordenador) e Túlio Neves, recebeu os peritos Herbert Teixeira Eloy e Amanda Melo, para tratar sobre assuntos relacionados à otimização da função dos promotores criminais e da atividade-fim da polícia, e também da situação da perícia no Estado.

 

Gondim disse que a presença dos delegados é necessária para a preservação da cena do crime, liberação de corpos e para a investigação de uma forma geral, mas a maioria não está atendendo a essa prerrogativa. O Ncap vai expedir a recomendação aos delegados, nos próximos dias, com cópias aos promotores criminais de todo o Estado para que cobrem o comparecimento da autoridade policial, conforme o artigo 6º do CPP. “Com esse estreitamento de laços com a polícia e perícia criminal quem sai ganhando é a sociedade”, observou o promotor.

A Polícia Militar prendeu dois suspeitos de um grupo vindo de Pernambuco, que realizou assaltos no município de Sobrado e nas proximidades do posto de Café do Vento, a 66 quilômetros de João Pessoa. A ação, que ocorreu na noite da última quarta-feira (10), resultou na apreensão de uma arma de fogo, recuperação de dois veículos roubados e de objetos pessoais das vítimas.

Por volta das 22h, policiais do 7º Batalhão foram informados que cinco homens armados estavam realizando roubos na região de Sobrado e Café do Vento, utilizando um veículo Corsa Classic. Durante o crime, os suspeitos teriam roubado ainda outro carro, um veículo Gol, e seguido em direção a João Pessoa.

“Com essas informações, realizamos um cerco para interceptar o grupo, conseguindo localizá-lo nas proximidades de um posto de combustível, na BR-230, em Santa Rita”, disse o aspirante Patrick Cândido, coordenador de policiamento do 7º Batalhão. “Os suspeitos tentaram furar o bloqueio e atiraram contra os policiais”, finalizou.

No carro, a PM prendeu dois homens, de 33 e 21 anos, apreendeu um revolver calibre 38, recuperou celulares, relógios e carteiras das vítimas. Os outros três suspeitos que estavam no Corsa, que também era roubado e vinha do estado vizinho, fugiram mas abandonaram o veículo em Bayeux.

Os carros e materiais pessoais recuperados, arma de fogo apreendida e suspeitos presos foram apresentados na 6ª Delegacia Distrital de Santa Rita.

Fonte: Portal Correio

 

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JR Esquadrias