Mundo (95)

Segundo a agência France Press, familiares viram uma serpente com a barriga inchada e com dificuldades de locomoção

O corpo inteiro de um homem de 25 anos declarado desaparecido foi encontrado dentro de uma Píton(cobra)de sete metros, na Indonésia. Akbar Salubiro havia saído de casa no domingo e não voltou mais.

Segundo a agência France Press, familiares viram uma serpente com a barriga inchada e com dificuldades de locomoção. Eles logo imaginaram que a serpente havia devorado o jovem. A píton foi vista em uma plantação de palma de óleo, pertencente à família.

Os vizinhos mataram o animal e, após uma hora, cortaram sua pele.. O corpo inteiro de Akbar estava lá. “A vítima foi tragada provavelmente no domingo, já que seu corpo já estava inchado quando o encontramos”, disse à agência um responsável pelo arquipélago do sudeste asiático.                                                                                                                                                                                                                                      O homem era casado e sua mulher só soube do ocorrido ao ver as imagens.

Fonte: Jornal de brasília/agência France Press

O governo brasileiro autorizou hoje a extinção de uma reserva natural de mais de quatro milhões de hectares na Amazónia para permitir a exploração de minerais na área.

Um decreto publicado no Diário Oficial do país extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), que fica localizada numa grande área entre os estados amazónicos do Pará e do Amapá.

A reserva foi criada em 1984 pela ditadura militar brasileira, que procurou explorar o cobre na região, algo que acabou por não acontecer, tendo depois dado lugar à reserva para impedir empresas de mineração de operarem na área.

A área de Renca é considerada de grande potencial para exploração de ouro, ferro, manganês e tântalo.

Desde o início do ano, o governo brasileiro vem discutindo a extinção da reserva dentro de um plano para expandir o setor mineral do país.

De acordo com o decreto assinado pelo Presidente Michel Temer, a extinção da reserva respeitará as regras de preservação ambiental.

De acordo com o Ministério das Minas e Energia, há 250 processos para atividades minerais no território de Renca, dos quais 20% são anteriores à criação da reserva.

Várias organizações ambientais já expressaram a sua oposição à medida, devido à presença de reservas naturais e tribos indígenas na região.

De acordo com o WWF Brasil, estudos em exploração mineral foram proibidos em 69% do território de Renca.

Fonte Jornal de Notícias 

 

 

Até o momento, 18 mortes foram confirmadas; entre as vítimas, está um bebê de 1 ano que chegou a ser atendido em uma ambulância

 

 

Menos de 48 horas após a tragédia no Rio Xingu, no Pará, outro naufrágio fez vítimas no país, desta vez na Bahia. O acidente foi com uma lancha que tinha 123 pessoas a bordo e fazia a travessia Mar Aberto-Salvador, na manhã de ontem. A Marinha confirmou 18 mortos, entre eles, um bebê de 1 ano — ele chegou a ser atendido numa ambulância, mas, após duas horas de tentativa de reanimação, foi declarado o óbito. Oitenta e nove pessoas foram resgatadas com vida. As buscas serão retomadas hoje.

 

 

A hipótese é que as condições climáticas tenham causado o naufrágio. A lancha Cavalo Marinho I saiu da Ilha de Itaparica às 6h30, com destino ao Terminal Náutico, em Salvador. O acidente aconteceu 10 minutos depois.

De acordo com a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), a lancha estava regular, com documentação legal e certificado de vistoria. O número de passageiros atendia à capacidade permitida, de 160.

A lancha é o meio de transporte mais rápido e barato para moradores da Ilha de Itaparica que trabalham ou estudam em Salvador. O trajeto é feito, diariamente, por cinco mil pessoas, de acordo com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transporte e Comunicações da Bahia (Agerba).

 

 

Lucio Tavora/AFP

 

 


Nesta semana, a travessia foi interrompida por causa do período prolongado de maré baixa — nesses casos, o terminal de Vera Cruz fica inoperante. Na quarta-feira, os fortes ventos e o mar agitado provocaram a suspensão das viagens com escunas de turismo.

A travessia, que ocorre há cerca de 55 anos, só foi regulamentada há cinco. As empresas CL Transportes e Vera Cruz ganharam licitação pública para realizar o transporte intermunicipal de passageiros. A Agerba informou que é responsável por controlar os horários de linhas e terminais, e a fiscalização das embarcações cabe à Marinha.

Correio questionou a Marinha sobre a segurança nos portos, mas não obteve resposta. O comandante Fábio Almeida, porta-voz da Capitania dos Portos da Bahia, não deu detalhes sobre como é feita a fiscalização no estado. Ele frisou que no momento a preocupação é resgatar as vítimas. O governo da Bahia decretou luto oficial de três dias.

"Todas as forças do governo do estado estão mobilizadas para dar assistência e prestar socorro às vítimas. Todas as providências foram tomadas imediatamente, com o reforço dos nossos efetivos nas áreas da segurança e da saúde pública”
Trecho da nota do governador Rui Costa (PT)

 

 

 

 

 
"Vi muitos corpos", diz sobrevivente 

 

Sobreviventes do naufrágio na Bahia relataram os momentos de desespero enquanto a lancha afundava. A administradora de empresas Meire Reis, de 53 anos, havia assistido, na noite anterior, às notícias do naufrágio no Rio Xingu. “Eu conversei com meu marido na quarta-feira à noite sobre o acidente com o barco no Pará. Estava triste”, contou.

 

Diariamente, Meire faz a travessia para Salvador. Ontem, a embarcação, programada para sair no horário, era a Cavalo Marinho I. “É uma lancha antiga, a menor delas. Roda há pelo menos uns 40 anos. Já lançaram a Cavalo Marinho II, III, com capacidade maior. Essa pega somente 129 pessoas mais a tripulação, com quatro.”

 

No instante em que a lancha virou, Meire diz que olhou para o teto a fim de pegar os coletes que estavam amarrados com um nó difícil de desfazer. Ela não sabe nadar. A administradora bateu com a cabeça no teto do barco, e as pessoas começaram a cair umas por cima das outras.

 

“Foi um desespero total. Imagina, no mar, e eu não sei nadar. Lembrei da conversa com meu marido e mergulhei. Fui me distanciado do local onde havia desespero. Nisso, eu me deparei com um bote e me segurei nele. O socorro demorou a chegar. Eu olhava e via muitos corpos no mar. Tinha criança lá. Que tragédia.”

 

O sonoplasta Edvaldo Santos, de 51 anos, também conseguiu se salvar e reclamou da demora das equipes de salvamento. “Um absurdo. Levaram duas horas para chegar, e estávamos próximos ao atracadouro.”

No Pará, 21 óbitos 

Mais corpos foram resgatados no Rio Xingu ontem, após o naufrágio do barco Capitão Ribeiro, elevando para 21 o número de mortos no acidente, segundo o governo do Pará. Pelo menos 23 pessoas sobreviveram. 

 

O dono do barco afirma que havia 48 pessoas a bordo e não 70, como foi divulgado. O homem começou a ser ouvido ontem pela polícia.

 

Segundo a Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA), o barco não tinha autorização para fazer o transporte de passageiros e estaria irregular. A perícia na embarcação poderá determinar se havia segurança para os passageiros.

 

Temer, enfim, se manifesta 

Depois de mais de 24 horas do acidente com uma embarcação no Pará e após o naufrágio de ontem na Bahia, o presidente Michel Temer emitiu nota sobre as tragédias. “A Presidência da República lamenta profundamente a perda trágica de dezenas de vidas em acidentes com embarcações no Pará e na Bahia. O presidente Michel Temer manifesta, neste momento de dor, sua solidariedade às famílias das vítimas e coloca a estrutura do governo federal para ajudar nas buscas e no apoio aos sobreviventes”, diz a nota oficial, assinada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.  

 

Fonte: Correiobraziliense

 

Península coreana é rota estratégica para o país entregar minério de ferro, soja e milho aos principais clientes no mercado internacional

Se o presidente americano Donald Trump lançar a operação “fogo e fúria” contra a Coreia do Norte, o conflito se estabelecerá no coração do comércio mundial de commodities. Anos seguidos de sanções isolaram os norte-coreanos dos mercados internacionais e fizeram do país uma formiga no mundo de matérias-primas não transformadas. Mas a formiga é cercada por elefantes. A China recebe mais de metade dos carregamentos mundiais de soja (vindos principalmente do Brasil e dos Estados Unidos, maiores exportadores). O Japão é o maior importador de gás natural. A Coreia do Sul está entre os maiores compradores de carvão e principais vendedores de aço. Juntos, os três países são destino de cerca de um terço do transporte marítimo de petróleo.

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Os armadores acompanham atentamente os testes de mísseis da Coreia do Norte e a retórica de Trump, com temor de que a escalada das tensões evolua para ações militares que interrompam o fluxo de commodities para aqueles países (que estão entre os maiores clientes do agronegócio do Brasil).

Ainda que por ora seja apenas uma guerra de palavras, a elevação do tom poderá levar ao aumento no custo do seguro dos navios, exclusão de áreas marítimas e interrupção na operação dos portos. Esse cenário, segundo analistas e estudiosos da região, provocará aumento dos fretes e mudança de rotas.

“A retórica pesada, dentro e fora da Coreia do Norte, se intensificou nos últimos dias e, ainda que a interrupção do comércio regional seja improvável no momento, é importante destacar o papel crucial da península da Coreia e do Norte da Ásia no mercado de commodities”, diz o analista do Citigroup Christopher Main, em um relatório divulgado em Londres nesta quinta-feira (10).

Jogo endurecido

Donald Trump aumentou a pressão sobre a Coreia do Norte, advertindo o país a não prosseguir com a ameaça de testar mísseis perto da ilha de Guam e prometendo uma resposta avassaladora contra qualquer ataque aos Estados Unidos ou seus aliados. Trump reafirmou a ameaça do dia 8, de que produzirá “fogo e fúria”, e disse que a declaração talvez “não tenha sido dura o suficiente”. Ele se recusou a descartar um bombardeio preventivo contra Pyongyang, a capital norte-coreana.

O impacto sobre a rota marítima das commodities dependerá se o eventual conflito permanecer restrito à península coreana ou envolver uma região maior. Na Guerra das Malvinas de 1982, que durou dez semanas, os ingleses impuseram uma zona de exclusão de 200 milhas náuticas ao redor das ilhas (370 km), transformando em alvo potencial qualquer navio que entrasse naquele espaço. Na mesma década, navios neutros foram atacados no Golfo Pérsico durante a guerra Irã-Iraque.

A capital da Coreia do Sul, Seul, fica a 40 km da fronteira com a Coreia do Norte, uma das mais vigiadas do mundo. Mas a área comercial impactada pode ser bem maior em caso de conflito, segundo Gary Chen, dono da Xinde Serviços Marítimos, que faz análise de riscos para a região. Chen observa que a cidade de Dalian, na China, está a cerca de 170 milhas da costa norte-coreana, enquanto a principal ilha do Japão fica a 320 milhas. Os fretes dos navios na região poderiam subir entre 20 e 30% caso estoure a guerra, forçando as embarcações a mudar de rota e aumentando assim o tempo gasto com transporte.

Desvio de rotas

Ainda que seja possível desviar os carregamentos para outros portos ou fazer as entregas por via terrestre, isso representaria uma elevação significativa dos custos. “É de se esperar que, caso a tensão se eleve ainda mais, os navios mercantes respondam evitando certas áreas ou portos, ou mesmo regiões inteiras”, diz David Attard, professor do Instituto de Direito Marítimo de Malta. “Isso de fato afetará as rotas de navegação, com possibilidade real de elevação dos preços”, aponta.

Três dos cinco maiores importadores de petróleo dividem fronteiras ou mares com a Coreia do Norte. Praticamente toda a importação de petróleo do Japão e da Coreia do Sul, assim como a maior parte da China, chega através de carregamentos marítimos. Combinados, os três países recebem um terço dos 39,9 milhões de barris que diariamente viajam ao redor do globo em navios petroleiros gigantes, segundo dados da companhia marítima Clarkson.

Cerca de 40% das exportações mundiais de produtos acabados e semiacabados de aço saem da China, da Coreia do Sul e do Japão. Os três países também respondem por 84% do comércio marítimo mundial de minério de ferro, de acordo com o Citigroup, e de 47% das importações via marítima de carvão, segundo a UBS.

No entanto, o preço das commodities não aponta tendência altista, mesmo com eventuais riscos geopolíticos, diz nota técnica do Citigroup, de 10 de agosto. O Índice de Commodities Bloomberg caiu 4,8% neste ano.

China tem alternativas

A China respondeu por 64% das importações de soja no ciclo 2016-2017, segundo o Departamento Norte-Americano de Agricultura, e é o maior importador mundial de arroz, com participação de 13%. O Japão é o maior comprador de milho no mercado internacional, e, combinados, os três países são destino final de 20% de todas as importações de grãos.

Quatro dos distritos aduaneiros do norte da China, próximo da Coreia do Norte, recebem cerca de 47% das importações de petróleo do país e 63% do carvão antracito, segundo a Administração Geral das Alfândegas. “O país não é tão dependente das importações via marítima como o Japão e a Coreia do Sul, já que possui uma rede de oleodutos e portos secos para receber petróleo, gás natural e carvão, e pode redirecionar petroleiros para os portos do sul ou transportar as commodities por terra”, afirma Lin Boqiang, diretor do Centro de Pesquisas Econômicas em Energia da Universidade de Xiamen.

“As importações chinesas podem enfrentar algumas inconveniências de curto prazo, com redirecionamento das cargas para outros portos, mas de modo geral não devem ser muita afetadas, uma vez que o suprimento de energia da China é muito diversificado e a península coreana não é fonte desses suprimentos”, completa Boqiang.

 

Fonte: Redação. Infografia: Gazeta do Povo.

 

Um tribunal da província canadense de Colúmbia Britânica condenou dois líderes religiosos pela prática de poligamia na última terça-feira.

Winston Blackmore, de 61 anos, tinha se casado com 24 mulheres, com quem teve um total de filhos estimado em 145.

Um ex-cunhado dele, James Oler, 53, se casou com cinco mulheres.

Ambos podem pegar até cinco anos de prisão.

Blackmorer e Older são membros da Bountiful, uma comunidade alternativa fundada em 1946 na Colúmbia Britânica e que conta com cerca de 1.500 pessoas. Os dois são ex-bispos de um ramo dissidente da Igreja Mórmon chamado Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo em Seus Últimos Dias (FLDS na sigla inglesa).

A comunidade e o braço canadense da FLDS vinham sendo investigadas pelas autoridades desde os anos 90.

James Oler chega ao tribunal

 

Direito de imagem

Image caption

James Oler casou com cinco mulheres

A seita também existe nos EUA e conta com 10 mil praticantes. Ao contrário da Igreja Mórmon, que aboliu a poligamia no final do século 19, a FLDS considera os casamentos múltiplos como um dos pilares de sua fé.

No Canadá, porém, a poligamia é ilegal, com base na Seção 293 do Código Penal.

Nem Blackmore nem Oler negaram ser polígamos no tribunal. E, após o anúncio da condenação, Blackmore disse à imprensa que "tinha sido condenado por viver de acordo com sua religião", e que nunca tinha escondido seus casamentos múltiplos.

"Depois de 27 anos de investigações e dezenas de milhões de dólares gastos, a única coisa comprovada é algo que nunca negamos. Nunca neguei minha fé", disse.

A FLDS também é polêmica por conta de seu ex-líder, o americano Warren Jeffs, considerado um profeta por seus seguidores. Jeffs, que excomungou Blackmore em 2002, e nomeou Oler como seu substituto no cargo de bispo da FLDS no Canadá, cumpre pena de prisão perpétua nos EUA por assédio sexual de menores de idade que considerava suas "esposas".

Uma investigação do FBI revelou que Jeffs promoveu vários casamentos ilegais de seus seguidores com menores de idade.

Blackmore, com seis filhas e alguns netos, em foto de 2008Direito de imagem

 

 

 

 

JONATHAN HAYWARD/THE CANADIAN PRESS

Image captionBlackmore tem total de filhos e filhas estimado em 145

A batalha legal contra a seita no Canadá, porém, esbarrou em problemas de interpretação da lei. Até que, em 2011, a Suprema Corte de Colúmbia Britânica determinou a constitucionalidade da leis antipoligamia, a pedido do governo da província.

O parecer da corte foi de que a Seção 293 era uma "restrição razoável" às liberdades religiosas.

Mas a condenação de Blackmore e Oler não deverá ser o último capítulo desta saga legal.

O advogado de Blackmore, Blair Suffredine, disse antes do veredito, que entraria com uma ação contra a Seção 293. Alguns comentaristas de assuntos legais acreditam que o caso pode chegar à Suprema Corte do Canadá.

Subiu para 17 o número de mortos no incêndio nos 24 andares do edifício londrino Grenfell, e há temores de que a cifra aumente, já que até a noite da quinta-feira ainda havia diversos moradores desaparecidos.                                                                                                                                                                                                              A premiê britânica, Theresa May, pediu uma investigação sobre o caso e disse que a população britânica "merece respostas" quanto a por que o fogo se espalhou tão rapidamente no prédio do oeste de Londres.                                                                                                                                                                                                                     Em meio à comoção causada pelo caso no Reino Unido, que lições podem ser tiradas a respeito do combate a fogos em edifícios altos?                                                                                                                                                                                                             Em casos assim, bombeiros normalmente estabelecem uma base a uns dois andares abaixo do foco do incêndio, explica Bob Parkin, ex-bombeiro que se tornou consultor de segurança.                                                                                                                                                                                                                                                                   Isso permite estabelecer pontos de controle de entrada para que os bombeiros na linha de frente possam ser monitorados, em especial no que diz respeito a sua respiração - assim, é possível controlar o tempo que eles podem permanecer em uma área perigosa e cheia de fumaça.                                                                                                                                                                                                                                   O limite de tempo que um bombeiro pode passar apagando um incêndio depende da quantidade de ar disponível. Sendo assim, minutos gastos subindo um prédio são preciosos, já que poderiam ser usados para conter o fogo.                                                                                                                                                                                        "Você vai gastar uma quantidade considerável de ar subindo dez andares. Esse é um dos motivos pelos quais sempre estabelecemos um ponto de controle dois andares abaixo do incêndio", afirmou Parkin.                                                                                                                                                                                                                                Uma vez que eles entrem no local do incêndio, o foco imediato - caso ainda existam pessoas presas ali - é resgatá-las, antes de apagar o incêndio. Por isso, os bombeiros levam consigo a menor quantidade de equipamento possível.                                                                                                                                                                                      No londrino Grenfell, diz Parkin, a situação era extremamente difícil para os bombeiros, porque o fogo se espalhou de maneira tão rápida que pareceu ter tomado conta de praticamente todo o prédio.                                                                                                                                                                                                                           Ter que subir 20 andares para resgatar pessoas naquela situação "é simplesmente inacreditável", diz ele. Sem qualquer suprimento extra de ar para as pessoas resgatadas, o caminho de volta para fora do prédio seria extremamente perigoso.Os bombeiros teriam também que operar a partir de um andar bem baixo do prédio, porque as chamas se espalharam demais e havia um receio de que toda a construção viesse abaixo. Ainda assim, os bombeiros não hesitaram. "Eles subiam e desciam diversas vezes vasculhando os andares em busca de pessoas", disse o chefe da Brigada de Londres, Dany Cotton.                                                                                                                                                                                                                            Especialistas na área apontaram para o revestimento do prédio como uma das possíveis razões para o fogo ter se espalhado tão rápido - o que fez com que ficasse impossível de conter o fogo andar por andar.Os bombeiros até chegaram ao último piso, mas levou horas para que conseguissem fazer isso.                                                                                                                                                                                                Em Dubai, recentes incêndios envolvendo altos prédios - incluindo um de 79 andares em 2015 - se espalharam por causa do revestimento, de acordo com uma consultoria de engenharia local, a Tenable Dubai.                                                                                                                                                                                                                              Mas nesses casos não houve mortes porque o design dos prédios favorecia o combate às chamas, ao mesmo tempo em que moradores puderam escapar em segurança por saídas seguras, que ficaram livres de fogo e fumaça.                                                                                                                                                                             "Todos os incêndios duraram seis ou sete horas, mas os moradores conseguiram sair ilesos e foi possível apagar o fogo sem perder nenhuma vida", afirmou Sam Alcock, diretor da consultoria. "Na minha opinião, um projeto de construção bom é o que pode salvar vidas."                                                                                                                                                                                                                                                 Ficar em casa?                                                                                                                                                                                                                                             Plataformas aéreas podem ser usadas para permitir aos bombeiros trabalhar do lado de fora de edifícios altos. Mas no caso da brigada de Londres, por exemplo, os veículos com plataformas aéreas disponíveis só conseguem alcançar 32 metros, equivalente a cerca de 10 andares - limitando a altura em que as chamas podem ser combatidas.                                                                                                                                                                                                                                                                        Em Dubai, onde existem arranha-céus de mais de 160 andares, há plataformas aéreas maiores, que podem chegar a até 80 metros de altura, segundo Alcock. Mas também é crucial construir o acesso para os bombeiros subirem com segurança em edifícios altos, até mesmo com elevadores especiais.                                                                                                                                                                                                         Em muitos edifícios londrinos, orienta-se aos moradores que permaneçam em casa caso o incêndio não afete o seu andar. Isso porque, em geral, a escada de emergência é compartilhada entre os moradores e os bombeiros.                                                                                                                                                                            Tais normas de segurança serviriam para conter um incêndio em um apartamento individual e manter as escadas e corredores livres de fumaça por algum tempo, explica o especialista em segurança Graham Fieldhouse. Isso permitiria que as evacuações fossem feitas com cuidado após o fogo ser contido.

prédio em Dubai
 
prédio em Dubai Foto: BBCBrasil.com                                                                                                                                         "Bombeiros não precisam de centenas de pessoas descendo as escadas quando eles estão tentando apagar um incêndio", explicou o especialista à BBC.                                                                                                      A orientação de permanecer no apartamento constava das normas do Grenfell, mas, nesse caso, a situação claramente saiu do controle.                                                                                                                                        Segundo o engenheiro especializado em incêndios Ikhwan Razali, essa orientação só é correta caso o prédio tenha um bom sistema de extinção de fogo entre um andar e outro.                                                                                                                                                         "No caso (do Grenfell), o conselho me parecer ter sido errado", diz ele., 
                                                                                         No Brasil, as orientações do corpo de bombeiros da Polícia Militar de São Paulo em incêndios em prédios são: "Se um incêndio ocorrer em seu apartamento, saia imediatamente. Muitas pessoas morrem por não acreditarem que um incêndio pode se alastrar com rapidez", diz a cartilha da corporação.                                                                                                                            A corporação também afirma que todo edifício deve possuir um plano de emergência para abandono em caso de chamas e lembra que nunca se deve usar o elevador - sempre as escadas.                                                                                                                                  "Um incêndio razoável pode determinar o corte de energia para os elevadores. Feche todas as portas que ficarem atrás de você, assim retardará a propagação do fogo", prossegue a cartilha.

BBC BRASIL.com

 

Ao consultar um biólogo, a família foi informada que leões marinhos e focas possuem grande quantidade de bactérias nocivas

A história do vídeo viral da semana passada, em que uma criança era mordida por um leão marinho e arrastada pela água, não terminou. A protagonista, que foi resgatada por um homem que se encontrava no cais da cidade canadense de Richmond, atualmente se encontra internada recebendo um tratamento específico para combater uma bateria que é “potencialmente mortal”.

No vídeo, após ser resgatada, é possível ver menina caminhando sem problemas. Mas pouco depois, o ferimento causado pelo animal infeccionou.

Ao consultar um biólogo, a família foi informada que leões marinhos e focas possuem grande quantidade de bactérias nocivas e encaminhou a menina para um centro médico, onde ela passa por tratamento.

O pai da menina disse à TV NBC que a infecção é conhecida como “dedo de foca”, que é causada pela presença uma bactéria cujo nome científico é mycoplasma phocacerebrale, que se não for combatida com os antibióticos adequados por gangrenar a região e até provocar amputação, ou até mesmo a morte do paciente.

leaomarinho1200.jpgLeões marinhos e focas têm a boca infestada por bactérias 
Justin Sullivan/Getty Images

16 suspeitos foram presos pelas autoridades de aplicação da lei russas em novembro do ano passado, infectaram mais de um milhão de smartphones na Rússia.

Por: Reuters

Criminosos cibernéticos da Rússia usaram um malware implantado em celulares com sistema Android para roubar clientes de bancos do país e planejavam atacar bancos de empréstimos europeus até serem presos, disseram à Reuters investigadores e fontes a par do caso.

Sua campanha arrecadou uma quantia relativamente pequena para os padrões de crimes digitais – o equivalente a 892 mil dólares –, mas eles também obtiveram um software invasivo mais sofisticado por uma taxa mensal modesta para visar correntistas de bancos da França e possivelmente de várias outras nações ocidentais.

A relação da Rússia com os crimes cibernéticos é alvo de um escrutínio intenso desde que autoridades de inteligência dos Estados Unidos alegaram que hackers russos tentaram ajudar o republicano Donald Trump a conquistar a Presidência dos EUA invadindo servidores do Partido Democrata.

O Kremlin vem negando repetidamente a alegação.

Os membros da gangue induziram os clientes de bancos russos a baixarem um malware por meio de aplicativos bancários falsos, além de programas de pornografia e comércio digital, de acordo com um relatório compilado pela empresa de segurança digital Group-IB, que investigou o ataque com o Ministério do Interior da Rússia.

Os criminosos – 16 suspeitos foram presos pelas autoridades de aplicação da lei russas em novembro do ano passado – infectaram mais de um milhão de smartphones na Rússia, comprometendo em média 3.500 aparelhos por dia, disse a Group-IB.

Os hackers visaram clientes do banco estatal de empréstimos Sberbank e também roubaram dinheiro de contas do Alfa Bank e da empresa de pagamentos online Qiwi, explorando as fraquezas dos serviços de mensagem de texto SMS das empresas, disseram duas fontes com conhecimento direto do caso.

Embora só agissem na Rússia antes de serem presos, eles haviam desenvolvido planos para atacar grandes bancos europeus, como o banco de empréstimos francês Crédit Agricole, o BNP Paribas e a Société Générale, segundo o Group-IB.

Uma porta-voz do BNP Paribas disse que o banco não pode confirmar esta informação, mas acrescentou que “tem uma série significativa de medidas em uso visando combater os ataques digitais diariamente”. O Crédit Agricole e a Société Générale não quiseram comentar.

A gangue, que foi chamada de “Cron” devido ao malware que usou, não roubou recursos dos clientes dos três bancos franceses.

 

Em comparação com Watergate a Lava Jato é muito maior e começa a desfilar números de propinas, de presos e de acusações para embasar sua tese. ( Deltan Dallagnol)                  

Um dos programas mais importantes e mais influentes do jornalismo americano dedicou uma reportagem nesta semana à Lava Jato e à crise política que ela desencadeou no Brasil. O Sixty Minutes, da rede CBS, falou com Sergio Moro, Deltan Dallagnol e com a ex-presidente Dilma. E afirmou que a investigação brasileira é muito maior do que Watergate.

“Imagine que a investigação de Watergate tivesse levado não só à queda do presidente Nixon, mas também a acusações contra seu sucessor, além do presidente da Câmara, do líder no Senado, um terço dos ministros e mais de 90 membros do Congresso. Isso dá uma ideia do que está acontecendo no Brasil neste exato instante”, diz o texto de Anderson Cooper, uma lenda do jornalismo dos EUA.

Cooper veio a Curitiba – uma cidade apresentada na reportagem como “distante das elites governantes de São Paulo e Brasília” – gravou no Museu Oscar Niemeyer e falou com os procuradores da força tarefa, apresentados como “jovens idealistas”. A Sergio Moro coube um epíteto mais delicado “crusading judge” – algo como “um juiz que está em uma Cruzada”.

Deltan Dallagnol é quem responde à comparação com Watergate. Diz que a Lava Jato é muito maior e começa a desfilar números de propinas, de presos e de acusações para embasar sua tese. O procurador também conta a origem da operação, desde o início no “lava jato” original até chegar em Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco.

Al Capone

Sergio Moro, na sua entrevista, diz que o “ponto em que não havia mais retorno” foi quando Paulo Roberto Costa fez a sua delação. E compara esse momento ao filme “Intocáveis”, sobre Elliot Ness em sua campanha para prender Al Capone.

No filme, o personagem de Sean Connery avisa a Elliot Ness, interpretado por Kevin Costner, que se ele derrubar uma porta estará entrando “em um mundo de problemas” e que não haverá como voltar atrás. Ele diz que sabe disso e vai em frente.

No trecho em que Dilma aparece, filmado pouco depois do impeachment, ela nega ter recebido qualquer vantagem e cometido qualquer irregularidade. Mas o programa afirma que a queda dela se deveu em grande parte à Lava Jato.

Fonte: gazetadopovo

 

Ditadores, suas esposas e filhos têm poder irrestrito no país mais fechado do mundo – os que saem da linha, porém, sofrem as consequências

Por Daniela Flor

Há três gerações e quase 70 anos de poder, a dinastia Kim comanda com punho de ferro a Coreia do Norte. Vistos como os ditadores cruéis que são pelo resto do mundo, os membros da família forjam uma imagem divina no isolado país – nasceram em locais sagrados, são esportistas exímios e sequer vão ao banheiro.

Relatórios conseguidos pela imprensa da Coreia do Sul mostram que as crianças norte-coreanas dedicam 648 horas do ensino fundamental a estudar as proezas dos Kim. Segundo as aulas, Kim Jong-Il, o segundo ditador, inventou o hambúrguer e foi um ícone de moda copiado internacionalmente. As brigas e traições familiares, claro, são apagadas pelo regime: há inúmeras amantes, tentativas de fuga, execuções e até parentes que casualmente desapareceram da história.

É difícil saber com clareza quem são os descendentes de Kim Jong-il. Além do país ser extremamente fechado, segredos da dinastia raramente vazam na controlada imprensa. Ao longo dos anos, porém, algumas figuras adquiram status de poder e foram levadas a público, enquanto outras foram reveladas por fugitivos, como o meio irmão do tirano Kim Jong-un, Kim Jong-nam, assassinado em fevereiro.

 

Conheça algumas das figuras importante da família Kim – e suas polêmicas:

Kim Il-sung, o fundador

 

Kim Il Sung, o "Grande líder" da Coreia do Norte

Kim Il-sung, o “grande líder” da Coreia do Norte (Adriano Alecchi/Getty Images)

Conhecido como o “grande líder” ou o “presidente eterno”, Kim Il-Sung foi o fundador do regime ditatorial da Coreia do Norte e comandou o país desde 1948 – época em que foi dividido entre o sul, alinhado com os Estados Unidos, e o norte soviético – até sua morte em 1994. O ditador nasceu em uma ocupação japonesa em Mangyungbong, no território norte-coreano, sob o nome de Kim Song-ju.

Na juventude, Kim fundou grupos de oposição ao imperialismo do Japão e se juntou ao Partido Comunista da China. Registros estatais apontam que, quando lutava na guerrilha anti-japonesa, mudou seu nome para Kim Il-sung, algo como “Kim se torna o sol”. Após anos no comando de batalhas em favor do regime soviético, Kim foi indicado pelo ditador Josef Stalin para mandar no novo país, que surgia com a separação das Coreias.

O culto à personalidade do ditador ainda é amplamente divulgado na imprensa e nas escolas, que contam com os “Institutos de Pesquisa Kim Il-sung”, e há mais de 500 estátuas suas pelo país.

Kim Jung-suk, a “esposa perfeita”

Kim Jung Suk, esposa de Kim Il Sung

Kim Jung-suk, esposa de Kim Il-sung (Reprodução/Reprodução)

Também parte da guerrilha anti-japonesa, Kim Jung-suk é divulgada como a “perfeita esposa comunista” pelo regime norte-coreano e teria conhecido e casado com Kim Il-sung na União Soviética. A história oficial conta que tinha extraordinárias habilidades de guerra, mas que também dedicava sua vida a cuidar do marido ditador – a não oficial diz que sofria com depressão e com a infidelidade do cônjuge.

A morte da primeira esposa de Kim Il-Sung, aos 29 anos, também é cercada de informações incertas. Na biografia oficial, divulgada pelo regime, se explica apenas que faleceu pelas “durezas que enfrentou durante os anos como guerrilheira”. Relatos não confirmados pela família apontam que morreu no parto de um bebê natimorto ou até que foi baleada.

Kim Jong-il, o “querido líder” fashion

Kim Jong-Il, o "Querido líder" da Coreia do Norte

Kim Jong-il, o “querido líder” da Coreia do Norte (Pool/Getty Images)

Sucessor do pai na dinastia, Kim Jong-il foi a figura mais venerada (e falsificada) pelos propagandistas do regime, entre 1994 e sua morte. Apesar de registros soviéticos mostrarem que nasceu em um vilarejo da Sibéria, sua biografia oficial relata um nascimento mágico no sagrado Monte Paektu, com direito a arco-íris, uma nova estrela no céu e mudança repentina nas estações.

As invenções sobre seus feitos incluem habilidades intelectuais e esportivas. Na imprensa estatal, se diz que Kim fez 11 hole-in-ones na primeira vez que jogou golfe, escreveu 1.500 livros durante a faculdade e inventou o hambúrguer. Em 2010, o jornal do regime Rodong Sinmun noticiou que o ditador também se tornara um ícone fashion ao redor do mundo com seu modelito clássico, uma espécie de abrigo marrom. Kim, porém, está longe de ser querido no ocidente e sua falha administração econômica levou o país a uma terrível crise fome entre 1994 e 1998, que pode ter matado até 3,5 milhões de pessoas.

Obsessivo por cinema, Jong-il tinha uma coleção de mais de 20.000 fitas. A fixação chegou a tal ponto que mandou sequestrar Shin Sang-ok, diretor sul-coreano, e sua esposa, a atriz Choi Eun-hee, para fomentar a indústria do entretenimento da Coreia do Norte. Eles fizeram sete filmes até escaparem do país, oito anos depois.

Ko Young-hee, a “mãe de Pyongyang”

Ko Young-hee esposa de Kim Jong Il

Ko Young-hee esposa de Kim Jong-il (Foto/Reprodução)

Nascida no Japão, mas com ancestrais coreanos, Ko Young-hee era a esposa oficial de Kim Jong-il e mãe do atual ditador, Kim Jong-un. Sua história está entre as mais escondidas pelo regime, por causa da herança japonesa – essa característica a colocaria na escória da sociedade comunista. Apesar de suas origens serem de conhecimento geral, elas não podem ser discutidas entre os cidadãos. O título oficial usado pelos propagandistas para se referir Ko é “a respeitada mãe que é o sujeito mais fiel e leal ao querido líder companheiro comandante supremo”, resumido eventualmente para “mãe de Pyongyang”. Ela faleceu em decorrência de um câncer, em 2004, aos 51 anos, após tentar tratamento em Paris.

Sua irmã, Ko Young-suk vive exilada em Nova York com o marido e os três filhos desde 1998, onde tem uma lavanderia. Foi ela quem criou Kim Jong-un na pré-adolescência, quando o acompanhou para que fosse estudar na Suíça. A família evita revelar os motivos para a fuga, mas defende que foi uma tentativa de encontrar tratamento para o câncer de Ko Young-hee.

Kim Kyong-hui, a tia poderosa

Kim Kyong Hui, irmã de Kim Jong Il

Kim Kyong-hui, irmã de Kim Jong-il (Reprodução/Reprodução)

É a irmã caçula de Kim Jong-il, única filha mulher de Kim Il-sung e Kim Jung-suk (o casal ainda teve outro filho, do meio, que morreu afogado na infância). Confidente do irmão, foi figura presente no regime e a única a ter contato direto com a liderança. Ela também auxiliou o sobrinho quando assumiu o comando da nação, em 2011, e foi descrita como a segunda figura mais poderosa do país.

A participação da tia na política norte-coreana praticamente acabou após a execução do marido, Jang Song-thaek, em 2013. Com o desaparecimento dos holofotes, a imprensa internacional noticiou sua morte algumas vezes, com especulações de infarto e suicídio. Em 2015, um desertor próximo ao regime declarou também que Kim Jong-un mandou auxiliares envenenarem a tia. A inteligência sul-coreana, porém, confirmou que ela está viva, mas possa por tratamentos médicos.

Curiosamente, Kyong-hui é dona do único restaurante de hambúrguer do país, descrito como “carne moída e pão”, para evitar o uso da palavra americana. Ela teve uma filha com Jang que se suicidou aos 29 anos, quando estudava em Paris.

Jang Song-thaek, o traidor

Jang Song Taek, marido de Kim Kyong Hui

Jang Song-taek, marido de Kim Kyong-hui (AP/AP)

Vice-presidente da poderosa Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte, Jang estava apenas abaixo de Kim Jong-il na hierarquia vermelha e quase comandava o país no fim de sua vida. O cenário mudou quando Kim Jong-un assumiu o posto e precisou ouvir os conselhos do tio.

Em 2013, o jovem tirano expulsou Jang do Partido dos Trabalhadores e, dias depois, mandou que fosse executado sob acusações de traição. Em comunicado, o ex-assessor foi chamado de  “escória humana, pior que cachorro”, por ter supostamente formado uma facção contra o regime.

Song Hye-rim, a amante fugitiva

Song Hye Rim, amante de Kim Jong Il

Song Hye-rim, amante de Kim Jong-il (Reprodução/Reprodução)

Uma das primeiras atrizes famosas da Coreia do Norte, Song Hye-rim fascinou o ditador aficionado por cinema, Kim Jong-il, e se tornou sua amante favorita. O casal chegou a morar junto em segredo e o duradouro caso resultou no nascimento de Kim Jong-nam, em 1971 – rejeitado pelo avô por anos. Na década de 80, Song viajou à Rússia para tratamentos médicos e fugiu de vez para o país após a queda da União Soviética. Sua melhor amiga, Kim Young-soon, ficou nove anos presa em um campo de trabalhos forçados, assim como seus familiares, por ter revelado o caso de Song e o ditador. A atriz morreu em 2004, em Moscou.

Kim Jong-nam, o filho renegado

Kim Jong Nam, irmão de Kim Jong Un e filho de Kim Jong Il com Song Hye Rim

Kim Jong-nam, irmão de Kim Jong-un e filho de Kim Jong-il com Song Hye-rim (Toshifumi Kitamura/AFP)

O membro mais falado da dinastia norte-coreana em 2017 é Kim Jong-nam, fruto da relação de Kim Jong-il com sua amante atriz. Apesar de ser escondido na infância, o primogênito caiu nas graças do pai e foi considerado como o melhor posicionado para substituí-lo. A preferência acabou em 2001, ao ser detido no aeroporto de Tóquio com um passaporte falso, que pretendia usar para visitar a Disneylândia japonesa. Jong-nam, sempre mais liberal pelos anos de estudo na Europa, se mudou para a China em 1995 e vivia desde então entre Pequim e Macau, na Malásia, amparado pelo governo chinês. Ele foi assassinado na capital malaia em fevereiro deste ano, por meio de um agente químico, em ação que o governo sul-coreano acredita ter sido ordenada pelo regime.

Kim Han-sol, o herdeiro mente aberta

Kim Han Sol, filho de Kim Jong Nam

Kim Han-sol, filho de Kim Jong-nam (Reprodução/Reprodução)

Nascido em 1995, o filho de Kim Jong-nam viveu em Pyongyang durante a infância, até seu pai ser rejeitado pelo regime e levar a família para viver em Macau. Ao longo da juventude, Han-sol deu entrevistas em que chamou o tio de “ditador”, disse desejar paz entre as Coreias e contou ter diversos amigos americanos. Segundo a rede BBC, ele estudou na Bósnia-Herzegovina, em Paris e estaria com planos para ir à Universidade de Oxford antes da morte do pai. Depois do incidente, apareceu em um vídeo na internet onde diz estar seguro, junto à irmã e à mãe.

Kim Jong-un, o “líder supremo”

Kim Jong-un, o "líder-supremo" da Coreia do Norte

Kim Jong-un, o “líder-supremo” da Coreia do Norte (Damir Sagolj/Reuters)

Era difícil imaginar que Kim Jong-un poderia ser mais brutal que o pai, porém, aos 33 anos e há seis no poder, o atual ditador mostrou sua personalidade histriônica e cruel. O mimado filho mais novo não era o sucessor esperado do regime, mas foi o único a não decepcionar o pai. Sobre seu hobbies, se sabe que é fã da Disney e visitou os parques de Tóquio e Paris na infância, além de amar o basquete americano.

Desde que assumiu o poder, Jong-un já ordenou 340 assassinatos, inclusive do próprio tio e, possivelmente, do irmão. Recentemente, o desenvolvimento do programa nuclear do país também tem acirrado a relação com os vizinhos do sul e os Estados Unidos.

Menos carismático que Kim Jong-il, para os padrões coreanos, os propagandistas do regime tem se dedicado incessantemente a cultuá-lo em escolas e na imprensa. Os mitos incluem que teria começado a dirigir aos três anos de idade e escreveu seis óperas completas em dois anos, “melhores que qualquer outra na história”, segundo sua biografia oficial.

Ri Sol-ju, a esposa invisível

Ri Sol Ju, esposa de Kim Jong Un

Ri Sol-ju, esposa de Kim Jong-un (Foto/Reuters)

Com os olhos do mundo focado em Kim Jong-un, pouco se sabe sobre sua mulher, apresentada à imprensa em 2012. Ri Sol-ju, de 27 anos, foi membro da Orquestra Unhasu e é filha de uma médica e um professor. Ela nunca aparece sozinha em frente às câmeras e raramente está presente ao lado do marido em eventos oficiais, por isso, é frequentemente alvo de especulações de morte ou fuga. Em 2013, o jogador de basquete americano Dennis Rodman, amigo do ditador, deixou escapar que o casal teve uma filha chamada Ju-ae.

Kim Jong-chul, o playboy

Kim Jong Chul, filho de Kim Jong Il com Ko Young Hee

Kim Jong-chul, filho de Kim Jong-il com Ko Young-hee (Ahn Young-joon/AP)

Filho mais velho de Kim Jong-il com a esposa oficial, Kim Jong-chul foi superado pelo irmão mais novo como sucessor por ser “afeminado demais”, segundo relatos de um ex-chef de cozinha da dinastia. Ao contrário dos cidadãos do país, ele viaja ao exterior para assistir a shows e mantém uma vida repleta de entretenimento. Sua grande paixão é o músico Eric Clapton: em 2015, foi a dois concertos em Londres, além de outro em Cingapura, em 2011, e quatro na Alemanha, em 2006. Jong-chul é a representação dos privilégios da família de ditadores: quase toda música ocidental é proibida aos norte-coreanos, mas não aos Kim.

Kim Yo-jong, a propagandista

Kim Yo-jong, filha de Kim Jong Il com Ko Young Hee

Kim Yo-jong, filha de Kim Jong-il com Ko Young-hee (KCNA/AFP)

Oficial sênior do regime comunista, aos 29 anos, a irmã caçula do ditador norte-coreano é um dos nomes mais influentes da Coreia do Norte. Assim como os homens da família, estudou na Suíça e ganhou notoriedade no funeral do avô, quando apareceu à frente de homenagens e como braço direito do irmão. Desde 2015, ocupa o posto de chefe do Departamento de Propaganda e é responsável por convencer a população de cultuar Kim Jong-un. Yo-jong é casada há três anos com um filho de Choe Ryong-hae, considerado o número três do regime.

 

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JR Esquadrias