Segunda, 18 Março 2019 17:56

Justiça decide manter prisão de Livânia e proibir visitas de políticos e agentes do governo

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Foi o que decidiu o juiz Adilson Fabrício (1ª Vara Criminal), durante a audiência de custódia, realizada no início da tarde desta segunda feira, na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

A ex-secretária Livânia Farias deverá permanecer presa à disposição da Justiça na 6ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), em Cabedelo, onde se encontra desde o último sábado, quando foi detida no âmbito da Operação Calvário 3. Foi o que decidiu o juiz Adilson Fabrício (1ª Vara Criminal), durante a audiência de custódia, realizada no início da tarde desta segunda (dia 18), na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Conforme o magistrado, a partir de agora, Livânia só poderá receber a visita de parentes e de seus advogados. Estão, portanto, vedadas visitas de políticos e outras pessoas do governo do Estado, que possam, de alguma forma, exercer qualquer tipo de pressão sobre a ex-secretária ou promover alguma interferência política no caso.

Prisão – Sua prisão foi decretada pelo desembargador Ricardo Vital, por solicitação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate à Corrupção). Livânia foi delatada pelo seu ex-assessor Leandro Nunes Azevedo, de ter comandado esquema de propina com recursos da Cruz Vermelha, dentro da Operação Calvário. Na madrugada de domingo, o governador João Azevedo assinou sua exoneração da Secretaria, alegando ter sido um pedido dela.

Propinagem – Leandro, ex-assessor e braço direito da secretária Livânia revelou em delação para o Gaeco ter recebido , no hotel do Rio de Janeiro, uma caixa de dinheiro de Michele Cardozo, secretária particular de Daniel Gomes da Silva (chefe da organização criminosa), Leandro revelou que havia nela R$ 900 mil. Disse ainda que Livânia comandou toda a operação.

O dinheiro recebido no Rio de Janeiro foi utilizado para financiar a campanha do então candidato João Azevedo, num esquema que envolveu, não apenas caixa 2, mas, especialmente, utilização da propina. Foram pagos, segundo ele, vários fornecedores da campanha ainda no Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com Leandro, após combinar com Livânia, foram pagos os fornecedores Zé Nilson (Adesivos Torres), Weber (Plastifort), Henrique (Prática Etiquetas) e Júnior (carro de som). Para alguns deles, o pagamento foi feito em dinheiro e pessoalmente, e até com um bônus (afinal veio dinheiro a mais…). Para outros, depósito bancário realizado numa agência de shopping.

Imóveis – Leandro revelou também que Livânia adquiriu de um empresário conhecido como Waltão e com dinheiro da propina, um imóvel em Sousa, no valor de R$ 400 mil, pago em duas parcelas de R$ 200 mil, em dinheiro vivo. Livânia teria usado na operação Aparecida Estrela. E também confirmou que ele próprio adquiriu imóvel no condomínio Bosque de Intermares, usando o nome de sua mãe.

juiz Adilson Fabrício (1ª Vara Criminal)

 

Blog Helder Moura

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