Mundo (95)

O destaque foi para a prisão iminente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
 
Os principais jornais ao redor do mundo estão repercutindo a derrota na Suprema Corte que deixou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais perto da prisão da Lava-Jato. Os veículos chamam atenção para o possível encarceramento do petista após a rejeição do habeas corpus preventivo no qual ele pedia para exaurir recursos a todas as instâncias em liberdade.
 
Partidos reagem à decisão do STF sobre habeas corpus de Lula
O norte-americano "The New York Times" lançou ao ar em seu portal a manchete: "Ex-presidente brasileiro, 'Lula', pode ser preso, decide Corte". O tradicional jornal afirmou que o julgamento do habeas de Lula "forçou os juízes a enfrentar uma questão com implicações de longo alcance para muitas outras figuras poderosas enredadas na investigação de corrupção em grande escala conhecida como Lava Jato, incluindo o atual presidente, Michel Temer: Em que ponto do processo de apelação pode o réu ser preso?"

O jornal ressaltou que a Corte deu "sua resposta" à questão: decidiu manter o status quo, "em que condenados podem ser encarcerados após decisões de segunda instância". "Com a decisão nas mãos, é esperado de Sérgio Moro, o juiz federal que conduziu as investigações contra Lula, que expeça um mandado de prisão contra o ex-presidente em questão de dias".
 
Já o "El País", da Espanha, afirmou que, apesar de o Brasil ser o "reino do imprevisível, dos meandros burocráticos, das reviravoltas de última hora, tudo indica que Lula está a ponto de ser tornar um presidiário nos próximos dias".
 
O veículo destaca que a prisão do ex-presidente terá "enormes consequências políticas" levando em consideração que Lula "encabeçava as preferências de voto para as eleições presidenciais de outubro".
 
A BBC de Londres também chamou atenção para a proximidade de uma eventual prisão de Lula e sobre os impactos que ela terá nas eleições desde ano. Sobre o julgamento, a emissora ressaltou a "maratona" do Supremo que terminou na madrugada desta quinta-feira, 5.
 
A emissora também relembrou aos britânicos sobre do que se trata a Operação Lava Jato. "A investigação, nomeada Operação Lava Jato, revelou uma enorme teia de corrupção envolvendo políticos da alta cúpula em um amplo espectro de partidos pegando propinas".
 
 

 

 

A voz dizia que "só iria para o ceú se sacrificasse sua visão"

Uma jovem de 20 anos identificada como Kaylle Mothart teve um surto psicótico e arrancou os próprios olhos após dizer está ouvido vozes que lhe diziam que "só iria para o ceú se sacrificasse sua visão".
 
A mãe da garota, Katy Tompson, falou no último dia (22) abertamente sobre o fato que aconteceu em 6 de fevereiro. Ela relatou em entrevista à Revista People, que a filha arrancou os olhos após ter consumido metanfetamina e revela que o histórico da filha com as drogas iniciou no ano passado quando alguém lhe deu maconha junto com à substância que a fez alucinar.
 
A jovem residente na Carolina do Sul com seus pais e irmãos e pouco dias antes do ocorrido ela contou para sua mãe que se sentia preparada para começar um tratamento em uma clínica de reabilitação.
 
O acidente e a vida na atualidade
 
Paroquianos da Capela do Sul e do Centro da Misericórdia contam que ouviram gritos, e que quando decidiram sair da igreja para ver o que estava acontecendo, encontraram a jovem com o globo ocular na mão.
 
De acordo com as testemunhas, ela agiu de forma agressiva e relutou para que as pessoas não a ajudassem, arrancando o outro olho antes que os paramédicos chegassem ao local.
 
Assim que a equipe médica conseguiu controlá-la, levaram-na para o hospital Greenville Memorial, onde permanece recebendo os cuidados clínicos necessários. Os médicos informaram que a jovem não contraiu nenhum tipo de infecção e que estimam fazer uma cirurgia para a implantação de próteses oculares em breve.
 
Katy afirma que a filha insiste para que os médicos coloquem olhos verdes claros, como eram os seus, e que diz estar animada para deixar o hospital e ajudar outros jovens que sofrem com a dependência química.
 
"Eu não sei como estou conseguindo passar por isso, acho que ela me deu força. É estranho dizer, mas depois do incidente com seus olhos, Kaylee está se recuperando e querendo transformar sua vida. Pode parecer uma coisa horrível, mas sou grata. Minha filha foi salva”, diz.  Atualmente, a família criou uma campanha intitulada GoFundMe , a fim de arrecadar dinheiro para comprar um cão guia para a jovem.
 
Fonte:Meionorte

peixe-gato tinha nada menos que 130 quilos e comprimento de 2,6 metros: o maior peixe já fisgado em água doce na Europa.

O homem responsável pelo feito foi o alemão Benjamin Gründer. Ele entrou para a História ao participar de uma pescaria turística no Rio Pó (Itália). Liderando o Team Cat Fish, empresa que promove turismo para amantes da pesca, ele acabou fosgando um peixe-gato de nada menos que 130 quilos e comprimento de 2,6 metros: o maior peixe já fisgado em água doce na Europa, conforme reportagem do "Sun". A luta para retirar o peixe-gato da água durou cerca de 45 minutos. 

O alemão  de 37 anos, no momento da pesca, pensou que fosse obstáculos no fundo do rio, como árvores. Mas ele se enganou: “Mas acabei percebendo que tinha um peixe de monstruosas proporções" declarou o recordista.

Depois de aproveitar o momento e tirar fotos com o paixe, ele foi devolvido ao rio.

O peixe. (Crédito: Divulgação/team-black-cat.com)
O peixe. (Crédito: Divulgação/team-black-cat.com)
 

              Fonte: Victor Melo/Meionorte

Uma nova droga tem dado o que falar na Europa e gerado preocupação para as autoridades do Velho Continente. O Krokodil, classificado como o entorpecente mais perigoso do mundo, pode ser sintetizado facilmente e se tornou popular entre os usuários de substâncias alucinógenas devido ao seu baixo preço, sendo apelidado de “a heroína dos pobres”. A maioria dos usuários do Krokodil morre um ano após a primeira utilizaçã

 

 

 

 

 

 

 

 

O nome “Krokodil” vem da reação da pele no local onde a substância é injetada, que torna-se esverdeada e rugosa, sendo comparada ao couro do crocodilo. A nova e poderosa droga é uma variação da desomorfina, sintetizada pela primeira vez nos anos 1930 por médicos nos Estados Unidos como uma alternativa à morfina. No entanto, sua utilização legal foi abandonada devido a seu forte potencial de vício.

No final dos anos 90, a substância passou a ser produzida de forma clandestina na Rússia, onde é considerada um narcótico ilegal. Devido à simplicidade de sua fórmula – uma mistura de iodo, heroína, gasolina, solvente, fósforo vermelho e codeína – sua produção aumentou e se expandiu pela Europa a partir de 2010, popular especialmente entre os usuários de heroína.

Alemanha, Bélgica, Holanda e Reino Unido já enfrentam o problema do Krokodil. A droga também já chegou à América do Norte. No México, onde substâncias sintéticas estariam substituindo os narcóticos tradicionais, como a maconha e a cocaína, já há registros do uso do Krokodil. Nos Estados Unidos, o novo entorpecente é conhecido como “droga dos zumbis”, devido aos efeitos físicos e psicológicos que provocam nos usuários.

Como o organismo é incapaz de eliminar a substância, que permanece no sangue, o Krokodil gera a decomposição da carne e dos músculos. Os órgãos e ossos são rapidamente atingidos de uma forma irreversível. Muitos usuários são obrigados a amputar membros onde injetaram a droga. De acordo com especialistas, a vida de um viciado em Krokodil não dura mais que três anos. A maioria deles morre um ano após o início do consumo desta droga.

 
 

Trabalho de prevenção na França

Na França ainda não há registros oficiais sobre a utilização do entorpecente, mas o trabalho de prevenção já começou, impulsionado especialmente por uma associação, a Prévention Krokodil. A iniciativa é do cinegrafista francês Romain Demongeot que, motivado por suas origens russas e experiências com drogas, resolveu lançar o alerta aos franceses sobre o perigo deste entorpecente.

“Fiz muitos anos de terapia porque, por muito tempo, fui usuário de drogas. Quando me deparei com o Krokodil, me dei conta que as pessoas que a utilizam estão desesperadas. Elas sabem que morrerão daqui a um ano, que seus cérebros e corações serão dissolvidos por essa substância mas, mesmo assim, continuam se picando”, disse, em entrevista à RFI.

O cineasta viajou ao Oblast de Kaliningrado, território russo entre a Polônia e a Lituânia, onde presenciou cenas que o inspiraram a criar o curta-metragem Krokodil Requiem. “O filme retrata os últimos cinco minutos da vida de um rapaz que injeta essa substância. Então, a mensagem que quero passar com meu filme é simples: desde que começamos a consumir essa droga, morremos.”

Segundo Demongeot, o principal perigo do Krokodil é seu alto poder de vício. “Os usuários de cocaína e heroína podem parar de consumi-las, o que não acontece com o Krokodil. Ele é altamente viciante, desde a primeira picada.” Por isso, reitera, essa droga “é um caminho sem volta”.

 

a Fot

Uma prima distante de Cruz, Kathie Blaine, contou à CNN que ele foi adotado por Lynda e pelo pai, que já havia morrido há alguns anos.

Logo após o massacre, Nikolas conseguiu fugir da cena do ataque no meio da multidão de alunos desesperados e, em seguida, visitou dois restaurantes de fast food, McDonald's e Subway, além de uma loja do Walmart. O ex-aluno da instituição Marjory Stoneman Douglas, atingida pela tragédia, foi preso mais de uma hora após o crime

 

 

sNikolas Cruz, responsável pela morte de 17 pessoas na escola Marjory Stoneman Douglas em Parkland, Flórida

 

O FBI, polícia federal dos EUA, já tinha sido alertado sobre Cruz, quando um usuário do Youtube denunciou um comentário do ano passado no site feito pelo jovem. Na publicação, ele dizia seria um "atirador de escola" profissional.

Um aluno contou à agência de notícias Reuters que Cruz era "louco por armas". Chad Williams, de 18 anos, disse que o atirador tinha costume de disparar o alarme de incêndio repentinamente antes de se expulso:

— Ele era meio abandonado. Não tinha muitos amigos — contou.

No dia do massacre, Nikolas pediu um carro do Uber e foi até a escola. O trajeto durou 13 minutos. O jovem, que fora expulso do colégio no ano passado, entrou no local com uma bolsa, onde estava o fuzil AR-15, e uma mochila, com munição. Ele começou a abrir fogo no primeiro andar.

Fonte: Extra.globo

A revista reportou que a American Media Inc, editora responsável pela publicação do National Enquirer, pagou a McDougal 150 mil dólares em 2016

o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve um caso com uma modelo da Playboy ao mesmo tempo em que estava em um relacionamento com uma atriz pornô e o tabloide National Enquirer pagou à modelo 150 mil dólares para evitar que sua história se tornasse pública, reportou o New Yorker nesta sexta-feira.

A reportagem da revista sobre o relacionamento foi baseada em notas escritas à mão pela modelo Karen McDougal, que era a Playmate do Ano da Playboy em 1998. O New Yorker reportou que McDougal confirmou que ela havia escrito as notas.

 

 

Fonte:  Portal Terra

Domingo, 11 Fevereiro 2018 16:37

Como é o Carnaval em outros países?

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Nestes oito países, a folia pode ser bastante diferente da nossa (ou estranhamente parecida)

França
 
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O Mardi Gras ("terça-feira gorda", em francês) é o último dia em que cristãos podem comer até sair pelas tampas, antes da quaresma. Para isso, eles distribuem nas ruas bolinhos conhecidos como beignet. O ponto alto da folia são bonecos gigantes de papel machê e a batalha das flores - atiradas dos carros alegóricos para as pessoas nas ruas
 
2
Bolívia
 
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O Carnaval de Oruro é uma mistura de crenças espanholas e andinas. Além das danças típicas com máscaras elaboradas, como a diablada, a morenada e os caporales, há uma grande procissão em que dançarinos caminham por 4 km durante 20 horas sem interrupção. No fim da festa, os bolivianos fazem oferendas a Pachamama, a mãe-terra da mitologia inca.
3
Alemanha
 
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Em Bonn, as mulheres recebem simbolicamente a chave da cidade como um aval para fazerem o que quiser. O Weiberfastnacht surgiu no século 19, quando as lavadeiras da cidade, cansadas de trabalhar enquanto os maridos curtiam, saíram às ruas. Até hoje, mulheres penduram roupas íntimas em locais públicos
 
4
Equador
 
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As pessoas arremessam balões de água (algo muito bem-vindo no verão na linha do Equador), além de flores e frutas. Para beber, a tradição sugere o pássaro azul, uma aguardente de cana-de-açúcar com folhas de laranja (que dão a cor azulada) e outras ervas. A receita é um segredo dos agricultores locais, que celebram, junto com o Carnaval, a época de colheita
 
5
Suíça
 
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Começa em 11/11, às 11h11, quando se comemora o nascimento de Hoppeditz, personagem que surge de um pote de mostarda. Ele participa de festas até a quarta-feira de cinzas do ano seguinte, quando é queimado. Durante o Carnaval, a folia começa sempre às 4h da matina. As pessoas desfilam com tochas e lanternas ao som de flautas e tambores
 
6
Japão
 
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No Asakusa Samba, o maior Carnaval brasileiro fora do Brasil, não faltam carros alegóricos, ala das baianas, sambas cantados em português e passistas com fantasias importadas do Brasil. Apesar de haver puxadores de samba e passistas japoneses, os brasileiros que vivem no país, ou que estão a passeio, são a maioria, e acabam sempre dominando essa festança
 
7
Eslovênia
 
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O personagem mais popular é Kurent, demônio que espanta o frio do inverno. Na quarta-feira de cinzas, rola o enterro do Pust, boneco que simboliza todos os males. A maior parte dos desfiles acontece em silêncio ou na companhia da banda da cidade. Depois, as pessoas se reúnem em um espaço fechado para dançar e beber vinho quente
 
8
Canadá
 
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No Quebec, por três semanas gélidas a 20 ºC negativos, rola o maior Carnaval de inverno do mundo. Milhares de pessoas assistem a concertos musicais, paradas noturnas e atividades esportivas. Mas o programa mais esperado é o mergulho coletivo na neve, em que os banhistas vestem apenas traje de banho, luvas, cachecol e gorro. Coisa para poucos!

 

Fonte:Mundoestranho

ENTRE 2003 E 2017, 35,3 MIL TRABALHADORES FORAM RESGATADOS DA ESCRAVIDÃO

Escravos, de novo. Essa foi a realidade no Brasil para pelo menos 613 trabalhadores que, desde 2003, foram resgatados pelo menos duas vezes da situação de escravidão. Os dados estão sendo publicados nesta sexta-feira, 2, pelo Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil, mecanismo criado pela OIT e pelo Ministério Público do Trabalho. 

 

Os dados compilados entre 2003 e 2017 revelam que um total de 35,3 mil trabalhadores foram resgatados no País da escravidão. Alguns deles, mesmo em liberdade, voltaram a ser escravizados para trabalhar. 

“Quatro destes trabalhadores foram resgatados quatro vezes e outros 22 foram resgatados três vezes”, indicou a OIT.

Na avaliação da entidade internacional, “a reincidência de trabalhadores que retornam ao ciclo da escravidão é maior entre aqueles com baixo grau de instrução: a taxa para os trabalhadores analfabetos é o dobro daquela em relação aos que possuem o ensino fundamental completo”. 

“Dificuldades de acesso às políticas públicas, especialmente educação, aumentam a situação de vulnerabilidade social dos trabalhadores, facilitando o seu aliciamento e a exploração do seu trabalho”, alertou a entidade. 

Na avaliação da OIT, ainda que a proporção daqueles que voltar a ser escravizados é pequena, os números demonstram que existe a necessidade de fortalecimento de medidas de apoio socioeconômico aos resgatados. “A reincidência demonstra que não houve mudança significativa na vulnerabilidade social deles, mesmo com a libertação pelas autoridades brasileiras”, indicou. 

Para os especialistas da entidade, o número real de reincidência pode ser muito maior. “Os dados disponíveis se referem à concessão de seguro desemprego na modalidade trabalhador resgatado, a última fase de um longo processo. Para ser incluído nessa estatística, o trabalhador deve ter passado pelas etapas de aliciamento, exploração, denúncia, investigação, operação de fiscalização, resgate e, por último, acesso ao seguro desemprego”, explica a OIT.

Num outro estudo realizado pela entidade, de 121 trabalhadores rurais resgatados entrevistados entre 2006 e 2007, 59% afirmaram que haviam passado anteriormente por privação de liberdade. Mas apenas 9% foram resgatados pela fiscalização nessas ocasiões. 

Definição

O alerta da OIT sobre a questão dos escravos veio ainda permeada por uma crítica à tentativa de mudança na definição do que seria um trabalho escravo no País.

“Segundo o Código Penal, a escravidão é caracterizada por condições degradantes, jornada exaustiva, trabalho forçado e servidão por dívida”, diz o comunicado da OIT. “No entanto, em outubro de 2017, o Ministério do Trabalho aprovou a Portaria nº 1129, que estabeleceu que condições degradantes e jornadas exaustivas só poderiam ser consideradas quando houvesse a privação do direito de ir e vir”, alertou. 

“A alteração teria impacto direto no enfraquecimento e na limitação da atuação da fiscalização do trabalho, aumentando as vulnerabilidades dos trabalhadores e os deixando desprotegidos”, criticou. 

Mas, segundo a OIT, com a pressão doméstica e internacional, a portaria foi reeditada para “restabelecer o conceito de trabalho escravo previsto na legislação brasileira”. 

“Este novo documento sedimentou o entendimento de que a prática é um atentado aos direitos humanos fundamentais e à dignidade do trabalhador, além de estabelecer encaminhamentos das vítimas às políticas públicas, dando ênfase aos grupos mais vulneráveis como trabalhadores estrangeiros, domésticos e vítimas de exploração sexual”, completou. (AE)

 

Fonte: Diariodopoder

O livro de contabilidade indicava um certo lamento em relação aos desafios financeiros de gerir um negócio que continuou a matar seus trabalhadores e à infeliz necessidade de comprar caixões para eles

O escritor britânico Derek Niemann acompanhava a mulher, Sarah, em uma conferência em Berlim quando decidiu procurar pela casa onde seu pai cresceu, ainda durante a Segunda Guerra Mundial. Não imaginava, porém, que acabaria descobrindo um segredo que sua família escondeu por mais de 50 anos.

Ele queria apenas tirar umas fotos. Mas, ao procurar pelo endereço na internet, acabou encontrando um documento que dizia "SS-Hauptsturmführer Karl Niemann". Além de indicar o nome do avô dele, antecedido pela patente da organização paramilitar do partido nazista, o material indicava ainda que aquele capitão em questão estava diretamente ligado a crimes contra a humanidade e ao uso de mão de obra escrava.

"Lembro de me recostar na parte de trás da cadeira, ir ao quarto, que ficava ao lado, e dizer à Sarah: Acabei de encontrar meu avô."

Sarah também guardou aquele momento na memória. "Perguntei o que ele queria dizer com 'acabei de encontrar meu avô'. Ele me explicou. Lembro-me do rosto dele, uma expressão de choque absoluto."

Nesse momento, a vida de Niemann deu uma guinada.

"Sou um escritor, escrevia sobre a natureza. Escrevia sobre abelhas e borboletas. Não escrevia sobre nazistas", diz.

Mas a descoberta o fez dar início a uma pesquisa que durou anos. Ele explorou arquivos, foi à Alemanha várias vezes e teve conversas difíceis com integrantes da família na tentativa de reconstruir e contar a verdadeira história de um homem comum no livro A Nazi in the Family: The Hidden Story of an SS Family in Wartime Germany ("Um nazista na família: a história oculta de uma família da SS em tempos de guerra na Alemanha", em tradução livre), publicado em inglês em 2015.

Karl e Minna Niemann em 1933
Image captionKarl e Minna Niemann: avô e avó de Derek que, por mais de 50 anos, guardaram como segredo a verdadeira história da família | Foto: Derek Niemann

A verdade em negativos

Um burocrata de escritório: assim o pai de Derek, Rudi, descrevia Karl Niemann. Mas, na verdade, ele era um oficial da SS, com patente equivalente à de um capitão, responsável por organizar a mão de obra escrava nos campos de concentração em uma escala colossal.

Karl tinha a fotografia como hobby, e isso ajudou a pesquisa de Derek e Sarah. O casal descobriu cerca de 500 negativos, um verdadeiro tesouro deixado na casa em Berlim quando foi abandonada abruptamente no fim da guerra.

Ironicamente, os negativos foram salvos por uma família judia que ficou com a casa como parte de um processo de reparação dos danos daqueles anos sombrios.

As fotos revelavam a intimidade da amorosa família de Karl, que tinha uma contraditória vida dupla.

Esse homem foi a todos os campos de concentração, carregou os livros com balanços financeiros e dirigiu uma empresa da SS que fabricava móveis e materiais de guerra usando trabalho escravo.

Marcha nazista fotografada por Karl Niemann
Image captionDepois da guerra, Karl Niemann, que gostava de tirar fotos, foi acusado de crimes de guerra e contra a humanindade | Foto: Derek Niemann

À noite, ao chegar em casa, esse mesmo homem cuidava do jardim e ajudava a mulher a cuidar dos quatro filhos. O mais velho, Dieter, morreu nos últimos dias da guerra, quando lutava pela divisão nazista de veículos blindados de combate (Panzer).

Homens esqueléticos vestindo uniformes listrados chegaram ir à casa de Karl para fazer trabalhos ocasionais. A mulher dele, Minna, dava comida, ainda que a ordem fosse para que não os alimentasse.

O livro de contabilidade indicava um certo lamento em relação aos desafios financeiros de gerir um negócio que continuou a matar seus trabalhadores e à infeliz necessidade de comprar caixões para eles.

Foto da família Niemann em 1940
Image captionQuem via o avô de Derek como pai de família, não imaginava que ele organizava o trabalho escravo em campos de concentração | Foto: Derek Niemann

"Meu avô tinha uma certa mediocridade fracassada", diz Derek. "Foi demitido do trabalho. Se sentia decepcionado com a vida. Acredito que a ideia de usar um uniforme glamouroso e de ser alguém lhe parecia atrativo."

O escritor diz que o avô se sentia importante. "Chegou ao ponto em que um chofer aparecia e o levava ao trabalho. As pessoas o obedeciam. Era um homem de poder. Acredito que gostava disso."

Palestra e cheiro de carne

Anualmente, 27 de janeiro é o dia de se lembrar internacionalmente o Holocausto. Por isso, Derek falou publicamente sobre o avô na semana passada. Diante de uma plateia de judeus, alguns deles sobreviventes dos campos de concentração, o escritor compartilhou um pedaço de sua própria história.

A BBC acompanhou a palestra, que aconteceu no noroeste de Londres e foi organizada pela B'nai B'rith, uma das mais antigas organizações judaicas, que se dedica à defesa dos direitos humanos.

Derek dividiu com os presentes uma lembrança infantil particularmente impactante narrada pelo pai, mesmo sofrendo de demência.

"Ele se lembrou da presença da família em um quartel da SS (no campo de concentração de Duchau, na Alemanha) e dos pais olhando através de uma janela, de onde era possível ver um edifício baixo, que tinha uma chaminé."

A mãe então perguntou ao marido se ele sabia o que se fazia naquele prédio.

"Não", respondeu ele.

"Estão queimando judeus. Estão os matando e queimando seus corpos", disse ele.

"Não, não fariam isso", insistiu o pai.

"Sim, estão fazendo isso. Não está sentindo o cheiro de carne?"

Karl Niemann com o filho Dieter
Image captionKarl levou o filho mais velho para servir na unidade Panzer em 1944, mas ele morreu nos últimos dias de guerra | Foto: Derek Niemann

Durante a pesquisa, Derek perguntou a historiadores sobre a postura do avô, que se recusou a reconhecer os extermínios em massa.

"Seria possível que meu avô não soubesse o que estava acontecendo? Seria possível ir aos campos de concentração todos os dias, ver figuras esqueléticas, ver agressões, gente sendo morta e não saber o que estava acontecendo?", questionou o escritor.

A resposta dos especialistas foi categórica: "É impossível".

'Nenhum arrependimento'

Uma pessoa da plateia perguntou a Derek se o processo de "desnazificação" depois da guerra foi eficiente.

O escritor disse não acreditar que tenha havido algum efeito absoluto.

"Meu avô, assim como os outros oficiais da SS, foi submetido a um intenso exercício de lavagem cerebral. Se você analisa os cerca de 300 criminosos nazistas que estavam presos em Landsberg esperando pela pena de morte, nenhum deles, nenhum, manifestou remorso pelo que fizeram", respondeu Derek.

"Eles se refugiavam na religião. Encontravam-se com sacerdotes que os absolviam dos pecados, mas não mostravam nenhum arrependimento. Lavaram o cérebro deles", completou.

Festa de ano novo em 1938 na casa dos Niemann
Image captionPara Derek, o uniforme nazista fazia o avô se sentir poderoso | Foto: Derek Niemann

O avô do escritor foi levado a campos de prisioneiros, onde ficou por três anos depois do final da guerra. Foi acusado de crimes de guerra e contra a humanidade, mas acabou sendo condenado por um crime de menor grau - ser um seguidor nazista -, porque as principais provas contra ele foram enviadas ao Tribunal de Nuremberg para complementar o processo do superior imediato, que acabou executado.

O relato de Derek emocionou a plateia de judeus. "É impactante escutar que nenhum deles sentiu remorso", disse uma mulher.

"Era como um espelho. Ele estava descrevendo um lado do espelho, o lado alemão. Eu estava olhando a partir do outro lado, porque meu avô esteve em Dachau (como prisioneiro)", disse um homem.

Foto do casamento de Karl Niemann e a mulher
Image captionO pai de Derek se lembrava de diálogos comprometedores de Karl e Minna; ela parecia saber dos extermínios, mas ele negava | Foto: Derek Niemann

"A 'banalidade do mal' é uma expressão que todos já escutamos antes. Isso é um exemplo exato disso, não? Um homem comum fazendo coisas extraordinárias, extraordinariamente ruins", observou outro homem.

Na plateia estava também Noemie Lopian, que traduziu um livro que o pai havia escrito - e que ganhou o título de Uma Longa Noite - sobre seus quatro anos em um campo de concentração.

"No fim do dia, somos todos, entre aspas, seres humanos comuns", disse ela. "E todos temos uma opção. Todos temos a capacidade de fazer o mal."

 

 

BBC Radio 4 / Andrew Bomford

 

Lentidão, ruídos durante ligações e superaquecimento são alguns sinais de que seu smartphone pode estar sendo controlado à distância

 
O seu celular armazena informações confidenciais sobre você, desde mensagens privadas a informações pessoais, como contatos, e-mails, contas bancárias... a lista pode chegar ao infinito.
 
 Há vários sinais que podem indicar que seu telefone caiu nas mãos de hackers
 
 
Portanto, se hackearem seu telefone, é melhor agir o mais rápido possível. O problema é que, muitas vezes, não podemos identificar os sinais a tempo.
 
 
Mas há boas notícias: você não precisa ser um especialista em tecnologia para saber se seu telefone está comprometido.
 
Em alguns casos, basta prestar atenção a alguns indícios. Listamos alguns deles:
 
1. O aparelho fica mais lento
 
Se o desempenho do seu celular estiver mais lento que o normal, pode ser que algum programa malicioso ou malware esteja causando o problema.
 
Esse tipo de vírus pode afetar o desempenho do dispositivo, o que reflete também na velocidade em que ele se conecta à internet.
 
Mas saiba que isso também pode ser causado por atualizações do próprio sistema operacional, conforme foi reconhecido recentemente pela Apple.
 
2. Superaquecimento
 
Se você notar que o celular está muito quente... é um sinal ruim.
 
Isso pode ocorrer porque um aplicativo malware está sendo executado em segundo plano, explica a gigante de tecnologia americana Intel.
 
3. A bateria acaba antes do esperado
 
O mesmo motivo que causa superaquecimento pode provocar o desgaste da bateria.
 
É possível que esse efeito também ocorra devido a uma atualização do sistema, mas, se a mudança for drástica, é sempre melhor levá-la em consideração, recomenda o site Zona Móvel.
 
4. Recebe e envia mensagens desconhecidas
 
É provável que seus amigos ou familiares percebam esse sinal antes de você, caso seu celular esteja enviando sozinho mensagens por SMS ou WhatsApp.
 
 Seu amigo diz que você manda mensagens estranhas? Seu celular pode ter sido hackeado
 
Às vezes, são ofertas com armadilhas transmitidas na forma de vírus, de um celular para outro.
 
O mesmo pode acontecer com os e-mails.
 
O primeiro conselho a ter em mente: exclua-o imediatamente e não clique em nenhum link.
 
5. Janelas pop-up
 
Os chamados "pop-ups" geralmente são um sinal inequívoco de que algo está errado.
 
"Como acontece nos computadores, alguns malwares geram janelas pop-up que o convidam a executar diferentes ações", diz o especialista em segurança cibernética Joseph Steinberg.
 
"Se você vir 'pop-ups', lembre-se disso", alerta Steinberg.
 
6. Compras e aplicativos suspeitos
 
De onde saiu esse novo aplicativo que está instalado no seu telefone? O seu consumo de dados disparou inexplicavelmente este mês?
 
É possível que, além desses sinais, o valor de sua conta telefônica ou o número de mensagens de texto que você "enviou" tenha aumentado.
 
"Embora o fabricante ou a operadora possam ser autorizados a instalar aplicativos de vez em quando para atualizar o seu telefone, se novos programas aparecem de repente, é melhor você garantir que eles sejam legais", diz Steinberg.
 
 Se a fatura do seu celular disparar sem motivo, é melhor ficar atento
 
O especialista recomenda procurar no Google o nome do aplicativo instalado e verificar o que outros usuários dizem sobre ele.
 
O mesmo acontece se o consumo de dados crescer inesperadamente: é melhor conferí-lo.
 
Também há casos em que hackers usam seus dados para fazer compras. Por esse motivo, especialistas recomendam que você tenha controle sobre as transações.
 
7. Aparência estranha e ruído de fundo
 
Se, ao navegar na internet, as páginas tiverem uma aparência incomum, é possível que seja devido à ação de um hacker que está controlando o dispositivo à distância.
 
Isso também poderia explicar comportamentos incomuns do sistema.
 
 É possível ouvir ruídos ou vozes durante suas ligações? Seu celular pode estar sendo operado de maneira remota
 
Finalmente, o ruído de fundo quando você faz uma ligação pode explicar que um terceiro está gravando a chamada. Se você ouvir beeps ou vozes, as chances são ainda maiores.
 
 
O que fazer?
 
 
-Instale um antivírus de confiança em seu celular (alguns são grátis);
 
-Desinstale os aplicativos que você não instalou;
 
-Evite navegar usando wi-fi público;
 
-Proteja seu telefone com uma senha difícil de decifrar;
 
-Não faça downloads de aplicativos de fontes desconhecidas;
 
-Tenha cuidado ao clicar em "pop-ups";
 
-Mantenha seu dispositivo sempre atualizado;
 
-Verifique regularmente a fatura e o consumo de dados do seu telefone.
 
 
Fonte: Portal Terra

 

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JR Esquadrias