Econômia (61)

Além do leilão a preço vil, a Petrobras deu informações estratégicas à concorrência, acusa o geólogo Luciano Seixas Chagas

No leilão do pré-sal, a Petrobras e o Brasil perderam, mas multinacionais como a Statoil fizeram o negócio do século. O presidente da empresa, Pedro Parente, mostrou um desconhecimento espantoso sobre o setor petrolífero e ajudou concorrentes com informações estratégicas, acusa o renomado geólogo Luciano Seixas Chagas.

O resultado desastroso evidencia o enorme dano ao País resultante da retirada da obrigatoriedade de participação daquela estatal em todos os ativos do pré-sal, diz Chagas.

Funcionário da Petrobras por 31 anos e consultor há 14, atuou em cerca de 60 negócios no pré-sal e em áreas terrestres, domésticas e da Austrália e da Nicarágua, entre outros países. Empresas brasileiras e da Noruega, Japão, Estados Unidos e Reino Unido fazem parte da carteira de clientes de Chagas, que concedeu a entrevista a seguir.

CartaCapital: Como o senhor analisa as declarações do presidente da Petrobras, Pedro Parente, sobre o leilão do pré-sal? 

Luciano Seixas Chagas: Nunca vi um presidente falar previamente, emitir opiniões e revelar estratégias sobre onde vai competir num leilão de exploração, antecipando, inclusive, de quais áreas participará e as estratégias que adotará no caso, por exemplo, quanto à quase obrigatoriedade, autoimposta, de participação permanente com parceiros.

Agora podemos enxergar com clareza os riscos a que fomos submetidos com a retirada da obrigatoriedade de participação da Petrobras em todos os ativos do pré-sal dentro do seu polígono de ocorrência, principalmente nas áreas unitizáveis. Estas não oferecem riscos de qualquer ordem, pois a descoberta já existe e a estrutura com petróleo prolonga-se para outra área geográfica adjacente, visto que as estruturas cheias de óleo não respeitam os limites geográficos.

A eliminação da obrigatoriedade de participação da Petrobras no pré-sal e a “inocência” do presidente da Petrobras e do seu séquito, em um leilão recheado de raposas do mundo dos negócios, tiveram graves consequências.


CC: Quais são elas?

LSC: A mais grave é a não participação da Petrobras no melhor ativo ofertado, o de Carcará Norte, unitizável, deixando-o para a concorrência, que avidamente fez ofertas. Tivesse a Petrobras a obrigatoriedade referida, ficaria com ao menos 30% do ativo leiloado.

Com sua ausência, depreciou os demais ativos não selecionados, ajudando a concorrência. Isso porque, se aquela que mais e melhor conhece o pré-sal, no caso a Petrobras, abdica de determinados ativos, a concorrência, com menor acervo de dados para as suas análises, tende a acompanhar as posições da empresa dominante e a buscar associações nas parcerias, pois sabe que assim diminuem, obviamente, os riscos do negócio.

O que foi feito é algo inusitado no mundo dos leilões de petróleo e ocorreu em todas as áreas ofertadas, tanto as unitizáveis quanto as de maiores riscos.

É inédito no mundo dos leilões de petróleo uma empresa abdicar dos seus melhores ativos e dizer à mídia que não são tão bons assim, dispara Chagas (Foto: Arquivo pessoal)


CC: Qual o resultado para o País?

LSC: O Brasil perdeu, pois, em algumas áreas de maior risco, apesar de ainda atraentes, não foram feitas ofertas. Em outras, onde a Petrobras já tinha previamente se posicionado, as empresas fizeram ofertas associadas à da Petrobras ou isoladas, quando tinham conhecimento prévio ou feito estudos detalhados.

Foi o caso da oferta de 50% em óleo excedente da Shell, segunda colocada isoladamente no ativo unitizável Carcará Norte, pois a empresa já teve, no passado, 20% do ativo Carcará, contíguo, a Sul, justo o que foi vendido à Barra Energia (10%) e Queiroz Galvão(10%).

A razão da oferta generosa e perdedora (segundo lugar) da Shell em Carcará Norte foi uma decorrência do conhecimento prévio que tinha e da sua análise do mau negócio que fizera ao vender a sua participação em Carcará.

Em resumo, perderam o Brasil e a Petrobras e, em minha opinião, o açodamento de Parente foi a principal razão da não oferta de Pau-Brasil, de maior risco, situada em área limítrofe do polígono do pré-sal, mas com grandes possibilidades de ter petróleo numa nova fronteira.

Fica difícil entender a atuação de uma companhia que prima em ajudar a concorrência e desvalorizar a si própria, como fazem os brilhantes “gestores” também em outras áreas da Petrobras, em nome de supostas boas práticas negociais e gerenciais. Algo inusitado.

Na Bahia, diz-se que, se algo surreal acontece no Brasil, isso ocorreu antes naquele estado. O Brasil de Temer, Pedro Parente e seu séquito, em que até mesmo noções mínimas de ética há muito foram para o espaço e perdeu-se completamente a noção de honradez, é surreal no mundo.

CC: Parente disse, em entrevista, que a Petrobras não participou do Campo de Carcará, o mais bem avaliado, porque teria de fazer investimentos em equipamentos especiais, haveria muita pressão no campo e um alto nível de gás carbônico. 

LSC: Chama atenção a sua absoluta falta de conhecimento sobre o setor, evidente em tudo o que diz sobre petróleo e gás. Nunca li tantas asneiras ditas à mídia, e tudo para justificar o injustificável.

É inadmissível, por exemplo, que o presidente de uma companhia do porte da Petrobras não saiba que em Carcará não existem os contaminantes gases carbônico e sulfídrico, muito presentes no restante do pré-sal e que corroem todas as tubulações, exigindo equipamentos especiais, mais caros, para a produção.

Essa condição especial é rara, proporcionará uma economia extraordinária e, portanto, uma lucratividade excepcional ao projeto Carcará. Não é admissível, ainda, que considere como campo aquilo que é apenas uma acumulação, apesar de ter reservas já delimitadas pelos três poços já perfurados.

Nenhum deles foi, entretanto, perfurado na base da estrutura, conforme recomendam as boas técnicas e o planejamento. Isso significa que a acumulação ainda não está delimitada em todo o seu potencial e essa é mais uma restrição à venda do modo como foi feita.

 

A Petrobras foi grande perdedora, mas seus dirigentes se jactaram por terem feito um 'bom negócio' (Foto: Flavio Emanuel/Agência Petrobras)


CC: Qual e o potenial de Carcará?

 

LCC: Exatamente pela elevada pressão comprovada existente nos seus reservatórios e a garantia da continuidade da acumulação a níveis inimagináveis, a julgar pelo já constatado nos dados de pressão comunicados, esse projeto proporcionará a melhor antecipação de caixa, algo quase utópico e desejado por todos que conhecem o pré-sal.

E o que Parente diz? Justamente o contrário. Não é só isso. Se examinarmos as ofertas para a Petrobras vis-à-vis àquelas feitas às outras empresas que obtiveram áreas, unitizáveis ou não, veremos quão díspares foram os comportamentos de cada uma delas, no que se refere aos valores pagos.

CC: Houve alguma surpresa?

LSC: Surpresa foram os exorbitantes valores em óleo ofertados pela Petrobras para a União, bastante diferentes dos oferecidos pelo consórcio capitaneado pela Shell, de 11,53% em óleo excedente e existente na continuidade Sul do Campo de Gato do Mato, dela própria.

Exorbitam quando comparados aos 80% oferecidos pelo consórcio da Petrobras pelo entorno do Campo de Sapinhoá, ou aos 67,12% do consórcio formado pelas Statoil, a Exxon e a portuguesa Galp. Nesse último, entretanto, estamos falando do melhor ativo unitizável ofertado, vizinho da acumulação de Carcará, que teve os 66% de participação que a Petrobras detinha vendidos por ela à Statoil, por valor absurdamente irrisório.

Em termos volumétricos, é quase consenso entre quem avaliou a acumulação de Carcará – e tem coragem e a liberdade de dizer – que os volumes são da ordem de 2 bilhões de barris, com uma probabilidade de ocorrência maior que 80%, segundo as análises probabilísticas e as determinísticas também. Àqueles que consideram essa estimativa fantasiosa, informo que a Galp o confirmou na terça-feira 10.

 

As asneiras ditas por Parente sobre o leilão foram uma tentativa de justificar o injustificável (Foto: Mauro Pimentel/AFP)


PCC: Como analisa a atuação da Statoil?

LSC: Provavelmente, foi o negócio do século para uma empresa estrangeira e uma das transações mais lesivas ao patrimônio da Petrobras e do Brasil, desde o início da exploração do petróleo. Considerando o volume mais provável, a Statoil pagou à Petrobras 2,5 bilhões de dólares por 66% de um volume total de 2 bilhões de barris.

Foi esse o preço pago por cerca de 1,32 bilhão de barris, portanto, que ao preço do barril hoje, em torno de 5 dólares – cotação estimativa internacional para o petróleo comprovado pela descoberta de alguns poços e com boas imagens sísmicas –, valem cerca de 6,6 bilhões de dólares. Esse valor é bem compatível com os preços internacionais para negociação de ativos com o porte do volume descoberto e avaliado.

Ato contínuo, a Statoil adquiriu mais 10% da Queiroz Galvão, pelo mesmo valor, de acordo com o porcentual, e tornou-se a mais provável ofertante para a continuidade da acumulação no ativo Carcará Norte, com volumes estimados – também com probabilidade de 80% – em torno de 2 bilhões de barris.

Como a área Norte ainda era bastante promissora, a Statoil sabiamente levou a Exxon, ávida por estrear no mercado brasileiro, a fazer um carrego (quando uma empresa, além de pagar um valor, custeia outras fases do projeto em nome das sócias detentoras prévias da concessão) em 36,5% no ativo Carcará, sendo 33% dos 66% da Petrobras e 3,5% dos 10% da Queiroz Galvão.

A Statoil recebeu 1,3 bilhão de dólares, ficou com 760 milhões de barris em Carcará e deixou a Exxon com o mesmo montante no ativo, a portuguesa Galp com 400 milhões de barris e a Barra Energia com 200 milhões de barris.

CC: Qual foi o resultado final para a Statoil e a Exxon?

LSC: A Statoil e a Exxon, ao preço de 5 dólares por barril, têm em mãos, em óleo recuperável a ser ainda extraído, cerca de 5,11 bilhões de dólares cada; a Galp, 2,66 bilhões de dólares e a Barra Energia, 1 bilhão de dólares com o óleo a ser extraído.

Por tudo isso, a Statoil pagará apenas 1,78 bilhão, incluídas neste valor as despesas já feitas em Carcará pelo antigo consórcio. A Petrobras deveria ter feito com o ativo Carcará carregos do mesmo tipo realizado pela Statoil com a Exxon e a Galp, em vez de vendê-lo por preço de banana podre. Aprendam, senhores “gestores eficientes” da Petrobras!

CC: A Petrobras comemora, entretanto, o negócio.

LSC: A Petrobras, por inação e ignorância dos seus dirigentes, teve uma atuação desastrosa e foi a grande perdedora, apesar de Parente e seu séquito se jactarem de terem feito um bom negócio. Apesar disso, a mídia elogia a gestão mentirosa da empresa e endeusa Pedro Parente. Vá entender!

Fonte: cartacapital

Valor é R$ 4 abaixo do que governo federal anunciara anteriormente, mas está R$ 28 acima da cifra atualmente paga aos trabalhadores

O Ministério do Planejamento apresentou nesta segunda-feira (30/10) a proposta orçamentária da União para 2018. O documento será encaminhado nesta terça (31) para apreciação do Congresso Nacional. Um dos destaques é o valor do novo salário mínimo. Fixado inicialmente em R$ 969, ele sofreu redução de R$ 4 pelo governo federal. Assim, em 2018, o mínimo será de R$ 965 – o valor atual é de R$ 937.

“Essa não é a cifra que está sendo definida, mas uma projeção para fins orçamentários. O valor será fixado apenas em janeiro, como determina a lei, com a publicação de um decreto. É um cálculo com base na estimativa da inflação”, explicou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, ao detalhar a revisão do Orçamento 2018.

Na prática, o novo valor não representa alta real (acima da inflação). Segundo o governo, isso ocorreu porque o salário mínimo se baseia na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Para 2017, a variação do INPC, estimada em abril pelo Banco Central, é de 4,48%; mas o PIB 2016 sofreu retração ante 2015, segurando o aumento do mínimo a patamares abaixo da inflação registrada no país.

Como em torno de 45 milhões de brasileiros recebem esse tipo de remuneração, inclusive aposentados e pensionistas, um mínimo menor garantirá economia ao governo com o pagamento de benefícios previdenciários – o Planejamento espera poupar R$ 1,2 bilhão.             

Projeções
A proposta de Orçamento 2018 prevê redução na taxa de juros da economia, a Selic: dos 8% estimados para o fim de 2018, ela acabou fixada em 7,25%. Já a projeção de crescimento econômico foi mantida em 2%, e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 4,2% ao ano.

Todos os parâmetros seguirão para a análise de deputados e senadores por meio de uma mensagem modificada, visto que o governo alterou a meta fiscal do próximo ano: de um déficit primário de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões. Houve aumento ainda na previsão de receitas para 2018: de R$ 1,19 trilhão para R$ 1,23 trilhão.

Arrecadação
Junto à mensagem que altera a meta fiscal, o Congresso Nacional receberá um pacote de medidas para aumentar a arrecadação e conter os gastos públicos. Entre elas, as ampliações do Imposto de Renda sobre fundos exclusivos e da alíquota previdenciária de servidores, que passa de 11% para 14%. Além disso, os reajustes previstos para o próximo ano estão adiados – será concedidos a partir de 2019.

No entanto, o próprio governo não conseguiu reduzir suas despesas: a previsão para 2018 passou de R$ 1,32 trilhão para R$ 1,37 trilhão.

Os investimentos da União saltarão, ano que vem, de R$ 200,2 bilhões (que constavam na proposta original de Orçamento) para R$ 250,2 bilhões. Este ano, o valor previsto ficou em R$ 255,7 bilhões.

Fonte: Portalmetropoles por Ana Helena Paixão 

 

Empresas no estado do Espirito Santo estão abrindo chances para profissionais maduros

As mudanças no mercado de trabalho estão fazendo com que as atividades fiquem cada vez mais dinâmicas, exigindo uma adaptação dos profissionais. Nessas horas, a experiência é um dos pontos valorizados pelas empresas na hora de contratar ou também para quem pensa em abrir o próprio negócio.

Mesmo com um cenário adverso - com mudanças à vista no sistema de aposentadorias e crise econômica, que tem deixado milhões de desempregados -, profissionais com mais de 50 anos têm se destacado e conseguido respirar mais aliviados, seja conseguindo um novo emprego, seja se tornando empreendedores.

A boa notícia é que muitas empresas têm aberto oportunidades e estão reconhecendo o valor e a importância desses profissionais no quadro de funcionários. Isso porque a maturidade, o comprometimento e, claro, a experiência podem se tornar aliados na hora de preencher uma vaga.

“A inserção desses profissionais tem aumentado gradativamente. Acredito que isso acontece porque as empresas entendem e validam a necessidade de ter trabalhadores experientes e com uma grande bagagem de carreira, especialmente para auxiliar na execução das atividades estratégicas e dar suporte na tomada de decisões”, avalia a psicóloga e supervisora de assessoria de carreira da Catho, Larissa Meilglin.

Já a psicóloga e diretora da Psicoespaço, Marianne Limonge, diz que quem tem mais de 50 anos deve estar aberto a novas possibilidades, o que facilitará o retorno ao mercado. “É preciso deixar de lado o preconceito de que está velho demais para o cargo. Diante das dificuldades, a dica é buscar ajuda para aperfeiçoar o autoconhecimento e descobrir o que se tem de melhor a oferecer para a empresa”.

A área de serviços tem mais receptividade aos mais experientes, segundo os especialistas. Há, ainda, boa aceitação em segmentos como administração pública, indústria de transformação e comércio.

Marlene Brevinski do Santos, 57 anos, trabalha como consultora de vendas há 12 anos. Para ela, fazer o que gosta é essencial para se manter no mercado. “Faço o que gosto e quando estou trabalhando é o momento mais feliz da minha vida”.

Já Juceli Ligeiro da Silva, de 58 anos, foi indicada para a vaga de cozinheira na Jequitibá Residência Assistida por uma vizinha. “Não pretendo parar de trabalhar tão cedo e sei que estou crescendo junto com a empresa”.

Marlene aconselha: fazer o que gosta é essencial para se manter no mercado
Marlene aconselha: fazer o que gosta é essencial para se manter no mercado
Foto: Marcelo Prest

Setores que mais empregam

A área de serviços tem mais receptividade aos mais experientes, visto que quase 2,6 milhões de trabalhadores de 50 a 64 anos estavam empregados com carteira de trabalho no segmento, em 2015, e outros 200 mil trabalhadores tinham mais de 65 anos. Outros segmentos que também apresentam boa aceitação desses profissionais são: administração pública, indústria de transformação e comércio.

Algumas iniciativas

A Gol Linhas Aéreas lançou recentemente uma campanha especial para atrair os profissionais mais velhos, o “Gol para Todos”. Os interessados podem fazer o cadastro no site www.voegol.com.br, no campo “trabalhe conosco”.

Plataforma

Maturi Jobs (www.maturijobs.com) permite que as empresas publiquem vagas específicas para o público mais maduro, com mais de 50 anos.

Análise -  Trabalho e adaptação

Kamilla Matos, coach e especialista em carreira

A expectativa de vida aumentou nos últimos anos, além de estarmos à sombra de uma reforma da Previdência. Tudo isso vai contribuir para que o mercado de trabalho tenha cada vez mais um perfil com profissionais de várias gerações, sobretudo aqueles que passaram dos 50 anos. Se por um lado os mais jovens têm problema de entrega e cumprimento à hierarquia, por outro, os mais maduros têm como diferencial mais tolerância, paciência e comprometimento. Algumas empresas têm até processos de recrutamento específicos para os mais velhos. Para colaboradores com mais de 50 anos, o trabalho deixou de ser algo essencial para o sustento e passou a ser uma forma de satisfação pessoal. O mercado está condicionando a reduzir o preconceito por quem, há alguns anos, estaria prestes a se aposentar. Quem quer se manter empregável precisa estar atualizado, ter habilidade para usar a tecnologia e manter o perfil das redes sociais atualizado. Isso também vale para quem quer voltar para o mercado.

 Dicas para quem procura emprego

Plano

Antes de sair procurando um emprego, a melhor coisa a fazer é definir um plano de carreira para encontrar a colocação certa. De nada adianta sair pulando de emprego em emprego, ou pegar qualquer vaga sem um objetivo específico. Seja claro no seu plano de carreira para ter mais foco na sua busca por um posto de trabalho.

Satisfação

O ponto-chave para quem está em busca de uma recolocação é identificar quais oportunidades irão lhe trazer maior satisfação pessoal e dará condições para aplicar conhecimentos adquiridos ao longo da trajetória profissional.

Qualificação

É importante buscar cursos de reciclagem, conhecimentos no uso da internet, idiomas e, caso não domine, amplie os conhecimentos sobre as novas tecnologias de sua área de atuação e/ou de interesse. Você pode usar a internet a seu favor para aprender novas técnicas e estar sempre por dentro do que acontece na sua área.

Tecnologia

O profissional pode se preparar tendo em mente que tudo se modifica rapidamente quando falamos sobre áreas, tecnologias, processos e mercado de trabalho, e que ele terá que se manter ligado nessas mudanças.

Flexibilidade

Um profissional que tem uma boa adaptabilidade e se mostra flexível e aberto ao novo, com toda certeza terá mais chances de voltar ao mercado.

Experiências

Esteja sempre disposto a aprender e mostre que o empregador terá muitas vantagens ao lhe contratar – vantagens que vão além da experiência.

Redes sociais

Ter perfis atualizados em redes como o Facebook, Linkedin e Twitter podem ajudar a retomar o contato com pessoas já conhecidas e aumentar ainda mais o networking.

Idade

Use a idade a seu favor: mostre que você tem muita experiência e que ainda não se acomodou. Jamais minta a sua idade. Ter 20 ou 30 anos de experiência de trabalho pode fazer você parecer bom demais para muitos postos de trabalho. Garanta que você possa explicar por que é a pessoa certa para a vaga de emprego.

Fonte: especialistas ouvidos pela reportagem

Para Jaciara, profissional deve questionar atuação
Para Jaciara, profissional deve questionar atuação
Foto: Arquivo

Profissionais em movimento

Quem já passou dos 50 anos e está no mercado de trabalho deve usar a experiência a seu favor. Esta é a dica da diretora da Rhopen, Jaciara Pinheiro. Para ela, esses profissionais precisam ainda ser flexíveis, se adaptar ao ambiente onde há diferentes gerações e idades, além estar de olho nas novas tecnologias. Ou seja: não ficar parado e se atualizar.

“Essas qualidades agregam muito ao profissional. O trabalhador sempre precisa se perguntar onde ele pode agregar valor com a sua experiência e para que tipo de desafio ele está preparado. É necessário ter clareza de que esse trabalhador está no mercado como qualquer outro e esses questionamentos vão ajudá-lo na autoestima”, avalia.

A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Espírito Santo (ABRH-ES), Kátia Vasconcelos, destaca que algumas organizações estão abertas a contratação de profissionais com mais experiência, demonstrando o momento que estamos vivendo, que é o aumento da expectativa de vida da população.

“No passado, o mercado de trabalho estava focado na jovialidade e pessoas com 50 anos já eram consideradas quase aposentadas. Hoje, percebemos um cenário bem diferente, onde vivemos a Era do Conhecimento. Recente pesquisa indicou que, até 2020, haverá cinco gerações dentro de uma empresa, o que demonstra a importância de reter quem é portador de conhecimento, independentemente da idade, sendo comum ter colaborador com 60 anos em seus quadros. As companhias já perceberam que faz sentido ter uma forma diversa de trabalho, com políticas de inclusão”, disse.

“É preciso agregar conhecimento” 

Mórris Litvak Criador da Maturi Jobs

Com a crise econômica, muitas pessoas perderam seus empregos e estão no mercado à procura de uma nova recolocação. Neste grupo, encontram-se profissionais na faixa de 50 e 60 anos que, além de não conseguir um trabalho, ainda não podem se aposentar. Pensando nisso, o empreendedor Mórris Litvak criou a startup Maturi Jobs, destinada a pessoas mais velhas.

Qual os objetivos da Maturi Jobs?

A plataforma entrou no ar no início de 2016 e tem como objetivo publicar vagas específicas para o público mais velho, com mais de 50 anos. Hoje, temos mais de 53 mil pessoas cadastradas e quase 600 empresas que ofereceram oportunidades de trabalho para esse público. A maior parte das vagas está relacionada aos setores de vendas, atendimento ao cliente e funções administrativas. Além disso, no portal damos dicas sobre empreendedorismo, economia compartilhada e cursos, com o intuito de mostrar que há outras possibilidades além do emprego formal. Os usuários podem se candidatar às vagas de maneira gratuita. Os processos são realizados pelas contratantes.

Ainda há mercado para esse público?

Percebemos que os trabalhadores sofrem para voltar ao mercado e apesar dos avanços são poucas empresas interessadas a contratar esse profissional. Com a crise, isso se potencializou. Há barreiras dos dois lados.

O que o profissional precisa ter para voltar ao mercado?

O profissional mais velho precisa estar aberto a aprender coisas novas e entender que por mais experiência que se tem, sempre há algo para agregar ao seu conhecimento. Esse profissional, provavelmente, será liderado por alguém bem mais jovem e será necessário lidar com isso, além de estar atento às tecnologias. A forma de trabalhar está mudando, sendo necessário pensar em outra carreira como ser profissional autônomo ou empreender.

O que a empresa ganha contratando pessoas com mais de 50 anos?

A empresa que contrata funcionários mais experientes pode ganhar de várias formas. Só para se ter uma ideia, se essa companhia quer vender para este público, precisa ter em seus quadros pessoas com esta idade. Outro ponto interessante é que profissionais mais velhos costumam ser mais fiéis ao negócio.

Como surgiu a startup?

Minha avó foi obrigada a se retirar do mercado aos 80 anos após um acidente. Ela adoeceu rapidamente depois que deixou de trabalhar. Vivi tudo isso de perto, o que me inspirou a criar a plataforma.

Fonte: Gazetaonline

Pagamento será feito na folha de agosto e segue até 8 de setembro, conforme o cronograma mensal de depósito dos benefícios

Mais de 29,2 milhões de aposentados e pensionistas do setor privado começam a receber hoje (25/8) a primeira parcela do décimo terceiro. O pagamento será feito na folha de agosto e segue até 8 de setembro, conforme o cronograma mensal de depósito dos benefícios.

decreto presidencial que permitiu a antecipação de 50% do décimo terceiro para agosto foi publicado no fim de julho. Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida injetará R$ 19,9 bilhões na economia em agosto e setembro.

O pagamento começará pelos benefícios de um salário mínimo com final 1. Para benefícios superiores a um salário mínimo, a primeira parcela do décimo terceiro só começará a ser depositada em 1º de setembro. O cronograma de liberação está disponível na página do Ministério da Previdência na internet.

 

Como determina a legislação, não haverá desconto de Imposto de Renda na primeira parcela. O imposto sobre o décimo terceiro somente pode ser cobrado em novembro e dezembro, quando será paga a segunda parcela da gratificação natalina.

Desde 2006, o governo antecipa a primeira parcela do décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas na folha de agosto. Somente em 2015, o pagamento foi adiado para setembro, por causa do ritmo fraco da economia e da queda da arrecadação.

 

O juiz alegou que, conforme a Constituição Federal, esse tipo de aumento só pode se dar por meio de um projeto de lei.

O juiz substituto Renato Borelli, da 20ª Vara Federal do Distrito Federal, suspendeu nesta terça-feira o decreto publicado na semana passada pelo Governo federal que aumentou os tributos sobre os combustíveis. O pedido atende a uma ação popular movida por Carlos Alexandre Klomafhs e congela a elevação dos impostos para diesel, gasolina e álcool.

 

Na decisão liminar (temporária), o juiz alegou que, conforme a Constituição Federal, esse tipo de aumento só pode se dar por meio de um projeto de lei. Procurada, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que irá recorrer da decisão. A suspensão vale para todo o país e passa a vigorar quando o Governo for notificado.

O Governo de Michel Temer cedeu à mais impopular das alternativas para tapar o rombo no orçamento: o aumento de impostos, diante da dificuldade em equilibrar as contas públicas. A elevação da alíquota do PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis começou a valer na sexta-feira da semana passada, 21 de julho, e correspondia a uma alta de 41 centavos por litro de gasolina e de 21 centavos por litro de diesel. Já a alíquota do PIS (Programa de Integração Social)/Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o etanol passou de 12 centavos para 13 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, aumentou para 19 centavos.

A alta do imposto tem como objetivo arrecadar 10,4 bilhões de reais e evitar uma revisão na meta fixada pelo Orçamento, segundo informou a equipe econômica do presidente Temer.  Na semana passada, o peemedebista disse que a população iria compreender a alta de tributos, mas a medida gerou polêmica, já que o aumento do tributo não incide apenas no preço da gasolina, mas de uma cadeia de produtos que depende dos combustíveis em sua produção ou transporte.

Fonte: Brasil.elpais

Metrópoles explica impacto, em diversos setores, das medidas anunciadas pela área econômica federal para conter deficit nas contas públicas

As medidas de redução de gastos e aumento de arrecadação anunciadas pelo governo federal ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional, durante a análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018. No entanto, as últimas notícias da área econômica já espalharam preocupação entre os mais variados setores da sociedade brasileira.

Com o objetivo de evitar um aumento ainda maior no rombo das contas públicas do país, que saltou de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, as providências sugeridas pela União devem ter um efeito em massa. Caso a proposta seja aprovada, os principais afetados serão os servidores públicos federais, que, entre outros pontos, terão atraso de um ano no reajuste salarial aprovado para 2018. Já os assalariados sentirão a redução de R$ 10 prevista para o salário mínimo no ano que vem.

A seguir, o Metrópoles explica os principais impactos da revisão da meta fiscal para cada segmento.

Se você é servidor público federal:

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– Os servidores federais serão impactados principalmente pelo adiamento do reajuste salarial aprovado para o ano que vem, que será pago apenas em 2019;

– O governo propôs mudanças no plano de carreira do funcionalismo público federal, aumentando o tempo que os servidores levariam para alcançar o teto salarial. Atualmente, a tabela de progressão das remunerações tem 13 níveis. O Planalto sugere a alteração para 30.

– Também foi proposta a fixação de um teto salarial, limitado à remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que hoje é de R$ 33.763.

– Outra medida anunciada pelo governo é o aumento da contribuição previdenciária dos servidores que recebem mais de R$ 5,3 mil. A alíquota deve passar de 11% para 14%.

– O Planalto sugeriu ainda a redução de benefícios, como auxílio-moradia, e de gratificações para a categoria.

Se você é concurseiro:

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– Duas medidas anunciadas na terça-feira (15/8) atingem em cheio os concurseiros que almejam entrar no Poder Público federal. A primeira é a criação de um estágio probatório que limita o salário inicial a R$ 5 mil mensais. Com o passar do tempo, a remuneração deve aumentar gradualmente.

– A segunda medida é a redução de 60 mil cargos vagos no Executivo federal – segundo o governo, os postos de trabalho não atendem mais as demandas do Poder Público. O corte pode tornar ainda mais difícil o ingresso no serviço público.

Se você é assalariado:

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– O principal efeito é a redução do salário mínimo. As projeções atuais preveem queda de R$ 10 no valor da remuneração no ano que vem, de R$ 979 para R$ 969.

– Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, no entanto, o número pode ser alterado até o início de 2018: “O salário mínimo só será conhecido em janeiro. Até lá, várias coisas podem mudar”.

Se você é empresário:

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– Entre as propostas do governo federal para aumento da arrecadação está a mudança na tributação sobre os fundos de investimentos fechados. Hoje, os impostos são cobrados apenas quando o fundo é encerrado ou há resgate dos valores investidos. Mas o governo quer tornar a tributação anual.

– O governo cancelou a previsão de aumento em benefícios para exportadores por meio do programa Reintegra. A iniciativa devolve às empresas parte dos tributos pagos no processo de exportação.

– A alíquota do Reintegra subiria de 2% para 3% em 2018, mas, com as medidas de aumento da arrecadação, o benefício permanecerá o mesmo. Esta é a única providência em todo o pacote anunciado pelo governo que não precisa de aprovação no Congresso Nacional.

– Outra medida que afeta os empresários é o aumento na tributação da folha de pagamento, que deve gerar arrecadação de R$ 4 bilhões.

– Segundo o Executivo federal, as mudanças propostas pelo Congresso Nacional no Refis, programa de refinanciamento de dívidas com a União, também contribuíram para o aumento no rombo das contas públicas.

– “Aqueles que iriam aderir, ficam esperando. E, ao ficarem esperando, não pagam tributo. Isso aconteceu nesses últimos três ou quatro meses, o que fez também cair a arrecadação”, afirmou o presidente Michel Temer nesta quarta-feira (16/8).

Se você é empreendedor:

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– Fora das medidas anunciadas na terça-feira (15/8), mas como parte dos esforços do Planalto para aumento na arrecadação, a Receita Federal publicou, mês passado, uma portaria que prevê tributação sobre pequenos ou microempreendedores que recebem recursos de um investidor-anjo.

– Com a medida, os empreendedores devem passar parte do dinheiro recebido do investidor (para a criação da empresa) ao governo, o que não ocorria até então.

Se você é aposentado:

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– O pacote anunciado pelo governo federal não afeta diretamente os aposentados. No entanto, coloca ainda mais pressão sobre a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional. O texto fixa em 65 anos a idade para aposentadoria de homens e mulheres (hoje, se aposentam aos 62) e eleva, de 40 para 49 anos, o tempo de contribuição.

– Especialistas apontam que as medidas anunciadas na terça-feira (15/8) não são suficientes para conter o rombo nas contas públicas e que a aprovação da reforma é essencial para o balanço das finanças do país.

– Pelos cálculos da União, caso a Previdência não seja alterada, em menos de 10 anos os gastos com aposentadorias e pensões aumentarão em R$ 113 bilhões. E, para dar conta desse volume, a carga tributária deveria ser elevada em R$ 630 bilhões até 2060.

Fonte: Portal Metrópoles/ Pedro Alves 

 

 

Metrópoles explica impacto, em diversos setores, das medidas anunciadas pela área econômica federal para conter deficit nas contas públicas

As medidas de redução de gastos e aumento de arrecadação anunciadas pelo governo federal ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional, durante a análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018. No entanto, as últimas notícias da área econômica já espalharam preocupação entre os mais variados setores da sociedade brasileira.

Com o objetivo de evitar um aumento ainda maior no rombo das contas públicas do país, que saltou de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, as providências sugeridas pela União devem ter um efeito em massa. Caso a proposta seja aprovada, os principais afetados serão os servidores públicos federais, que, entre outros pontos, terão atraso de um ano no reajuste salarial aprovado para 2018. Já os assalariados sentirão a redução de R$ 10 prevista para o salário mínimo no ano que vem.

A seguir, o Metrópoles explica os principais impactos da revisão da meta fiscal para cada segmento.

Se você é servidor público federal:

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– Os servidores federais serão impactados principalmente pelo adiamento do reajuste salarial aprovado para o ano que vem, que será pago apenas em 2019;

– O governo propôs mudanças no plano de carreira do funcionalismo público federal, aumentando o tempo que os servidores levariam para alcançar o teto salarial. Atualmente, a tabela de progressão das remunerações tem 13 níveis. O Planalto sugere a alteração para 30.

– Também foi proposta a fixação de um teto salarial, limitado à remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que hoje é de R$ 33.763.

– Outra medida anunciada pelo governo é o aumento da contribuição previdenciária dos servidores que recebem mais de R$ 5,3 mil. A alíquota deve passar de 11% para 14%.

– O Planalto sugeriu ainda a redução de benefícios, como auxílio-moradia, e de gratificações para a categoria.

Se você é concurseiro:

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– Duas medidas anunciadas na terça-feira (15/8) atingem em cheio os concurseiros que almejam entrar no Poder Público federal. A primeira é a criação de um estágio probatório que limita o salário inicial a R$ 5 mil mensais. Com o passar do tempo, a remuneração deve aumentar gradualmente.

– A segunda medida é a redução de 60 mil cargos vagos no Executivo federal – segundo o governo, os postos de trabalho não atendem mais as demandas do Poder Público. O corte pode tornar ainda mais difícil o ingresso no serviço público.

Se você é assalariado:

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– O principal efeito é a redução do salário mínimo. As projeções atuais preveem queda de R$ 10 no valor da remuneração no ano que vem, de R$ 979 para R$ 969.

– Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, no entanto, o número pode ser alterado até o início de 2018: “O salário mínimo só será conhecido em janeiro. Até lá, várias coisas podem mudar”.

Se você é empresário:

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– Entre as propostas do governo federal para aumento da arrecadação está a mudança na tributação sobre os fundos de investimentos fechados. Hoje, os impostos são cobrados apenas quando o fundo é encerrado ou há resgate dos valores investidos. Mas o governo quer tornar a tributação anual.

– O governo cancelou a previsão de aumento em benefícios para exportadores por meio do programa Reintegra. A iniciativa devolve às empresas parte dos tributos pagos no processo de exportação.

– A alíquota do Reintegra subiria de 2% para 3% em 2018, mas, com as medidas de aumento da arrecadação, o benefício permanecerá o mesmo. Esta é a única providência em todo o pacote anunciado pelo governo que não precisa de aprovação no Congresso Nacional.

– Outra medida que afeta os empresários é o aumento na tributação da folha de pagamento, que deve gerar arrecadação de R$ 4 bilhões.

– Segundo o Executivo federal, as mudanças propostas pelo Congresso Nacional no Refis, programa de refinanciamento de dívidas com a União, também contribuíram para o aumento no rombo das contas públicas.

– “Aqueles que iriam aderir, ficam esperando. E, ao ficarem esperando, não pagam tributo. Isso aconteceu nesses últimos três ou quatro meses, o que fez também cair a arrecadação”, afirmou o presidente Michel Temer nesta quarta-feira (16/8).

Se você é empreendedor:

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– Fora das medidas anunciadas na terça-feira (15/8), mas como parte dos esforços do Planalto para aumento na arrecadação, a Receita Federal publicou, mês passado, uma portaria que prevê tributação sobre pequenos ou microempreendedores que recebem recursos de um investidor-anjo.

– Com a medida, os empreendedores devem passar parte do dinheiro recebido do investidor (para a criação da empresa) ao governo, o que não ocorria até então.

Se você é aposentado:

Editoria de Arte/MetrópolesEDITORIA DE ARTE/METRÓPOLES

– O pacote anunciado pelo governo federal não afeta diretamente os aposentados. No entanto, coloca ainda mais pressão sobre a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional. O texto fixa em 65 anos a idade para aposentadoria de homens e mulheres (hoje, se aposentam aos 62) e eleva, de 40 para 49 anos, o tempo de contribuição.

– Especialistas apontam que as medidas anunciadas na terça-feira (15/8) não são suficientes para conter o rombo nas contas públicas e que a aprovação da reforma é essencial para o balanço das finanças do país.

– Pelos cálculos da União, caso a Previdência não seja alterada, em menos de 10 anos os gastos com aposentadorias e pensões aumentarão em R$ 113 bilhões. E, para dar conta desse volume, a carga tributária deveria ser elevada em R$ 630 bilhões até 2060.

Fonte: Portal Metrópoles/ Pedro Alves 

 

 

 

Em SP, o litro da gasolina avançou 0,2% na semana passada, de R$ 3,533, para R$ 3,54

O valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros recuou em 18 Estados brasileiros e no Distrito Federal na semana passada, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na média nacional, a queda foi de 0,13%, para R$ 3,758 o litro.

Em outros sete Estados, incluindo São Paulo, o preço da gasolina subiu e em Sergipe houve estabilidade sobre a semana anterior.

Em São Paulo, maior consumidor do país, o litro da gasolina avançou 0,2% na semana passada, de R$ 3,533, para R$ 3,54, em média. A maior alta na semana foi em Goiás, onde os preços da gasolina subiram 5,43%, para R$ 4,07. Aquele Estado registrou também a maior alta porcentual semanal no preço do etanol, de 5,73%.

Em Minas Gerais houve recuo médio no preço gasolina de 0,94%, de R$ 3,845 para R$ 3,809 o litro, enquanto no Rio de Janeiro a queda foi de 1,27%, de R$ 4,18 para R$ 4,127, em média. Mesmo com a baixa, o Rio de Janeiro tem o segundo maior preço médio da gasolina no país, atrás apenas do Acre, onde o litro custa, em média, R$ 4,261.

Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta média de 0,24% no último mês. A alta na inflação no mês foi puxada pelo aumento dos preços da energia elétrica (impacto de 0,20 ponto porcentual) e dos combustíveis (0,04 p.p). Sem os reajustes provocados pela vigência da bandeira tarifária amarela e o aumento do PIS/Cofins sobre etanol, gasolina e diesel, os preços em julho seriam, em média, similares aos de junho.

(Com Estadão Conteúdo)

O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, lembra que este é um dos serviços disponibilizados pela associação que beneficia os cerca de 1800 fornecedores de cana-de-açúcar do Estado.
 
As usinas paraibanas já iniciaram a safra 2017/2018 em julho e a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) começa, na próxima segunda-feira (31), o treinamento dos agentes tecnológicos que vão acompanhar o processo de moagem de cana-de-açúcar nas usinas sucroalcooleiras existentes na Paraíba, durante toda a safra. No total, 16 fiscais, entre novatos e veteranos, participarão da capacitação que inclui normas e procedimentos que regulamentam toda a etapa de análise da matéria-prima no laboratório, além de noções específicas de informática.
 
A Japungu já começou sua safra 2017/2018 essa semana, enquanto que a Giasa, Miriri, Pemel e Agroval devem iniciar na primeira quinzena de agosto. A Monte Alegre deve começar a moer na segunda semana de agosto e a Tabu na segunda quinzena do mesmo mês. A previsão é que a safra termine entre janeiro e fevereiro do próximo ano.
 
De acordo com o cronograma de capacitação da Asplan, no próximo dia 31, das 8h ao meio-dia, será feita uma apresentação dos trabalhos pelo consultor Francisco Dutra, pelo supervisor dos fiscais, Edvam Silva, pela analista do Laboratórios de Sacarose da Asplan, Josélia Félix, além do coordenador do Departamento Técnico da Asplan, Vamberto Rocha. Entre os dias 01 e 04 de agosto serão realizados os treinamentos para os fiscais novatos. Nos dia 07 e 08 está programada uma reciclagem com os profissionais veteranos, que já atuaram como fiscais em safras anteriores e nos dias 09 e 10 estão programadas a realização de visitas nas usinas. A partir daí, segundo Edvam, os fiscais começam a acompanhar a safra nas indústrias.
 
De acordo com Vamberto, o treinamento dá subsídios para que os fiscais possam avaliar com precisão a qualidade da matéria-prima entregue pelos fornecedores, utilizando a fórmula da ATR (Açúcar Total Recuperado). "O trabalho da fiscalização consiste em monitorar as análises, a fim de garantir que o fornecedor de cana tenha sua matéria-prima avaliada corretamente, sem perdas em termos de remuneração", destaca Vamberto, lembrando que a fiscalização é realizada 24 horas por dia, em turnos de trabalho, já que o fornecimento de cana para as unidades industriais não sofre interrupção.
 
O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, lembra que este é um dos serviços disponibilizados pela associação que beneficia os cerca de 1800 fornecedores de cana-de-açúcar do Estado. "É valido ressaltar que a Asplan além de contratar esses fiscais para monitorar a avaliação da cana feita pelos analistas das usinas, também disponibiliza aos fornecedores um laboratório próprio, situado no prédio anexo ao da entidade, através do qual os associados podem solicitar uma pré-análise de sua cana, para não ter prejuízos posteriores", finaliza Murilo.                                                                                                                                                                                                     Fonte: News
 

 


 

 

 

 No primeiro dia (sexta-feira 28), recebem aposentados e pensionistas. Na segunda-feira (31), os de mais servidores da ativa, lotados na administração direta e indireta, e também das fundações e autarquias pertencentes a estrutura estadual.

O governador Ricardo Coutinho (PSB) usou sua conta no Twitter, na manhã desta quarta-feira (26) para anunciar as datas de pagamento da folha de pessoal do Estado, referente a este mês de julho.

O pagamento, segundo o governador será efetuado nos dias 28 (sexta-feira),  e 31 (segunda-feira).

Dias 28 e 31, sexta e segunda, pagaremos ao funcionalismo público da Paraíba. Continuamos a pagar dentro do mês trabalhado desde o início, escreveu o governador na sua conta do Twitter.

A tabela segue a mesma ordem de meses anteriores. No primeiro dia (sexta-feira 28), recebem aposentados e pensionistas. Na segunda-feira (31), os de mais servidores da ativa, lotados na administração direta e indireta, e também das fundações e autarquias pertencentes a estrutura estadual.

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JR Esquadrias