Mundo (95)

"O comboio das crianças" é o nome de uma iniciativa, organizada pelo Conselho Pontifício da Cultura.

O papa Francisco afirmou hoje que "os imigrantes não são um perigo, estão em perigo", durante um encontro que manteve no Vaticano com 500 crianças italianas e imigrantes, chegadas da região da Calábria.

"Os imigrantes não são um perigo, estão em perigo", disse o pontífice por várias ocasiões, numa mensagem de fraternidade e de tolerância para com outras culturas e religiões, que pediu às crianças que repetissem com ele.

"O comboio das crianças" é o nome de uma iniciativa, organizada pelo Conselho Pontifício da Cultura, que desde há quatro edições leva crianças ao Vaticano de comboio para conhecer e conversar com o papa.

Desta vez, o tema eleito foi "Trazidos pelas ondas" e os participantes foram menores que vivem na Calábria, no sul de Itália, uma das regiões do país que concentra um maior número de imigrantes.

"Boa parte [dos participantes] é constituída por refugiados que vieram sobre as ondas do mar com as suas esperanças e tragédias", disse à agência espanhola Efe o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, o cardeal Gianfranco Ravasi.

Durante o evento, Ravasi leu uma carta que as crianças tinham escrito ao papa e na qual refletiam sobre os "adultos que deixam a sua terra por causa da guerra e das perseguições", em que disseram que não conseguem entender "tanta injustiça" no mundo.

O pontífice concordou com esta mensagem e mostrou-se crítico em relação aos países que "não deixam vir e deportam as pessoas em busca de salvação, paz e trabalho", uma afirmação que assume particular significado depois de, na última semana, as embarcações europeias terem socorrido mais de 12 mil pessoas no Mediterrâneo.

"Os que chegam têm uma religião diferente, mas isso não é perigoso porque somos todos irmãos, Deus quer-nos a todos", afirmou o papa.

O sumo pontífice começou por receber as crianças com beijos, abraços e gestos de carinho, comentou os desenhos que um ou outro tinha levado e ofereceu-se para responder a perguntas.

Um participante perguntou ao papa como se devia acolher os imigrantes, ao que Francisco respondeu que devia ser "com gestos de carinho e abertura", sublinhando três palavras-chave: "ternura, compaixão e amizade".

"Os italianos não são todos bons, como em todas as partes, e os que vêm não são todos maus", disse ainda Jorge Bergoglio, que explicou o significado de aceitar os imigrantes com uma frase: "vou cuidar de ti".

O papa riu, interagiu com as crianças e pediu-lhes por diversas vezes que repetissem as suas ideias principais ou ensaiassem gestos de acolhimento.

 

Bomba atômica matou milhares na cidade japonesa no fim da 2ª Guerra

 

Barack Obama se tornou na ultima sexta-feira (27) o primeiro presidente dos Estados Unidos a visitar Hiroshima, local do primeiro bombardeio atômico da história, em um gesto que é visto por Tóquio e Washington como um esforço explicitar sua aliança e revigorar as ações para livrar o mundo de armas nucleares.

A visita provocou um debate mesmo antes de ter acontecido, após críticos acusarem os dois lados de terem memória seletiva e apontarem os paradoxos em políticas que dependem da dissuasão nuclear ao mesmo tempo em que clamam pelo fim dos arsenais atômicos.

Os dois governos torcem para que a visita de Obama a Hiroshima, onde uma bomba atômica dos EUA matou milhares de pessoas instantaneamente no dia 6 de agosto de 1945, e cerca de 140 mil outras até o final do ano, destaque um novo nível de reconciliação e laços mais firmes entre os ex-inimigos.        

"Viemos ponderar a força terrível desencadeada no passado não tão distante", disse Obama após depositar uma coroa de flores em um memorial da paz. "Viemos lamentar os mortos, incluindo os mais de 100 mil homens, mulheres e crianças japonesas, milhares de coreanos e uma dúzia de norte-americanos feitos prisioneiros. Suas almas falam conosco".

Abraço em sobrevivente

Antes de depositar a coroa, Obama visitou um museu que exibe peças assombrosas como fotos de vítimas com queimaduras graves, as roupas esfarrapadas e manchadas que usavam e estátuas representando pessoas com a carne derretendo nos membros.

"Já conhecemos a agonia da guerra", escreveu ele no livro de visitas. "Vamos agora encontrar a coragem, juntos, para disseminar a paz e buscar um mundo sem armas nucleares".

Depois de discursar, Obama trocou apertos de mão e conversou brevemente com dois sobreviventes da bomba atômica. Ele e Sunao Tsuboi, de 91 anos, sorriram e trocaram algumas palavras, enquanto Shigeaki Mori, de 79 anos, chorou e recebeu um abraço do presidente.

A cidade de Nagasaki foi atingida por uma segunda bomba nuclear em 9 de agosto de 1945, e o Japão se rendeu seis dias depois.

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Conheça a cidade que sobreviveu à bomba H

 

 

Dzhokhar Tsarnaev, suspeito de realizar o atentado à Maratona de Boston no dia 15 de abril, ficou calado após a polícia ler seus direitos constitucionais. Os direitos foram lidos apenas 16 horas após o início do interrogatório feito pela polícia americana.

Segundo quatro agentes envolvidos nas investigações, Dzhokhar parou de falar imediatamente após um juiz e um representante da promotoria entrarem em seu quarto no hospital onde está internado e lerem os chamados “Direitos de Miranda”, que garantem ao acusado o direito de ficar calado e receber orientação jurídica.

Antes de ser avisado de seus direitos, o suspeito de 19 anos disse que seu irmão mais velho, Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, o havia recrutado recentemente para participar dos ataques, que detonaram duas bombas na chegada da Maratona de Boston. Tamerlan morreu em troca de tiros com a polícia.

Ainda não se sabe se a questão dos direitos constitucionais irá influenciar o caso, porque o FBI informou que o suspeito confessou os atentados na presença de uma testemunha. Oficiais também disseram ter evidências físicas, incluindo uma pistola e peças de um controle remoto recuperados da cena da explosão.

A CIA, agência de inteligência americana, havia colocado o nome de Tamerlan a um banco de dados de terroristas do governo dos Estados Unidos dezoito meses antes das explosões, disseram autoridades americanas nesta quarta-feira (24).

O pedido da CIA por vigilância ocorreu cerca de seis meses depois que o FBI investigou Tamerlan, também a pedido do governo russo, mas o FBI não encontrou vínculos com o terrorismo, disseram autoridades. Segundo um funcionário da agência, " a CIA compartilhou todas as informações fornecidas pelo governo estrangeiro", informou a agência de notícias France Presse.

A divulgação da informação foi significativa porque as autoridades haviam dito anteriormente que a inteligência dos EUA não tinha informações que levassem até os atentados que mataram três pessoas em Boston. O fato de que o nome de um dos suspeitos estava numa lista terrorista deve levantar questionamentos por parte do Congresso sobre se o governo americano investigou de maneira adequada informações enviadas pela Rússia.

No final de setembro de 2011, a CIA recebeu informações do governo russo sobre Tsarnaev. Em março de 2011, o FBI recebeu informações quase idêntica à da CIA, de acordo com funcionários informados sobre a investigação. Os funcionários falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizados a falar publicamente sobre o caso em andamento.

O enorme banco de dados, conhecida como a Terrorist Identities Datamart Environment, é gerenciado pelo Centro Nacional de Contraterrorismo e se alimenta em listas de vigilância de terror, como o que proíbe terroristas conhecidos ou suspeitos de ficar em aviões.

 

Uma investigação sobre a morte de uma estudante de medicina britânica de 23 anos concluiu que ela morreu após ingerir um agrotóxico que comprou pela internet como pílula para emagrecer.

Sarah Houston, da cidade de Chesham, na Inglaterra, foi encontrada morta em seu quarto em setembro do ano passado.

Apesar de proibido para consumo humano, o DNP (cujo composto ativo é o dinitrofenol) está disponível para compra on-line por seu uso legítimo como herbicida.

Os pais da jovem, Geoff e Gina Houston, disseram à BBC esperar que a morte de Sarah sirva de alerta para o perigo do consumo do DNP por outras pessoas.

"Esta é a terceira morte nos últimos seis meses. O consumo deve ser muito mais amplo do que imaginamos. Queremos que as pessoas saibam que estão correndo um grande perigo", disse o pai da jovem.

Ele fez ainda um apelo aos fornecedores da substância que estão oferecendo o produto em cápsulas de emagrecer para compra on-line.

"Por favor, por favor, parem, se vocês tiverem alguma noção de decência. Essas pílulas estão matando pessoas", apelou Geoff.

A mãe, tentando justificar por que a filha recorreu à substância para emagrecer, contou que Sarah tinha um problema de autoestima, se achava acima do peso e se recuperava também de uma bulimia.

"Ela se achava gorda, apesar de nunca ter sido", disse ela.

FALÊNCIA DOS ÓRGÃOS

Gina explicou que o DNP age acelerando o metabolismo do organismo e aumenta a temperatura corporal para queimar gordura.

"Basicamente, isso leva à falência dos órgãos. É um caminho sem volta, você cozinha por dentro. E foi isso que matou nossa filha", disse Gina que, junto ao marido, disse que não sabia que Sarah estava tomando a substância "extremamente perigosa".

"Só descobrimos depois dos resultados do relatório toxicológico", afirmou a mãe da jovem.

Além do DNP, a estudante de medicina também estava tomando um remédio para tratar bulimia, que pode ter como efeito colateral o aumento da temperatura corporal. Na avaliação da mãe de Sarah, isto pode ter "mascarado" os sintomas letais provocados pelo DNP.

Em um comentário na Câmara dos Comuns sobre os resultados do inquérito sobre a morte da jovem, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que vai discutir com o governo formas eficientes de alertar as pessoas sobre o perigo deste tipo de substância.

 

No dia 15 de março a agente de saúde paquistanesa Mumtaz Begum, de 35 anos, recebeu um telefonema que mudaria sua vida.

Na ligação, seu supervisor a convocou para uma reunião na manhã seguinte. Mas mal sabia ela que o verdadeiro objetivo do encontro não seria definir os detalhes de mais uma campanha de vacinação, na qual ela iria trabalhar imunizando as pessoas, como inicialmente lhe foi informado.

Begum e outras 16 agentes de saúde paquistanesas se tornaram peças-chave na caçada por aquele que, na época, era o fugitivo mais procurado do mundo: Osama Bin Laden.

Elas participaram de uma campanha de vacinação falsa, coordenada pelo médico Shakeel Afridi e concebida pela CIA cujo verdadeiro objetivo era tentar coletar sangue e material orgânico contendo o DNA dos integrantes da casa que, segundo suspeitas confirmadas da inteligência americana, servia de esconderijo para o líder da Al-Qaeda.

Bin Laden foi morto em maio de 2011 por um esquadrão de elite americano em uma operação secreta no distrito de Abbottabad, na província de Khyber Pakhtunkhwa (norte do Paquistão).

Mas desde então, as 17 agentes de saúde que participaram da campanha de vacinação falsa têm vivido sob ameaças. Todas perderam seus empregos e agora são consideradas "traidoras" em seu país.

Os serviços de inteligência paquistaneses prenderam Afridi, que trabalhava para o departamento de saúde de Khyber Pakhtunkhwa, e o acusaram de colaborar com a CIA.

Além disso, em fevereiro de 2012, o departamento de saúde de Khyber Pakhtunkhwa demitiu todas as 17 profissionais que teriam participado da campanha de vacinação usada como fachada pela inteligência americana, acusando o grupo de trabalhar "contra o interesse nacional".

Consequências

Como resultado, Begum vive hoje com a família em uma casa precária de dois cômodos em Abbottabad. As paredes não têm reboco, o telhado está cedendo e um dos quartos não tem porta.

No segundo cômodo, uma parte da parede está coberta com cartazes de programas de planejamento familiar, cuidados primários de saúde e campanhas de vacinação - um sinal de como o trabalho de agente de saúde é importante para Begum.

Caçula de uma família com seis filhos, ela foi a única que conseguiu um emprego. Nenhum dos irmãos é casado, o que também é incomum no Paquistão - e ajudou a agravar os problemas financeiros da família.

Desde 1996, quando Begum começou a trabalhar como agente de saúde em sua província, ela tornou-se responsável por comprar comida para seus pais e irmãos.

O dinheiro, porém, não foi suficiente para pagar o tratamento da catarata de sua mãe - que está praticamente cega - e da epilepsia de uma de suas irmãs.

"Agora que perdi meu emprego, não podemos nem pagar por duas refeições completas (por dia)", diz Begum, aos prantos.

Mumtaz Begum (Foto BBC)

Mumtaz Begum mostra cartazes de campanhas de saúde em sua casa

Muitos de seus colegas enfrentam problemas semelhantes.

Problemas de saúde

"Eu costumava trabalhar com a força de sete homens, mas agora estou esgotada", diz a também agente de saúde Akhtar Bibi, de 49 anos.

Bibi foi acusada de ser do "círculo de confiança" de Afridi e de ter sido uma das profissionais que de fato entrou no esconderijo de Bin Laden para obter amostras de sangue de seus residentes.

Ela nega as acusações, mas conta que foi interrogada por agentes de inteligência paquistaneses após a prisão de Afridi, em 2011.

"Foi depois disso que eu comecei a sofrer de hipertensão. E tudo piorou quando meu marido me deixou e foi morar com sua segunda esposa. Ele diz que eu fiquei estigmatizada", conta Bibi.

A ex-agente de saúde agora trabalha como empregada doméstica ganhando pouco mais de US$ 1 por dia.

"Afridi não nos obrigou a nada. Foi o departamento de saúde de nossa província que nos instruiu a trabalhar sob suas ordens", diz Bibi.

"Na reunião de 16 de março de 2011, vários funcionários do alto escalão do departamento estavam presentes. E foram eles que fizeram de Afridi o coordenador desse programa."

Bibi, Begum e outras de suas colegas dizem que não sabiam que a campanha de vacinação para a qual foram recrutadas serviria para encobrir um plano da CIA para confirmar o paradeiro de Bin Laden.

Na reunião, Afridi teria dito às agentes de saúde que o objetivo da campanha era imunizar mulheres de 15 e 49 anos contra a hepatite B nas cidades de Nawanshehr e Cidade Bilal, no distrito de Abbottabad.

Campanha

Bibi diz que a primeira etapa da campanha, realizada em 16 e 17 de março, envolveu 15 profissionais de saúde e se concentrou em Nawanshehr.

Esta é a área da qual outro líder da al-Qaeda, Abu Faraj al-Libbi, teria escapado em 2004, após quase ser capturado pelo serviço de inteligência paquistanês.

Segundo Bibi, mais duas campanhas de vacinação foram realizadas na região: uma de 12 a 14 de abril e outra nos dias 20 e 21 do mesmo mês.

A última se concentrou na Cidade Bilal, onde o esconderijo de Bin Laden foi localizado.

Afridi (Foto AFP)

O médico Afridi foi preso por colaborar com a agência de inteligência americana

"Nove agentes de segurança cobriram a área de Cidade Bilal em dois dias. O doutor Afridi supervisionou pessoalmente a campanha. Ele havia alugado duas vans para nós e também usou um carro oficial do departamento de saúde", conta a paquistanesa.

Segundo Bibi, ela, Afridi e outra profissional de saúde teriam batido na porta da casa que seria o esconderijo de Bin Laden, mas ninguém os atendeu.

Ela diz não saber como Afridi terminou conseguindo as amostras dos habitantes do local, mas se lembra de ter ouvido ele dizer que era "muito importante" imunizar as pessoas daquela casa.

Desconhecimento

Não está claro se Afridi sabia que tipo de informação seria tirada das amostras de DNA que o grupo estava recolhendo.

No ano passado, as 17 profissionais de saúde entraram com um recurso em um tribunal paquistanês contra sua demissão, alegando que teriam sido usadas como "bodes expiatórios" por altos funcionários do departamento de saúde de sua província.

Em março, o tribunal ordenou a reintegração das demitidas, mas autoridades locais dizem ainda não ter decidido se irão recorrer.

Uma grande preocupação das agentes de saúde, porém, é que elas até podem obter os seus empregos de volta, mas será mais difícil se livrar das ameaças e estigmatização social.

Por medo de represália, a maioria das paquistanesas contactadas pela BBC se recusou a falar sobre o caso. Outras pediram para não serem fotografadas ou não terem seus nomes publicados.

A entrevista com Bibi teve de ser feita em um local "secreto", longe dos olhos de vizinhos e conhecidos. "Minha vida está em perigo", explicou ela. "A minha e a de todas nós."

 

Abby e Brittany Hensel são gêmeas siamesas determinadas a viver uma vida normal. Como a maioria das garotas de 23 anos, as irmãs gostam de passar tempo com amigos, viajar nas férias, dirigir, praticar esportes e viver a vida ao máximo.

As gêmeas de Minnesota, nos Estados Unidos, se formaram na Universidade Bethel e estão começando uma carreira como professoras primárias.

"Logicamente entendemos que no início vamos ganhar apenas um salário, porque vamos fazer o trabalho de uma pessoa", diz Abby. "Com a experiência, talvez possamos negociar um pouco, considerando que temos dois diplomas e porque somos capazes de dar duas perspectivas diferentes ou ensinar de duas maneiras diferentes", observa.


Vídeo mostra rotina de gêmeas siamesas nos EUA

"Enquanto uma está ensinando, outra pode fazer monitoramento ou responder perguntas", comenta Brittany.

A amiga Cari Jo Hohncke sempre admirou o trabalho de equipe das irmãs. "Elas são duas garotas diferentes, mas ainda assim elas são capazes de trabalhar juntas para fazer as funções básicas que fazemos todos os dias sem pensar", diz.

As irmãs são objeto do documentário Abby and Brittany: Joined for Life (Abby e Brittany: Juntas para a vida toda), que vai ao ar nesta quinta-feira na Grã-Bretanha pelo canal 3 da BBC. Elas disseram ter decidido participar do documentário para mostrar ao mundo que vivem uma vida normal.

Intimidade

As gêmeas têm tanta intimidade que muitas vezes falam simultaneamente ou uma termina a frase da outra. Com dois pares de pulmões, dois corações, dois estômagos, um intestino e um sistema reprodutivo, elas aprenderam desde cedo a coordenar o corpo. Abby controla o lado direito e Brittany controla o lado esquerdo.

Com 1 metro e 57, Abby é dez centímetros mais alta que a irmã, que precisa andar quase na ponta do pé para que elas mantenham o equilíbrio. Apesar de terem personalidades distintas, elas precisaram aprender também a chegar a um acordo para tudo o que fazem, desde a alimentação até a vida social ou as roupas que vestem.

"Temos estilos muito diferentes", afirma Abby. "A Brittany gosta muito mais de cores neutras, pérolas e coisas assim, enquanto eu prefiro algo mais vivo e colorido", conta.

Diferenças

Enquanto Abby é vista como a irmã "expansiva" e sempre vence as discussões sobre o que elas vão vestir, Brittany diz que sua irmã gêmea é também muito mais "caseira", enquanto ela gosta de sair. Há outras diferenças também. Brittany tem medo de altura, mas Abby não tem. Abby tem interesse em matemática e ciência, enquanto Brittany prefere a arte.

Elas também têm uma resposta diferente ao café. Após poucas xícaras, o batimento cardíaco de Brittany se acelera, mas Abby não é afetada. E elas têm temperaturas corporais diferentes.

"Eu posso ter uma temperatura do corpo totalmente diferente da de Brittany", diz Abby. "E muitas vezes nossas mãos têm temperaturas diferentes. Eu fico super quente muito mais rápido."

Vida privada

Apesar de ter uma vida familiar e social normal, estudando e trabalhando como qualquer outra jovem, elas enfrentam problemas adicionais. Por exemplo, elas precisam lidar com as especulações sobre a vida privada - algo que preferem não discutir. As gêmeas negam os boatos de que Brittany teria ficado noiva, descrevendo a história como "uma piada tola".

Viajar para o exterior nas férias também tem suas particularidades. Elas têm dois passaportes diferentes, mas podem comprar apenas uma passagem, porque ocupam apenas um assento no avião. Elas também precisam ficar atentas ao visitar locais com muita gente, porque muitas vezes chamam a atenção e são alvo de curiosidade e das lentes de câmeras do público.

Uma das amigas mais próximas das gêmeas, Erin Junkans, diz que elas sempre precisam ficar em alerta, porque não sabem como as pessoas vão reagir ou o que vão dizer.

"Eu sempre procuro garantir que elas fiquem seguras e que não fiquem completamente expostas", diz Junkans. "Às vezes elas ficam um pouco sufocadas com essa atenção, mas elas me surpreendem com sua habilidade para deixar isso de lado e continuar indo aonde querem", afirma.

 

 

Um empresário indiano comprou uma camisa feita inteiramente de ouro que vale US$ 250 mil (cerca de R$ 491 mil). Apelidado de ''o homem de ouro'', Datta Phuge costuma usar anéis, pulseiras grossas e um medalhão de ouro. A camisa pesa um total de 3,3 quilos. É uma vestimenta extravagante, mas Phuge defende sua exótica roupa.

"Algumas pessoas me perguntam por que uso tanto ouro. Mas sempre foi meu sonho. As pessoas têm diferentes aspirações. Algumas pessoas da elite querem ter um Audi ou um Mercedes, e ter carrões. Eu escolhi o ouro'', afirma.

Assista ao vídeo:

Seguranças

Como se trata de uma vestimenta pouco prática, a camisa só é usada em ocasiões especiais, como festas e eventos. Phuge conta que ela desperta uma misturas de reação. Alguns ficam impressionados e outros acham que se trata de ostentação.

De qualquer forma, para garantir sua paz quando veste a roupa de ouro, Phuge conta com entre 30 e 40 seguranças. A camisa foi feita sob encomenda por uma empresa especializada. Tejpal Rankar, da Rankar Jewellers, conta que a companhia pesquisou diferentes cortes e padrões e procurou fazer com que a roupa não fosse muito dura e pesada para usar.

A equipe de estilistas da empresa fez a camisa de ouro utilizando fios italianos e uma máquina especial. Rankar conta que a inspiração foram imagens antigas de reis indianos e suas armaduras. A camisa é forrada com veludo para evitar de arranhar seu dono.

 

 

O ex-presidenciável Rick Santorum afirmou em entrevista ao jornal Des Moine Register na segunda-feira que seria "suicídio" para o Partido Republicano apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Segundo Santorum, a recente decisão dos senadores Rob Porman e Mark Kirk de mudarem de posição para apoiar a união gay é similar a decisão de republicanos dos anos 60 e 70 de romper com a cúpula do partido e apoiar o aborto. 

"Eu tenho certeza que você poderia voltar no tempo e ler histórias que diziam: 'O Partido Republicano vai mudar. Esse é o futuro'. Obviamente isso não aconteceu", disse Santorum. "Eu acho que você vai ver as mesmas histórias sendo escritas agora, e não vai acontecer. O Partido Republicano não vai mudar nessa questão. Na minha opinião, seria suicídio se o fizesse". 

Santorum, ex-senador pelo Estado da Pensilvânia e candidato derrotado nas primárias do partido para as eleições de 2012, disse que os americanos ainda não "pensaram com cuidado" o que o casamento gay significaria para o país. 

A questão está sendo apreciada atualmente pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que deve emitir nos próximos meses  uma decisão sobre a legalidade do veto ao casamento gay na Califórnia e sobre o ato federal de defesa do casamento. Santorum disse não acreditar que o tribunal irá legalizar a união de pessoas do mesmo sexo. 

Na mesma entrevista, Santorum também evitou confirmar se voltará a concorrer à presidência em 2016. 

Domingo, 07 Abril 2013 14:45

Filha do presidente cubano está em Porto Alegre

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Filha do presidente de Cuba, Raúl Castro, Mariela Castro está em solo gaúcho. Ela ocupa as funções de primeira-dama no país e veio participar de seminário sobre educação sexual em Porto Alegre. Mariela desembarcou no Aeroporto Internacional Salgado Filho no final da noite desta quinta-feira e não quis falar com a imprensa.

Nesta sexta-feira, às 13h30min, Mariela, que é sexóloga, estará no I Seminário Internacional - Educação e Saúde Sexual: Experiências no Brasil e Cuba, para debater os programas regionais, nacionais e internacionais nas áreas de educação, saúde e orientação sexual. Antes disso, fará visitas ao Hospital de Clínicas e ao Hospital Fêmina.

 

Wenxia Yu , atual Miss Mundo, desembarcou no Brasil nessa segunda-feira (1º), mas não conseguiu entrar no País. A chinesa, que era a convidada de honra para participar dos concursos de Miss Brasil e Mister Brasil nesta sexta-feira (5) e sábado (6), respectivamente, foi barrada pela Polícia Federal do aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, por não possuir visto de permanência.

Sem poder entrar no país, Wenxia foi obrigada a voltar para Londres, Inglaterra, onde tentará conseguir um visto de emergência. A Informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Federal. “Foi aplicado o critério de reciprocidade com ela. Assim como para os brasileiros é preciso de visto para entrar na China, os chineses também precisam de autorização para entrar no Brasil”, disse o chefe do departamento da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Luiz Henrique .

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JR Esquadrias