Lava Jato (18)

Boa parte do dinheiro veio de empreiteiras investigadas na Lava Jato, como Odebrecht (R$ 2,8 milhões), Andrade Gutierrez (R$ 1,5 milhão) e OAS (R$ 1,4 milhão).

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) enviou à Polícia Federal e aos integrantes da força ­tarefa paranaense, dados estarrecedores sobre a movimentação financeira milionária da LILS, empresa de palestras do ex presidente Lula.

De acordo com o documento, Lula faturou apenas através da LILS cerca de R$ 27 milhões, desde que ele deixou a presidência da República. Destes, boa parte do dinheiro veio de empreiteiras investigadas na Lava Jato, como Odebrecht (R$ 2,8 milhões), Andrade Gutierrez (R$ 1,5 milhão) e OAS (R$ 1,4 milhão).

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Essa é apenas uma pequena amostra da movimentação financeira do ex­ presidente. Os dados são referentes apenas a conta bancária da LILS e apontam a a destinação de parte dos recursos.

De acordo com o relatório, a LILS aplicou R$ 12,9 milhões, fez um plano de previdência privada no valor de R$ 5 milhões, recolheu R$ 3 milhões em impostos e fez transferências de R$ 4,3 milhões.

Após as revelações de sua conta milionária, Lula entrou em pânico e passou toda a noite em claro. Fez dezenas de ligações durante a madrugada e conseguiu marcar uma reunião de emergência com a ex presidente Dilma Rousseff na manhã deste sábado.

Os dois se encontraram a sós, sem a presença de assessores ou testemunhas. A assessoria de imprensa do Planalto assim como a do ex presidente Lula não repassaram informações sobre o conteúdo da conversa reservada.

A COAF e a PF informou que o ex presidente Lula é um dos homens mais ricos do país.

Como conseguiu, só a Lava Jato vai poder explicar como Lula assumiu um país rico sendo pobre e deixou o mesmo pobre e ficando rico.

 

Fonte: Jornal do País

O empresário Lúcio Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que o presidente Michel Temer seria o destinatário de parte da propina negociada em esquema de corrupção comandado pelo ex-deputado Eduardo Cunha.

“Tenho certeza que parte do dinheiro que era repassado, que o Eduardo Cunha capitaneava em todos os esquemas que ele tinha, dava um percentual também para o Michel Temer”, disse Funaro no depoimento, segundo vídeo divulgado no site do jornal Folha de S.Paulo.

“Eu nunca cheguei a entregar, mas o Altair (Altair Alves Pinto, emissário de Cunha) deve ter entregado, assim, algumas vezes”, afirmou.

O jornal teve acesso ao depoimento prestado no dia 23 de agosto deste ano, em que o empresário, preso em Brasília, afirma que Temer “tinha conhecimento dos fatos”.

O Palácio do Planalto respondeu, em nota, que “o presidente Michel Temer não fazia parte da bancada de ninguém”, em referência ao grupo de Cunha, e que “toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa”.

Em setembro, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o acordo de delação premiada do empresário Lúcio Funaro.

A partir da próxima terça-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara inicia o processo de discussão para a votação de parecer sobre a segunda denúncia contra o presidente Temer — como haverá muitas inscrições para falas de deputados, o votação pode não ocorrer no mesmo dia.

Em nota, a defesa de Temer afirmou que “o vazamento de vídeos com depoimento prestado há quase dois meses pelo delator Lúcio Funaro constitui mais um abjeto golpe ao Estado Democrático de Direito” e que teria o objetivo de causar “estardalhaço” para constranger os parlamentares que votarão o parecer sobre a denúncia na CCJ.

“As afirmações do desqualificado delator não passam de acusações vazias, sem fundamento em nenhum elemento de prova ou indiciário, e baseadas no que ele diz ter ouvido do ex-deputado Eduardo Cunha, que já o desmentiu e o fez de forma inequívoca, assegurando nunca ter feito tais afirmações”, diz a nota, assinada por Eduardo Pizarro Carnelós, advogado de Temer.

Na última terça-feira, o relator do caso na comissão, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), apresentou parecer pela rejeição da acusação contra o presidente.

O PMDB afirmou, também em nota que “reitera que delações estão sendo feitas sem que haja nenhuma comprovação e acredita que a justiça irá reconhecer a inocuidade das mesmas”.

Fonte: metrojornal

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Documentos mostram que presidente adquiriu área em reduto de milionários no interior de São Paulo, portentoso portfólio imobiliário  de peemedebista e relação com assessores estão na mira da lava Jato.

 

Um dia depois que a JBS diz ter entregue um volume de dinheiro destinado ao presidente Michel Temer, o então vice-presidente concluiu a compra de dois terrenos que somam 4.700 metros quadrados em um condomínio de luxo em Itu, no interior de São Paulo. A área fica no condomínio Terras de São José II, que possui 20 quadras de tênis, dois campos de futebol, academia de golfe, centro hípico e heliponto.

 

Seria só uma compra típica de um milionário, mas o momento da aquisição chama a atenção pela coincidência de datas. Temer foi, de acordo com depoimentos de delatores à Operação Lava Jato, o destinatário de cerca de 2 milhões de reais em pagamentos de propina da Odebrecht e da JBS entre o fim de agosto e o começo de setembro de 2014. No dia 2 de setembro de 2014, a JBS diz ter entregue 1 milhão de reais em espécie ao coronel João Baptista Lima Filhoamigo do presidente e considerado o mais antigo operador de propinas de Temer pela Lava Jato. De acordo com depoimentos e documentos dos delatores do frigorífico, esse pagamento era destinado a Temer e fazia parte de um acerto de R$ 15 milhões para o presidente. O caminho da suposta propina ainda é investigado.

Um dia depois da entrega de dinheiro relatada pela JBS, em 3 de setembro daquele ano, a Tabapuã Investimentos e Participações, uma empresa criada e controlada por Temer, concluiu em cartório a aquisição, por R$ 334 mil, do lote 11, da quadra 24, do condomínio Terras de São José II. Só essa propriedade imobiliária ocupa 2.604 metros quadrados. Temer também usou a Tabapuã para concluir a compra do lote 12, da quadra 24, do mesmo condomínio, com área equivalente a 2.092 metros quadrados, por R$ 380 mil. Ao contrário da prática comum em escrituras do gênero, não foram discriminados nos registros como foram feitos os pagamentos pelos imóveis.

Um dia propina delatada pela JBS, Temer concluiu compra de terreno. Presidente diz que compra foi com recursos próprios e nega ter recebido propina.
Um dia propina delatada pela JBS, Temer concluiu compra de terreno. Presidente diz que compra foi com recursos próprios e nega ter recebido propina. REPRODUÇÃO
 

Procurado pelo EL PAÍS, Temer se limitou a informar que as aquisições dos terrenos em Itu foram financiadas com recursos próprios e declaradas em Imposto de Renda. O presidente nega ter recebido valores da JBS ou da Odebrecht como propina e acusa os delatores de inventar os depoimentos em troca de benesses legais.

Um milhão de reais ao ano com aluguel

Um dia propina delatada pela JBS, Temer concluiu compra de terreno. Presidente diz que compra foi com recursos próprios e nega ter recebido propina.
Um dia propina delatada pela JBS, Temer concluiu compra de terreno. Presidente diz que compra foi com recursos próprios e nega ter recebido propina. REPRODUÇÃO
 

As propriedades no condomínio de luxo em Itu são as últimas joias do portentoso conjunto imobiliário de Temer. Ele possui 20 imóveis, alguns herdados da família. Duas salas comerciais e a casa onde mora em São Paulo foram transferidos para o filho Michelzinho, mas Temer continua usufrutuário até que o herdeiro complete 30 anos. Esse patrimônio passou a chamar atenção dos investigadores depois que o doleiro Lúcio Funaro, considerado operador de propinas do PMDB, afirmou em acordo de delação premiada que Temer adquiriu imóveis para lavar dinheiro e esconder a origem ilícita de repasses de propina. Funaro chegou a afirmar que Temer tinha o andar inteiro de um prédio comercial na Avenida Faria Lima, o endereço mais caro para propriedades comerciais na capital paulista.

O EL PAÍS apurou que Temer é dono de um andar inteiro no edifício Spazio Faria Lima, que rende pouco mais de 1 milhão de reais de aluguel ao ano para o presidente. O andar foi vendido pela incorporadora Yuny, uma empresa controlada pela família do advogado José Yunes, velho amigo de Temer, ex-assessor especial dele no Palácio do Planalto e também considerado um operador de propinas para o presidente pela Lava Jato. Embora a escritura do imóvel não especifique a forma de pagamento de Temer, o presidente também diz que pagou com recursos próprios em 2003.

O andar inteiro na Faria Lima não foi a única transação entre Temer e Yunes. O presidente comprou do advogado duas salas comerciais na Rua Tabapuã, no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, onde fica seu escritório atualmente. Documentos cartoriais atestam que Temer pagou ao amigo R$ 190 mil por cada sala em 2000. Temer também pagou 830 mil reais a Yunes em 2011 por um imóvel no Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, segundo informaram os dois em cartório.

As transações de Temer com Yunes levantaram suspeitas porque, de acordo com depoimento de um executivo da Odebrecht, o amigo do presidente recebeu para Temer uma entrega de um milhão em espécie do departamento de propinas da construtora em uma data não especificada entre o fim de agosto e o começo de setembro de 2014. Yunes disse ao Ministério Público que apenas recebeu um "pacote" a pedido do ministro-chefe da Casa Civil e também aliado de Temer, Eliseu Padilha. Funaro corroborou a versão do executivo da Odebrecht e disse em acordo de delação premiada que pegou esse "pacote" com 1 milhão de reais no escritório de Yunes e que soube pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, outro aliado de Temer, que o dinheiro saiu da Odebrecht. O destino final desse repasse ainda é investigado.

Procuração para movimentação de contas bancárias

Tanto pelo depoimento de Yunes quanto pela delação de Funaro investigadores constataram que Yunes operava como um intermediário de recursos para Temer. Só que essa intermediação de dinheiro não se limitou a uma simples ocasião. Uma procuração, obtida pelo EL PAÍS, mostra que Temer delegou a Yunes a movimentação e o controle de contas bancárias da Tabapuã Investimentos, que possui as salas comerciais na Faria Lima e os terrenos em Itu, por três anos, a partir de 6 de dezembro de 2013. Durante a compra dos terrenos em Itu e as entregas de dinheiro da Odebrecht e da JBS, Yunes tinha total autorização para "celebrar quaisquer contratos, depositar e retirar dinheiro, endossar e assinar cheques, autorizar transferências eletrônicas e pagamentos, tomar saques e reconhecer saldos" de contas bancárias de Temer. Questionado pelo EL PAÍS, Temer informou que Yunes recebeu a autorização para fazer movimentações bancárias em seu nome porque o advogado administrou as salas comerciais na Faria Lima. 

 

Procuração autoriza Yunes a movimentar contas bancárias de empresa de Temer
Procuração autoriza Yunes a movimentar contas bancárias de empresa de Temer Reprodução

Fonte: brasil.elpais

A prisão do ex-ministro complica a situação do presidente. Os rastros do “bunker” apontam para o doleiro e podem desvendar o esquema de propina para o governo

Michel Temer estava na China, na reunião dos BRICs, quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se viu obrigado aameaçar com a revisão do acordo de delação premiada dos executivos da JBS.

Temer não conteve a satisfação diante das irregularidades reveladas do processo, a começar pela duvidosa participação do procurador Marcelo Miller, ex-integrante da PGR e hoje advogado da J&F, holding que controla a JBS, no planejamento da ação que levaria Joesley Batista a gravá-lo durante um encontro no Palácio do Jaburu. A tramoia colocou em dúvida a atuação de Janot e os métodos de obtenção de provas e parecia a oportunidade perfeita para o peemedebista se livrar de uma provável nova denúncia do Ministério Público. Diante de tal deslize da PGR, pouca gente ainda acreditava nas chances de o Congresso autorizar uma investigação do presidente pelo Supremo Tribunal Federal, o que levar a seu afastamento do cargo.

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Após descoberta de bunker, PF prende Geddel Vieira Lima

O peemedebista comemorou, no entanto, cedo demais. De volta ao Brasil, a situação complicou-se novamente. A apreensão de 51 milhões de reais em um apartamento em Salvador emprestado por um empresário a Geddel Vieira Lima e a consequente prisão do ex-ministro na manhã da sexta-feira 8 (Vieira Lima cumpria prisão domiciliar, mas foi levado a um presídio) recoloca Temer na berlinda.

Com a homologação pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, da delação do doleiro Lucio Bolonha Funaro, aumentam as chances de o Ministério Público conectar as malas de dinheiro atribuídas a Vieira Lima a um esquema de propina que envolve a cúpula do governo e o próprio presidente.

Basta seguir os seguintes passos:

Entre junho e julho, Funaro afirmou à Polícia Federal ter pagado 20 milhões de reais em propina a Vieira Lima. A PF ainda não identificou (ou não divulgou) a origem dos 51 milhões apreendidos no “bunker” de Salvador.

Vieira Lima atuava como interlocutor de Joesley Batista no governo Temer até ser obrigado a deixar o ministério por conta da tentativa de liberar a construção de um prédio em Salvador, no qual era proprietário de um apartamento, em uma área tombada pelo patrimônio histórico. Quem o substituiu na medição entre Batista e Temer foi o ex-assessor especial do presidente Ricardo da Rocha Loures, flagrado ao sair de uma pizzaria em São Paulo com uma mala recheada com 500 mil reais.

Funaro também afirmou à PF ter apresentado Vieira Lima a Batista. O ex-ministro acabou preso em julho por telefonar várias vezes à mulher do doleiro, o que foi interpretado pelos investigadores como uma tentativa de intimidação de testemunha e obstrução da Justiça.

O doleiro cita o pagamento de propina a Temer, conforme relatos vazados à mídia.

Na terça 5,  parlamentares comentavam pelos corredores do Congresso que as imagens das malas de dinheiro no “bunker” de Salvador eram péssimas para Temer e, em certa medida, serviam de contrapeso aos erros de Janot no episódio da delação da JBS.

Fonte: cartacapital

Colaborou André Barrocal

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JR Esquadrias