Econômia (51)

 

A FGV/IBRE prevê que o aumento dos impostos sobre o combustível terá um peso de 0,4 ponto percentual na inflação

 

O aumento nos impostos PIS e Cofins cobrados sobre combustíveisanunciado na última quinta-feira (20) pelo governo, não deve afetar apenas a conta paga nos postos de gasolina. Outros produtos de diferentes áreas também podem ser impactados pela medida.

De acordo com André Braz, economista da FGV, a alta nos impostos dos combustíveis tem o poder de influenciar até mesmo com os alimentos.

“Vamos ter um impacto direto no IPCA [índice nacional de preços ao consumidor]. Por outro lado, teremos um impacto indireto nos produtos de gondola e até em passagens de ônibus e fretes”, disse Braz.

No aumento mais significativo, o governo dobrou a alíquota sobre o litro de gasolina: de 38 centavos para 79 centavos por litro. “Surpreendeu todo mundo. É mais do que dobrar”, afirmou Braz. O objetivo é gerar uma arrecadação extra de 10,4 bilhões de reais neste ano para cobrir o rombo nas contas públicas.

Honório Pinheiro, presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), ressalta que o aumento impacta “no transporte de matérias primas e de produtos industrializados, o que inevitavelmente acaba recaindo sobre o bolso do consumidor final”.

Já Telêmaco Genovesi, sócio e gestor do Grupo GGR, prevê que o impacto pode não ser imediato, mas que ainda será sentido. “Esse custo será repassado na inflação nos próximos meses, portanto, ainda sentiremos os efeitos desse aumento no futuro”, afirmou.

Na noite de quinta-feira, Temer disse que a decisão anunciada pelo governo de aumentar os impostos está em linha com a responsabilidade fiscal e será bem compreendida pela população.

Em nota, a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) repudiou a decisão do governo e disse que “esse acréscimo no valor dos combustíveis terá reflexo em toda a cadeia de abastecimento e irá penalizar todos os setores da sociedade”.

Previsão de inflação sobe

A FGV/IBRE prevê que o aumento dos impostos sobre o combustível terá um peso de 0,4 ponto percentual na inflação. Isso, porém, não é motivo para um temor, de acordo com Braz.

“Com esse impacto, o IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] deve fechar em algo como 3,30%, 3,50%… Deve ficar quase um ponto percentual abaixo da meta [que é de 4,5% para 2017]. Ainda temos uma folga mesmo com impactos dessa magnitude”, disse o economista.

Aumento na venda do etanol

Para Braz, a forte alta na alíquota sobre o litro de gasolina deve fazer com que o etanol seja mais procurado nos postos. A diferença entre os PIS/Cofins da gasolina e do etanol passou de 26 centavos para 46 centavos.

“Dos três combustíveis, a gasolina sofreu muito mais. O movimento do etanol é discreto e isso abre espaço para ele. O impacto vai ser menor. Talvez haja uma migração para o etanol tentando segurar um pouco o orçamento, apesar de render menos que a gasolina”, afirmou.

Fonte: veja.abril

O menor preço da gasolina encontrado em João Pessoa foi a R$ 3,05 (à vista) no posto Mastergás, em Tambaú. 

O preço do litro de gasolina mais barato de João Pessoa chegou a R$ 3,05, segundo pesquisa da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP). A redução é de quatro centavos em relação ao levantamento do dia 11 de julho.

O Procon-JP monitora os preços nos postos de combustíveis da capital duas vezes ao mês.

O menor preço da gasolina foi a R$ 3,05 (à vista) no posto Mastergás, em Tambaú. O maior preço da gasolina se manteve em relação ao último levantamento do Procon-JP, registrado a R$ 3,698.

A pesquisa de preços da gasolina em João Pessoa foi realizada em 104 postos em atividade. Em comparação com o levantamento anterior, 42 postos baixaram o valor do combustível, 53 mantiveram e quatro aumentaram.

Preço da gasolina no cartão

O secretário do Procon-JP, Ricardo Holanda, acrescenta que o consumidor deve ficar atento para os preços praticados à vista e no cartão. “Alertamos a quem for abastecer o veículo para prestar atenção a esse detalhe: o menor preço encontrado nesta pesquisa foi de R$ 3,05 no pagamento à vista, já no cartão, o valor passa a ser de R$ 3,45. Se essa diferenciação na forma de pagamento não estiver exposta de forma clara nos postos, o consumidor deve acionar o Procon-JP para fazer cumprir o que a legislação consumerista determina, que é a informação clara e precisa”, esclarece.

 

 

Com 2,6 milhões de barris por dia, país ultrapassa México e Venezuela, tradicionais produtores de petróleo. Isso se reflete em arrecadação de tributos, investimentos e emprego no Brasil

O amadurecimento da produção de petróleo no pré-sal tornou o Brasil o maior produtor da América Latina, à frente de México e Venezuela, países onde a produção está em queda. Isso se reflete em arrecadação de tributos, investimentos e emprego. Apenas de royalties, a União, estados e municípios já receberam R$ 4,7 bilhões neste ano, até abril, e R$ 3,6 bilhões de participações especiais.

Dados do Anuário Estatístico 2017 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis (ANP) mostram que os países produtores da Opep – o grupo com os maiores produtores de petróleo no mundo – registraram alta média de 3,2% na produção de petróleo em 2016, mesmo crescimento alcançado pelo Brasil.

Pelo menos no quesito “produção de petróleo”, podemos comparar o Brasil à Noruega. A produção brasileira cresceu mais em 2016 do que a do país nórdico, que é referência no assunto.

A expansão brasileira no setor também deixou para trás outros países do continente. A Venezuela, que enfrenta uma grave crise política, está reduzindo sua produção, com queda de 8,9% no ano passado. Já a produção de outro grande produtor latino, o México, caiu 5% no ano passado.

A produção petroleira no Brasil chegou a 2,6 milhões de barris/dia, contra 2,4 milhões do México e da Venezuela. Os Estados Unidos foram o maior produtor mundial de petróleo em 2016, com volume médio de 12,4 milhões de barris/dia (13,4% do total mundial). O Brasil ficou na nona posição.

“Entre os países que não fazem parte da Opep, o Brasil foi o responsável pelo maior crescimento da produção (3,2%), equivalente a 80 mil barris/dia. Outros países que registraram aumento foram Noruega (2,4%) e Omã (2,4%)”, aponta a ANP.

Pré–sal capitaneia crescimento da produção brasileira

A agência destaca que o pré-sal ajudou a trazer esse crescimento, com média de um milhão de barris/dia em 2016, pouco menos da metade do total produzido pelo Brasil no ano passado.

Também há muito gás natural no pré-sal. A ANP aponta que o crescimento de 7,9% apurado em 2016 deve fazer aumentar o interesse das empresas petroleiras na próxima rodada de leilões do pré-sal, que devem acontecer neste ano e nos próximos.

Com mais petróleo produzido no país, a necessidade de importação caiu e a quantidade exportada aumentou e bateu recorde. Segundo a ANP, o Brasil reduziu em 45% a necessidade de importação de óleo e as exportações bateram recorde com 798,2 mil barris/dia, aumento anual de 8,3%.

A arrecadação de royalties e participações especiais do petróleo (tanto do pré-sal como do pós-sal) foi de R$ 17,7 bilhões em 2016, sendo R$ 11,8 bilhões em royalties e R$ 5,9 bilhões em participação especial.

Nova política visa acelerar produção no país

O crescimento da produção petroleira tem sido perseguida pelo governo federal, que vem modernizando marcos do setor. Neste mês, o Ministério de Minas e Energia lançou a nova política de exploração e produção do setor, que tem como um dos principais objetivos acelerar a produção do combustível fóssil e do gás natural nessa reta final da era do petróleo. O texto foi construído sob a batuta do secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, Márcio Félix.

A estratégia é permitir o planejamento das rodadas de leilão, para que as empresas possam estudar e participar dos investimentos. A diversificação – levando a leilão áreas maduras e em áreas novas, em mar e terra, pré-sal e pós-sal, de pequeno e grande porte – também será valorizada. Serão apresentadas propostas de calendários de cinco anos para leilões de petróleo, define a polícia, o que dará previsibilidade aos investidores. Para este ano já está oficializada a realização da 2ª rodada de licitação de blocos na área do pré-sal. O bônus de assinatura a ser pago pelos vencedores do leilão é de R$ 3,4 bilhões.

Fonte: gazetadopovo

 

120 milhões de reais é a economia que vai gerar aos cofres da prefeitura de São Paulo anual, medida adotada pelo prefeito,promessa caso fosse eleito.

A 99 (ex-99 Taxis) foi a vencedora da licitação promovida pela prefeitura de São Paulo para ser a empresa de aplicativos de transporte que vai gerenciar toda a demanda por veículos do poder público municipal. A empresa derrotou seus maiores rivais nesse mercado, como Uber, Cabify e Easy, além das maiores cooperativas de táxi que prestam serviço na capital.

 
 

A prefeitura conta com uma frota estimada em 2 000 carros, que serão leiloados ou devolvidos para locadoras. O gasto anual fica em torno de 170 milhões de reais por ano. A estimativa é que essa despesa caia para 50 milhões de reais por ano. Com a diferença de 120 milhões de reais, a prefeitura poderia construir até 6 500 novas moradias populares ou 25 novas creches – mas a eventual economia não tem destino certo. A substituição da frota própria pelo uso de carros particulares e táxis foi uma das primeiras promessas do atual prefeito João Dória, anunciada no ano passado antes mesmo da sua posse.

A medida é elogiada por especialistas porque racionaliza o uso de carros a serviço do poder público, uma vez que vai eliminar o desperdício do tempo em que os automóveis oficiais ficam estacionados à espera do servidor. Mas os especialistas também dizem que a prefeitura deveria incentivar o uso do transporte público e de bicicletas pelos seus funcionários.

A licitação levou em conta critérios técnicos (como capilaridade da área coberta e tempo até o atendimento), além do fator preço – o quanto cada empresa se dispunha a cobrar da prefeitura por quilômetro percorrido a serviço da prefeitura. A 99 atendeu aos requisitos de qualidade e ofereceu a tarifa de 2,46 reais por quilômetro rodado. O contrato entre a prefeitura e a 99 foi assinado na sexta passada e já entrou em vigor, com duração de doze meses, e pode ser renovado.

A 99 conta atualmente com mais de 35 000 carros particulares em sua frota, além da maior parte dos 38 000 taxistas com registro em São Paulo. “O contrato reforça um dos propósitos da 99, que é ser uma das protagonistas no transporte urbano nas grandes cidades brasileiras”, disse Leandro Barankiewicz, diretor para o segmento corporativo e de novos negócios da 99.

Fonte: veja.abril.

Para Shannon O'Neil, pesquisadora sênior do think-tank Council of Foreign Relations (CFR), que edita a revista Foreign Affairs, a oferta de ações da empresa em Nova York pode ficar comprometida - mesmo com a delação em Brasília.

"Mesmo que a delação mostre que os líderes da JBS estão cooperando com a Justiça, o fato de eles estarem envolvidos (em um escândalo de corrupção) torna tudo mais dificil", disse O'Neil à BBC Brasil em Nova York. "Especialmente no caso dos investidores americanos, que podem não conhecer os meandros da política brasileira. Eles devem manter distância."

Corrupção

Procurada insistentemente pela reportagem ao longo da semana, a sede da JBS nos Estados Unidos disse que não comentaria o caso, nem respondeu sobre o IPO na bolsa de Nova York.

A preocupação da empresa com a repercussão internacional do caso pode ser percebida em um trecho de uma carta pública de desculpas, divulgada pelos irmãos na última quinta-feira, após a eclosão do escândalo.

"Em outros países fora do Brasil, fomos capazes de expandir nossos negócios sem transgredir valores éticos", ressalta Joesley Batista no texto, mirando o mercado estrangeiro.

Para O'Neil, o problema começa em terras brasileiras. "Ter seu nome ou o nome da sua empresa associados a potenciais vereditos de corrupção nunca é algo bom para quem está querendo entrar em um novo mercado", afirmou.

Shannon O'Neil

Direito de imagem

JORDAN MATTER

 

Image captionAnalista é pesquisadora do Council of Foreign Relations, que edita a revista 'Foreign Affairs'

"O Departamento de Justiça vai acompanhar o caso de perto. Se eles porventura tiverem violado algo na Lei Americana Anti-Corrupção no Exterior (FCPA, na sigla em inglês), eles podem ser investigados e processados por aqui", afirmou a analista.

Autoridades brasileiras apuram supostas irregularidades no financiamento das compras pela JBS das empresas Swift, National Beef e Pilgrim's Pride, todas nos Estados Unidos.

Antes da eclosão das denúncias do acordo de delação premiada, na última quarta-feira, a JBS havia sido alvo de quatro operações da Polícia Federal entre julho de 2016 e março de 2017.

A oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos, inicalmente prevista para o primeiro semestre deste ano, foi adiada para o segundo semestre.

'Ano difícil'

A especialista também avaliou os impactos da delação para o futuro de Michel Temer e do sistema político brasileiro. Segundo O'Neil, a imagem do país vinha se recuperando no exterior, mas "agora muito disso mudou".

"A comunidade internacional estava torcendo ou começando a acreditar que o Brasil tinha mudado de caminho. Inflação caindo, crescimento econômico sendo retomado, reformas como o teto do gastos, trabalhista e da Previdência caminhando. A comunidade internacional apoia fortemente o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn", disse.

Presidente Michel TemerDireito de imagem

REUTERS

 

Image captionDelações da JBS colocaram o governo Temer em uma situação ainda mais delicada

 

"Mas agora muito disso mudou. As reformas pararão e podem retroceder. Sua equipe economica continuará? Eu acredito que sim, independente do que acontecer com Temer, mas não aquela ideia de que o Brasil estava finalmente superando seus desafios e seguindo em frente e superando os escandalos da Lava Jato. Agora é pior, porque elas envolvem diretamente o presidente", diz.

A especialista completa: "Os problemas de Dilma durante o impeachment não estavam exatamente no âmbito da Lava Jato, eles tinham a ver com procedimentos orçamentários."

A reportagem pergunta se, frente à instabilidade política, seria melhor para o país que Temer continue ou deixe a presidência. "Neste momento, a habilidade dele para mudar as coisas é bastante limitada, mas é dificil saber o que está por vir", ponderou.

"Pode-se imaginar outro presidente interino para completar o mandato, mas esta pessoa será apenas alguém 'ocupando o cargo' até que um novo presidente seja realmente eleito. Então, acho que ele continuando ou saindo, o Brasil terá um ano difícil pela frente."

Domingo, 21 Maio 2017 21:54

LEI DA GORJETA AGRADA GARÇONS E PATRÕES

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 Deste modo, o texto estabelece que toda a gorjeta é direto dos funcionários, e que os empregados devem fazer o rateiro entre eles

“A lei é uma coisa boa, pois o combinado não sai caro”, disse o garçom Antônio Marco. Entretanto, o profissional não está surpreso, pois já trabalha com essa remuneração extra há muito tempo. “A gente já vem trabalhando assim, pois há tempos o sindicato vem atuando dentro dos padrões da nova lei”, acrescentou.

Para o diretor do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares do DF (Sechosc), Leonardo Bezerra Pereira, a regulamentação normatiza uma situação que já era discutido há tempos. “Essa foi uma questão que sempre gerou inconveniência, pois a lei normativa não existia. Contudo, desde 2011 nós vinhamos acompanhando a tramitação do processo no Congresso. O modelo que o Sechosc trabalha é um dos exemplos adotados pela lei”, disse.

Já presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares do Distrito Federal, Jael Antônio da Silva, disse que lei veio como solução para um impasse que sempre gerou problemas para os patrões. ”Ela [a lei] trouxe uma segurança jurídica para o empresariado, tendo em vista a regulamentação. Já que havia muita demanda de processos trabalhistas por conta da falta de regulamentação da divisão de gorjeta”, explicou.

Detalhes

A lei altera alguns pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), especificamente no Artigo 457, que regulamenta a divisão das gorjetas entre os funcionários dos estabelecimentos, tais como garções, caixas, cozinheiros, zeladores etc, permitindo alterações no porcentual da gorjeta destinada a arcar com encargos trabalhistas e clareza na divisão entre a equipe de funcionários.

Para a lei, tanto os 10% normalmente cobrados pelo estabelecimento, quanto qualquer valor a mais dado pelo cliente, tudo é considerado gorjeta, pois a gratificação não é uma receita dos patrões, mas dos funcionários. “A gorjeta deve ser dividida para toda a equipe, pois os cozinheiros, zeladores etc também cooperam com uma boa prestação de serviço.”, disse Jael Antônio.

Pela lei, tudo agora é contabilizado no contracheque. Deste modo, o texto estabelece que toda a gorjeta é direto dos funcionários, e que os empregados devem fazer o rateiro entre eles. Porém, tudo deve ser discutido em assembleia. Nas empresas com mas de 60 funcionários, deverá ser constituída uma comissão para acompanhar e fiscalizar a cobrança e distribuição da gorjeta.

A lei determina que as empresas devem registrar na carteira de trabalho e na contribuição da Previdência Social o valor fixo do salário dos seus funcionários, mas também uma média dos valores recebidos em gorjeta durante o período de doze meses.

Antônio Marcos entende que o lançamento do valor médio na Carteira de Trabalho gera  estabilidade. “Acho melhor, pois nas nossas férias, quando não estamos recebendo gorjetas, o nosso salário vem com um valor calculado com a média anual de gorjetas”. Avaliou.

 

*Estagiário sob a supervisão de Aécio Amado

Segunda, 27 Março 2017 20:09

Carne Fraca: Brasil pode ter prejuízo bilionário

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Especialista ressalta relação entre governo e grandes corporações

 

Da Ansa / O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . br

O escândalo internacional gerado pela megaoperação da Polícia Federal (PF), batizada de "Carne Fraca", abalou a imagem da produção de carne brasileira diante de seus maiores compradores pelo mundo.

Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, só no dia 21 de março, a média de exportações caiu de cerca de R$ 197 milhões para aproximadamente R$ 230 mil. "Estamos falando de números estratosféricos", disse Maggi estimando um prejuízo de R$ 4,6 bilhões por ano conforme os desdobramentos da Carne Fraca forem avançando.

Até o momento, grandes importadores já 
anunciaram suspensão total ou parcial de compra referente às 21 unidades afetadas pelas revelações da PF.  Entre eles, China, Japão, Suíça, Chile, Hong Kong, Egito e União Europeia.

Gigante da exportação

Quatro destes países estão entre os maiores importadores de 2016. Hong Kong aparece como líder no ranking, tendo importado 285 mil quilos de carne, em mais de R$ 3 bilhões em negócios, seguido por China (R$ 703 milhões) e Egito (R$ 550 milhões).

Dados oficiais do governo mostram que o Brasil exportou, em 2016, mais de 1 milhão de toneladas de carne bovina, sendo que o país corresponde a 20% do mercado internacional de bovinos, suínos e aves. Ainda conforme as informações do Ministério, o setor movimenta cerca de R$ 43 bilhões por ano em exportações.


O escândalo

No entanto, as mais de 350 páginas do relatório da PF, divulgadas na última sexta-feira, colocaram sombra para além dos 21 frigoríficos investigados – impedidos de exportar carne para fora do país pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Isso porque, entre as empresas investigadas estão duas das maiores do setor no mundo, a Brasil Foods (BRF) e a JBS.

De acordo com a PF, um grupo de fiscais e executivos é suspeito de negociar propinas para liberar –tanto para o comércio interno quanto para o externo – carne fora das especificações e dos padrões de qualidade exigidos.


O governo e as grandes corporações

Para o professor de comércio exterior da Universidade Mackenzie, Arnaldo Francisco Cardoso, a situação trará problemas econômicos "no curto prazo” e ainda, “talvez no médio prazo". Além disso, Cardoso ressaltou um ponto muito importante: as relações entre grandes corporações e o Estado.

"O que eu vejo desse episódio, o valor mais significativo, é o fato de que esse escândalo traz problemas estruturais e não conjunturais. Em 2006, o Brasil enfrentou um grande surto de febre aftosa e, nesse momento, abalou bastante o nosso fluxo de exportação de carne, mas a resolução ocorreu no curto prazo. Mas, esse episódio traz um caso estrago muito significativo para a imagem desse setor, das empresas e da própria imagem país", alerta o professor.


Falha de relacionamento

Naquele ano, os maiores compradores de carne do Brasil também embargaram o produto, gerando um grande prejuízo econômico e forçando as autoridades a fazer uma adequação do rebanho brasileiro, mudando práticas e técnicas.

"Esse processo de qualificação dessas empresas no comércio internacional tem mostrado para a gente que ele não foi acompanhado na melhora de um padrão do relacionamento entre essas grandes corporações e o Estado brasileiro com seus vários agentes públicos", ressalta.


“Divisor de águas”

Para Cardoso, a operação Carne Fraca pode ser um "divisor de águas" se for bem utilizada pelo governo. O professor destaca que, no atual momento vivido pelo Brasil, envolvido em outros escândalos de corrupção, essa é mais uma oportunidade para tentar mudar o cenário da economia brasileira.

"Impactos na balança comercial devem ocorrer, mas não considero que seja o elemento mais importante dessa crise. Mas, sim de trazer a tona, de evidenciar em mais esse segmento da economia brasileira, esse padrão de relacionamento entre grandes corporações e do Estado brasileiro que são insustentáveis", conclui.

Segunda, 27 Março 2017 18:24

A empresa JBS retoma produção de carne bovina

Escrito por

A suspensão das atividades da JBS aconteceu após a deflagração da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal

 

blogdobg
 

A JBS retomou nesta segunda-feira (27) o abate de carne bovina nas suas unidades. A companhia havia suspendido por três dias a produção em 33 das 36 unidades da empresa que, a partir desta semana, vão operar com redução de 35% da capacidade produtiva.

A empresa informou que “está avaliando a retomada de sua capacidade produtiva após o fim do bloqueio das importações por parte de China, Chile e Egito, mas continua aguardando a definição de importantes mercados importadores como União Europeia e Hong Kong”.

A suspensão das atividades da JBS aconteceu após a deflagração da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que investiga um esquema de suborno a fiscais agropecuários para liberação da venda de carnes inadequadas para o consumo. A Seara, uma das marcas da JBS, teve a unidade da Lapa (PR) citada no esquema, devido a supostas irregularidades no procedimento de Certificação Sanitária.

Pelo menos 19 países e a União Europeia suspenderam total ou parcialmente as importações de carnes brasileiras após o anúncio da Operação Carne Fraca. Mais quatro países, entre eles os Estados Unidos, reforçaram o controle sanitário para entrada do produto brasileiro.

 

Agência Brasil


 

 

Especialistas sem emprego no Brasil podem tentar a vida mundo afora; profissionais de áreas como tecnologia levam vantagem

Gazetadopovo/Giorgio Dal Molin

Ainda que as crises imigratórias, especialmente de refugiados da Ásia e África, e políticas de restrições contra ondas de estrangeiros dominem as manchetes, há um tipo de “cidadão do mundo” bem visto, e disputado pelos países desenvolvidos.

A disputa por mão de obra qualificada envolve boa parte dos países desenvolvidos. Desde os imensos Canadá e Austrália, até os pequenos Portugal e Cingapura. Até mesmo os Estados Unidos de Donald Trump mantêm políticas que facilitam os vistos para pessoas qualificadas – como os engenheiros escolhidos a dedo pelas gigantes do Vale do Silício.

Empresas e universidades costumam promover ativamente a busca por estrangeiros. Há casos extremos, como o da indústria de tecnologia de Wellington, na Nova Zelândia, que se propôs a pagar a passagem aérea dos candidatos.

Confira os dados de desemprego entre estrangeiros pelo mundo

Diretora de programas globais de Engenharia da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, a brasileira Maria Claudia Alves explica como funciona a busca: “Nosso foco é atrair pesquisadores e profissionais para mestrado e doutorado. Construímos parcerias com professores de todo o mundo e temos bastante cuidado nessa seleção. Caso se estabeleça no país, a ideia também é que ele mantenha os laços com o país de origem”, explica.

Boas oportunidades no exterior, geralmente, estão relacionadas às ciências da saúde, engenharias, tecnologia da informação e contabilidade (veja mais nesta página). As oportunidades para “especialistas” estão concentradas em três continentes, segundo Daniel Magalhães, diretor da Global Visa – rede de franquias de vistos: América do Norte, Europa e Oceania.

 

Terras de Oportunidades

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Arquivo pessoal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maria Claudia destaca que os Estados Unidos estão sempre dispostos a recrutar talentos. “A maneira mais eficiente é certamente através de programas acadêmicos. Eles aumentam o networking e a possibilidade de conseguir visto de trabalho”, opina Maria Claudia. Outra forma de entrar no mercado norte-americano é aplicar para vagas em que a empresa se disponha a patrocinar o visto de trabalho. “Normalmente são profissionais muito especializados, pois há muitos custos financeiros e burocráticos”, diz.

O Canadá também traz oportunidades. Magalhães estima que 80% das vagas para especialistas estrangeiros no Canadá sejam relacionadas às especializações tecnológicas. Ele confirma que o país, já há algum tempo, demanda mão de obra importada devido ao rápido desenvolvimento econômico.

Para brasileiros driblarem a “crise de imigração” na Europa, Portugal pode ser uma boa porta de entrada para a inserção no mercado de trabalho europeu. Em novembro de 2016, em reunião no Itamaraty, o presidente português, Marcelo Rebelo propôs um acordo de permissão para que os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa possam residir, trabalhar e ter direitos sociais em nações lusófonas. O documento final deve ser assinado em nova reunião, em Cabo Verde, em 2018.

Austrália e Nova Zelândia têm, respectivamente, 15% e 20% de estrangeiros em sua população. O diretor da Global Visa diz que a maneira mais fácil de começar a trabalhar nesses países é fazendo cursos de idiomas ou outros, pois há permissão de trabalho enquanto se estuda em ambos os países.

 

América do Norte e sonho americano

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O designer Daniel Trezub e a jornalista Priscilla Fogiato deixaram Curitiba rumo ao Canadá em 2013.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diretor da consultoria Global Visa, Daniel Magalhães lembra que o Canadá tradicionalmente precisa de mão de obra especializada importada. “Mas não pense que o emprego é fácil. A preferência sempre é por quem tem o idioma nativo”, avisa Daniel Trezub, de Montreal. Designer de formação, ele trabalha com testes de jogos eletrônicos. Casado com a jornalista Priscilla Fogiato, eles saíram de Curitiba em 2013 rumo ao Canadá.

“Levamos quase três anos nos planejando. Estudamos no Brasil até termos o domínio da língua [francesa e inglesa], fizemos as contas de quanto deveríamos levar de dinheiro para pelo menos seis meses. Tudo em busca de melhor qualidade de vida”, conta Priscila. Hoje, ela é coordenadora de equipe em uma empresa de jogos de Montreal.

O casal adverte brasileiros que pensam ser fácil conseguir visto e que basta desembarcar para conseguir espaço. “Antes de viajar, prepare-se, pesquise, faça as contas. Experimente aplicar para as vagas antes de sair do Brasil. Muitos profissionais que chegam ao Canadá precisam voltar a estudar para conseguirem revalidação do diploma”, orienta Priscilla. Ela conta que há brasileiros que chegam a levar um ano para conseguirem emprego. “E tem aqueles que desistem por não se adaptarem ao frio e à cultura”, emenda Daniel.

Isso não impede, contudo, que pessoas de diferentes áreas consigam se encaixar. Para a diretora de programas globais de Engenharia da Universidade Texas A&M, Maria Claudia, “os brasileiros que chegam aqui [na universidade] têm um nível técnico alto”, diz ela. “Brasileiros também conseguem ter sucesso em áreas mais subjetivas, como artes e esportes”, completa Magalhães. A história de Maria Claudia ilustra bem essas alternativas.

Tenista na adolescência, a catarinense terminou o ensino médio no Brasil e ganhou bolsa de estudos em Marketing na Universidade Lynn, na Florida, e fez mestrado na Texas A&M com apoio da Fundação Estudar (Brasil) e da própria universidade, trabalhando meio período no campus. Após passar por uma agência de marketing em Miami, foi chamada para uma posição na universidade texana.

Uma amostra do capital intelectual estrangeiro é que 51% das startups norte-americanas com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão têm imigrantes em seu quadro de fundadores, segundo a Fundação Nacional de Políticas Americanas. A diretora universitária destaca algumas áreas em ascensão, como saúde e agronegócios. “Os brasileiros têm conhecimentos específicos e necessários nesse campo”, resume.

Antes de tentar imigrar, vale o alerta: nos Estados Unidos, por lei, a preferência de preenchimento de vagas é para cidadãos norte-americanos, explica o diretor da Global Visa. Trabalhar na informalidade é uma opção arriscada. “Essas pessoas se programam para ir e ganhar dinheiro, mas depois, se conseguirem o objetivo, não podem mais voltar para os Estados Unidos, nem a turismo, como punição”, afirma o diretor da Global Visa.

Portanto, o mais recomendado é entrar no mercado por vagas de mestrado e doutorado. “Temos vários casos de estudantes que vieram para os Estados Unidos com a bolsa de mestrado do Programa Ciência Sem Fronteiras, do Governo Federal, e que foram convidados para doutorados patrocinados pelas próprias universidades”, incentiva Maria Claudia.

 

Europa: sem cidadania, com bom currículo

Ter a cidadania de algum país  da União Europeia facilita a entrada? Certamente, mas nada substitui uma boa especialização. Portugal pode ser um ponto de partida, e o caso do curitibano Guilherme Candido Hartmann ilustra bem isso. Com graduação em Ciência da Computação e pós em Jogos Digitais, conseguiu entrar no Mestrado de TI em Coimbra 2006.

“Era um período em que eu podia largar tudo, viajar. A aplicação foi fácil, bastou enviar meu currículo, informações de diploma e histórico escolar. Durante o próprio curso, trabalhei dentro de empresas que ficavam ‘encubadas’ na universidade. Percebi também que o conhecimento técnico do Brasil em tecnologia traz uma base muita boa para os padrões internacionais”, afirma Guilherme.

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Arquivo pessoal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com o diploma em mãos, ele conta que passou um tempo trabalhando na Alemanha, em 2007, antes de voltar ao Brasil. Após seis meses em Curitiba, foi aprovado em uma vaga com seu perfil na Redecard, em São Paulo. Ainda empregado, três anos depois resolveu fazer as malas, desta vez, com destino ao Reino Unido.

Acompanhado da noiva, hoje esposa, eles fizeram o pedido de visto de trabalho sozinhos, pela internet. O Governo Britânico solicitou dados como certificação de proficiência em inglês, entre outros fatores. “Apliquei para visto de mão de obra altamente especializada. Bastaram algumas traduções para fazer uma simulação [de capacidade e avaliação de perfil] online e ter a aprovação. Em menos de duas semanas já estava com o visto em mãos”, relata.

A ideia inicial era fazer MBA fora do Brasil, para trabalhar de dia e estudar a noite. “Arrumei um apartamento perto da London Business School e comecei a ter interatividade com a universidade, a formar contatos e a conhecer os produtos de educação deles. Acabei fazendo um curso de um ano de Educação Executiva em Investimento de Negócios”, conta. A inserção no mercado de trabalho, contudo, não foi das mais fáceis.

“No começo foi difícil, pois precisava de um emprego para ter dinheiro para moradia e a estrutura é muito diferente do Brasil. A falta de experiência no mercado de trabalho britânico é o limitante. Então, aceitei um emprego com o salário de praticamente a metade do que uma pessoa de alta performance ganharia na área de engenharia de softwares. Como a experiência que eu tinha já era de quase 10 anos, fui ganhando novas responsabilidades. Isso ajudou no momento de mudar de empresa”, conta.

Após um ano, Guilherme conseguiu um contrato de prestação de serviços de desenvolvimento de softwares com um grande banco local. E assim está há cinco anos: bem empregado e especializado. Recentemente, inclusive, obteve cidadania inglesa. Mas ele dá a dica para quem quer “pular” fora do Brasil:

“A maneira de trabalhar é muito diferente em cada lugar que passei. Já fiz projetos com franceses, alemães, russos e indianos. Eu me adapto melhor ao estilo inglês, em que a preocupação é unicamente na entrega e não na quantidade de horas de trabalho. Inclusive, quem faz hora extra por aqui pode ser visto como incompetente porque não conseguiu entregar o trabalho durante o expediente”, aconselha.

Para quem quer seguir os passos do profissional britânico-brasileiro, fica a dica: a inserção no mercado de trabalho em Portugal deve ser ainda mais fácil até o fim de 2018.

 

Oceania abriga brasileiros com alta escolaridade

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Em alguns países, o Brasil acaba sendo um dos maiores exportadores de talentos. Proporcionalmente, os brasileiros são os imigrantes com maior nível de escolaridade na Austrália, segundo estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

No país, 82,6% possuem pelo menos o grau universitário - 51,3% graduação e 31,3% pós-graduação. Comparada aos australianos, a porcentagem de brasileiros com mestrado ou doutorado vivendo na Austrália é de 9,37% contra 1,9%.

Daniel Magalhães, diretor da Global Visa, diz que forma mais fácil de começar a trabalhar na Austrália e na vizinha Nova Zelândia é fazendo cursos de idiomas ou outros, pois há permissão de trabalho enquanto se estuda em ambos os países. A pesquisa da UFF mostra exatamente isso: praticamente 80% dos entrevistados saíram do Brasil com visto de estudante e demonstraram interesse em permanecer no país.

No que depender de Rachel Belle, ela vai “engrossar” essa lista. Após oito anos trabalhando com comunicação empresarial no Brasil, desembarcou em Sidney em 2016 para realizar o sonho de ser chef de cozinha. Ela estudou inglês por cinco meses no país e começou um curso de gastronomia.

“Confesso que está sendo muito melhor que esperava. Consegui emprego como auxiliar de cozinha em um dos restaurantes ‘top 100’ do mundo. Não penso em voltar para o Brasil”, afirma.

Rachel destaca que a segurança e o fator da multicultural contribuem para a imensidão de estrangeiros na Oceania, além da forte necessidade de “importar” profissionais de diversas áreas, conforme as listas divulgadas pelos governos australiano e neozelandês. A cidade de Wellington, na Nova Zelândia, chegou a oferecer viagens gratuitas a profissionais de TI para fazerem turismo e entrevistas de emprego.

 

América Latina também traz oportunidades

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Países vizinhos também recebem grande volume de imigrantes do Brasil. O Paraguai, por exemplo, é o segundo país do mundo em que há mais brasileiros: 350 mil. Em toda a América do Sul são 550 mil (tirando o próprio Brasil, claro).

Um facilitador para imigrar é o Acordo de Residência para Nacionais dos Estados Parte do Mercosul, de 2002. Este trâmite é o primeiro passo para poder trabalhar legalmente em um dos países cinco membros do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, além de Chile, Bolívia, Equador, Colômbia e Peru. Os contatos de cada país são encontrados na página oficial do Mercosul.

Na terra dos Andes, outro meio é provar vínculo para garantir visto de trabalho por dois anos, podendo ser renovado. Gerson Vaz é um exemplo. Há pouco mais de dois anos ele deixou Curitiba para assumir o posto de gerente nacional de vendas da GM em Santiago.

“A GM tem alguns programas no exterior em que a oportunidade se dá por necessidade da organização, seja para desenvolver um profissional ou para aproveitar a experiência dos mais ‘rodados’. No meu caso, vim para trazer algumas experiências de vendas”, diz.

Gerson destaca que o mercado automobilístico brasileiro é o maior da América do Sul, o que gera um ganho significativo de experiência em termos de processos de vendas, comunicação com os clientes e relacionamento com as redes de concessionárias. Isto favorece “chamados” desse tipo. “Agora, nos próximos meses, voltarei ao Brasil atendendo a um chamado da empresa”, diz.

Para ele, contudo, não basta estar com a documentação em dia. “Independentemente do país, você tem que, rapidamente se integrar à cultura, falar o idioma, participar das festas, curtir a comida, entender a história. É uma questão de respeito com as pessoas e uma forma de adaptação rápida. Eu, por exemplo, quando cheguei, logo comprei uma camisa da seleção chilena, ‘la Roja’ pois ‘la inchada’ (a torcida) é fanática e assim consegui me aproximar das equipes de trabalho”, orienta o profissional da GM.

Desocupação

Desemprego entre estrangeiros é maior na Europa. Oceania e Estados Unidos possuem índices menores, segundo levantamento da OCDE.

Índice de desemprego entre imigrantes, em %

Fonte: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE. Infografia: Gazeta do Povo.

 

Especialistas sem emprego no Brasil podem tentar a vida mundo afora; profissionais de áreas como tecnologia levam vantagem

Gazetadopovo/Giorgio Dal Molin

Ainda que as crises imigratórias, especialmente de refugiados da Ásia e África, e políticas de restrições contra ondas de estrangeiros dominem as manchetes, há um tipo de “cidadão do mundo” bem visto, e disputado pelos países desenvolvidos.

A disputa por mão de obra qualificada envolve boa parte dos países desenvolvidos. Desde os imensos Canadá e Austrália, até os pequenos Portugal e Cingapura. Até mesmo os Estados Unidos de Donald Trump mantêm políticas que facilitam os vistos para pessoas qualificadas – como os engenheiros escolhidos a dedo pelas gigantes do Vale do Silício.

Empresas e universidades costumam promover ativamente a busca por estrangeiros. Há casos extremos, como o da indústria de tecnologia de Wellington, na Nova Zelândia, que se propôs a pagar a passagem aérea dos candidatos.

Confira os dados de desemprego entre estrangeiros pelo mundo

Diretora de programas globais de Engenharia da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, a brasileira Maria Claudia Alves explica como funciona a busca: “Nosso foco é atrair pesquisadores e profissionais para mestrado e doutorado. Construímos parcerias com professores de todo o mundo e temos bastante cuidado nessa seleção. Caso se estabeleça no país, a ideia também é que ele mantenha os laços com o país de origem”, explica.

Boas oportunidades no exterior, geralmente, estão relacionadas às ciências da saúde, engenharias, tecnologia da informação e contabilidade (veja mais nesta página). As oportunidades para “especialistas” estão concentradas em três continentes, segundo Daniel Magalhães, diretor da Global Visa – rede de franquias de vistos: América do Norte, Europa e Oceania.

 

Terras de Oportunidades

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Maria Claudia destaca que os Estados Unidos estão sempre dispostos a recrutar talentos. “A maneira mais eficiente é certamente através de programas acadêmicos. Eles aumentam o networking e a possibilidade de conseguir visto de trabalho”, opina Maria Claudia. Outra forma de entrar no mercado norte-americano é aplicar para vagas em que a empresa se disponha a patrocinar o visto de trabalho. “Normalmente são profissionais muito especializados, pois há muitos custos financeiros e burocráticos”, diz.

O Canadá também traz oportunidades. Magalhães estima que 80% das vagas para especialistas estrangeiros no Canadá sejam relacionadas às especializações tecnológicas. Ele confirma que o país, já há algum tempo, demanda mão de obra importada devido ao rápido desenvolvimento econômico.

Para brasileiros driblarem a “crise de imigração” na Europa, Portugal pode ser uma boa porta de entrada para a inserção no mercado de trabalho europeu. Em novembro de 2016, em reunião no Itamaraty, o presidente português, Marcelo Rebelo propôs um acordo de permissão para que os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa possam residir, trabalhar e ter direitos sociais em nações lusófonas. O documento final deve ser assinado em nova reunião, em Cabo Verde, em 2018.

Austrália e Nova Zelândia têm, respectivamente, 15% e 20% de estrangeiros em sua população. O diretor da Global Visa diz que a maneira mais fácil de começar a trabalhar nesses países é fazendo cursos de idiomas ou outros, pois há permissão de trabalho enquanto se estuda em ambos os países.

 

América do Norte e sonho americano

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O designer Daniel Trezub e a jornalista Priscilla Fogiato deixaram Curitiba rumo ao Canadá em 2013.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diretor da consultoria Global Visa, Daniel Magalhães lembra que o Canadá tradicionalmente precisa de mão de obra especializada importada. “Mas não pense que o emprego é fácil. A preferência sempre é por quem tem o idioma nativo”, avisa Daniel Trezub, de Montreal. Designer de formação, ele trabalha com testes de jogos eletrônicos. Casado com a jornalista Priscilla Fogiato, eles saíram de Curitiba em 2013 rumo ao Canadá.

“Levamos quase três anos nos planejando. Estudamos no Brasil até termos o domínio da língua [francesa e inglesa], fizemos as contas de quanto deveríamos levar de dinheiro para pelo menos seis meses. Tudo em busca de melhor qualidade de vida”, conta Priscila. Hoje, ela é coordenadora de equipe em uma empresa de jogos de Montreal.

O casal adverte brasileiros que pensam ser fácil conseguir visto e que basta desembarcar para conseguir espaço. “Antes de viajar, prepare-se, pesquise, faça as contas. Experimente aplicar para as vagas antes de sair do Brasil. Muitos profissionais que chegam ao Canadá precisam voltar a estudar para conseguirem revalidação do diploma”, orienta Priscilla. Ela conta que há brasileiros que chegam a levar um ano para conseguirem emprego. “E tem aqueles que desistem por não se adaptarem ao frio e à cultura”, emenda Daniel.

Isso não impede, contudo, que pessoas de diferentes áreas consigam se encaixar. Para a diretora de programas globais de Engenharia da Universidade Texas A&M, Maria Claudia, “os brasileiros que chegam aqui [na universidade] têm um nível técnico alto”, diz ela. “Brasileiros também conseguem ter sucesso em áreas mais subjetivas, como artes e esportes”, completa Magalhães. A história de Maria Claudia ilustra bem essas alternativas.

Tenista na adolescência, a catarinense terminou o ensino médio no Brasil e ganhou bolsa de estudos em Marketing na Universidade Lynn, na Florida, e fez mestrado na Texas A&M com apoio da Fundação Estudar (Brasil) e da própria universidade, trabalhando meio período no campus. Após passar por uma agência de marketing em Miami, foi chamada para uma posição na universidade texana.

Uma amostra do capital intelectual estrangeiro é que 51% das startups norte-americanas com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão têm imigrantes em seu quadro de fundadores, segundo a Fundação Nacional de Políticas Americanas. A diretora universitária destaca algumas áreas em ascensão, como saúde e agronegócios. “Os brasileiros têm conhecimentos específicos e necessários nesse campo”, resume.

Antes de tentar imigrar, vale o alerta: nos Estados Unidos, por lei, a preferência de preenchimento de vagas é para cidadãos norte-americanos, explica o diretor da Global Visa. Trabalhar na informalidade é uma opção arriscada. “Essas pessoas se programam para ir e ganhar dinheiro, mas depois, se conseguirem o objetivo, não podem mais voltar para os Estados Unidos, nem a turismo, como punição”, afirma o diretor da Global Visa.

Portanto, o mais recomendado é entrar no mercado por vagas de mestrado e doutorado. “Temos vários casos de estudantes que vieram para os Estados Unidos com a bolsa de mestrado do Programa Ciência Sem Fronteiras, do Governo Federal, e que foram convidados para doutorados patrocinados pelas próprias universidades”, incentiva Maria Claudia.

 

Europa: sem cidadania, com bom currículo

Ter a cidadania de algum país  da União Europeia facilita a entrada? Certamente, mas nada substitui uma boa especialização. Portugal pode ser um ponto de partida, e o caso do curitibano Guilherme Candido Hartmann ilustra bem isso. Com graduação em Ciência da Computação e pós em Jogos Digitais, conseguiu entrar no Mestrado de TI em Coimbra 2006.

“Era um período em que eu podia largar tudo, viajar. A aplicação foi fácil, bastou enviar meu currículo, informações de diploma e histórico escolar. Durante o próprio curso, trabalhei dentro de empresas que ficavam ‘encubadas’ na universidade. Percebi também que o conhecimento técnico do Brasil em tecnologia traz uma base muita boa para os padrões internacionais”, afirma Guilherme.

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Com o diploma em mãos, ele conta que passou um tempo trabalhando na Alemanha, em 2007, antes de voltar ao Brasil. Após seis meses em Curitiba, foi aprovado em uma vaga com seu perfil na Redecard, em São Paulo. Ainda empregado, três anos depois resolveu fazer as malas, desta vez, com destino ao Reino Unido.

Acompanhado da noiva, hoje esposa, eles fizeram o pedido de visto de trabalho sozinhos, pela internet. O Governo Britânico solicitou dados como certificação de proficiência em inglês, entre outros fatores. “Apliquei para visto de mão de obra altamente especializada. Bastaram algumas traduções para fazer uma simulação [de capacidade e avaliação de perfil] online e ter a aprovação. Em menos de duas semanas já estava com o visto em mãos”, relata.

A ideia inicial era fazer MBA fora do Brasil, para trabalhar de dia e estudar a noite. “Arrumei um apartamento perto da London Business School e comecei a ter interatividade com a universidade, a formar contatos e a conhecer os produtos de educação deles. Acabei fazendo um curso de um ano de Educação Executiva em Investimento de Negócios”, conta. A inserção no mercado de trabalho, contudo, não foi das mais fáceis.

“No começo foi difícil, pois precisava de um emprego para ter dinheiro para moradia e a estrutura é muito diferente do Brasil. A falta de experiência no mercado de trabalho britânico é o limitante. Então, aceitei um emprego com o salário de praticamente a metade do que uma pessoa de alta performance ganharia na área de engenharia de softwares. Como a experiência que eu tinha já era de quase 10 anos, fui ganhando novas responsabilidades. Isso ajudou no momento de mudar de empresa”, conta.

Após um ano, Guilherme conseguiu um contrato de prestação de serviços de desenvolvimento de softwares com um grande banco local. E assim está há cinco anos: bem empregado e especializado. Recentemente, inclusive, obteve cidadania inglesa. Mas ele dá a dica para quem quer “pular” fora do Brasil:

“A maneira de trabalhar é muito diferente em cada lugar que passei. Já fiz projetos com franceses, alemães, russos e indianos. Eu me adapto melhor ao estilo inglês, em que a preocupação é unicamente na entrega e não na quantidade de horas de trabalho. Inclusive, quem faz hora extra por aqui pode ser visto como incompetente porque não conseguiu entregar o trabalho durante o expediente”, aconselha.

Para quem quer seguir os passos do profissional britânico-brasileiro, fica a dica: a inserção no mercado de trabalho em Portugal deve ser ainda mais fácil até o fim de 2018.

 

Oceania abriga brasileiros com alta escolaridade

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Em alguns países, o Brasil acaba sendo um dos maiores exportadores de talentos. Proporcionalmente, os brasileiros são os imigrantes com maior nível de escolaridade na Austrália, segundo estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

No país, 82,6% possuem pelo menos o grau universitário - 51,3% graduação e 31,3% pós-graduação. Comparada aos australianos, a porcentagem de brasileiros com mestrado ou doutorado vivendo na Austrália é de 9,37% contra 1,9%.

Daniel Magalhães, diretor da Global Visa, diz que forma mais fácil de começar a trabalhar na Austrália e na vizinha Nova Zelândia é fazendo cursos de idiomas ou outros, pois há permissão de trabalho enquanto se estuda em ambos os países. A pesquisa da UFF mostra exatamente isso: praticamente 80% dos entrevistados saíram do Brasil com visto de estudante e demonstraram interesse em permanecer no país.

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“Confesso que está sendo muito melhor que esperava. Consegui emprego como auxiliar de cozinha em um dos restaurantes ‘top 100’ do mundo. Não penso em voltar para o Brasil”, afirma.

Rachel destaca que a segurança e o fator da multicultural contribuem para a imensidão de estrangeiros na Oceania, além da forte necessidade de “importar” profissionais de diversas áreas, conforme as listas divulgadas pelos governos australiano e neozelandês. A cidade de Wellington, na Nova Zelândia, chegou a oferecer viagens gratuitas a profissionais de TI para fazerem turismo e entrevistas de emprego.

 

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Países vizinhos também recebem grande volume de imigrantes do Brasil. O Paraguai, por exemplo, é o segundo país do mundo em que há mais brasileiros: 350 mil. Em toda a América do Sul são 550 mil (tirando o próprio Brasil, claro).

Um facilitador para imigrar é o Acordo de Residência para Nacionais dos Estados Parte do Mercosul, de 2002. Este trâmite é o primeiro passo para poder trabalhar legalmente em um dos países cinco membros do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, além de Chile, Bolívia, Equador, Colômbia e Peru. Os contatos de cada país são encontrados na página oficial do Mercosul.

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“A GM tem alguns programas no exterior em que a oportunidade se dá por necessidade da organização, seja para desenvolver um profissional ou para aproveitar a experiência dos mais ‘rodados’. No meu caso, vim para trazer algumas experiências de vendas”, diz.

Gerson destaca que o mercado automobilístico brasileiro é o maior da América do Sul, o que gera um ganho significativo de experiência em termos de processos de vendas, comunicação com os clientes e relacionamento com as redes de concessionárias. Isto favorece “chamados” desse tipo. “Agora, nos próximos meses, voltarei ao Brasil atendendo a um chamado da empresa”, diz.

Para ele, contudo, não basta estar com a documentação em dia. “Independentemente do país, você tem que, rapidamente se integrar à cultura, falar o idioma, participar das festas, curtir a comida, entender a história. É uma questão de respeito com as pessoas e uma forma de adaptação rápida. Eu, por exemplo, quando cheguei, logo comprei uma camisa da seleção chilena, ‘la Roja’ pois ‘la inchada’ (a torcida) é fanática e assim consegui me aproximar das equipes de trabalho”, orienta o profissional da GM.

Desocupação

Desemprego entre estrangeiros é maior na Europa. Oceania e Estados Unidos possuem índices menores, segundo levantamento da OCDE.

Índice de desemprego entre imigrantes, em %

Fonte: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE. Infografia: Gazeta do Povo.

 

 

 

Especialistas sem emprego no Brasil podem tentar a vida mundo afora; profissionais de áreas como tecnologia levam vantagem

Gazetadopovo/Giorgio Dal Molin

Ainda que as crises imigratórias, especialmente de refugiados da Ásia e África, e políticas de restrições contra ondas de estrangeiros dominem as manchetes, há um tipo de “cidadão do mundo” bem visto, e disputado pelos países desenvolvidos.

A disputa por mão de obra qualificada envolve boa parte dos países desenvolvidos. Desde os imensos Canadá e Austrália, até os pequenos Portugal e Cingapura. Até mesmo os Estados Unidos de Donald Trump mantêm políticas que facilitam os vistos para pessoas qualificadas – como os engenheiros escolhidos a dedo pelas gigantes do Vale do Silício.

Empresas e universidades costumam promover ativamente a busca por estrangeiros. Há casos extremos, como o da indústria de tecnologia de Wellington, na Nova Zelândia, que se propôs a pagar a passagem aérea dos candidatos.

Confira os dados de desemprego entre estrangeiros pelo mundo

Diretora de programas globais de Engenharia da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, a brasileira Maria Claudia Alves explica como funciona a busca: “Nosso foco é atrair pesquisadores e profissionais para mestrado e doutorado. Construímos parcerias com professores de todo o mundo e temos bastante cuidado nessa seleção. Caso se estabeleça no país, a ideia também é que ele mantenha os laços com o país de origem”, explica.

Boas oportunidades no exterior, geralmente, estão relacionadas às ciências da saúde, engenharias, tecnologia da informação e contabilidade (veja mais nesta página). As oportunidades para “especialistas” estão concentradas em três continentes, segundo Daniel Magalhães, diretor da Global Visa – rede de franquias de vistos: América do Norte, Europa e Oceania.

 

Terras de Oportunidades

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Maria Claudia destaca que os Estados Unidos estão sempre dispostos a recrutar talentos. “A maneira mais eficiente é certamente através de programas acadêmicos. Eles aumentam o networking e a possibilidade de conseguir visto de trabalho”, opina Maria Claudia. Outra forma de entrar no mercado norte-americano é aplicar para vagas em que a empresa se disponha a patrocinar o visto de trabalho. “Normalmente são profissionais muito especializados, pois há muitos custos financeiros e burocráticos”, diz.

O Canadá também traz oportunidades. Magalhães estima que 80% das vagas para especialistas estrangeiros no Canadá sejam relacionadas às especializações tecnológicas. Ele confirma que o país, já há algum tempo, demanda mão de obra importada devido ao rápido desenvolvimento econômico.

Para brasileiros driblarem a “crise de imigração” na Europa, Portugal pode ser uma boa porta de entrada para a inserção no mercado de trabalho europeu. Em novembro de 2016, em reunião no Itamaraty, o presidente português, Marcelo Rebelo propôs um acordo de permissão para que os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa possam residir, trabalhar e ter direitos sociais em nações lusófonas. O documento final deve ser assinado em nova reunião, em Cabo Verde, em 2018.

Austrália e Nova Zelândia têm, respectivamente, 15% e 20% de estrangeiros em sua população. O diretor da Global Visa diz que a maneira mais fácil de começar a trabalhar nesses países é fazendo cursos de idiomas ou outros, pois há permissão de trabalho enquanto se estuda em ambos os países.

 

América do Norte e sonho americano

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O designer Daniel Trezub e a jornalista Priscilla Fogiato deixaram Curitiba rumo ao Canadá em 2013.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diretor da consultoria Global Visa, Daniel Magalhães lembra que o Canadá tradicionalmente precisa de mão de obra especializada importada. “Mas não pense que o emprego é fácil. A preferência sempre é por quem tem o idioma nativo”, avisa Daniel Trezub, de Montreal. Designer de formação, ele trabalha com testes de jogos eletrônicos. Casado com a jornalista Priscilla Fogiato, eles saíram de Curitiba em 2013 rumo ao Canadá.

“Levamos quase três anos nos planejando. Estudamos no Brasil até termos o domínio da língua [francesa e inglesa], fizemos as contas de quanto deveríamos levar de dinheiro para pelo menos seis meses. Tudo em busca de melhor qualidade de vida”, conta Priscila. Hoje, ela é coordenadora de equipe em uma empresa de jogos de Montreal.

O casal adverte brasileiros que pensam ser fácil conseguir visto e que basta desembarcar para conseguir espaço. “Antes de viajar, prepare-se, pesquise, faça as contas. Experimente aplicar para as vagas antes de sair do Brasil. Muitos profissionais que chegam ao Canadá precisam voltar a estudar para conseguirem revalidação do diploma”, orienta Priscilla. Ela conta que há brasileiros que chegam a levar um ano para conseguirem emprego. “E tem aqueles que desistem por não se adaptarem ao frio e à cultura”, emenda Daniel.

Isso não impede, contudo, que pessoas de diferentes áreas consigam se encaixar. Para a diretora de programas globais de Engenharia da Universidade Texas A&M, Maria Claudia, “os brasileiros que chegam aqui [na universidade] têm um nível técnico alto”, diz ela. “Brasileiros também conseguem ter sucesso em áreas mais subjetivas, como artes e esportes”, completa Magalhães. A história de Maria Claudia ilustra bem essas alternativas.

Tenista na adolescência, a catarinense terminou o ensino médio no Brasil e ganhou bolsa de estudos em Marketing na Universidade Lynn, na Florida, e fez mestrado na Texas A&M com apoio da Fundação Estudar (Brasil) e da própria universidade, trabalhando meio período no campus. Após passar por uma agência de marketing em Miami, foi chamada para uma posição na universidade texana.

Uma amostra do capital intelectual estrangeiro é que 51% das startups norte-americanas com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão têm imigrantes em seu quadro de fundadores, segundo a Fundação Nacional de Políticas Americanas. A diretora universitária destaca algumas áreas em ascensão, como saúde e agronegócios. “Os brasileiros têm conhecimentos específicos e necessários nesse campo”, resume.

Antes de tentar imigrar, vale o alerta: nos Estados Unidos, por lei, a preferência de preenchimento de vagas é para cidadãos norte-americanos, explica o diretor da Global Visa. Trabalhar na informalidade é uma opção arriscada. “Essas pessoas se programam para ir e ganhar dinheiro, mas depois, se conseguirem o objetivo, não podem mais voltar para os Estados Unidos, nem a turismo, como punição”, afirma o diretor da Global Visa.

Portanto, o mais recomendado é entrar no mercado por vagas de mestrado e doutorado. “Temos vários casos de estudantes que vieram para os Estados Unidos com a bolsa de mestrado do Programa Ciência Sem Fronteiras, do Governo Federal, e que foram convidados para doutorados patrocinados pelas próprias universidades”, incentiva Maria Claudia.

 

Europa: sem cidadania, com bom currículo

Ter a cidadania de algum país  da União Europeia facilita a entrada? Certamente, mas nada substitui uma boa especialização. Portugal pode ser um ponto de partida, e o caso do curitibano Guilherme Candido Hartmann ilustra bem isso. Com graduação em Ciência da Computação e pós em Jogos Digitais, conseguiu entrar no Mestrado de TI em Coimbra 2006.

“Era um período em que eu podia largar tudo, viajar. A aplicação foi fácil, bastou enviar meu currículo, informações de diploma e histórico escolar. Durante o próprio curso, trabalhei dentro de empresas que ficavam ‘encubadas’ na universidade. Percebi também que o conhecimento técnico do Brasil em tecnologia traz uma base muita boa para os padrões internacionais”, afirma Guilherme.

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Com o diploma em mãos, ele conta que passou um tempo trabalhando na Alemanha, em 2007, antes de voltar ao Brasil. Após seis meses em Curitiba, foi aprovado em uma vaga com seu perfil na Redecard, em São Paulo. Ainda empregado, três anos depois resolveu fazer as malas, desta vez, com destino ao Reino Unido.

Acompanhado da noiva, hoje esposa, eles fizeram o pedido de visto de trabalho sozinhos, pela internet. O Governo Britânico solicitou dados como certificação de proficiência em inglês, entre outros fatores. “Apliquei para visto de mão de obra altamente especializada. Bastaram algumas traduções para fazer uma simulação [de capacidade e avaliação de perfil] online e ter a aprovação. Em menos de duas semanas já estava com o visto em mãos”, relata.

A ideia inicial era fazer MBA fora do Brasil, para trabalhar de dia e estudar a noite. “Arrumei um apartamento perto da London Business School e comecei a ter interatividade com a universidade, a formar contatos e a conhecer os produtos de educação deles. Acabei fazendo um curso de um ano de Educação Executiva em Investimento de Negócios”, conta. A inserção no mercado de trabalho, contudo, não foi das mais fáceis.

“No começo foi difícil, pois precisava de um emprego para ter dinheiro para moradia e a estrutura é muito diferente do Brasil. A falta de experiência no mercado de trabalho britânico é o limitante. Então, aceitei um emprego com o salário de praticamente a metade do que uma pessoa de alta performance ganharia na área de engenharia de softwares. Como a experiência que eu tinha já era de quase 10 anos, fui ganhando novas responsabilidades. Isso ajudou no momento de mudar de empresa”, conta.

Após um ano, Guilherme conseguiu um contrato de prestação de serviços de desenvolvimento de softwares com um grande banco local. E assim está há cinco anos: bem empregado e especializado. Recentemente, inclusive, obteve cidadania inglesa. Mas ele dá a dica para quem quer “pular” fora do Brasil:

“A maneira de trabalhar é muito diferente em cada lugar que passei. Já fiz projetos com franceses, alemães, russos e indianos. Eu me adapto melhor ao estilo inglês, em que a preocupação é unicamente na entrega e não na quantidade de horas de trabalho. Inclusive, quem faz hora extra por aqui pode ser visto como incompetente porque não conseguiu entregar o trabalho durante o expediente”, aconselha.

Para quem quer seguir os passos do profissional britânico-brasileiro, fica a dica: a inserção no mercado de trabalho em Portugal deve ser ainda mais fácil até o fim de 2018.

 

Oceania abriga brasileiros com alta escolaridade

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Em alguns países, o Brasil acaba sendo um dos maiores exportadores de talentos. Proporcionalmente, os brasileiros são os imigrantes com maior nível de escolaridade na Austrália, segundo estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

No país, 82,6% possuem pelo menos o grau universitário - 51,3% graduação e 31,3% pós-graduação. Comparada aos australianos, a porcentagem de brasileiros com mestrado ou doutorado vivendo na Austrália é de 9,37% contra 1,9%.

Daniel Magalhães, diretor da Global Visa, diz que forma mais fácil de começar a trabalhar na Austrália e na vizinha Nova Zelândia é fazendo cursos de idiomas ou outros, pois há permissão de trabalho enquanto se estuda em ambos os países. A pesquisa da UFF mostra exatamente isso: praticamente 80% dos entrevistados saíram do Brasil com visto de estudante e demonstraram interesse em permanecer no país.

No que depender de Rachel Belle, ela vai “engrossar” essa lista. Após oito anos trabalhando com comunicação empresarial no Brasil, desembarcou em Sidney em 2016 para realizar o sonho de ser chef de cozinha. Ela estudou inglês por cinco meses no país e começou um curso de gastronomia.

“Confesso que está sendo muito melhor que esperava. Consegui emprego como auxiliar de cozinha em um dos restaurantes ‘top 100’ do mundo. Não penso em voltar para o Brasil”, afirma.

Rachel destaca que a segurança e o fator da multicultural contribuem para a imensidão de estrangeiros na Oceania, além da forte necessidade de “importar” profissionais de diversas áreas, conforme as listas divulgadas pelos governos australiano e neozelandês. A cidade de Wellington, na Nova Zelândia, chegou a oferecer viagens gratuitas a profissionais de TI para fazerem turismo e entrevistas de emprego.

 

América Latina também traz oportunidades

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Países vizinhos também recebem grande volume de imigrantes do Brasil. O Paraguai, por exemplo, é o segundo país do mundo em que há mais brasileiros: 350 mil. Em toda a América do Sul são 550 mil (tirando o próprio Brasil, claro).

Um facilitador para imigrar é o Acordo de Residência para Nacionais dos Estados Parte do Mercosul, de 2002. Este trâmite é o primeiro passo para poder trabalhar legalmente em um dos países cinco membros do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, além de Chile, Bolívia, Equador, Colômbia e Peru. Os contatos de cada país são encontrados na página oficial do Mercosul.

Na terra dos Andes, outro meio é provar vínculo para garantir visto de trabalho por dois anos, podendo ser renovado. Gerson Vaz é um exemplo. Há pouco mais de dois anos ele deixou Curitiba para assumir o posto de gerente nacional de vendas da GM em Santiago.

“A GM tem alguns programas no exterior em que a oportunidade se dá por necessidade da organização, seja para desenvolver um profissional ou para aproveitar a experiência dos mais ‘rodados’. No meu caso, vim para trazer algumas experiências de vendas”, diz.

Gerson destaca que o mercado automobilístico brasileiro é o maior da América do Sul, o que gera um ganho significativo de experiência em termos de processos de vendas, comunicação com os clientes e relacionamento com as redes de concessionárias. Isto favorece “chamados” desse tipo. “Agora, nos próximos meses, voltarei ao Brasil atendendo a um chamado da empresa”, diz.

Para ele, contudo, não basta estar com a documentação em dia. “Independentemente do país, você tem que, rapidamente se integrar à cultura, falar o idioma, participar das festas, curtir a comida, entender a história. É uma questão de respeito com as pessoas e uma forma de adaptação rápida. Eu, por exemplo, quando cheguei, logo comprei uma camisa da seleção chilena, ‘la Roja’ pois ‘la inchada’ (a torcida) é fanática e assim consegui me aproximar das equipes de trabalho”, orienta o profissional da GM.

Desocupação

Desemprego entre estrangeiros é maior na Europa. Oceania e Estados Unidos possuem índices menores, segundo levantamento da OCDE.

Índice de desemprego entre imigrantes, em %

Fonte: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE. Infografia: Gazeta do Povo.

 

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JR Esquadrias