Mundo (103)

Pesquisadores acreditam que barco fazia o transporte de vinho, azeite, sal e um tempero feito de peixe

Uma embarcação que data de 1,8 mil anos, do período do Império Romano, foi encontrada naufragada na Ilha de Maiorca, na Espanha.

Nos destroços foram encontradas cerca de 90 ânforas no estilo grego-romano. Pesquisadores do Balearic Institute of Maritime Archeology (IBEAM), instituto que lidera as escavações do naufrágio, acreditam que os recipientes eram usados para transportar vinho, azeite, sal e um tempero feito de peixe.

Embarcação de 1,8 mil anos encontrada na Ilha de Maiorca, Espanha / Foto: Consell de Mallorca

O naufrágio está localizado a apenas alguns metros de distância da praia S´Arenal. Foram dois moradores quem primeiro encontraram fragmentos dos potes de cerâmica.

Segundo Bel Busquets, conselheira de cultura, patrimônio e política linguística de Maiorca, a prioridade é proteger e recuperar as ânforas encontradas no naufrágio. Os recipientes que já foram retirados do fundo do mar foram levados ao Museu de Maiorca, onde serão restaurados.

A conselheira também afirmou que este é um dos naufrágios mais bem conservados do Mediterrâneo da época do Império Romano.

Fonte: revistaplaneta

 

 

 

 O líder da Igreja Católica pediu para o fiéis se unirem à sua oração para Deus "consolidar a reconciliação fraterna" em Moçambique e na África

 

A programação completa ainda não foi revelada, mas a Santa Sé adiantou que Jorge Bergoglio visitará as cidades de Maputo, em Moçambique, Antananarivo, em Madagascar, e Port Louis, em Maurício. O líder da Igreja Católica pediu para o fiéis se unirem à sua oração para Deus "consolidar a reconciliação fraterna" em Moçambique e na África.

- Daqui a alguns dias a minha visita ao seu país começará e, embora eu não possa ir além da capital, meu coração chega até vocês e abraça a todos, com um lugar especial para quem vive dificuldades - afirmou em uma mensagem de vídeo. - Deus, pai de todos, consolide a reconciliação fraterna em Moçambique e na África, a única esperança de uma paz sólida e duradoura. Ficarei feliz em compartilhar diretamente com vocês e ver como a semente semeada pelo meu antecessor, João Paulo II, cresce.

De acordo com o Pontífice, esta viagem permitirá um encontro com a comunidade católica e a "confirmação do testemunho do Evangelho, que ensina a dignidade de cada homem e mulher e pede que nossos corações sejam abertos a outros, especialmente aos pobres e necessitados". Esta será a quarta viagem à África do Papa depois de visitar Quênia, República Centro-Africana e Uganda em novembro de 2015, Egito em abril de 2017 e Marrocos.

Porta: Estra

Recentemente, Alemanha e Noruega vieram tentando disputar quem iria ser o grande beneficiado com a riqueza representada na Amazônia

O governo Bolsonaro vem de inúmeras maneiras tentando calar os Institutos como o INPE, para que não se haja dados científicos sobre o desmatamento e a destruição da Amazônia através de queimadas. Esta mesma estratégia, Bolsonaro adotou em relação aos dados socioeconômicos ao reduzir também as perguntas do IBGE. Nesta matéria, trouxemos algumas fotografias de Araquém Alcântara, tiradas na Amazônia, demonstrando o aumento desastrosa da destruição deste ecossistema, tão importante para todo o globo. O site oficial do fotógrafo pode ser acessado aqui.

Com o Ministro Ricardo Salles, que é condenado em caso de liberar licenças ambientais no Estado de São Paulo, Bolsonaro dá o recado para o agronegócio, para o garimpo, para os latifundiários recorrentemente pegos em práticas de trabalho escravo em suas lavouras: "pode queimar tudo!"


Recentemente, Alemanha e Noruega vieram tentando disputar quem iria ser o grande beneficiado com a riqueza representada na Amazônia. Os países europeus, depois de destruírem todas as suas reservas, estão de olho nas nossas. Grande demagogia, já que a Noruega tem nada menos que a terceira maior empresa petroleira no país - a Statoil, beneficiada com o saqueio e o desmonte da Petrobrás. Enquanto a Alemanha, por sua vez, é grande utilizadora da energia nuclear em suas usinas produtoras de energia elétrica.


Somente quem pode dar à Amazônia e ao meio-ambiente em geral, o tratamento que merece, não tratando seus recursos como fonte de lucro, é a classe trabalhadora. A mesma classe que é tratada, aliás, como uma mercadoria tão barata quanto as árvores derrubadas pelos desmatadores, que tem seus direitos escamoteados com a reforma da previdência e mais uma nova reforma trabalhista. Os mesmos, vítimas dos vazamentos das barragens da Vale, da expropriação de terras em proveito do agronegócio, do saqueio das riquezas nacionais, são os que podem dar um planejamento racional para que estes recursos sirvam à população e não à sede de lucro de um punhado de capitalistas.

 

O Brasil abriga 60% da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, vista como vital para a luta global contra a mudança climática. “Estamos adotando todas as medidas para combater o desmatamento ilegal", disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

O desmatamento na parte brasileira da floresta amazônica cresceu mais de 88% em junho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o segundo mês consecutivo de aumento do desmate no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia totalizou 920 quilômetros quadrados.

Os dados que apontam aumento de 88,4% são preliminares, mas indicam que a cifra anual oficial, baseada em imagens mais detalhadas e mensurada durante os 12 meses transcorridos até o final de julho, está a caminho de superar o número do ano passado.

O desmatamento já atingiu 4.565 quilômetros quadrados nos 11 primeiros meses, um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2018.

Ambientalistas alertam que as afirmações contundentes de Bolsonaro em defesa do desenvolvimento da Amazônia e criticando as autoridades ambientais do país por aplicarem multas que considera excessivas estimulam madeireiros e fazendeiros a lucrar com o desmatamento.

"Bolsonaro agravou a situação... ele fez um ataque retórico forte", disse Paulo Barreto, pesquisador da organização não-governamental brasileira Imazon.

A temporada de chuvas que foi até abril pareceu ter contido um aumento do desmatamento, que subsequentemente ocorreu no início da temporada seca, em maio.

O desmatamento aumentou 34% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado.

“Estamos adotando todas as medidas para combater o desmatamento ilegal", disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, à Reuters. "Nessa semana estavam em ação 17 equipes simultâneas de fiscalização do Ibama em toda a Amazônia”.

O Palácio do Planalto não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

O Brasil abriga 60% da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, vista como vital para a luta global contra a mudança climática.

A comercializadora de grãos norte-americana Cargill disse no mês passado que a indústria alimentícia não conseguirá cumprir a promessa de eliminar o desmatamento em suas cadeias de suprimentos globalmente até 2020, e se comprometeu a fazer mais para proteger ambientes nativos do Brasil.

Paulo Adário, estrategista de florestas do Greenpeace, disse que "todas as indicações" são de que o desmatamento se agravará ainda mais no governo Bolsonaro, mas espera que a notícia de um aumento grande pressione o governo a agir.

"Quando eles tiverem os números finais, se realmente for muito, isso será um pesadelo para Bolsonaro", disse Adário. "Isto é algo realmente importante do ponto de vista internacional e brasileiro porque a Amazônia é um ícone".

Internet

TRUMP  MORA EM UMA MANSÃO DE  DEIXAR O QUEIXO CAÍDO, QUALQUE SER HUMANO, decorado com mármore, ouro de 24 quilates e até diamantes

 


Ter um patrimônio líquido de US$ 3,5 bilhões significa que está destinado a investir duro nas casas em que você mora. Com uma conta bancária gorda, todos podem ficar um pouco loucos com os gastos. A casa mais famosa de Trump está localizada na cidade de Nova Iorque, e é uma cobertura de três andares, parte da Trump Tower. O valor do apartamento de 2800 metros quadrados está calculado em cerca de US$ 100 milhões. É decorado com mármore, ouro de 24 quilates e até diamantes! Discreto e refinado, você não diria?

 

Fonte: Internet

 
 
Por US$ 120 milhões, empresa irlandesa comprou direitos, incluindo biodiversidade, de 16 áreas com o dobro do tamanho de Portugal por 30 anos, proibindo índios de plantar ou extrair madeira; acordo teria sido assinado sem consentimento da maiori

Por US$ 120 milhões, índios da etnia mundurucu venderam a uma empresa estrangeira direitos sobre uma área com 16 vezes o tamanho da cidade de São Paulo em plena floresta amazônica, no município de Jacareacanga (PA). O negócio garante à empresa “benefícios” sobre a biodiversidade, além de acesso irrestrito ao território indígena.

No contrato, a o qual o Estado teve acesso, os índios se comprometem a não plantar ou extrair madeira das terras nos 30 anos de duração do acordo. Qualquer intervenção no território depende de aval prévio da Celestial Green Ventures, empresa irlandesa que se apresenta como líder no mercado mundial de créditos de carbono. 

Sem regras claras, esse mercado compensa emissões de gases de efeito estufa por grandes empresas poluidoras, sobretudo na Europa, além de negociar as cotações desses créditos. Na Amazônia, vem provocando assédio a comunidades indígenas e a proliferação de contratos nebulosos semelhantes ao fechado com os mundurucus. A Fundação Nacional do Índio (Funai) registra mais de 30 contratos nas mesmas bases. 

 

Só a Celestial Green afirmou ao Estado ter fechado outros 16 projetos no Brasil, que somam 200 mil quilômetros quadrados. Isso é mais de duas vezes a área de Portugal ou quase o tamanho do Estado de São Paulo.

A terra dos mundurucus representa pouco mais de 10% do total contratado pela empresa, que também negociou os territórios Tenharim Marmelos, no Amazonas, e Igarapé Lage, Igarapé Ribeirão e Rio Negro Ocaia, em Rondônia. 

‘Pilantragem.’ “Os índios assinam contratos muitas vezes sem saber o que estão assinando. Ficam sem poder cortar uma árvore e acabam abrindo caminho para a biopirataria”, disse Márcio Meira, presidente da Funai, que começou a receber informações sobre esse tipo de negócio em 2011. “Vemos que uma boa ideia, de reconhecer o serviço ambiental que os índios prestam por preservar a floresta, pode virar uma pilantragem.” 

“Temos de evitar que oportunidades para avançarmos na valorização da biodiversidade disfarcem ações de biopirataria”, reagiu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. 

O contrato dos mundurucus diz que os pagamentos em dólares dão à empresa a “totalidade” dos direitos sobre os créditos de carbono e “todos os direitos de certificados ou benefícios que se venha a obter por meio da biodiversidade dessa área”. 

Territórios indígenas estão entre as áreas mais preservadas de florestas tropicais. Somam mais de 1 milhão de quilômetros quadrados e a maioria deles está na Amazônia. Para empresas que trabalham com mecanismos de crédito de carbono, criado entre as medidas de combate ao aquecimento global, as florestas são traduzidas em bilhões de toneladas de gases  estufa estocados e cifras agigantadas em dólares. 

Benedito Milléo Junior, agrônomo que negocia créditos de carbono de comunidades indígenas, estima em US$ 1 mil o valor do hectare contratado. A conta é feita com base na estimativa de 200 toneladas de CO2 estocada por hectare, segundo preço médio no mercado internacional. 

Milléo diz ter negociado 5,2 milhões de hectares, mais que o dobro do território dos mundurucu. Nesse total está contabilizado o território indígena Trombetas-Mapuera (RR), que fechou contrato com a empresa C-Trade, que também atua no mercado de crédito de carbono. 

Segundo ele, a perspectiva é de crescimento desse mercado, sobretudo com a regulamentação do mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (Redd). 

Sem receber. Os mundurucu ainda não começaram a receber o dinheiro pela venda de direitos sobre seu território. Os pagamentos acordados, em 30 parcelas iguais de US$ 4 milhões, serão feitos até o último dia do ano, entre 2012 e 2041. As regras constam do contrato assinado pelo presidente da Associação Indígena Pusuru, Martinho Borum, e o diretor da Celestial Green, João Borges Andrade. As assinaturas foram reconhecidas no cartório de Jacareacanga. 

“Não poderemos fazer uma roça nem derrubar um pé de árvore”, criticou o índio mundurucu Roberto Cruxi, vice-prefeito de Jacareacanga, que se opôs ao acordo. Ele disse o contrato foi assinado por algumas lideranças, sem consentimento da maioria dos índios. “A empresa convocou uma reunião na Câmara Municipal;eles disseram que era bom”, conta. 

Em vídeo na internet, uma índia mundurucu ameaça o diretor da Celestial Green com uma borduna. “Pensa que índio é besta?”, gritou ela na reunião da Câmara, lembrando a tradição guerreira da etnia. 

O principal executivo da Celestial Green, Ciaran Kelly, afirma todos os contratos da empresa com comunidades indígenas passam por um “rigoroso processo de consentimento livre, prévio e informado”, segundo normas internacionais. 

 

Por US$ 120 milhões, empresa irlandesa comprou direitos, incluindo biodiversidade, de 16 áreas com o dobro do tamanho de Portugal por 30 anos, proibindo índios de plantar ou extrair madeira; acordo teria sido assinado sem consentimento da maiori

 

Guarda Civil espanhola encaminhou militar brasileiro ao juizado de Sevilha, na manhã desta quarta-feira, onde prestará depoimento a um juiz.

Um sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) foi detido terça-feira (25) sob a acusação de transportar 39 quilos de cocaína dentro do avião da equipe que dá suporte à comitiva do presidente Jair Bolsonaro.

O sargento da FAB integrava a comitiva de 21 militares que partiu de Brasília com destino a Tóquio, no Japão, e fez escala no aeroporto de Sevilha, no sul da Espanha.

A detenção do militar brasileiro ocorreu durante um controle aduaneiro de rotina. O avião da FAB é um modelo Embraer 190, do Grupo Especial de Transporte da FAB.

Segundo a Guarda Civil, força da polícia espanhola responsável pelo controle aduaneiro, a droga estava dividida em 37 pacotes dentro da bagagem de mão do militar M. S. R., 38 anos, casado.

Depois da detenção do sargento, os demais militares puderam seguir viagem ao Japão.

Fontes da Guarda Civil informaram à BBC News Brasil que o militar ficou detido na Guarda Civil de Sevilha antes de passar à disposição judicial na manhã desta quarta-feira.

O brasileiro será acusado de tráfico de drogas, descrito no Código Penal espanhol como crime contra a saúde pública.

Segundo o jornal andaluz Diario Sur, investigadores acreditam que o destino final da cocaína fosse a Espanha.

Reação do governo brasileiro

O avião da FAB em que ele estava transportava equipe de apoio à comitiva de Bolsonaro, que participará da reunião do G20, no Japão. O presidente, que embarcou na noite de terça-feira, não estava na mesma aeronave do sargento.

No Twitter, Bolsonaro disse que determinou que o Ministério da Defesa colabore com as autoridades policiais espanholas na investigação do caso.

Bolsonaro afirmou ainda que a FAB tem "cerca de 300 mil homens e mulheres formados nos mais íntegros princípios da ética e da moralidade".

Em nota, o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica repudiaram "atos dessa natureza" e informaram que determinaram a instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM) para elucidar o caso.

Caso anterior

Não é a primeira vez que um membro da FAB é acusado de usar a condição de militar para o tráfico de drogas na Espanha, segundo o jornal espanhol El País

 Em abril, o Superior Tribunal Militar (STM) brasileiro determinou a expulsão de um tenente-coronel que transportava 33 quilos de cocaína em um avião da FAB, um Hércules C-130, durante uma escala em Palmas de Gran Canaria.

Outros dois militares julgados no mesmo caso já haviam sido expulsos da corporação.

O crime ocorreu em 1999, e o comandante foi condenado a 16 anos de prisão por pertencer a uma rede de tráfico internacional de cocaína usando aviões da FAB.

 

 

 
 
 
 

 

Decisão demorou quase quatro anos para ser tomada por existirem dúvidas sobre a condição mental do criminoso.

Um assassino em série, que ficou conhecido depois de ter cortado o próprio Pênis, recebeu finalmente a sua sentença. Nikko Jenkins, de 30 anos, recebeu a pena de morte depois de mostrar "falta de remorso" por seus assassinatos.

Ele foi considerado culpado pela morte de quatro pessoas em Omaha, Nebraska, nos Estados Unidos, em 2013. Agora, ele recebeu a sentença, a primeira de morte do estado do Nebraska desde que a punição foi reintegrada em novembro do ano passado.

A decisão pela pena de morte foi tomada mesmo com as tentativas da defesa de Jenkins alegando uma psicose e pedindo uma condenação mais indulgente. Eles queriam provar que ele não estava mentalmente saudável quando cometeu os crimes. A prova disso, segundo a defesa, foi ele ter-se mutilado quando cortou o pênis.

Supostamente, o assassino em série se automutilou porque ouvia vozes. O homem contou que o deus Apophis lhe dizia que ele se assemelhava a uma cobra gigante, e que seu membro parecia um réptil.

Nikko Jenkins (esquerda) e uma de suas vítimas, Curtis Bradford

 

 

Nikko Jenkins (esquerda) e uma de suas vítimas, Curtis Bradford

 

A automutilação ocorreu meses após Jenkins ter sido considerado um psicopata por um psiquiatra. Ele também tentou tatuar 666 em sua própria testa, mas na ocasião ele tentou fazer a tatuagem no reflexo em um espelho. Jenkins teria dito que queria fazer o número 666 porque não estava recebendo tratamento para sua suposta doença mental, de acordo com o site de notícias local Omaha.com.

Os crimes que ele cometeu

Foi em agosto de 2013 que Nikko Jenkins foi liberado da cadeia após cumprir uma pena de prisão de 10 anos por dois atentados e dois assaltos.

Apenas alguns dias depois de ser libertado, ele atirou e matou Juan Uribe-Pena e Jorge Cajiga-Ruizon, usando uma espingarda calibre 12. Os corpos foram encontrados, mais tarde, dentro de uma caminhonete no Sudeste da cidade Omaha.

Oito dias depois, Jenkins matou Curtis Bradford, um homem que ele conhecia da prisão. Mais tarde, ele matou Andrea Kruger, antes de fugir em seu carro. Jenkins foi condenado por quatro acusações de assassinato em primeiro grau depois de ele ter matado quatro pessoas em 10 dias.

Condição mental adiou a sentença

A sentença foi adiada por anos devido a preocupações em torno de sua condição de saúde. Um psiquiatra de defesa disse que ele sofria de esquizofrenia, bem como de um transtorno bipolar. O assassino dizia também que agia sob os comandos de voz de um deus da serpente, mas os psiquiatras tinham dúvidas se ele era ou não um verdadeiro esquizofrênico.

Depois de vários exames e de Jenkins ser analisado por diferentes psiquiatras, ele foi considerado competente o suficiente para ser julgado.

Quando o criminoso recebeu a pena de morte, o juiz Peter Bataillon disse que a decisão levou em consideração sua história violenta, bem como sua falta de remorso. O juiz disse que cada um dos assassinatos foi um ataque deliberado e planejado.

 

 

Fonte: A.M. NEWS/ Blastingnews

Há poucos sinais da crise pela qual passa a Venezuela no restaurante La Esquina, localizado em uma região nobre da capital do país, Caracas.

Música sai dos alto-falantes escondidos em meio à vegetação exuberante. O moderno bar no jardim tem vista para a piscina, peça central do restaurante. No interior, há uma parede inteira de opções de vinhos finos para os clientes, enquanto o menu inclui itens como carpacciopoke e azeite trufado.

Este restaurante está a um mundo de distância de grande parte da Venezuela, onde cerca de 90% das pessoas vivem na pobreza e a inflação atingirá 10.000.000% neste ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Com o salário mínimo em torno de US$ 5 (R$ 20), a maioria das pessoas tem dificuldades de pagar por uma dúzia de ovos ou um simples saco de arroz.

Enquanto isso, no lado mais abastado da cidade, há um pequeno supermercado que vende produtos importados para aqueles em melhores condições. A maioria dos clientes são estrangeiros e os venezuelanos mais ricos, inclusive os chamados "boligarcas" - apelido dado à nova oligarquia que se deu bem sob a "revolução bolivariana" de Hugo Chávez (19564-2013) e Nicolás Maduro.

Nas prateleiras, há pasta de queijo gourmet, azeitonas e caviar. Uma perna de jamón serrano, um tipo de presunto espanhol curado, custa US$ 1,8 mil (ou quase R$ 7,2 mil).null.

 

Caracas às escurasDireito de imagemGETTY IMAGES
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A Venezuela sofreu um apagão recentemente

Em um país que já foi um dos mais prósperos da região, restam poucos lugares como este. Mas, mesmo nos piores momentos, é notável que eles ainda existam.

Privilégios decrescentes

Ronald Balza Guanipa, reitor da faculdade de Economia da Universidade Católica Andres Bello, em Caracas, diz que os clientes destes negócios se limitam a dois tipos de venezuelanos: aqueles que recebem dinheiro de parentes no exterior e aqueles que recebem salários em outras moedas.

São um resultado, afirma ele, de épocas anteriores, quando as receitas do petróleo eram altas e os venezuelanos podiam economizar. Mas isso mascara uma realidade difícil mesmo para os mais privilegiados.

"Só porque há pessoas que ainda podem comer em restaurantes não significa que elas conseguem obter todos os medicamentos de que precisam", diz Guanipa. "Elas não podem planejar a educação de seus filhos, comprar peças de carros ou pensar no futuro."

Desde 2013, quando o presidente Hugo Chávez morreu, a economia da Venezuela encolheu mais de 50%. "Para alguns, foi bem mais do que isso, e por isso há tanta pobreza", diz Guanipa.

"Enquanto isso, milhões de venezuelanos foram embora. Os que vemos nos restaurantes têm família no exterior."

Dificuldade crescente

A recente escassez de energia em todo o país dificultou ainda mais vidas que já estavam difíceis. "A escassez de energia nos pegou de surpresa. Estávamos esperando que isso acontecesse algum dia, mas nunca pensamos que seria tão cedo", diz Carlos César Ávila, dono da rede de cafés Franca.

Ele tem 200 funcionários, quatro lojas e se prepara para abrir a quinta. "Nos dias em que não tínhamos energia, não tínhamos clientes. Nos dias em que tínhamos energia em algumas lojas, elas ficavam abarrotadas de gente, porque eram como se fossem paraísos em meio ao caos."

Duas clientes olham as vitrines de um café da rede Franca
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A rede de cafés Franca tem 200 funcionários, quatro lojas e se prepara para abrir a quinta

Apesar dos desafios e do número de venezuelanos que deixaram o país, ele ainda vê uma oportunidade em atender às 30 milhões de pessoas que vivem na Venezuela.

"As pessoas que vivem aqui precisam de tempo de lazer, precisam se reunir, tomar café, e isso é basicamente o que oferecemos, um refúgio", diz ele.

"Para trabalhar neste setor, você precisa de funcionários, fornecedores. Portanto, mesmo que nosso impacto pareça pequeno, de alguma forma acabamos beneficiando muitas pessoas."

Mas o empresário admite que manter seu negócio é difícil. "É como andar de bicicleta ladeira acima: se você parar, vai cair. Você tem de continuar pedalando."

'Todos nós fomos atingidos'

Daniela Salazar, que trabalha com marketing e ganha US$ 150 (R$ 597) por mês, é uma das clientes de Carlos que desfruta de um café e uma fatia de bolo com um amigo.

"Se você tiver sorte o suficiente de ganhar em dólar, pode viver decentemente", diz ela, admitindo que a comida à sua frente vale um salário mínimo na Venezuela.

"Costumava consumir muito mais, comer bolo e biscoitos, pagar a conta de amigos, mas, agora, é só um café. Hoje é uma exceção, porque é meu aniversário."

Yuraima Cruz (dir.) sua irmã Yajaira
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Yuraima Cruz (dir.) costumava trabalhar como psicóloga do governo, mas, hoje, atende em um consultório e cobra em dólar

Perto dali, Yuraima Cruz está comemorando sua aposentadoria com sua irmã Yajaira e alguns colegas. Ela costumava trabalhar como psicóloga para governo. Agora, trabalha em um consultório particular e cobra por suas consultas em dólar.

"Ganho melhor, mas não é suficiente para lidar com a inflação", diz ela, que ganha uma pensão do governo de cerca de US$ 5 por mês.

"Com o meu salário do governo, costumava pagar a escola do meu filho, comprei um carro", diz ela, melancolicamente. "Eu e meus amigos todos temos diploma universitário, já fomos de classe média, mas todos fomos atingidos pela crise."

 

Katy Watson

O material foi usado, por exemplo, nas estruturas construídas pela ONG Oxfam no campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia, e no centro educacional da Fundação Ojai, na Califórnia, nos EUA, que sobreviveu ao incêndio florestal devastador de dezembro de 2017.

O sol arde lá fora, enquanto galinhas correm no quintal e música toca sob a lona da cozinha improvisada. As nuvens da manhã se dissipam, dando lugar à imagem do vulcão Popocatepetl parcialmente coberto de neve.

Pelas ruas de Hueyapan, em Morelos, no México, ainda é possível ver os escombros do terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a região em setembro de 2017.

O epicentro do abalo fica a apenas 60 quilômetros daqui.

Pablo Cuauhtémoc Saavedra Castellanas está parado ao lado da obra da nova casa de sua família. Mas diferentemente de muitos vizinhos, Saavedra não está usando blocos de concreto na reconstrução - e, sim, um material chamado superadobe.

Como este material é feito a partir de terra, não requer recursos externos. E, algo que é importante para quem vive em zonas sísmicas, é resistente a terremotos.

A técnica

Sacos de polipropileno preenchidos com uma mistura de terra e cal são empilhados uns sobre os outros. As paredes da casa são cobertas por três camadas de terra, cal, grama e esterco de cavalo. O telhado é, atualmente, uma lona.

Mais tarde, a lona será substituída por telhas de barro fabricadas localmente, que compõem há séculos a arquitetura regional.

"Para mim, é fascinante ter uma casa de superadobe, acima de tudo por causa da arquitetura e pelo uso da terra, a partir de recursos locais", diz Saavedra.

"Sou apaixonado pela nossa cultura e tradições. Construímos casas de terra por muitos anos. Ter uma casa feita de superadobe é levar isso a outro patamar."

Foto da construção da casa de superadobe de Pablo Cuauhtémoc Saavedra CastellanasDireito de imagemMALLIKA VORA
Image captionFoto da construção da casa de Pablo Cuauhtémoc Saavedra Castellanas

Saavedra é um jovem tecelão que segue a tradição das avós, criando tecidos com lã de ovelha e os tingindo com plantas locais. Ele também ensina náhuatl, a língua indígena mais falada na região central do México.

Durante o terremoto, tanto sua casa quanto a escola de náhuatl desmoronaram, junto com outras 300 construções desta comunidade de cerca de 7,5 mil habitantes. Dez pessoas morreram e diversas ficaram feridas.

Saavedra e sua família receberam os materiais e as instruções para construção da casa da organização Siembra Arquitectura, com sede na Cidade do México, que ensina as pessoas desabrigadas pelo terremoto a erguer residências resistentes.

Um dos materiais que eles estão incentivando a usar é o superadobe.

Origem 'espacial'

O superadobe foi desenvolvido pelo arquiteto iraniano-americano Nader Khalili. Ele apresentou seu sistema de construção com sacos de terra pela primeira vez em um simpósio da Nasa, agência espacial americana, em 1984.

Os participantes do evento deviam compartilhar ideias sobre como fazer construções na Lua e em Marte, usando materiais disponíveis localmente, devido aos custos exorbitantes de transportar materiais da Terra para o espaço.

Sacos com mistura de terra com cal empilhados uns sobre os outrosDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO superadobe é feito a partir de uma mistura de terra com cal, que é comprimida dentro de sacos empilhados uns sobre os outros

"Quando meu pai fez essa apresentação, tinha em mente que a terra é realmente ouro: 99% do material que você precisa para construir um abrigo para si mesmo está em seu próprio terreno. Trata-se de sustentabilidade e empoderamento de verdade", diz Sheefteh Khalili, codiretor do Instituto Cal-Earth.

Esta organização sem fins lucrativos, fundada por seu falecido pai em 1991, ensina as pessoas a construir estruturas sustentáveis, resistentes a desastres, usando uma arquitetura baseada na terra.

Evolução da tradição

O superadobe não é muito diferente do adobe, usado há séculos nesta região.

O adobe é um material que consiste em terra compactada com materiais orgânicos, como milho, feno e esterco animal. É um dos materiais de construção mais antigos do mundo, embora seus componentes possam variar.

O superadobe também é fabricado a partir de terra e de materiais orgânicos. Mas a mistura é fortificada com cal, depois comprimida em sacos de polipropileno - o mesmo material usado para criar diques de sacos de areia para conter inundações.

O interior de uma casa de superadobe no Instituto Cal-EarthDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO interior de uma casa de superadobe no Instituto Cal-Earth

Estes sacos são empilhados uns sobre os outros - e cada camada é separada por arame farpado. Isso mantém os sacos no lugar e efetivamente forma as paredes da estrutura.

Estima-se que as residências de superadobe podem durar séculos, e sua produção é de baixo custo.

Nesta comunidade agrícola remota, a produção do novo material também tem potencial de gerar autonomia e empregos mais bem remunerados.

"Meu pai desenvolveu o superadobe para ser usado praticamente em todos os lugares", diz Sheefteh.

"Não encontramos um contexto em que não seja possível."

O superadobe de Nader Khalili foi inspirado em residências antigas de regiões de clima extremo, como os desertos do Oriente Médio.

As estruturas feitas do material provaram suportar desastres naturais devastadores. Após o terremoto de magnitude 7,2 no Nepal em 2015 e o furacão Maria em Porto Rico, os edifícios de superadobe continuavam de pé.

Casas de superadobe no Instituto Cal-EarthDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionCasas de superadobe no Instituto Cal-Earth, organização fundada por Nader Khalili para compartilhar sua técnica

Atualmente, existem inúmeras casas de superadobe em todo o mundo, desde abrigos de emergência até residências de luxo.

O material foi usado, por exemplo, nas estruturas construídas pela ONG Oxfam no campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia, e no centro educacional da Fundação Ojai, na Califórnia, nos EUA, que sobreviveu ao incêndio florestal devastador de dezembro de 2017.

Arquitetura particular

Muitas destas casas têm o formato de cúpula, considerado mais resistente por causa da física por trás da construção em forma de arco.

Mas, em Hueyapan, os moradores locais preferem um estilo mais tradicional.

Por isso, a Siembra Arquitectura projetou casas retangulares - reforçadas, no entanto, com pilares em todos os ângulos.

Sheefteh Khalili diz que o sonho da Cal-Earth era poder enviar construtores treinados para situações de emergências - como, por exemplo, zonas de desastre ou acampamentos de refugiados - levando apenas uma mochila com materiais essenciais para construir casas usando a terra e outros recursos naturais locais.

"Compreender os princípios da construção com superadobe significa entender que (o método) está enraizado na arquitetura antiga e indígena, mas que hoje podemos construir edifícios que estejam em harmonia com a natureza e sejam sustentáveis, modernos e realmente seguros", diz Sheefteh.

"As pessoas podem viver suas vidas nessas casas que estarão lá por muitas gerações."

Parede de casa de superadobeDireito de imagemMALLIKA VORA
Image captionComo se trata de um material térmico, ele libera calor nas casas à noite e frescor durante o dia

O superadobe e o adobe também são indicados para regiões com climas extremos como o de Hueyapan, que por estar a 2,5 mil metros de altitude pode ser castigada pelo sol escaldante durante o dia e temperaturas congelantes à noite.

O adobe é um material térmico que capta o calor do dia, liberando-o dentro da estrutura durante a noite. Quando anoitece, faz o oposto: absorve o frio que vai refrescar a casa durante o dia.

Para os moradores locais, um dos inconvenientes em relação ao material é o tempo que demora para a construção. Pode-se levar até três meses para erguer uma casa de superadobe, dependendo do clima.

Tanto a produção de adobe quanto de superadobe requerem misturar materiais e, em seguida, pisar sobre eles - com a ajuda de cavalos, no caso de Hueyapan - para compactar totalmente a mistura.

A longa estação chuvosa da parte central do México pode retardar ainda mais esse processo.

Esta é uma das razões por que algumas pessoas que perderam suas casas prefeririam ter a nova residência construída com blocos de concreto: é mais rápido.

Processo trabalhoso

Juan Manuel Espinoza Cortés foi um dos primeiros moradores a receber uma casa de superadobe em Hueyapan - há pelo menos oito.

Ele divide a moradia de três quartos, que fica em frente a um pomar, com seus pais Don Luz e Dona Célia.

Espinoza Cortés aprendeu a construir a casa com o grupo Siembra Arquitectura e agora supervisiona todos os projetos da organização em Hueyapan.

"Construir com concreto é mais fácil", diz Espinoza.

"Nós temos de pisar no adobe. Usamos cavalos, usamos gente. Quando você começa a pisar nele, para nivelar a superfície, você percebe o quão intenso será o processo. Mas agora que entendemos como fazer, estamos fazendo mais rápido. Estamos animados. "

Os dois terremotos mais fortes de 2017 no México não foram atípicos, e Espinoza testemunhou como sua nova casa reagiu diante de outros tremores.

"Ela balança com o movimento da terra", diz ele.

"Observei ela se mexer e se acomodar. E outras pessoas também viram isso; isso faz as pessoas terem fé. Mostra que é um material de qualidade."

Agora, cerca de três meses após o início das obras, a casa de superadobe de Saavedra está quase pronta. Sua família já se mudou para lá.

Embora o processo seja trabalhoso, ele reconhece que não foi difícil de aprender. E está feliz com isso.

"É uma construção verdadeiramente ecológica", afirma.

"Acima de tudo, o formato retangular é agradável, é realmente uma casa - e tem tudo que uma família necessita para viver bem".

 

Fonte: BBC.com

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