Mundo (44)

A Coréia do Norte afirmou neste sábado (23) que lançar seus foguetes no território dos EUA se tornou “inevitável” depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, chamou o líder de Estado norte-coreano de “homem-foguete”, em mais um episódio da guerra retórica entre os dois líderes.

As declarações do ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, perante a Assembléia Geral da ONU, ocorreram horas depois de dois bombardeiros da Força Área dos EUA B-1B Lancer, escoltados por jatos de combate, voarem sobre águas a leste da Coréia do Norte em uma demonstração de força do governo norte-americano, um episódio no qual o Pentágono quis mostrar a gama de opções militares disponíveis para Trump.

“Através de uma luta tão prolongada e árdua, agora estamos finalmente a poucos passos da fase final de conclusão da força nuclear”, disse Ri Yong Ho na reunião anual de líderes mundiais. “Não passa de desespero considerar que a República Popular Democrática da Coréia fique abalada ou mude sua posição devido às sanções mais severas das forças hostis”.

Segundo o ministro coreano, Trump é "uma pessoa mentalmente perturbada cheia de megalomania e complacência", com o dedo no "botão nuclear". "Ninguém além de Trump está em uma missão suicida", afirmou o ministro. "Caso vidas inocentes dos EUA sejam perdidas devido a esse ataque suicida, Trump será totalmente responsabilizado."

Trump ameaçou em seu discurso à ONU na terça-feira "destruir totalmente" a Coreia do Norte se for provocado. Kim Jong Un, em uma incomum declaração direta para o mundo, respondeu prometendo adotar uma ação do "nível mais alto" contra os Estados Unidos.

 

O presidente americano anunciou novas sanções dos EUA na quinta-feira, que agora têm como alvo empresas e instituições que financiam e facilitam o comércio com a Coréia do Norte. No início deste mês, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade a sua nona rodada de sanções contra Pyongyang para combater os programas nuclear e de mísseis balísticos.

O voo dos bombardeiros foi o mais ao norte da zona desmilitarizada que separa a Coreia do Norte e a Coréia do Sul que um avião norte-americano realizou no século 21, segundo o Pentágono.

“Esta missão é uma demonstração de força dos EUA e uma mensagem clara de que o presidente tem muitas opções militares para derrotar qualquer ameaça”, disse a porta-voz do Pentágono, Dana White.

O episódio ocorreu logo depois de membros de governo e especialistas esclarecerem que um pequeno terremoto perto da base de testes nucleares da Coreia do Norte era um terremoto comum, apaziguando os temores de que Pyongyang teria explodido outra bomba nuclear apenas algumas semanas depois da última.

O órgão chinês responsável pelo acompanhamento de terremotos também disse que o pequeno tremor não foi uma explosão nuclear e que tinha características de um tremor natural.

Metrojornal / Reuters / Estadão 

Após novas sanções contra Pyongyang, embaixador norte-coreano afirma que Washington está a caminho de uma "confrontação política, econômica e militar" com o país asiático. Após a imposição de novas sanções contra Pyongyang, a Coreia do Norte afirmou nesta terça-feira (12/09) que os Estados Unidos estão a caminho de uma confrontação militar com o país asiático e que os americanos estão prestes a "sentir a pior dor de sua história".


"As sanções e a campanha de pressão do regime de Washington para obliterar completamente a soberania da DPRK e seu direito à existência estão atingindo um nível de extrema imprudência", afirmou o embaixador norte-coreano em Genebra, Han Tae Song, utilizando o acrônimo em inglês para República Democrática Popular da Coreia, o nome oficial do país.

"Ontem [segunda-feira], o regime de Washington fabricou a mais cruel das resoluções de sanções", afirmou Han em pronunciamento durante a Conferência da ONU para o Desarmamento.

"Minha delegação condena nos termos mais fortes e rejeita categoricamente a mais recente e ilegal [...] resolução do Conselho de Segurança da ONU", reiterou. "As medidas a serem tomadas pela DPRK farão com que os EUA sofram a pior dor que já sentiram em sua história."

Para o embaixador, "em vez de fazer a escolha certa com uma análise racional sobre a situação como um todo, o regime de Washington finalmente optou pela confrontação política, econômica e militar".

Ele acusa os EUA de estarem "obcecados com o jogo selvagem de reverter o desenvolvimento do poderio nuclear da DPRK, que já chegou à fase final".

Washington e seus aliados afirmam que as sanções têm como objetivo pressionar Pyongyang para que volte à mesa de negociações para discutir o fim de seu programa nuclear e dos testes.

"Minha esperança é que o regime [norte-coreano] ouça em alto e bom som a mensagem e escolha um caminho diferente", afirmou o embaixador americano em Genebra, Roberto Wood.

Nesta segunda-feira, pouco mais de uma semana após o mais recente teste nuclear realizado por Pyongyang,os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU aprovaram por unanimidade as novas sanções contra a Coreia do Norte.

As medidas aprovadas limitam o fornecimento de petróleo à Coreia do Norte para dois milhões de barris por ano e restringem o fornecimento de petróleo bruto aos níveis atuais, além de proibir completamente o fornecimento de gás natural.

As novas sanções também estipulam que a Coreia do Norte não poderá vender seus produtos têxteis fora do país. A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley disse que as novas medidas privariam Pyongyang de uma receita anual de pelo menos 800 milhões de dólares.


Fonte: opovo Online - RC/dpa/afp

Segunda, 11 Setembro 2017 09:43

CRISTIANO RONALDO CELEBRA CHEGADA DE SUA NOVA FERRARI

Escrito por

Cristiano Ronaldo celebrou a chegada de sua nova Ferrari. O modelo F12 TDF custa 380 mil euros, o equivalente a R$ 1,4 milhões. "Arrived" (chegou), escreveu ele em inglês. O novo "brinquedo" do craque acelera dos 0 aos 100 km/hora em apenas 2,9 segundos.

A garagem do jogador do Real Madrid é lotada de carros. Nas redes sociais, ele costuma postar fotos dos possantes.

Outro carro que o atleta tem estacionado em sua garagem é o McLaren MP4-12C Spider, modelo de rua fabricado pela equipe de Fórmula 1 e que chega aos 330 Km/h. Ele também é dono de uma Lamborghini Aventador LP 700-4.

Veja outros carrões do craque:

 

Cristiano tem um Bugatti Veyron preto que 2,5 milhões de euros
Cristiano tem um Bugatti Veyron preto que 2,5 milhões de euros Foto: Reprodução

 

 

Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, tira onda com carrão de R$ 7,7 milhões
Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, tira onda com carrão de R$ 7,7 milhões Foto: Reprodução

 

 

Cristiano e seu Lamborghini Aventador LP700, avaliado em R$ 4,5 milhões
Cristiano e seu Lamborghini Aventador LP700, avaliado em R$ 4,5 milhões Foto: Reprodução

 

 

Cristiano Ronaldo e mais um carrão da sua coleção
Cristiano Ronaldo e mais um carrão da sua coleção Foto: Reprodução / Instagram

 

 

Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo Foto: Reprodução / Instagram

 

 

Cristiano Ronaldo e mais um carrão da sua coleção
Cristiano Ronaldo e mais um carrão da sua coleção Foto: Reprodução / Instagram

 

 

Cristiano Ronaldo e mais um carrão da sua coleção
Cristiano Ronaldo e mais um carrão da sua coleção Foto: Reprodução / Instagram

 

 

 

O recado é do próprio Mark Zuckerberg: o Facebook deverá começar a cobrar pelo conteúdo noticioso ainda neste ano. O anúncio foi feito na rede social, em uma postagem do próprio presidente da empresa.

Segundo Zuckerberg, a ideia é lançar um sistema semelhante ao paywall já utilizado por alguns jornais aqui no Brasil, onde é possível ler algumas notícias de graça antes fazer um login para ter acesso ao conteúdo fechado.

Publicações da Europa e dos EUA serão as primeiras as ter suas notícias “fechadas” na plataforma Instant Articles do Facebook, provavelmente já à partir de outubro.

Outra novidade anunciada por Zuckerberg é o lançamento de uma atualização no plataforma do Facebook que irá indicar ao internauta a origem das notícias.

Confira a postagem na íntegra (em inglês):

 

 

 
Mark Zuckerberg

I've spent a lot of time over the past year meeting with news organizations to talk about how we can work better together. As more people get more of their news from places like Facebook, we have a responsibility to create an informed community and help build common understanding.

We can't do that without journalists, but we also know that new technologies can make it harder for publishers to fund the journalism we all rely on. To be a better partner to the news industry, we ...

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Mark Zuckerberg
última quarta

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Por Jornal Metro

Moradores de vilarejo do país vivem com medo após suposto curandeiro se entregar para a polícia e confessar seus crimes.

 

O medo tomou conta do vilarejo de Shayamoya, no sudeste da África do Sul, após a descoberta de um corpo decapitado.                                                                                                                                                                                                                                Os restos mortais eram de Zanele Hlatshwayo, uma jovem de 25 anos e mãe de um menino de 2, que estava desaparecida desde julho. Sua família acredita que ela foi vítima de um grupo praticante de canibalismo que já teve cinco integrantes presos.                                                                                                                                                                                                                                                                                                   Seu corpo foi encontrado em decomposição sob uma pilha de rochas na semana passada, após um homem que se apresentava como curandeiro se entregar à polícia dizendo estar cansado de consumir carne humana.

A princípio, os policiais não o levaram a sério. Foi só depois de ele apresentar uma mão e um pé ensanguentados como prova que foi preso.

O homem levou a polícia a sua casa, onde foram achadas seis orelhas humanas em uma panela. Acredita-se que seriam servidas aos seus clientes, a quem foi dito que tinham propriedades mágicas e trariam dinheiro, poder e proteção.

Diversas outras partes de corpos humanos foram encontrados em uma maleta.

Pedras no local onde corpo foi escondido
 
Pedras no local onde corpo foi escondido
Foto: BBCBrasil.com

Roupas de Hlatshwayo ensanguentadas e rasgadas também foram achadas na casa. As vestimentas foram identificadas pela família da vítima - a polícia ainda está esperando pelos resultados de exames de DNA para confirmar que são de fato da mulher.

Sua família ainda não a enterrou. Quando entrei na residência dos Hlatshwayo, uma canção solene e sons de choro ecoavam pelo local.

"Imaginámos apenas como ela implorou por sua vida e teve uma morte muito dolorosa", disse sua irmã mais velha, Nozipho Ntelele, enquanto limpava as lágrimas do rosto.

"Suas roupas estavam cobertas por grama e sujeira, uma indício claro de que ela lutou para tentar se salvar."

Parentes de Zanele Hlatshwayo
 
Parentes de Zanele Hlatshwayo                                             Foto: BBCBrasil.com                                                                                                                                                                                                                                                        Cheiro putrefato

O curandeiro vivia em um casebre e tinha como apelido "Mkhonyovu", o que, em uma tradução livre, significa "o corrupto ou corrupção" no idioma zulu.

Ele havia alugado a casa de Philani Magubane, cujo irmão foi preso por ser supostamente um cúmplice do curandeiro.

"Fiquei chocado ao saber que meu irmão mais novo tinha acreditado nas histórias contadas pelo curandeiro - ele prometia fortunas às pessoas, mas era tão pobre quanto eu", me disse Magubane.

Ele afirmou que um dos seus inquilinos reclamou com ele do cheiro de carne estragada que vinha da casa vizinha.

"Mkhonyovu só se mudou para a casa há dois meses. Não tinha ideia de que ele mantinha restos humanos aqui, porque não vivo nesse local", disse.

Magubane afirmou não acreditar que seu irmão, junto a três outros jovens, foram convencidos pelo curandeiro a atuar para ele. O trio vinha enfrentando dificuldades para conseguir um trabalho.

O homem teria supostamente pedido aos jovens para abrir covas no meio da noite para que ele pudesse fazer feitiços conhecidos localmente como "muti".

Casa
 
Casa  Foto: BBCBrasil.com                                                                                                          

 

Confissão

Mthembeni Majola, um político local, convocou uma reunião comunitária logo após a primeira audiência dos suspeitos de canibalismo.

"A maioria dos moradores estava em choque com isso e agora vive com medo", afirmou ele, antes de acrescentar que outros, porém, não se surpreenderam.

"Alguns confessaram ter se consultado com o curandeiro e comido carne humana cientes de que estavam fazendo isso. Mas o que nos deixou com mais raiva é o quão crédulas as pessoas são."

Mthembeni Majola
 
Mthembeni Majola                                                                 Foto: BBCBrasil.COM

                                                                                                                                              Segundo o político, muitos dos clientes do curandeiro eram ladrões de animais a quem foi dito que se tornariam invencíveis - e até mesmo invulneráveis às balas da polícia - ao praticar o canibalismo.

Phepsile Maseko, da Organização de Curandeiros da África do Sul, condenou esse tipo de ritual. Ela afirmou que "Mkhonyovu" era um farsante que queria enriquecer e que ele gerou "descrença sobre práticas sagradas" com suas atitudes.

"Mortes em rituais e o uso de tecido humano não fazem parte do curandeirismo. Isso deixa a nós, curandeiros, com raiva, porque temos de defender nosso trabalho constantemente", disse.

Phepsile Maseko
 
Phepsile Maseko
Foto: BBCBrasil.com
                                                                                          Fonte: Portal Terra/ BBC Brasil
 

 

Segundo a agência France Press, familiares viram uma serpente com a barriga inchada e com dificuldades de locomoção

O corpo inteiro de um homem de 25 anos declarado desaparecido foi encontrado dentro de uma Píton(cobra)de sete metros, na Indonésia. Akbar Salubiro havia saído de casa no domingo e não voltou mais.

Segundo a agência France Press, familiares viram uma serpente com a barriga inchada e com dificuldades de locomoção. Eles logo imaginaram que a serpente havia devorado o jovem. A píton foi vista em uma plantação de palma de óleo, pertencente à família.

Os vizinhos mataram o animal e, após uma hora, cortaram sua pele.. O corpo inteiro de Akbar estava lá. “A vítima foi tragada provavelmente no domingo, já que seu corpo já estava inchado quando o encontramos”, disse à agência um responsável pelo arquipélago do sudeste asiático.                                                                                                                                                                                                                                      O homem era casado e sua mulher só soube do ocorrido ao ver as imagens.

Fonte: Jornal de brasília/agência France Press

O governo brasileiro autorizou hoje a extinção de uma reserva natural de mais de quatro milhões de hectares na Amazónia para permitir a exploração de minerais na área.

Um decreto publicado no Diário Oficial do país extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), que fica localizada numa grande área entre os estados amazónicos do Pará e do Amapá.

A reserva foi criada em 1984 pela ditadura militar brasileira, que procurou explorar o cobre na região, algo que acabou por não acontecer, tendo depois dado lugar à reserva para impedir empresas de mineração de operarem na área.

A área de Renca é considerada de grande potencial para exploração de ouro, ferro, manganês e tântalo.

Desde o início do ano, o governo brasileiro vem discutindo a extinção da reserva dentro de um plano para expandir o setor mineral do país.

De acordo com o decreto assinado pelo Presidente Michel Temer, a extinção da reserva respeitará as regras de preservação ambiental.

De acordo com o Ministério das Minas e Energia, há 250 processos para atividades minerais no território de Renca, dos quais 20% são anteriores à criação da reserva.

Várias organizações ambientais já expressaram a sua oposição à medida, devido à presença de reservas naturais e tribos indígenas na região.

De acordo com o WWF Brasil, estudos em exploração mineral foram proibidos em 69% do território de Renca.

Fonte Jornal de Notícias 

 

 

Até o momento, 18 mortes foram confirmadas; entre as vítimas, está um bebê de 1 ano que chegou a ser atendido em uma ambulância

 

 

Menos de 48 horas após a tragédia no Rio Xingu, no Pará, outro naufrágio fez vítimas no país, desta vez na Bahia. O acidente foi com uma lancha que tinha 123 pessoas a bordo e fazia a travessia Mar Aberto-Salvador, na manhã de ontem. A Marinha confirmou 18 mortos, entre eles, um bebê de 1 ano — ele chegou a ser atendido numa ambulância, mas, após duas horas de tentativa de reanimação, foi declarado o óbito. Oitenta e nove pessoas foram resgatadas com vida. As buscas serão retomadas hoje.

 

 

A hipótese é que as condições climáticas tenham causado o naufrágio. A lancha Cavalo Marinho I saiu da Ilha de Itaparica às 6h30, com destino ao Terminal Náutico, em Salvador. O acidente aconteceu 10 minutos depois.

De acordo com a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), a lancha estava regular, com documentação legal e certificado de vistoria. O número de passageiros atendia à capacidade permitida, de 160.

A lancha é o meio de transporte mais rápido e barato para moradores da Ilha de Itaparica que trabalham ou estudam em Salvador. O trajeto é feito, diariamente, por cinco mil pessoas, de acordo com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transporte e Comunicações da Bahia (Agerba).

 

 

Lucio Tavora/AFP

 

 


Nesta semana, a travessia foi interrompida por causa do período prolongado de maré baixa — nesses casos, o terminal de Vera Cruz fica inoperante. Na quarta-feira, os fortes ventos e o mar agitado provocaram a suspensão das viagens com escunas de turismo.

A travessia, que ocorre há cerca de 55 anos, só foi regulamentada há cinco. As empresas CL Transportes e Vera Cruz ganharam licitação pública para realizar o transporte intermunicipal de passageiros. A Agerba informou que é responsável por controlar os horários de linhas e terminais, e a fiscalização das embarcações cabe à Marinha.

Correio questionou a Marinha sobre a segurança nos portos, mas não obteve resposta. O comandante Fábio Almeida, porta-voz da Capitania dos Portos da Bahia, não deu detalhes sobre como é feita a fiscalização no estado. Ele frisou que no momento a preocupação é resgatar as vítimas. O governo da Bahia decretou luto oficial de três dias.

"Todas as forças do governo do estado estão mobilizadas para dar assistência e prestar socorro às vítimas. Todas as providências foram tomadas imediatamente, com o reforço dos nossos efetivos nas áreas da segurança e da saúde pública”
Trecho da nota do governador Rui Costa (PT)

 

 

 

 

 
"Vi muitos corpos", diz sobrevivente 

 

Sobreviventes do naufrágio na Bahia relataram os momentos de desespero enquanto a lancha afundava. A administradora de empresas Meire Reis, de 53 anos, havia assistido, na noite anterior, às notícias do naufrágio no Rio Xingu. “Eu conversei com meu marido na quarta-feira à noite sobre o acidente com o barco no Pará. Estava triste”, contou.

 

Diariamente, Meire faz a travessia para Salvador. Ontem, a embarcação, programada para sair no horário, era a Cavalo Marinho I. “É uma lancha antiga, a menor delas. Roda há pelo menos uns 40 anos. Já lançaram a Cavalo Marinho II, III, com capacidade maior. Essa pega somente 129 pessoas mais a tripulação, com quatro.”

 

No instante em que a lancha virou, Meire diz que olhou para o teto a fim de pegar os coletes que estavam amarrados com um nó difícil de desfazer. Ela não sabe nadar. A administradora bateu com a cabeça no teto do barco, e as pessoas começaram a cair umas por cima das outras.

 

“Foi um desespero total. Imagina, no mar, e eu não sei nadar. Lembrei da conversa com meu marido e mergulhei. Fui me distanciado do local onde havia desespero. Nisso, eu me deparei com um bote e me segurei nele. O socorro demorou a chegar. Eu olhava e via muitos corpos no mar. Tinha criança lá. Que tragédia.”

 

O sonoplasta Edvaldo Santos, de 51 anos, também conseguiu se salvar e reclamou da demora das equipes de salvamento. “Um absurdo. Levaram duas horas para chegar, e estávamos próximos ao atracadouro.”

No Pará, 21 óbitos 

Mais corpos foram resgatados no Rio Xingu ontem, após o naufrágio do barco Capitão Ribeiro, elevando para 21 o número de mortos no acidente, segundo o governo do Pará. Pelo menos 23 pessoas sobreviveram. 

 

O dono do barco afirma que havia 48 pessoas a bordo e não 70, como foi divulgado. O homem começou a ser ouvido ontem pela polícia.

 

Segundo a Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA), o barco não tinha autorização para fazer o transporte de passageiros e estaria irregular. A perícia na embarcação poderá determinar se havia segurança para os passageiros.

 

Temer, enfim, se manifesta 

Depois de mais de 24 horas do acidente com uma embarcação no Pará e após o naufrágio de ontem na Bahia, o presidente Michel Temer emitiu nota sobre as tragédias. “A Presidência da República lamenta profundamente a perda trágica de dezenas de vidas em acidentes com embarcações no Pará e na Bahia. O presidente Michel Temer manifesta, neste momento de dor, sua solidariedade às famílias das vítimas e coloca a estrutura do governo federal para ajudar nas buscas e no apoio aos sobreviventes”, diz a nota oficial, assinada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.  

 

Fonte: Correiobraziliense

 

Península coreana é rota estratégica para o país entregar minério de ferro, soja e milho aos principais clientes no mercado internacional

Se o presidente americano Donald Trump lançar a operação “fogo e fúria” contra a Coreia do Norte, o conflito se estabelecerá no coração do comércio mundial de commodities. Anos seguidos de sanções isolaram os norte-coreanos dos mercados internacionais e fizeram do país uma formiga no mundo de matérias-primas não transformadas. Mas a formiga é cercada por elefantes. A China recebe mais de metade dos carregamentos mundiais de soja (vindos principalmente do Brasil e dos Estados Unidos, maiores exportadores). O Japão é o maior importador de gás natural. A Coreia do Sul está entre os maiores compradores de carvão e principais vendedores de aço. Juntos, os três países são destino de cerca de um terço do transporte marítimo de petróleo.

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Os armadores acompanham atentamente os testes de mísseis da Coreia do Norte e a retórica de Trump, com temor de que a escalada das tensões evolua para ações militares que interrompam o fluxo de commodities para aqueles países (que estão entre os maiores clientes do agronegócio do Brasil).

Ainda que por ora seja apenas uma guerra de palavras, a elevação do tom poderá levar ao aumento no custo do seguro dos navios, exclusão de áreas marítimas e interrupção na operação dos portos. Esse cenário, segundo analistas e estudiosos da região, provocará aumento dos fretes e mudança de rotas.

“A retórica pesada, dentro e fora da Coreia do Norte, se intensificou nos últimos dias e, ainda que a interrupção do comércio regional seja improvável no momento, é importante destacar o papel crucial da península da Coreia e do Norte da Ásia no mercado de commodities”, diz o analista do Citigroup Christopher Main, em um relatório divulgado em Londres nesta quinta-feira (10).

Jogo endurecido

Donald Trump aumentou a pressão sobre a Coreia do Norte, advertindo o país a não prosseguir com a ameaça de testar mísseis perto da ilha de Guam e prometendo uma resposta avassaladora contra qualquer ataque aos Estados Unidos ou seus aliados. Trump reafirmou a ameaça do dia 8, de que produzirá “fogo e fúria”, e disse que a declaração talvez “não tenha sido dura o suficiente”. Ele se recusou a descartar um bombardeio preventivo contra Pyongyang, a capital norte-coreana.

O impacto sobre a rota marítima das commodities dependerá se o eventual conflito permanecer restrito à península coreana ou envolver uma região maior. Na Guerra das Malvinas de 1982, que durou dez semanas, os ingleses impuseram uma zona de exclusão de 200 milhas náuticas ao redor das ilhas (370 km), transformando em alvo potencial qualquer navio que entrasse naquele espaço. Na mesma década, navios neutros foram atacados no Golfo Pérsico durante a guerra Irã-Iraque.

A capital da Coreia do Sul, Seul, fica a 40 km da fronteira com a Coreia do Norte, uma das mais vigiadas do mundo. Mas a área comercial impactada pode ser bem maior em caso de conflito, segundo Gary Chen, dono da Xinde Serviços Marítimos, que faz análise de riscos para a região. Chen observa que a cidade de Dalian, na China, está a cerca de 170 milhas da costa norte-coreana, enquanto a principal ilha do Japão fica a 320 milhas. Os fretes dos navios na região poderiam subir entre 20 e 30% caso estoure a guerra, forçando as embarcações a mudar de rota e aumentando assim o tempo gasto com transporte.

Desvio de rotas

Ainda que seja possível desviar os carregamentos para outros portos ou fazer as entregas por via terrestre, isso representaria uma elevação significativa dos custos. “É de se esperar que, caso a tensão se eleve ainda mais, os navios mercantes respondam evitando certas áreas ou portos, ou mesmo regiões inteiras”, diz David Attard, professor do Instituto de Direito Marítimo de Malta. “Isso de fato afetará as rotas de navegação, com possibilidade real de elevação dos preços”, aponta.

Três dos cinco maiores importadores de petróleo dividem fronteiras ou mares com a Coreia do Norte. Praticamente toda a importação de petróleo do Japão e da Coreia do Sul, assim como a maior parte da China, chega através de carregamentos marítimos. Combinados, os três países recebem um terço dos 39,9 milhões de barris que diariamente viajam ao redor do globo em navios petroleiros gigantes, segundo dados da companhia marítima Clarkson.

Cerca de 40% das exportações mundiais de produtos acabados e semiacabados de aço saem da China, da Coreia do Sul e do Japão. Os três países também respondem por 84% do comércio marítimo mundial de minério de ferro, de acordo com o Citigroup, e de 47% das importações via marítima de carvão, segundo a UBS.

No entanto, o preço das commodities não aponta tendência altista, mesmo com eventuais riscos geopolíticos, diz nota técnica do Citigroup, de 10 de agosto. O Índice de Commodities Bloomberg caiu 4,8% neste ano.

China tem alternativas

A China respondeu por 64% das importações de soja no ciclo 2016-2017, segundo o Departamento Norte-Americano de Agricultura, e é o maior importador mundial de arroz, com participação de 13%. O Japão é o maior comprador de milho no mercado internacional, e, combinados, os três países são destino final de 20% de todas as importações de grãos.

Quatro dos distritos aduaneiros do norte da China, próximo da Coreia do Norte, recebem cerca de 47% das importações de petróleo do país e 63% do carvão antracito, segundo a Administração Geral das Alfândegas. “O país não é tão dependente das importações via marítima como o Japão e a Coreia do Sul, já que possui uma rede de oleodutos e portos secos para receber petróleo, gás natural e carvão, e pode redirecionar petroleiros para os portos do sul ou transportar as commodities por terra”, afirma Lin Boqiang, diretor do Centro de Pesquisas Econômicas em Energia da Universidade de Xiamen.

“As importações chinesas podem enfrentar algumas inconveniências de curto prazo, com redirecionamento das cargas para outros portos, mas de modo geral não devem ser muita afetadas, uma vez que o suprimento de energia da China é muito diversificado e a península coreana não é fonte desses suprimentos”, completa Boqiang.

 

Fonte: Redação. Infografia: Gazeta do Povo.

 

Um tribunal da província canadense de Colúmbia Britânica condenou dois líderes religiosos pela prática de poligamia na última terça-feira.

Winston Blackmore, de 61 anos, tinha se casado com 24 mulheres, com quem teve um total de filhos estimado em 145.

Um ex-cunhado dele, James Oler, 53, se casou com cinco mulheres.

Ambos podem pegar até cinco anos de prisão.

Blackmorer e Older são membros da Bountiful, uma comunidade alternativa fundada em 1946 na Colúmbia Britânica e que conta com cerca de 1.500 pessoas. Os dois são ex-bispos de um ramo dissidente da Igreja Mórmon chamado Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo em Seus Últimos Dias (FLDS na sigla inglesa).

A comunidade e o braço canadense da FLDS vinham sendo investigadas pelas autoridades desde os anos 90.

James Oler chega ao tribunal

 

Direito de imagem

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James Oler casou com cinco mulheres

A seita também existe nos EUA e conta com 10 mil praticantes. Ao contrário da Igreja Mórmon, que aboliu a poligamia no final do século 19, a FLDS considera os casamentos múltiplos como um dos pilares de sua fé.

No Canadá, porém, a poligamia é ilegal, com base na Seção 293 do Código Penal.

Nem Blackmore nem Oler negaram ser polígamos no tribunal. E, após o anúncio da condenação, Blackmore disse à imprensa que "tinha sido condenado por viver de acordo com sua religião", e que nunca tinha escondido seus casamentos múltiplos.

"Depois de 27 anos de investigações e dezenas de milhões de dólares gastos, a única coisa comprovada é algo que nunca negamos. Nunca neguei minha fé", disse.

A FLDS também é polêmica por conta de seu ex-líder, o americano Warren Jeffs, considerado um profeta por seus seguidores. Jeffs, que excomungou Blackmore em 2002, e nomeou Oler como seu substituto no cargo de bispo da FLDS no Canadá, cumpre pena de prisão perpétua nos EUA por assédio sexual de menores de idade que considerava suas "esposas".

Uma investigação do FBI revelou que Jeffs promoveu vários casamentos ilegais de seus seguidores com menores de idade.

Blackmore, com seis filhas e alguns netos, em foto de 2008Direito de imagem

 

 

 

 

JONATHAN HAYWARD/THE CANADIAN PRESS

Image captionBlackmore tem total de filhos e filhas estimado em 145

A batalha legal contra a seita no Canadá, porém, esbarrou em problemas de interpretação da lei. Até que, em 2011, a Suprema Corte de Colúmbia Britânica determinou a constitucionalidade da leis antipoligamia, a pedido do governo da província.

O parecer da corte foi de que a Seção 293 era uma "restrição razoável" às liberdades religiosas.

Mas a condenação de Blackmore e Oler não deverá ser o último capítulo desta saga legal.

O advogado de Blackmore, Blair Suffredine, disse antes do veredito, que entraria com uma ação contra a Seção 293. Alguns comentaristas de assuntos legais acreditam que o caso pode chegar à Suprema Corte do Canadá.

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JR Esquadrias