Mundo (100)

O corpo do garoto de 2 anos arrastado por um jacaré, na noite da  ultima terça-feira, em um lago na Walt Disney World, foi encontrado na tarde desta quarta-feira. As buscas vinham sendo feitas na região por helicóptero e barcos. Inicialmente a informação foi veiculada pela emissora de TV americana CNN.
 

Melissa Graves, mãe de Lane: corpo encontrado intacto na água.
Melissa Graves, mãe de Lane: corpo encontrado intacto na água. Foto: Reprodução/Facebook/KathyRae Photography


Jeremy Demings, xerife de Orange County, informou que mergulhadores encontraram um corpo intacto na água. Será feito o exame de autópsia, mas não há qualquer motivo que leve a crer que o corpo não seja do menino, cujo nome, até então não divulgado, é Lane Graves, filho de Melissa e do publicitário Matt Graves.



Matt Graves, pai de Lane Graves.
Matt Graves, pai de Lane Graves. Foto: Reprodução/Linkedin


Os pais, católicos, receberam a notícia na companhia de um padre e, apesar de arrasados com a notícia, ficaram aliviados com o fato de a busca não ter se prolongado. 

O xerife também informou que não tem dúvidas de que o menino tenha se afogado após o ataque do animal.

 

 

 

 

Matt com o filho Lane em seu colo: tragédia na Disney.
Matt com o filho Lane em seu colo: tragédia na Disney. Foto: Reprodução

 

 

Lane Graves tinha apenas dois anos: atacado por jacaré na Flórida.
Lane Graves tinha apenas dois anos: atacado por jacaré na Flórida.                                                                                   Foto: Reprodução/Facebook

 

Entenda o caso

 

Na ultima  terça-feira à noite, às 21h16, o menino estava na beira de um lago no Disney's Grand Floridian Resort & Spa perto de Orlando, na Flórida, com o pai, quando foi atacado por um jacaré. Segundo a polícia, o pai tentou desesperadamente salvar o menino, mas não conseguiu. A mãe também entrou na água, mas o animal foi mais rápido que os dois que estariam acompanhados de uma outra criança.

O lago na Disney não tem placas alertando para a presença de jacarés. Há apenas uma sinalização de que é proibido nadar. Em abril, uma outra família foi perseguida por um jacaré no mesmo lago, mas eles não se machucaram.

As buscas continuaram nesta quarta-feira. Durante as buscas quatro jacarés foram encontrados e sacrificados.

 

Buscas atravessaram a quarta-feira em busca de garoto arrastado por jacaré.
Buscas atravessaram a quarta-feira em busca de garoto arrastado por jacaré.

 

A família é de Nebrasca, nos Estados Unidos. Psicólogos ficaram com a família durante a noite para dar apoio.

A Disney decidiu fechar todas as praias artificiais numa medida que chamou de "excesso de cautela". O Grand Floridian é um resort de alto luxo de propriedade da Disney. É um dos três hotéis na linha do monotrilho da Disney, a apenas uma estação do Parque Magic Kingdom.

Mais cedo, o diretor da Florida Fish and Wildlife, agência governamental que cuida do meio ambiente, Nick Wiley, disse que é extremamente raro que pessosa sejam atacadas por jacarés, e que eles trabalham com a Disney para remover os animais.

"Temos jacarés toda a água na Flórida e eles se deslocam, então é difícil saber onde eles estarão", explicou Nick Wiley.

Família também foi perseguida

Uma família de Liverpool, na Inglaterra, afirmou que, há poucas semanas, foi perseguida por um jacaré no mesmo lago da Disney onde um menino de 2 anos foi arrastado por um animal nesta terça-feira à noite.

Carl Davies, de 34 anos, e Karen Davies, de 37, contaram ao jornal “Daily Mirror” que estavam sentados na beira do lago do Disney Polynesian Village Resort, na Flórida, com seus dois filhos pequenos quando o enorme jacaré apareceu. Esse resort fica às margens do mesmo lago que o Disney's Grand Floridian Resort onde o menino sumiu.

 

Carl Davies e sua família: perseguidos no parque
Carl Davies e sua família: perseguidos no parque Foto: Reprodução

 

Eles se preparavam para assistir a queima de fogos do parque Magic Kingdom quando a filha de 8 anos anos ouviu um enorme barulho na água. Momentos depois, eles viram uma enorme forma escura sair do lago na frente deles e uma família canadense que estava ao lado deles gritou: “Jacaré”.

“Ele ficou na nossa frente a uns dez metros de distância. Ele saiu para fora da água e tivemos que correr. Estava escuro como um breu”, disse. Segundo Carl, havia uma placa dizendo para turistas não entrarem no lago, mas nenhum aviso sobre o perigo de jacarés. Eles escaparam sem ferimentos, mas a filha do casal ficou com muito medo de ir à praia no resto das férias. O caso aconteceu em abril deste ano.

 

 

 

Sem preconceito e respeitando o amor do filho por outro homem, dona Quitéria Albuquerque, de 44 anos realizou o sonho de Jeferson e do marido dele.

Ele e o parceiro, Julien, que é francês, queriam ter um filho e Quitéria aceitou fazer uma inseminação artificial.

A mãe/avó recebeu o sêmem de Julien, o companheiro do filho dela.

Deu certo. O bebê chamado “Ezra” – que em hebraico significa “ajuda”  nasceu esta semana no Rio de Janeiro.

A família está radiante!

Jeferson e Julien estão na cidade maravilhosa, mas moram em Paris, onde barriga de aluguel é proibido.

Agora com Ezra no colo eles pretendem voltar a viver na França.

Dona Quitéria, a avó/mãe disse que também vai e junto com avó francesa as duas querem ajudar Jefferson e Julien a cuidar do bebê nos primeiros meses.

Jefferson, Quitéria e Julien dias antes do parto - Foto: reprodução / SBT

Jefferson, Quitéria e Julien dias antes do parto – Foto: reprodução / SBT

Com informações do SBT/UOL

 

VE

 

Veja como o bem vai e volta. Um casal que já tem 3 filhos adotou mais 6, por compaixão e amizade.

Stephanie Culley e Donnie Culley, da Virgínia, nos Estados Unidos, tinham uma amiga, Beth Laitkep, de 39 anos, que estava com câncer terminal.

Beth pediu ao casal para cuidar dos filhos quando ela morresse: “Ela olhou para mim e disse : ’Você pode fazer isso por mim? Você pode fazer isso?’”, contou Stephanie para a rede “CBS”.

Eles atenderam ao apelo, formaram uma nova grande família e acabaram de ter uma grande surpresa.

Ajuda

Claro que ninguém está preparado para receber em casa e criar 6 filhos a mais, do dia para a noite.

Depois que adotou os filhos, a família Culley teve que pedir ajuda: criou no início do mês uma página para arrecadar dinheiro no GoFundMe.

E o bem que eles fizeram voltou rapidamente.

A história dos Culley comoveu tanta gente, que em 2 semanas a campanha arrecadou mais de 57 mil dólares, mais de 205 mil reais, valor que vai ajudar na educação, roupas e alimentação dos novos filhos.

História

Beth era solteira. Ela morreu em maio e deixou seis filhos com idades entre 2 anos e 15 anos.

As duas amigas trabalharam juntas no Wal-Mart e se conheciam desde a adolescência, mas não se viam há muitos anos.

Quando os médicos disseram, no último mês de abril, que não havia mais opções de tratamento, ela pediu para a amiga cuidar da crianças.

“Eu disse a ela que eu os amava, e que eu nunca seria capaz de amá-los como ela, mas eu faria o melhor que pudesse”, disse.

Stephanie disse que o marido, ao saber do pedido, fez uma longa pausa antes de dizer: “Vamos fazer o que temos que fazer”.

Os novos filhos

Os Culley adotaram Will, de 15 anos, Selena, de 14 anos, Jaxon, de 11 anos, Dallas, de 10 anos, Lily, de 5 anos, e Ace, de 2 anos.

Uma das filhas de Beth, Selena, disse que se sente em casa com a nova família. “Tem sido realmente mais fácil do que alguém esperaria porque temos um ao outro e isso só se sente em casa. Ela era uma mãe realmente boa e sei que éramos tudo para ela”, disse Selena para a “CBS”, aos prantos.

Os Culleys têm a custódia temporária dos filhos da amiga, e têm uma audiência no próximo dia 19 de julho para decididr a guarda permanente.

Os Culley com 7 dos 9 filhos - Foto: Reprodução/ Gofundme

Os Culley com 7 dos 9 filhos – Foto: Reprodução/ Gofundme

História se repete

Em julho do ano passado outro caso semelhante.

Antes de morrer, também em decorrência de um câncer no cérebro, Elizabeth Diamond pediu à amiga Laura Ruffino que cuidasse de suas quatro filhas: Lilyan, Ella, Samona e Tara, que têm entre 5 e 12 anos.

Laura e o marido, Rico, que já tinham duas filhas, atenderam ao pedido e, agora, a família tem oito integrantes.

Com informações do Extra e CBS

 

Um veículo que vem sendo chamado de ônibus do futuro está em testes em Qinhuangdao, província de Hebei, China.

A novidade pretende acabar com o tráfego intenso das grandes cidades do país, e tudo de uma maneira bem original.

Hoverbus, que também é denominado como Ônibus de Tráfego Elevado, vai circular em trilhos que passarão pela mesma rua onde os carros se locomovem.

Ele terá capacidade para transportar 1.200 passageiros, e vai passar por cima dos carros.

Bai Zhiming, engenheiro-chefe do projeto, disse que o veículo funcionária de forma parecida ao metrô, mas com um quinto a menos do custo do transporte subterrâneo.

Ele deve estar pronto para circular em apenas um ano.

O papa diz ainda que a missão de proteger e cuidar se refere a toda Igreja,  e que  envolve em particular aos bispos

0s bispos que foram negligentes em relação aos casos de abusos sexuais contra menores e adultos vulneráveis serão removidos dos cargos, decretou no sabado (4) o papa Francisco no Motu Proprio (documento de iniciativa pessoal do papa), cujo título é “Como uma Mãe Amorosa”. O papa diz ainda que a missão de proteger e do cuidar se refere a toda Igreja, mas envolve em particular os bispos.

Destaca também, entre outras coisas, que, após os argumentos apresentados pelo bispo, a congregação pode “decidir por uma investigação suplementar” e mais aprofundada. A “missão de proteção e do cuidar diz respeito a toda Igreja, mas é especialmente por meio de seus pastores que este deve ser exercido”, informa o  documento. Especifica-se, outrossim, que este dano pode ser “físico, moral, espiritual ou patrimonial”.

O Vaticano anunciou ainda que quando os indícios são “sérios” a Cúria Romana pode “iniciar uma investigação” informando ao interessado que tem “a possibilidade de defender-se”. Depois dos todos os procedimentos de apuração, a decisão final deve ser apresentada ao papa antes da “decisão definitiva”, que será assessorado por um colégio de juristas.

"O comboio das crianças" é o nome de uma iniciativa, organizada pelo Conselho Pontifício da Cultura.

O papa Francisco afirmou hoje que "os imigrantes não são um perigo, estão em perigo", durante um encontro que manteve no Vaticano com 500 crianças italianas e imigrantes, chegadas da região da Calábria.

"Os imigrantes não são um perigo, estão em perigo", disse o pontífice por várias ocasiões, numa mensagem de fraternidade e de tolerância para com outras culturas e religiões, que pediu às crianças que repetissem com ele.

"O comboio das crianças" é o nome de uma iniciativa, organizada pelo Conselho Pontifício da Cultura, que desde há quatro edições leva crianças ao Vaticano de comboio para conhecer e conversar com o papa.

Desta vez, o tema eleito foi "Trazidos pelas ondas" e os participantes foram menores que vivem na Calábria, no sul de Itália, uma das regiões do país que concentra um maior número de imigrantes.

"Boa parte [dos participantes] é constituída por refugiados que vieram sobre as ondas do mar com as suas esperanças e tragédias", disse à agência espanhola Efe o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, o cardeal Gianfranco Ravasi.

Durante o evento, Ravasi leu uma carta que as crianças tinham escrito ao papa e na qual refletiam sobre os "adultos que deixam a sua terra por causa da guerra e das perseguições", em que disseram que não conseguem entender "tanta injustiça" no mundo.

O pontífice concordou com esta mensagem e mostrou-se crítico em relação aos países que "não deixam vir e deportam as pessoas em busca de salvação, paz e trabalho", uma afirmação que assume particular significado depois de, na última semana, as embarcações europeias terem socorrido mais de 12 mil pessoas no Mediterrâneo.

"Os que chegam têm uma religião diferente, mas isso não é perigoso porque somos todos irmãos, Deus quer-nos a todos", afirmou o papa.

O sumo pontífice começou por receber as crianças com beijos, abraços e gestos de carinho, comentou os desenhos que um ou outro tinha levado e ofereceu-se para responder a perguntas.

Um participante perguntou ao papa como se devia acolher os imigrantes, ao que Francisco respondeu que devia ser "com gestos de carinho e abertura", sublinhando três palavras-chave: "ternura, compaixão e amizade".

"Os italianos não são todos bons, como em todas as partes, e os que vêm não são todos maus", disse ainda Jorge Bergoglio, que explicou o significado de aceitar os imigrantes com uma frase: "vou cuidar de ti".

O papa riu, interagiu com as crianças e pediu-lhes por diversas vezes que repetissem as suas ideias principais ou ensaiassem gestos de acolhimento.

 

Bomba atômica matou milhares na cidade japonesa no fim da 2ª Guerra

 

Barack Obama se tornou na ultima sexta-feira (27) o primeiro presidente dos Estados Unidos a visitar Hiroshima, local do primeiro bombardeio atômico da história, em um gesto que é visto por Tóquio e Washington como um esforço explicitar sua aliança e revigorar as ações para livrar o mundo de armas nucleares.

A visita provocou um debate mesmo antes de ter acontecido, após críticos acusarem os dois lados de terem memória seletiva e apontarem os paradoxos em políticas que dependem da dissuasão nuclear ao mesmo tempo em que clamam pelo fim dos arsenais atômicos.

Os dois governos torcem para que a visita de Obama a Hiroshima, onde uma bomba atômica dos EUA matou milhares de pessoas instantaneamente no dia 6 de agosto de 1945, e cerca de 140 mil outras até o final do ano, destaque um novo nível de reconciliação e laços mais firmes entre os ex-inimigos.        

"Viemos ponderar a força terrível desencadeada no passado não tão distante", disse Obama após depositar uma coroa de flores em um memorial da paz. "Viemos lamentar os mortos, incluindo os mais de 100 mil homens, mulheres e crianças japonesas, milhares de coreanos e uma dúzia de norte-americanos feitos prisioneiros. Suas almas falam conosco".

Abraço em sobrevivente

Antes de depositar a coroa, Obama visitou um museu que exibe peças assombrosas como fotos de vítimas com queimaduras graves, as roupas esfarrapadas e manchadas que usavam e estátuas representando pessoas com a carne derretendo nos membros.

"Já conhecemos a agonia da guerra", escreveu ele no livro de visitas. "Vamos agora encontrar a coragem, juntos, para disseminar a paz e buscar um mundo sem armas nucleares".

Depois de discursar, Obama trocou apertos de mão e conversou brevemente com dois sobreviventes da bomba atômica. Ele e Sunao Tsuboi, de 91 anos, sorriram e trocaram algumas palavras, enquanto Shigeaki Mori, de 79 anos, chorou e recebeu um abraço do presidente.

A cidade de Nagasaki foi atingida por uma segunda bomba nuclear em 9 de agosto de 1945, e o Japão se rendeu seis dias depois.

Leia mais:

Conheça a cidade que sobreviveu à bomba H

 

 

Dzhokhar Tsarnaev, suspeito de realizar o atentado à Maratona de Boston no dia 15 de abril, ficou calado após a polícia ler seus direitos constitucionais. Os direitos foram lidos apenas 16 horas após o início do interrogatório feito pela polícia americana.

Segundo quatro agentes envolvidos nas investigações, Dzhokhar parou de falar imediatamente após um juiz e um representante da promotoria entrarem em seu quarto no hospital onde está internado e lerem os chamados “Direitos de Miranda”, que garantem ao acusado o direito de ficar calado e receber orientação jurídica.

Antes de ser avisado de seus direitos, o suspeito de 19 anos disse que seu irmão mais velho, Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, o havia recrutado recentemente para participar dos ataques, que detonaram duas bombas na chegada da Maratona de Boston. Tamerlan morreu em troca de tiros com a polícia.

Ainda não se sabe se a questão dos direitos constitucionais irá influenciar o caso, porque o FBI informou que o suspeito confessou os atentados na presença de uma testemunha. Oficiais também disseram ter evidências físicas, incluindo uma pistola e peças de um controle remoto recuperados da cena da explosão.

A CIA, agência de inteligência americana, havia colocado o nome de Tamerlan a um banco de dados de terroristas do governo dos Estados Unidos dezoito meses antes das explosões, disseram autoridades americanas nesta quarta-feira (24).

O pedido da CIA por vigilância ocorreu cerca de seis meses depois que o FBI investigou Tamerlan, também a pedido do governo russo, mas o FBI não encontrou vínculos com o terrorismo, disseram autoridades. Segundo um funcionário da agência, " a CIA compartilhou todas as informações fornecidas pelo governo estrangeiro", informou a agência de notícias France Presse.

A divulgação da informação foi significativa porque as autoridades haviam dito anteriormente que a inteligência dos EUA não tinha informações que levassem até os atentados que mataram três pessoas em Boston. O fato de que o nome de um dos suspeitos estava numa lista terrorista deve levantar questionamentos por parte do Congresso sobre se o governo americano investigou de maneira adequada informações enviadas pela Rússia.

No final de setembro de 2011, a CIA recebeu informações do governo russo sobre Tsarnaev. Em março de 2011, o FBI recebeu informações quase idêntica à da CIA, de acordo com funcionários informados sobre a investigação. Os funcionários falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizados a falar publicamente sobre o caso em andamento.

O enorme banco de dados, conhecida como a Terrorist Identities Datamart Environment, é gerenciado pelo Centro Nacional de Contraterrorismo e se alimenta em listas de vigilância de terror, como o que proíbe terroristas conhecidos ou suspeitos de ficar em aviões.

 

Uma investigação sobre a morte de uma estudante de medicina britânica de 23 anos concluiu que ela morreu após ingerir um agrotóxico que comprou pela internet como pílula para emagrecer.

Sarah Houston, da cidade de Chesham, na Inglaterra, foi encontrada morta em seu quarto em setembro do ano passado.

Apesar de proibido para consumo humano, o DNP (cujo composto ativo é o dinitrofenol) está disponível para compra on-line por seu uso legítimo como herbicida.

Os pais da jovem, Geoff e Gina Houston, disseram à BBC esperar que a morte de Sarah sirva de alerta para o perigo do consumo do DNP por outras pessoas.

"Esta é a terceira morte nos últimos seis meses. O consumo deve ser muito mais amplo do que imaginamos. Queremos que as pessoas saibam que estão correndo um grande perigo", disse o pai da jovem.

Ele fez ainda um apelo aos fornecedores da substância que estão oferecendo o produto em cápsulas de emagrecer para compra on-line.

"Por favor, por favor, parem, se vocês tiverem alguma noção de decência. Essas pílulas estão matando pessoas", apelou Geoff.

A mãe, tentando justificar por que a filha recorreu à substância para emagrecer, contou que Sarah tinha um problema de autoestima, se achava acima do peso e se recuperava também de uma bulimia.

"Ela se achava gorda, apesar de nunca ter sido", disse ela.

FALÊNCIA DOS ÓRGÃOS

Gina explicou que o DNP age acelerando o metabolismo do organismo e aumenta a temperatura corporal para queimar gordura.

"Basicamente, isso leva à falência dos órgãos. É um caminho sem volta, você cozinha por dentro. E foi isso que matou nossa filha", disse Gina que, junto ao marido, disse que não sabia que Sarah estava tomando a substância "extremamente perigosa".

"Só descobrimos depois dos resultados do relatório toxicológico", afirmou a mãe da jovem.

Além do DNP, a estudante de medicina também estava tomando um remédio para tratar bulimia, que pode ter como efeito colateral o aumento da temperatura corporal. Na avaliação da mãe de Sarah, isto pode ter "mascarado" os sintomas letais provocados pelo DNP.

Em um comentário na Câmara dos Comuns sobre os resultados do inquérito sobre a morte da jovem, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que vai discutir com o governo formas eficientes de alertar as pessoas sobre o perigo deste tipo de substância.

 

No dia 15 de março a agente de saúde paquistanesa Mumtaz Begum, de 35 anos, recebeu um telefonema que mudaria sua vida.

Na ligação, seu supervisor a convocou para uma reunião na manhã seguinte. Mas mal sabia ela que o verdadeiro objetivo do encontro não seria definir os detalhes de mais uma campanha de vacinação, na qual ela iria trabalhar imunizando as pessoas, como inicialmente lhe foi informado.

Begum e outras 16 agentes de saúde paquistanesas se tornaram peças-chave na caçada por aquele que, na época, era o fugitivo mais procurado do mundo: Osama Bin Laden.

Elas participaram de uma campanha de vacinação falsa, coordenada pelo médico Shakeel Afridi e concebida pela CIA cujo verdadeiro objetivo era tentar coletar sangue e material orgânico contendo o DNA dos integrantes da casa que, segundo suspeitas confirmadas da inteligência americana, servia de esconderijo para o líder da Al-Qaeda.

Bin Laden foi morto em maio de 2011 por um esquadrão de elite americano em uma operação secreta no distrito de Abbottabad, na província de Khyber Pakhtunkhwa (norte do Paquistão).

Mas desde então, as 17 agentes de saúde que participaram da campanha de vacinação falsa têm vivido sob ameaças. Todas perderam seus empregos e agora são consideradas "traidoras" em seu país.

Os serviços de inteligência paquistaneses prenderam Afridi, que trabalhava para o departamento de saúde de Khyber Pakhtunkhwa, e o acusaram de colaborar com a CIA.

Além disso, em fevereiro de 2012, o departamento de saúde de Khyber Pakhtunkhwa demitiu todas as 17 profissionais que teriam participado da campanha de vacinação usada como fachada pela inteligência americana, acusando o grupo de trabalhar "contra o interesse nacional".

Consequências

Como resultado, Begum vive hoje com a família em uma casa precária de dois cômodos em Abbottabad. As paredes não têm reboco, o telhado está cedendo e um dos quartos não tem porta.

No segundo cômodo, uma parte da parede está coberta com cartazes de programas de planejamento familiar, cuidados primários de saúde e campanhas de vacinação - um sinal de como o trabalho de agente de saúde é importante para Begum.

Caçula de uma família com seis filhos, ela foi a única que conseguiu um emprego. Nenhum dos irmãos é casado, o que também é incomum no Paquistão - e ajudou a agravar os problemas financeiros da família.

Desde 1996, quando Begum começou a trabalhar como agente de saúde em sua província, ela tornou-se responsável por comprar comida para seus pais e irmãos.

O dinheiro, porém, não foi suficiente para pagar o tratamento da catarata de sua mãe - que está praticamente cega - e da epilepsia de uma de suas irmãs.

"Agora que perdi meu emprego, não podemos nem pagar por duas refeições completas (por dia)", diz Begum, aos prantos.

Mumtaz Begum (Foto BBC)

Mumtaz Begum mostra cartazes de campanhas de saúde em sua casa

Muitos de seus colegas enfrentam problemas semelhantes.

Problemas de saúde

"Eu costumava trabalhar com a força de sete homens, mas agora estou esgotada", diz a também agente de saúde Akhtar Bibi, de 49 anos.

Bibi foi acusada de ser do "círculo de confiança" de Afridi e de ter sido uma das profissionais que de fato entrou no esconderijo de Bin Laden para obter amostras de sangue de seus residentes.

Ela nega as acusações, mas conta que foi interrogada por agentes de inteligência paquistaneses após a prisão de Afridi, em 2011.

"Foi depois disso que eu comecei a sofrer de hipertensão. E tudo piorou quando meu marido me deixou e foi morar com sua segunda esposa. Ele diz que eu fiquei estigmatizada", conta Bibi.

A ex-agente de saúde agora trabalha como empregada doméstica ganhando pouco mais de US$ 1 por dia.

"Afridi não nos obrigou a nada. Foi o departamento de saúde de nossa província que nos instruiu a trabalhar sob suas ordens", diz Bibi.

"Na reunião de 16 de março de 2011, vários funcionários do alto escalão do departamento estavam presentes. E foram eles que fizeram de Afridi o coordenador desse programa."

Bibi, Begum e outras de suas colegas dizem que não sabiam que a campanha de vacinação para a qual foram recrutadas serviria para encobrir um plano da CIA para confirmar o paradeiro de Bin Laden.

Na reunião, Afridi teria dito às agentes de saúde que o objetivo da campanha era imunizar mulheres de 15 e 49 anos contra a hepatite B nas cidades de Nawanshehr e Cidade Bilal, no distrito de Abbottabad.

Campanha

Bibi diz que a primeira etapa da campanha, realizada em 16 e 17 de março, envolveu 15 profissionais de saúde e se concentrou em Nawanshehr.

Esta é a área da qual outro líder da al-Qaeda, Abu Faraj al-Libbi, teria escapado em 2004, após quase ser capturado pelo serviço de inteligência paquistanês.

Segundo Bibi, mais duas campanhas de vacinação foram realizadas na região: uma de 12 a 14 de abril e outra nos dias 20 e 21 do mesmo mês.

A última se concentrou na Cidade Bilal, onde o esconderijo de Bin Laden foi localizado.

Afridi (Foto AFP)

O médico Afridi foi preso por colaborar com a agência de inteligência americana

"Nove agentes de segurança cobriram a área de Cidade Bilal em dois dias. O doutor Afridi supervisionou pessoalmente a campanha. Ele havia alugado duas vans para nós e também usou um carro oficial do departamento de saúde", conta a paquistanesa.

Segundo Bibi, ela, Afridi e outra profissional de saúde teriam batido na porta da casa que seria o esconderijo de Bin Laden, mas ninguém os atendeu.

Ela diz não saber como Afridi terminou conseguindo as amostras dos habitantes do local, mas se lembra de ter ouvido ele dizer que era "muito importante" imunizar as pessoas daquela casa.

Desconhecimento

Não está claro se Afridi sabia que tipo de informação seria tirada das amostras de DNA que o grupo estava recolhendo.

No ano passado, as 17 profissionais de saúde entraram com um recurso em um tribunal paquistanês contra sua demissão, alegando que teriam sido usadas como "bodes expiatórios" por altos funcionários do departamento de saúde de sua província.

Em março, o tribunal ordenou a reintegração das demitidas, mas autoridades locais dizem ainda não ter decidido se irão recorrer.

Uma grande preocupação das agentes de saúde, porém, é que elas até podem obter os seus empregos de volta, mas será mais difícil se livrar das ameaças e estigmatização social.

Por medo de represália, a maioria das paquistanesas contactadas pela BBC se recusou a falar sobre o caso. Outras pediram para não serem fotografadas ou não terem seus nomes publicados.

A entrevista com Bibi teve de ser feita em um local "secreto", longe dos olhos de vizinhos e conhecidos. "Minha vida está em perigo", explicou ela. "A minha e a de todas nós."

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JR Esquadrias