Terça, 04 Julho 2017 22:10

Repórter acusada de ligação com facção afirmou a policiais que não saía de casa há três meses

Escrito por  Fonte: extra
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Foto: Montagem a partir de fotos de divulgação (Polícia Civil) e reprodução Foto: Montagem a partir de fotos de divulgação (Polícia Civil) e reprodução

A mulher — que era a criminosa mais procurada de São Paulo, com recompensa de até R$ 50 mil oferecida em troca de informações sobre ela. 

A advogada e jornalista paulista Luana de Almeida Domingos, conhecida como Luana Don, de 32 anos, afirmou a policiais da Delegacia Especializada em Armas, Munição e Explosivos (Desarme), da Polícia Civil do Rio, que permaneceu os últimos três meses trancada na casa onde foi presa na manhã desta terça-feira, em Ilhabela, no litoral de São Paulo. Ela estava foragida desde novembro do ano passado, quando teve a prisão preventiva decretada por transmitir ordens da cúpula da maior facção do tráfico de São Paulo para fora da cadeia. A ação contou com o apoio da Polícia Civil paulista.

A repórter, que já foi apresentadora de uma emissora de televisão entre 2012 e 2015, afirmou que não saía de casa, na Rua Manoel Guerra do Amaral, nem para ir à padaria ou fazer as unhas. Uma prima, que vivia com ela no local, costumava sair, a pedido dela, para fazer compras. Segundo agentes que fizeram a prisão, Luana chorou muito quando foi localizada.

A Polícia Civil do Rio começou a investigar Luana depois que recebeu a informação de que ela estava se escondendo no Rio, no apartamento de um namorado, em São Conrado, na Zona Sul. Desde o ano passado, a maior facção de São Paulo tem uma aliança com traficantes da quadrilha que domina a Rocinha, próximo ao endereço onde moraria o companheiro da ex-apresentadora.

 

A casa onde Luana foi presa
A casa onde Luana foi presa Foto: Divulgação

 

— Ela negou que estivesse morando no Rio nos últimos meses. Disse que passou o tempo todo nessa casa, que disse ser de um tio — afirmou Fabrício Oliveira, delegado titular da Desarme.

A partir das informações coletadas pelos agentes fluminenses, a Polícia Civil de São Paulo vai investigar se Luana recebia dinheiro da facção para se manter fora da cadeia. Os agentes querem saber se a casa de Ilhabela era mantida com dinheiro do tráfico de drogas.

Luana era a criminosa mais procurada de São Paulo, com recompensa de até R$ 50 mil oferecida em troca de informações sobre seu paradeiro. A Operação Ethos, que gerou a decretação da prisão da jornalista, foi deflagrada no fim de novembro de 2016 para o cumprimento de 54 mandados de prisão preventiva, 14 deles contra pessoas já presas, entre elas o traficante Marcos Camacho, o Marcola.

 

Luana de Almeida Domingos
Luana de Almeida Domingos Foto: Reprodução

 

O inquérito policial sobre o caso foi instaurado em maio de 2015 para apurar crimes de organizações criminosas, lavagem de dinheiro, associação para fins de lavagem, exploração de prestígio e corrupção ativa.

Segundo as investigações, Luana atuava como “pombo-correio” da “sintonia dos gravatas”, célula formada por advogados pagos pelo PCC para repassarem os planos criminosos da facção, “levando as ordens do comando para serem executadas fora das cadeias”.

 

 

 

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