Quarta, 19 Abril 2017 16:34

Estrangeiros presos na Paraíba serão investigados por ligações com terroristas Destaque

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 Os estrangeiros, Alderaibi e Haussn poderão  ser acusados de ligações com grupos terroristas e extremistas do Oriente Médio

 Uma corriqueira prisão por falsidade ideológica de três pessoas em João Pessoa, no último dia 12 de abril, pode colocar a Paraíba mais uma vez na rota do terrorismo mundial. Os estrangeiros Saleh Alderaibi, de 41 anos, natural da Arábia Saudita, e o iraquiano Feras Haussn, de 43 anos, foram presos e acusados de crimes de falsidade ideológica, organização criminosa e uso de documento falso. Após a audiência de custódia realizada nesta terça-feira (19) os dois, além do brasileiro Sandro Adriano, 32 anos, responderão pelos três crimes.

No entanto, Alderaibi e Haussn poderão ainda ser acusados de terem ligações com grupos terroristas e extremistas do Oriente Médio. O delegado de Defraudações, Lucas Sá, revelou que foram encontrados nos celulares dos dois uma série de vídeos, fotos e contatos suspeitos. Em algumas imagens, segundo o delegado, aparecem até pessoas mutiladas, pessoas com fuzis e até em cima de tanques de guerra.

De acordo com Lucas Sá, foram encontradas muitas provas no celular dos suspeitos, com vinculação com grupos extremistas, mas apenas as investigações que serão realizadas pela Polícia Federal poderão comprovar. “A PF deverá instaurar um inquérito para investigar os crimes federais, terrorismo, etc”, pontuou o delegado. Na DDF, os acusados responderão pelos outros crimes.

Lucas Sá confirmou que a Interpol também já está atuando e que tem informações da possível chegada de um advogado vindo da Arábia Saudita para defender os dois estrangeiros. Outro ponto suspeito de ligação com terrorismo seria o valor movimentado na conta de Alderaibi, cerca de R$ 31 milhões (US$ 10 milhões).

O delegado também informou que embaixadas internacionais, Interpol, Polícia Federal e consulados foram comunicados sobre as prisões dos estrangeiros.

Segundo ele, o uso de documentos falsos seria para naturalizar estrangeiros para que eles pudessem ter acesso a Europa e Estados Unidos como brasileiros. Apesar disso, os casos ainda são investigados e além de documentos, sete celulares foram apreendidos e passam por perícia e tradução.                                                                                                                                                          Fabio Cardoso



 

 

 

 

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