Econômia (70)

 

Na véspera, para o dia 1º, a estatal tinha anunciado reduções nos preços dos dois produtos. A queda para a gasolina ficou em 1,5% e no diesel em 1,4%.

De acordo com a companhia, a política de preços para a gasolina e para o diesel vendidos nas suas refinarias às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, “que representa a alternativa de suprimento oferecido pelos nossos principais concorrentes para o mercado, na importação do produto”.

Somado a isso, a empresa informa na sua página que é avaliada a margem que considera “os riscos inerentes à atividade de importação, como volatilidade da taxa de câmbio e dos preços”.

Ainda na sua página na internet, a Petrobras informa que, em busca de convergência no curto prazo com a paridade do mercado internacional, analisa a sua participação no mercado interno e avalia frequentemente se haverá manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias. “Sendo assim, os ajustes nos preços podem ser realizados a qualquer momento, inclusive diariamente”, apontou.

Por Agência Brasil / André Motta/ Petrobras  

A Petrobras reajustou os preços da gasolina para as distribuidoras em 0,5% e do diesel em 0,6%. O aumento vale a partir de amanhã (6). Esta foi a terceira correção neste mês. A que entrou em vigor no sábado (3) teve os mesmos percentuais, e a que passou a valer na sexta-feira (2), ficou em 0,8% para a gasolina.

Sobre o Brasil, a Oxfam informou ainda que as cinco pessoas mais ricas do país têm um patrimônio equivalente à metade da população brasileira

Em seu relatório anual sobre a desigualdade, divulgado nesta segunda-feira (22), a Oxfam, ONG de ajuda humanitária presentes em 94 países, revelou que 82% da riqueza gerada no mundo em 2017 foram parar nas mãos de 1% da população mais rica.

No relatório “Recompensem o trabalho, não a riqueza”, a Oxfam explicou que, em 2017, o 1% mais rico elevou o seu patrimônio em 762 bilhões de dólares (cerca de 2,5 trilhões de reais), o suficiente para acabar sete vezes com a miséria no mundo. A Comissão de Combate à Fome de Oxford apontou que metade da população mundial não ficou com qualquer parcela dessa riqueza.

Segundo a Oxfam, houve um aumento histórico no número de bilionários no mundo: “atualmente existem 2.043 bilionários no mundo e 9 em cada 10 são homens”. Também foi o maior aumento do número de bilionários de um ano para o outro, com um novo bilionário a cada dois dias, de acordo com a ONG.

Sobre o Brasil, a Oxfam informou ainda que as cinco pessoas mais ricas do país têm um patrimônio equivalente à metade da população brasileira. A riqueza dos milionários cresceu 13% em 2017, enquanto 50% dos brasileiros mais pobres viram a sua parte nos rendimentos nacionais reduzida de 2,7% para 2%.

Rafael Georges, coordenador de campanha da Oxfam no Brasil, explicou que os dados da pesquisa, fornecidos pelo Banco Credit Suisse, indicam que há uma tendência de aprofundamento da desigualdade social no Brasil.
“A concentração de riqueza é muito cruel e eficiente para quem está no topo. Se você tem bastante patrimônio, consegue gerar renda e consequentemente mais patrimônio. Quando a economia [brasileira] começou a esboçar alguma recuperação, esta parcela da população [mais rica] experimentou um momento favorável”, disse.

Sistema problemático

O estudo calculou que, mundialmente, a riqueza dos bilionários aumentou 13% ao ano em média desde 2010, seis vezes mais do que os aumentos dos salários pagos aos trabalhadores (2% ao ano).
Para a organização não governamental, o crescimento sem precedentes do número de bilionários não é um sinal de uma economia próspera, mas um sintoma de um sistema extremamente problemático, já que mais de metade da população mundial tem um rendimento diário de entre 2 e 10 dólares.

“O boom de bilionários não é um sinal de uma economia próspera, mas um sintoma de um sistema econômico falido”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam International. “As pessoas que fazem nossas roupas, montam nossos celulares e cultivam nossos alimentos estão sendo exploradas para garantir uma oferta constante de bens baratos e aumentar os lucros das empresas e dos investidores bilionários.”

“Enquanto o 1% mais rico ficou com 27% do crescimento do rendimento global entre 1980 e 2016, a metade mais pobre do mundo ficou com 13%”, continua o relatório. “Mantendo o mesmo nível de desigualdade, a economia global precisaria ser 175 vezes maior para permitir que todos passassem a ganhar mais de 5 dólares por dia”, concluiu a análise.

Críticas à Oxfam

Como nos anos anteriores, o estudo de Oxfam foi criticado como oferecendo uma análise simplista da desigualdade de riqueza, focalizando a riqueza líquida e não a riqueza bruta, o que exclui a dívida.
Os críticos disseram que, embora as reivindicações da instituição de ajuda humanitária ocupem as manchetes, elas ignoram como os níveis globais de pobreza caíram de 75% em 1929 para 10% em 2015.

“O erro de Oxfam é ver a riqueza como um bolo fixo”, disse Sam Dumitriu, diretor de pesquisa do Instituto Adam Smith, “think tank” neoliberal londrino.

“Mais riqueza para [Mark] Zuckerberg e [Jeff] Bezos não significa menos riqueza para você ou para mim. Na verdade, é o contrário: num mercado livre, os indivíduos só podem acumular riqueza preenchendo os desejos e as necessidades dos outros. O trabalho e o comércio realmente recompensam todos os envolvidos”, opinou Dumitriu.

Dumitrui disse ainda que seria mais importante reduzir a pobreza do que a desigualdade e apontou a rejeição de mercados livres nos últimos anos na Venezuela sob Hugo Chávez e Nicolás Maduro como um movimento que forçou mais de 80% da população a entrar na pobreza, apesar de o país sul-americano ter as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo.

No entanto, o economista Gabriel Zucman, membro do comitê executivo do Relatório Mundial de Desigualdades, um estudo separado publicado no mês passado pela Escola de Economia de Paris, insistiu que o futuro da pobreza depende do que acontece com a “desigualdade dentro do país”.

“Se todos os países acompanharem a trajetória de desigualdade que os EUA seguiram desde 1980, teremos dificuldade em aliviar a pobreza global. Para reduzir a pobreza, o crescimento precisa ser distribuído de forma equitativa”, disse Zucman à Deustche Welle.

O Relatório Mundial de Desigualdade revelou que os 50% dos assalariados mais pobres dos EUA viram o crescimento da riqueza zerar ao longo dos últimos 37 anos, os 90% mais pobres tiveram um crescimento muito limitado, enquanto os ganhos dos 1% mais ricos triplicaram.

Desigualdade de gênero

Em seu estudo, a Oxfam revelou ainda que, globalmente, as mulheres estão nas formas de trabalho menos bem remuneradas e menos seguras e, de forma consistente, ganhando menos do que os homens.
A Oxfam exorta os governos a se comprometerem a reorganizar o sistema econômico para trabalhar pela humanidade como um todo, em vez de uma pequena elite, apontando como, atualmente, 42 pessoas possuem a mesma riqueza que as 3,7 bilhões mais pobres no mundo.

O lançamento do relatório internacional da Oxfam é feito na véspera do Fórum Econômico Mundial, que junta os principais líderes políticos e empresariais do mundo na cidade de Davos, na Suíça, entre 23 e 26 de janeiro. (Com agências internacionais) 

 

Fonte: Redação Ucho.Info

 
 

Pesquisa de preços em livrarias de material escolar realizada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP), em João Pessoa, encontrou uma diferença de até 525% nos preços de alguns produtos. Por conta disto, o secretário da pasta, Helton Renê, alerta ao consumidor fazer um orçamento em mais de um estabelecimento.


A maior variação encontrada pelos fiscais do Procon-JP foi a do apontador simples Molin, cujo preço variou em 525%, custando entre R$ 0,40 e R$ 2,50, uma diferença de R$ 2,10. Item indispensável na lista de material escolar, o caderno apresentou preços variados, custando de R$ 30, um modelo capa dura de 240 folhas e 12 matérias (marca Tilibra) até R$ 14,90 e o mesmo produto foi ainda encontrado ao preço de R$ 44,90.

O secretário Helton Renê explica que esta pesquisa, se comparada com a anterior, realizada no início de dezembro, mostra que os preços sofrerem elevação e que a diferença de valores para o mesmo produto é muito significativa. “Em um momento de muitos gastos como ocorrem nos meses de dezembro e janeiro, é importante economizar cada centavo que se puder. A nossa pesquisa mostra ao consumidor onde comprar mais barato o material de sua preferência”, lembrou o secretário.

Outras diferenças de destaque ficaram com o caderno capa dura 200 folhas 10 matérias Tilibra, R$ 22,00, com preços entre R$ 12,90 (Paperblue - Centro) e R$ 34,90 (Atacadão dos Presentes - Centro); caneta hidrográfica conjunto com 12 Tris, R$ 21,75, com preços entre R$ 5,00 (Papel Mais - Mangabeira) e R$ 26,75 (Arco-Iris - Centro); caderno capa dura 240 folhas 12 mat. Jandaia, R$ 20,10, com preços entre R$ 19,80 (Arco-Iris - Centro) e R$ 39,90 (Atacadão dos Presentes - Centro).

Mais variações - A pesquisas registrou outras grandes variações, a exemplo da unidade da régua escolar Cristal de 30cm Maped, 459%, com preços entre R$ 1,25 (Arco-Iris - Centro) e R$ 6,99 (Atacadão dos Presentes - Centro); e da caneta esferográfica azul ponta fina, 441%, com preços entre R$ 1,20 (Paper Blue - Centro) e R$ 6,50 (Livraria Nordeste - Centro).

A pesquisa de preços do Procon-JP foi realizada entre os dias 8 e 15 de janeiro em sete estabelecimentos da Capital, levantando valores de 111 itens da lista escolar. O levantamento completo está disponível no link:  http://midi.as/MaterialEscolar2018 .

Transferência de recursos do Governo Federal para a Paraíba teve redução no exercício de 2017 (Foto: Reprodução/Portal da Transparência )

Transferência de recursos do Governo Federal para a Paraíba teve redução no exercício de 2017 

A transferência de recursos federais para o Governo da Paraíba no exercício de 2017 teve uma redução de R$ 820.230.477,13 milhões. Dados do Portal da Transparência mostram que em 2016 foram transferidos para o Estado R$ 4.542.394.284,96 bilhões, se comparado com montante repassado no ano passado de R$ 3.722.163.807,83 bilhões, a redução no repasse federal é de 18%.

Os valores repassados pelo Governo Federal para os municípios também diminuiu de R$ 6.641.631.102,34 bilhões em 2016 para R$ 5.733.458.872,38 bilhões em 2017, uma redução percentual de 14%. Os valores repassados para as duas maiores cidades paraibanas, João Pessoa e Campina Grande, também foram reduzidos.

O detalhamento dos valores podem ser conferidos por ação governamental, por municípios e ano de exercício no Portal da Transparência do Governo Federal.

Repasse de recursos do Governo Federal para a Paraíba

2016 Valor do repasse 2017 Valor do repasse
Para o Governo do Estado R$ 4.542.394.284,96 Para o Governo do Estado R$ 3.722.163.807,83
Para os municípios R$ 6.641.631.102,34 Para os municípios R$ 5.733.458.872,38
Total de recursos enviados R$ 11.184.025.387,30 Total de recursos enviados R$ 9.455.622.680,21
Para João Pessoa R$ 959.716.186,56 Para João Pessoa R$ 828.993.419,89
Para Campina Grande R$ 422.207.847,88 Para Campina Grande R$ 371.706.252,05

Fonte: G1

É a primeira vez que o índice anual registra deflação de alimentos desde a implantação do Plano Real.

O Brasil fechou 2017 com a menor inflação em duas décadas: 2,95%, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira. Um dado impressionante é que foram concedidos 115 reajustes nos preços da gasolina, acumulando um total de 25,49% de aumento, de 3 de julho até 28 de dezembro (fim da coleta do IPCA de dezembro).

Desde julho do ano passado, a petroleira optou por realizar ajustes mais frequentes nos preços da gasolina, para acompanhar a variação do preço do petróleo no mercado externo. Também em julho , o governo anunciou o reajuste na alíquota de PIS/Cofins dos combustíveis. Na gasolina, a alíquota passou de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 por litro.

Alimentos

Após alta de 8,62% em 2016, os preços de alimentos tiveram deflação de 1,87% no ano passado, o que foi fundamental para que a inflação ficasse abaixo dos 3%. É a primeira vez que o índice anual registra deflação de alimentos desde a implantação do Plano Real. Os preços de alimentos para consumo em casa caíram 4,85%, enquanto a alimentação consumida fora de casa avançou 3,83%.

O IBGE destacou o efeito da chamada safra recorde sobre os preços. Em 2017, a produção agrícola cresceu cerca de 30%. Com maior oferta dos produtos, os preços despencaram. O grupo responde por aproximadamente 25% do orçamento das famílias brasileiras.

Na prática, os alimentos reverteram as altas de preços de 2016. O feijão carioca, por exemplo, que havia ficado 46,39% naquele ano, recuou 46,06% em 2017. Já o açúcar cristal, que tinha subido 25,3%, registrou deflação de 22,32%. Nem todos os produtos eliminaram completamente o avanço de preços de dois anos atrás. O feijão-preto, por exemplo, o mais consumido no Rio, havia subido 78,05% em 2016, e caiu 36,09% em 2017. Essa diferença pode fazer o carioca ainda sentir no bolso o peso do produto na hora de fazer as compras.

Fonte: Extra.globo

 

Brasília - Postos de combustíveis ajustam os preços e repassam para o consumidor o aumento da alíquota do PIS e Cofins pelo litro da gasolina(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
As variações de preço fazem parte do modelo de reajustes frequentes praticados pela PetrobrasMarcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O preço da gasolina comercializada nas refinarias terá uma redução de 0,1% nesta quarta-feira (3), de acordo com informação divulgada pela Petrobras. O diesel, por sua vez, terá um aumento de 0,6%. É a primeira variação de preço dos dois combustíveis em 2018. A última oscilação ocorreu no sábado (30 de dezembro), quando a gasolina aumentou 1,9% e o diesel 0,4%.

As variações de preço fazem parte do modelo de reajustes frequentes praticados pela Petrobras, “em busca de convergência no curto prazo com a paridade do mercado internacional”, segundo a estatal.

“Analisamos nossa participação no mercado interno e avaliamos frequentemente se haverá manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias. Sendo assim, os ajustes nos preços podem ser realizados a qualquer momento, inclusive diariamente”, acrescenta a empresa.

O preço final ao consumidor, nas bombas, dependerá de cada empresa revendedora e dos próprios postos de combustíveis. O histórico das últimas variações praticadas pela Petrobras está disponível na página da estatal na internet.

Fonte: Agência Brasil

Foto de Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Edição: Lidia Neves

O deputado recordista em gastos foi Rômulo Gouveia (PSD) que apresentou despesas na ordem de R$ 522.769,71. Em segundo lugar, aparece  o deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), com R$ 508.776,31.  Os gastos foram para pagamento de divulgação de atividades dos parlamentares.

A palavra ‘economia’ passou longe da bancada federal da Paraíba ao longo de 2017. De acordo com o Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, os parlamentares gastaram R$ 5.100.390,09 este ano da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o que corresponde a um gasto mensal de R$ 425.032,50.

Dos doze deputados federais, o recordista em gastos foi Rômulo Gouveia (PSD) que apresentou despesas na ordem de R$ 522.769,71. Em segundo lugar, quem aparece é o deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), com R$ 508.776,31. O deputado Pedro Cunha Lima (PSDB) foi o mais econômico e gastou ao longo do ano R$ 268.948,82.

Dos mais de R$ 5,1 milhões gastos pela bancada federal, R$ 2.327.053,65 foram destinados para o pagamento de divulgação de atividades parlamentares. Para a manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar, os paraibanos apresentaram gastos na ordem de R$ 212.949,17. Já para trabalhos de consultoria, eles gastaramR$ 257.134,20.

A cota parlamentar varia de acordo com cada estado. Para a Paraíba, os deputados podem gastar até R$ 42.032,56 mensais o que corresponde a um valor anual de R$ 504.390,72. Somando os 12 parlamentares da bancada federal paraibana, o limite de gastos anual da cota parlamentar é de R$ 6.052.688,64.

Entre as despesas que podem ser indenizadas com a Ceap estão passagens aéreas, telefonia, despesas com locomoção (locação ou fretamento de aeronaves, veículos automotores e embarcações), contratação de consultorias e trabalhos técnicos e divulgação do exercício parlamentar.

Veja quanto cada parlamentar gastou da cota parlamentar em 2017:

* Aguinaldo Ribeiro R$ 419.758,00

* André Amaral R$ 465.940,02

* Benjamin Maranhão R$ 475.021,57

* Damião Feliciano R$ 368.637,21

* Efraim Filho R$ 434.270,35

* Hugo Motta R$ 375.540,33

* Luiz Couto R$ 391.771,13

* Pedro Cunha Lima R$ 268.948,82

* Rômulo Gouveia R$ 522.769,71

* Veneziano Vital do Rêgo R$ 508.776,31

* Wellington Roberto R$ 418.336,16

* Wilson Filho R$ 450.620,48

Total R$ 5.100.390,09

Fonte: Vanderlanfarias

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) está divulgando pesquisa de preços para quem pretende comemorar o Réveillon em hotéis e restaurantes. Os pacotes ofertados (mesa e individuais) pelos estabelecimentos incluem nos preços a comida e a bebida, além, é claro, de entretenimento como shows musicais e queima de fogos.

O Procon-JP levantou os preços em cinco estabelecimentos  e encontrou o menor preço individual a R$ 80,00 no bar e restaurante Bessa Gril. O maior valor individual ficou com o restaurante Tererê, a R$ 250,00. Quanto aos pacotes coletivos, o menor valor, R$ 390,00, foi registrado no Bar e Restaurante Bessa Gril (mesa para quatro pessoas) e, o maior, a R$ 1.500,00 (lounge para 10 pessoas) no Fullano Praia.

O titular do Procon-JP, Helton Renê, adianta que a pesquisa dá opção para vários tipos de orçamentos, com preços compatíveis para todos os bolsos do consumidor. "Vale salientar que o valor tem a ver com o serviço oferecido, inclusive o buffet e o tipo de bebida. Quem pretende passar o réveillon nesses lugares deve está ciente disso, porque depende do gosto de cada um. É o caso do pacote ofertado pelo Hotel Tambaú, que só disponibiliza o pacote para a festa de Réveillon para quem está hospedado no local”.

A pesquisa de preços do Procon-JP foi realizada no Pontal do Cabo (Cabo Branco), Fullano Praia (Bessa), Hotel Tambaú (Tambaú), Bar e Restaurante Bessa Gril (Bessa), Tererê (Cabo Branco).

A pesquisa completa pode ser acessada no link  http://midi.as/PesquisaReveillon

 

 A Secretaria de Planejamento assegura que não existe qualquer obstáculo para a construção do empreendimento do grupo Ferreira Costa e que todos os investimentos serão bem vindos.

A Prefeitura de João Pessoa emitiu nota nesta terça-feira explicando o embargo às obras de construção do Home Center do Grupo ferreira Costa, de Pernambuco, na Estrada de Cabedelo. Segundo a nota, as secretarias de Planejamento e do Meio Ambiente já concederam licenças prévias para manejo da vegetação, terraplenagem e construção do muro que cerca o terreno. Faltando apenas o cumprimento de normas estabelecidas pelo Ministério da Defesa, através do Comando da Aeronáutica.

Como o Grupo Ferreira Costa protocolou um novo projeto, em análise, a PMJP espera que as existências legais sejam cumpridas para suspensão dos embargos e liberação imediata da obra.

Abaixo, o teor da nota:

NOTA À IMPRENSA

Com relação ao projeto de construção de uma unidade do Grupo Ferreira Costa no município, a Secretaria de Planejamento de João Pessoa esclarece que:

1. A administração municipal tem atuado de maneira firme para fomentar o desenvolvimento econômico da Capital, oferecendo estímulos à iniciativa privada, inclusive por meio de incentivos fiscais, da redução de impostos e da oferta de microcrédito. Dessa maneira, vem garantindo a geração de emprego e renda na cidade com a chegada de novos empreendimentos;

2. A prefeitura tem procurado ser parceira e facilitadora das atividades empresariais no município, mantendo diálogo permanente com grupos como o Ferreira Costa, cujo projeto, cumpridas as exigências legais, em nenhum momento enfrentará qualquer obstáculo para sua implantação na Capital;

3. As secretarias de Planejamento e do Meio Ambiente já concederam as licenças prévias necessárias para manejo da vegetação, terraplenagem e construção do muro em torno do terreno onde será erguida a loja do grupo;

4. O único problema existente era a inadequação do projeto apresentado inicialmente e executado pela empresa, que descumpria as normas estabelecidas pelo Ministério da Defesa por meio do Comando da Aeronáutica, além da falta de requisição de alvará para obras de fortalecimento do solo;

5. Mais recentemente, a empresa protocolou um novo projeto, supostamente de acordo com a legislação vigente, que agora passa por análise técnica desta secretaria; a Secretaria de Planejamento já apresentou à empresa a relação de incorreções para nova adequação do projeto;

6. Cumpridas as exigências legais e aprovada a nova versão do projeto, as licenças adicionais serão emitidas e o embargo imediatamente levantado.

Observação dos anexos:

1 – Capa do primeiro projeto apresentado em 19/09/2017;
2 – Protocolo de novo projeto em 28/11/2017;
3 – Comunicado da Seplan, em 29/09/2017 (dia seguinte), sobre necessidade de correções no projeto;
4 – Lista de pendências, com destaque para duas marcadas que ainda não foram resolvidas pela empresa (autorização do COMAER e recuo frontal).

Fonte: Vanderlanfarias

Além do leilão a preço vil, a Petrobras deu informações estratégicas à concorrência, acusa o geólogo Luciano Seixas Chagas

No leilão do pré-sal, a Petrobras e o Brasil perderam, mas multinacionais como a Statoil fizeram o negócio do século. O presidente da empresa, Pedro Parente, mostrou um desconhecimento espantoso sobre o setor petrolífero e ajudou concorrentes com informações estratégicas, acusa o renomado geólogo Luciano Seixas Chagas.

O resultado desastroso evidencia o enorme dano ao País resultante da retirada da obrigatoriedade de participação daquela estatal em todos os ativos do pré-sal, diz Chagas.

Funcionário da Petrobras por 31 anos e consultor há 14, atuou em cerca de 60 negócios no pré-sal e em áreas terrestres, domésticas e da Austrália e da Nicarágua, entre outros países. Empresas brasileiras e da Noruega, Japão, Estados Unidos e Reino Unido fazem parte da carteira de clientes de Chagas, que concedeu a entrevista a seguir.

CartaCapital: Como o senhor analisa as declarações do presidente da Petrobras, Pedro Parente, sobre o leilão do pré-sal? 

Luciano Seixas Chagas: Nunca vi um presidente falar previamente, emitir opiniões e revelar estratégias sobre onde vai competir num leilão de exploração, antecipando, inclusive, de quais áreas participará e as estratégias que adotará no caso, por exemplo, quanto à quase obrigatoriedade, autoimposta, de participação permanente com parceiros.

Agora podemos enxergar com clareza os riscos a que fomos submetidos com a retirada da obrigatoriedade de participação da Petrobras em todos os ativos do pré-sal dentro do seu polígono de ocorrência, principalmente nas áreas unitizáveis. Estas não oferecem riscos de qualquer ordem, pois a descoberta já existe e a estrutura com petróleo prolonga-se para outra área geográfica adjacente, visto que as estruturas cheias de óleo não respeitam os limites geográficos.

A eliminação da obrigatoriedade de participação da Petrobras no pré-sal e a “inocência” do presidente da Petrobras e do seu séquito, em um leilão recheado de raposas do mundo dos negócios, tiveram graves consequências.


CC: Quais são elas?

LSC: A mais grave é a não participação da Petrobras no melhor ativo ofertado, o de Carcará Norte, unitizável, deixando-o para a concorrência, que avidamente fez ofertas. Tivesse a Petrobras a obrigatoriedade referida, ficaria com ao menos 30% do ativo leiloado.

Com sua ausência, depreciou os demais ativos não selecionados, ajudando a concorrência. Isso porque, se aquela que mais e melhor conhece o pré-sal, no caso a Petrobras, abdica de determinados ativos, a concorrência, com menor acervo de dados para as suas análises, tende a acompanhar as posições da empresa dominante e a buscar associações nas parcerias, pois sabe que assim diminuem, obviamente, os riscos do negócio.

O que foi feito é algo inusitado no mundo dos leilões de petróleo e ocorreu em todas as áreas ofertadas, tanto as unitizáveis quanto as de maiores riscos.

É inédito no mundo dos leilões de petróleo uma empresa abdicar dos seus melhores ativos e dizer à mídia que não são tão bons assim, dispara Chagas (Foto: Arquivo pessoal)


CC: Qual o resultado para o País?

LSC: O Brasil perdeu, pois, em algumas áreas de maior risco, apesar de ainda atraentes, não foram feitas ofertas. Em outras, onde a Petrobras já tinha previamente se posicionado, as empresas fizeram ofertas associadas à da Petrobras ou isoladas, quando tinham conhecimento prévio ou feito estudos detalhados.

Foi o caso da oferta de 50% em óleo excedente da Shell, segunda colocada isoladamente no ativo unitizável Carcará Norte, pois a empresa já teve, no passado, 20% do ativo Carcará, contíguo, a Sul, justo o que foi vendido à Barra Energia (10%) e Queiroz Galvão(10%).

A razão da oferta generosa e perdedora (segundo lugar) da Shell em Carcará Norte foi uma decorrência do conhecimento prévio que tinha e da sua análise do mau negócio que fizera ao vender a sua participação em Carcará.

Em resumo, perderam o Brasil e a Petrobras e, em minha opinião, o açodamento de Parente foi a principal razão da não oferta de Pau-Brasil, de maior risco, situada em área limítrofe do polígono do pré-sal, mas com grandes possibilidades de ter petróleo numa nova fronteira.

Fica difícil entender a atuação de uma companhia que prima em ajudar a concorrência e desvalorizar a si própria, como fazem os brilhantes “gestores” também em outras áreas da Petrobras, em nome de supostas boas práticas negociais e gerenciais. Algo inusitado.

Na Bahia, diz-se que, se algo surreal acontece no Brasil, isso ocorreu antes naquele estado. O Brasil de Temer, Pedro Parente e seu séquito, em que até mesmo noções mínimas de ética há muito foram para o espaço e perdeu-se completamente a noção de honradez, é surreal no mundo.

CC: Parente disse, em entrevista, que a Petrobras não participou do Campo de Carcará, o mais bem avaliado, porque teria de fazer investimentos em equipamentos especiais, haveria muita pressão no campo e um alto nível de gás carbônico. 

LSC: Chama atenção a sua absoluta falta de conhecimento sobre o setor, evidente em tudo o que diz sobre petróleo e gás. Nunca li tantas asneiras ditas à mídia, e tudo para justificar o injustificável.

É inadmissível, por exemplo, que o presidente de uma companhia do porte da Petrobras não saiba que em Carcará não existem os contaminantes gases carbônico e sulfídrico, muito presentes no restante do pré-sal e que corroem todas as tubulações, exigindo equipamentos especiais, mais caros, para a produção.

Essa condição especial é rara, proporcionará uma economia extraordinária e, portanto, uma lucratividade excepcional ao projeto Carcará. Não é admissível, ainda, que considere como campo aquilo que é apenas uma acumulação, apesar de ter reservas já delimitadas pelos três poços já perfurados.

Nenhum deles foi, entretanto, perfurado na base da estrutura, conforme recomendam as boas técnicas e o planejamento. Isso significa que a acumulação ainda não está delimitada em todo o seu potencial e essa é mais uma restrição à venda do modo como foi feita.

 

A Petrobras foi grande perdedora, mas seus dirigentes se jactaram por terem feito um 'bom negócio' (Foto: Flavio Emanuel/Agência Petrobras)


CC: Qual e o potenial de Carcará?

 

LCC: Exatamente pela elevada pressão comprovada existente nos seus reservatórios e a garantia da continuidade da acumulação a níveis inimagináveis, a julgar pelo já constatado nos dados de pressão comunicados, esse projeto proporcionará a melhor antecipação de caixa, algo quase utópico e desejado por todos que conhecem o pré-sal.

E o que Parente diz? Justamente o contrário. Não é só isso. Se examinarmos as ofertas para a Petrobras vis-à-vis àquelas feitas às outras empresas que obtiveram áreas, unitizáveis ou não, veremos quão díspares foram os comportamentos de cada uma delas, no que se refere aos valores pagos.

CC: Houve alguma surpresa?

LSC: Surpresa foram os exorbitantes valores em óleo ofertados pela Petrobras para a União, bastante diferentes dos oferecidos pelo consórcio capitaneado pela Shell, de 11,53% em óleo excedente e existente na continuidade Sul do Campo de Gato do Mato, dela própria.

Exorbitam quando comparados aos 80% oferecidos pelo consórcio da Petrobras pelo entorno do Campo de Sapinhoá, ou aos 67,12% do consórcio formado pelas Statoil, a Exxon e a portuguesa Galp. Nesse último, entretanto, estamos falando do melhor ativo unitizável ofertado, vizinho da acumulação de Carcará, que teve os 66% de participação que a Petrobras detinha vendidos por ela à Statoil, por valor absurdamente irrisório.

Em termos volumétricos, é quase consenso entre quem avaliou a acumulação de Carcará – e tem coragem e a liberdade de dizer – que os volumes são da ordem de 2 bilhões de barris, com uma probabilidade de ocorrência maior que 80%, segundo as análises probabilísticas e as determinísticas também. Àqueles que consideram essa estimativa fantasiosa, informo que a Galp o confirmou na terça-feira 10.

 

As asneiras ditas por Parente sobre o leilão foram uma tentativa de justificar o injustificável (Foto: Mauro Pimentel/AFP)


PCC: Como analisa a atuação da Statoil?

LSC: Provavelmente, foi o negócio do século para uma empresa estrangeira e uma das transações mais lesivas ao patrimônio da Petrobras e do Brasil, desde o início da exploração do petróleo. Considerando o volume mais provável, a Statoil pagou à Petrobras 2,5 bilhões de dólares por 66% de um volume total de 2 bilhões de barris.

Foi esse o preço pago por cerca de 1,32 bilhão de barris, portanto, que ao preço do barril hoje, em torno de 5 dólares – cotação estimativa internacional para o petróleo comprovado pela descoberta de alguns poços e com boas imagens sísmicas –, valem cerca de 6,6 bilhões de dólares. Esse valor é bem compatível com os preços internacionais para negociação de ativos com o porte do volume descoberto e avaliado.

Ato contínuo, a Statoil adquiriu mais 10% da Queiroz Galvão, pelo mesmo valor, de acordo com o porcentual, e tornou-se a mais provável ofertante para a continuidade da acumulação no ativo Carcará Norte, com volumes estimados – também com probabilidade de 80% – em torno de 2 bilhões de barris.

Como a área Norte ainda era bastante promissora, a Statoil sabiamente levou a Exxon, ávida por estrear no mercado brasileiro, a fazer um carrego (quando uma empresa, além de pagar um valor, custeia outras fases do projeto em nome das sócias detentoras prévias da concessão) em 36,5% no ativo Carcará, sendo 33% dos 66% da Petrobras e 3,5% dos 10% da Queiroz Galvão.

A Statoil recebeu 1,3 bilhão de dólares, ficou com 760 milhões de barris em Carcará e deixou a Exxon com o mesmo montante no ativo, a portuguesa Galp com 400 milhões de barris e a Barra Energia com 200 milhões de barris.

CC: Qual foi o resultado final para a Statoil e a Exxon?

LSC: A Statoil e a Exxon, ao preço de 5 dólares por barril, têm em mãos, em óleo recuperável a ser ainda extraído, cerca de 5,11 bilhões de dólares cada; a Galp, 2,66 bilhões de dólares e a Barra Energia, 1 bilhão de dólares com o óleo a ser extraído.

Por tudo isso, a Statoil pagará apenas 1,78 bilhão, incluídas neste valor as despesas já feitas em Carcará pelo antigo consórcio. A Petrobras deveria ter feito com o ativo Carcará carregos do mesmo tipo realizado pela Statoil com a Exxon e a Galp, em vez de vendê-lo por preço de banana podre. Aprendam, senhores “gestores eficientes” da Petrobras!

CC: A Petrobras comemora, entretanto, o negócio.

LSC: A Petrobras, por inação e ignorância dos seus dirigentes, teve uma atuação desastrosa e foi a grande perdedora, apesar de Parente e seu séquito se jactarem de terem feito um bom negócio. Apesar disso, a mídia elogia a gestão mentirosa da empresa e endeusa Pedro Parente. Vá entender!

Fonte: cartacapital

Pagina 1 de 5
JR Esquadrias