Saúde (81)

No Distrito Federal, empresa que administra plano de saúde de servidores federais possui 62.129 beneficiários

Aposentados e servidores públicos federais vêm sofrendo com os aumentos anuais acima da inflação aplicados pela Geap Autogestão em Saúde – empresa pública responsável por administrar planos de saúde de servidores federais. Inconformados, muitos procuraram a Justiça para pleitear um reajuste menor. Além disso, são comuns as reclamações de negativa para procedimentos e desfiliação de hospitais de referência promovidas pela administradora, problemas que já refletem no orçamento da Geap.

A relação entre a empresa e os servidores piorou quando, em dezembro de 2018, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitiu aos planos com coparticipação um aumento acima da inflação nas mensalidades. Assim, muita gente que tinha ganhado o direito a reduzir o valor das mensalidades teve a ação revertida na Justiça. Com isso, a Geap começou a cobrar desses trabalhadores não só o preço original mas também o retroativo dos descontos dados nos meses anteriores.

Luís Cláudio de Araújo (foto em destaque), 69 anos, é motorista aposentado do Ministério da Saúde e, há 30 anos, possui o plano de saúde da Geap. A vida profissional no serviço público começou nos anos 1970, como pedreiro em obras do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Ao longo desse período, conta Luís, a mensalidade encareceu muito e alguns serviços deixaram de ter cobertura completa. Ele tem a esposa e uma neta como dependentes.

Eu ganho na faixa de R$ 3,8 mil da minha aposentadoria e só de Geap eu gasto R$ 2 mil. Nas consultas, é assim: o plano paga uma parte e eu pago a outra. Além do boleto da mensalidade, quando a gente usa, estão mandando um boleto separado"
Luís Cláudio de Araújo, aposentado

 

Desde 2015, quando o Conselho de Administração da Geap (Conad) permitiu um aumento de até 37,5% na mensalidade, a empresa perdeu 200 mil assinantes. O número caiu de 650 mil para 450 mil. Depois do reajuste, tribunais de todo Brasil começaram a ser inundados por processos judiciais de servidores que tentavam reverter, na Justiça, as cobranças extras.

O resultado foi 152 mil ações favoráveis aos usuários, representando uma queda de receita de R$ 400 milhões para a Geap, conforme informou o diretor jurídico da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Rogério Antônio Expedito.

Dificuldades
Aposentada desde o ano 2000, a ex-servidora do Ministério das Relações Exteriores (MRE) Izabel dos Santos, 73 anos, entrou na Justiça em uma ação conjunta do sindicato para tentar um reajuste menor. Com um salário de pouco mais de R$ 2,5 mil, ela não tem dependentes e gasta R$ 631,25 por mês com a Geap, fora o aumento que está por vir.

De acordo com a aposentada, no momento que ela mais precisou do plano de saúde, teve um exame negado. “Eu tinha de fazer uma biópsia para investigar um caroço perto do seio e disseram que eu deveria passar por outro tipo de exame. Tive de brigar na Geap. Entreguei a papelada toda e, no outro dia, disse que iria entrar na Justiça. Depois, o meu médico ligou lá e falou com o médico do plano e conseguimos marcar”, lembra.

Além dessa dificuldade, Izabel conta que, na ocasião, ela não pôde escolher o hospital para fazer o procedimento. Moradora do Gama, diz ter sido mandada para Sobradinho. “Eles só vivem cortando os hospitais que a gente gosta”, reclama. Segundo a mulher, na idade dela, fica difícil trocar o plano de saúde. “É capaz de ficar ainda mais caro.”


Vinícius Santa Rosa/Metrópoles
 
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Izabel chegou a entrar na Justiça para tentar um reajuste menor

 

Acordo
Depois de muitas disputas judiciais e discussões, as associações sindicais conseguiram fazer um acordo com a Geap. Os representantes dos servidores concordaram em pôr fim às ações na Justiça e, em troca, o aumento programado de 19% caiu para 9,75%.

A Condsef, junto a outras entidades, intermediou o acordo entre a empresa e as categorias. As duas partes conseguiram chegar a um denominador comum e o valor fixado ficou abaixo da inflação média do período que, segundo cálculos do segmento, foi de 11%.

Por meio de nota, a confederação se manifestou dizendo que “o fato de reajustes abusivos sucessivos ocorrerem, além de corroer o poder de compra da categoria, estava inviabilizando a participação de muitos servidores, deixando famílias sem seus planos de saúde”.

Contrapartida
A participação do governo federal é outro ponto questionado pelos sindicatos. Segundo Expedito, os servidores contribuem com 85% da mensalidade e a União participa com apenas com 15%. “O ideal seria cada um arcar com 50%”, defende.

“Mesmo assim, os servidores não detêm a palavra final de gestão. O governo é quem indica a maioria. Isso precisa mudar”, diz Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Condsef. Segundo o regimento da empresa, o conselho é composto por três eleitos entre os beneficiários e três indicados pelo Palácio do Planalto, incluindo o presidente, que tem poder do voto de Minerva nas deliberações.

O pedido de aumento da contrapartida do governo nos planos de saúde foi encaminhado pelas entidades representativas em fevereiro de 2018 ao extinto Ministério do Planejamento, mas nunca houve resposta à manifestação.

Por meio de nota, o Ministério da Economia, que absorveu o Planejamento na atual gestão, informou que “em relação ao reajuste do valor destinado pelo governo para o custeio parcial da assistência à saúde, o ministério esclarece que os referidos valores tiveram atualização por meio da Portaria MP nº 8, de 13 de janeiro de 2016, e que qualquer nova concessão que implique em aumento dos gastos e investimentos públicos, depende de disponibilidade orçamentária”.

O outro lado
Por meio de nota, a Geap informou ao Metrópoles que o reajuste para 2019, válido a partir de 1º de fevereiro, será o menor percentual aplicado nos últimos anos.

A empresa ressaltou, ainda, que as decisões sobre reajustes são tomadas seguindo a Lei nº 9.656 e “a partir de um cuidadoso estudo atuarial, que considera uma série de fatores”. Entre os quesitos observados, estão a projeção de receitas e despesas para o ano e o aumento das despesas médico-hospitalares, que tem sido acima da inflação oficial, diz a administradora.

Portal: Metropoles

Equipe de fiscalização constatou que havia problemas nas salas de cirurgia, como buracos no teto, infiltrações, ferrugem e mofo, causando riscos aos pacientes

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) fiscalizou o Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio Buritiy – Ortotrauma, conhecido como Trauminha, na manhã desta terça-feira (12) e interditou eticamente um dos dois blocos cirúrgicos existentes no hospital. Os médicos ficam impedidos de realizar procedimentos no setor a partir desta quarta-feira (13). A equipe de fiscalização constatou que havia problemas nas salas de cirurgia, como buracos no teto, infiltrações, ferrugem e mofo, causando riscos aos pacientes.

Este bloco interditado possui quatro salas para cirurgias gerais. Há ainda outro bloco, com três salas, para procedimentos de ortotrauma, que continuará funcionando normalmente, apesar de algumas irregularidades.

De acordo com o CRM-PB, o hospital também apresenta outros problemas estruturais, com infiltrações e buracos nas paredes, além de infestação de baratas na enfermaria, superlotação e demora na realização de cirurgias. Pacientes e acompanhantes ainda relataram à equipe de fiscalização que, durante o período de internação, precisam levar lençóis, travesseiros, colchões e ventiladores.

“Sabemos da importância do hospital para a população de João Pessoa, por isso não podemos interditar toda a unidade, mas encontramos muitas irregularidades que precisam ser resolvidas de imediato. Dessa forma, cirurgias ali realizadas põem em risco de morte os enfermos. Nas outras salas de cirurgia também existem problemas, mas serão preservadas da interdição ética, pelo menos por enquanto”, afirmou o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

Ele ainda acrescentou que há superlotação nas enfermarias, com pacientes pelos corredores, além da presença constante de baratas, relatada e mostrada por fotografias e vídeos feitos pelos pacientes e acompanhantes.

O hospital realiza 200 atendimentos ambulatoriais e 100 atendimentos de urgência e emergência diariamente. São mais de 200 médicos de diversas especialidades trabalhando no complexo hospitalar, que chega a realizar cerca de 600 cirurgias por mês, possuindo dois blocos cirúrgicos, um para cirurgias gerais e outro para as de ortotrauma.  Será interditado apenas o bloco de cirurgias gerais.

Além do CRM-PB, participaram da fiscalização o Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) e o Conselho Regional de Fisioterapia da Paraíba. O Ministério Público e a Vigilância Sanitária também foram convidados a participar da inspeção, mas não puderam comparecer. Após a inspeção, o CRM-PB produziu um relatório que será entregue à direção do hospital, à Secretaria Municipal de Saúde e ao Ministério Público.

 

Fonte: Portalcorreio

Pela primeira vez na história do Legislativo Municipal de Picuí, os funcionários e vereadores receberam seus vencimentos antes do dia 20, fato que só foi possível graças à antecipação do duodécimo pelo Poder Executivo Municipal.

A nova Gestão da Câmara Municipal de Picuí, Seridó paraibano, sob a presidência do vereador Vidal Negreiros, deu início nesta segunda (4), a reforma do anexo pertencente à estrutura física do Legislativo, onde funciona hoje o arquivo, secretária, sala da presidência, banheiros e garagem.

O prédio em tela foi iniciado na gestão do ex-presidente Zé Onildo no ano de 2001 e inaugurado 2007 durante a gestão do ex-presidente Paulo Silva Lira, no entanto, há anos não recebia a devida atenção com a sua manutenção.

De acordo com o presidente Vidal, toda estrutura em madeira e forro construído em placas de gesso, vinha apresentando altos riscos de desabamento devido a falhas durante a sua construção.

“Após a reforma, entregaremos o espaço que será transformado em auditório, reuniões das comissões, entre outros serviços do Legislativo, uma vez que o acervo será transferido para outra sala vaga existente no prédio central.” Afirmou Vidal.

O chefe do legislativo picuiense anunciou ainda a compra nos próximos dias de uma moto, com o objetivo de realizar os serviços administrativos da Câmara, diminuindo consideravelmente as despesas com aluguel de moto-taxi e combustível.

Pessoal 

Nesta terça-feira (5), o presidente autorizou a publicação de sete assessores que tinha sido exonerado em janeiro, com vistas à prestação de um melhor serviço a Câmara e, sobretudo a sociedade picuiense.

Pagamento de pessoaldinheiro no bolso

Pela primeira vez na história do Legislativo Municipal de Picuí, os funcionários e vereadores receberam seus vencimentos antes do dia 20, fato que só foi possível graças à antecipação do duodécimo pelo Poder Executivo Municipal.

Calendário de Pagamento

Implantado no ano de 2000, na administração do então presidente ex-vereador Zé Onildo (PTB), a atual Gestão deu sequência e anunciou o calendário de pagamento dos funcionários e vereadores todo dia 20 de cada mês e os fornecedores entre 21 e 30 de cada mês.

vidal-presidenteNovas Reformas

Vidal já autorizou a realização de estudos técnicos com vistas à instalação da nova Assessoria de Imprensa, com acesso ao plenário e reforma da cozinha. Segundo o presidente, é inconcebível a Casa Legislativa não dispor de espaço adequado para o desenvolvimento dos trabalhos da imprensa.

Em pouco mais de 35 dias, o atual presidente Vidal Negreiros vem dando uma nova cara ao legislativo municipal, onde a palavra de ordem é: Transparência, honestidade e Zelo com o dinheiro público, para tanto já autorizou a publicação do Diário Oficial do legislativo Municipal criado no ano de 2001 e a atualização permanente do Portal da Transparência.

 

Fonte: Portal do Curimataú

A chegada desta Van, vem somar com outros veículos já entregues pela atual gestão de Riachão do Poço, entre eles 02 ambulâncias, Ônibus escolares, 01 caminhonete, 01 Ford K e outros. Isto em apenas 2 anos a frente da prefeitura.....Cilinha
 
Adquiridos com recursos oriundos de emenda parlamentar do Deputado Federal Efraim Filho, o veiculo será utilizado no transporte de pacientes que necessitam de tratamento, consultas ou exames fora do Município.
 
A nova VAN da Saúde conta com 16 lugares, bancos reclináveis, um dispositivo de poltrona móvel que facilita ao cadeirante ter acesso ao veículo, ar-condicionado, além de outros dispositivos.
 
“Este veículo foi fruto da viagens efetuada no fim do ano passado à Brasília, período em que muitos já estavam descansando, se preparando para o ano novo, eu, estava na Capital Federal, buscando os últimos recursos daquele ano para o nosso Município”... Cilinha prefeita da cidade de Riachão do Poço.
                                                                                                                                                                         Hoje já está à disposição para atender população nas viagens diárias para fora do Município, para realização de exames, tratamentos e demais atividades que demandem os usuários da Saúde.
 
Agradecemos ao deputado Federal Efraim Filho por sua ajuda na busca deos recursos que vem atendendo em diversas áreas da nossa cidade", destacou Cilinha.
 
"A chegada desta VAN,  vem  somar  com outros veículos já entregues pela atual gestão de Riachão do Poço, como 02 ambulâncias, Ônibus escolares, 01 caminhonete, 01 Ford K e outros.... Isto em apenas 2 anos  a frente deste Municipio.......
 
Governo: Compromisso com o Futuro
 
Fonte: Assessoria/Blog do radialista Sergio Thiago 

Qualidade nos serviços e atendimento garantem à Geap Saúde uma carteira recorde, formada por mais de 500 beneficiários com idade acima dos 100 anos

 

Pessoas com mais de cem anos de idade colecionam histórias de vida e compartilham, sobretudo, experiências. Vivências anteriores são exemplos, que passam às gerações. A relação do idoso com um plano de saúde é valiosa e revela a construção de uma confiança, ao longo de décadas.

Maria Aparecida tem 79 anos e é assistida pela Geap Saúde, em São Paulo (SP). Ela compara a operadora à sua “segunda casa”, ao participar de um programa gratuito oferecido a beneficiários da terceira idade. “Eu entrei no ‘Idoso Bem Cuidado’ no ano 2000, quando começou. E não falto as atividades. Sou assídua”, disse, orgulhosa.

A iniciativa a que Maria se refere acontece numa parceria entre a Autogestão e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Geap, aliás, é a operadora brasileira que soma mais da metade da carteira de beneficiários com idade superior a 59 anos. O número total, de todas as faixas etárias, gira em torno dos 450 mil, no país inteiro. “Das crianças aos idosos, todos são acolhidos com a atenção que merecem. Um diferencial da Geap é o trabalho dos nossos programas de promoção à saúde e prevenção de riscos e doenças, como o ‘Idoso Bem Cuidado’, no qual os participantes são estimulados a desenvolver a capacidade funcional, a autonomia, a autoestima e, ainda, o bem-estar físico e mental”, comentou o Diretor-Executivo da Geap Saúde, Leopoldo Jorge Alves Neto.

A linha de cuidado praticada pela Autogestão, que atende, exclusivamente, servidores públicos e seus dependentes, garante a longevidade saudável. Por isso que, em números atuais, de todos os assistidos, 538 são idosos centenários. Pessoas que ultrapassaram os cem anos e que confiam no serviço de saúde, especialmente nessa fase da vida.

Para o Diretor de Controle, Locimar Correa de Albergaria, essa marca conquistada pela Operadora é resultado de um intenso trabalho em equipe. “Estamos empenhados em oferecer o melhor acolhimento e o cuidado devido a cada um dos nossos beneficiários”, destacou.

O fiel relacionamento é confirmado pelas beneficiárias Mirna do Rosário e Artemis Rodrigues. “Nesses mais de 40 anos, a Geap nunca me faltou”, falou Mirna, de Goiânia (GO). “Estou na Geap há 33 anos e sempre que precisei, fui muito bem atendida”, confirmou Artemis, de Campo Grande (MS).

Em 2018, a Autogestão projetava investimentos de R$ 95 milhões para a área da política de incentivo à saúde e prevenção de riscos e doenças. “Em 2019, não pouparemos esforços no aprimoramento dos nossos serviços”, concluiu Leopoldo.

Quase 80% aprovam os planos de saúde

Dados da Pesquisa de Satisfação de Beneficiários de Planos de Saúde, que faz parte do Programa de Qualificação de Operadoras (PQO), da ANS, indicam que a Geap é aprovada pela maior parcela de beneficiários. Diversos pontos foram abordados, como: utilização do plano, canais de atendimento, acesso a informações, comunicação e rede credenciada. A maior parte dos entrevistados indicou conseguir um pronto atendimento na maioria das vezes. A atenção em saúde recebida foi avaliada como “boa” ou “muito boa” pela maioria.

“É um importante motivo para comemorarmos. Esse resultado comprova que estamos no caminho certo para atingir a excelência no atendimento. A fase atual da Geap é muito próspera e só vem sendo comprovada a cada novo índice e reconhecimento conquistado”, comemorou a Diretora de Saúde, Luciana Rodriguez.

“Acredito nessa confiança que os milhares de beneficiários têm conosco. É reflexo do nosso trabalho. Conseguimos assisti-los de maneira satisfatória e mantê-los saudáveis”, avaliou o Diretor-Executivo da Operadora.

 

Como participar do Idoso Bem Cuidado

 

O programa Idoso Bem Cuidado é isento de coparticipação e estabelece, como linha de cuidado, a identificação de fragilidades, o monitoramento de agravos e o acompanhamento de saúde realizado por Médico Vinculador Assistencial (MVA), nutricionista e psicólogo. Oferece também saúde integral, com foco na atenção primária e no atendimento continuado, além de oficinas e palestras educativas e acesso a atividades culturais, integrativas, esportivas e de lazer.

Para participar das atividades, o beneficiário da Geap Saúde acima de 59 anos, ou um familiar responsável, pode realizar a inscrição na sede da Operadora, localizada em todas as capitais brasileiras, ou pela Central Nacional de Teleatendimento: 0800 728 8300.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação
 
 
Sexta, 11 Janeiro 2019 02:07

Brasil tem 10.274 casos confirmados de sarampo

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Casos isolados foram anotados em São Paulo (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (45),Rondônia (2), Bahia (2), Pernambuco (4), Pará (61) e Sergipe (4), além do Distrito Federal (1), e foram registrados ainda 12 óbitos por sarampo: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará.

Desde o início de 2018 até 8 de janeiro de 2019, o Brasil registrou 10.274 casos confirmados de sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, onde há 9.778 casos e, em Roraima, onde foram contabilizados 355 ocorrências.

Casos isolados foram anotados em São Paulo (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (45), Rondônia (2), Bahia (2), Pernambuco (4), Pará (61) e Sergipe (4), além do Distrito Federal (1).

Foram registrados ainda 12 óbitos por sarampo: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará.

Os surtos, segundo o Ministério da Saúde, estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus que circula no Brasil é o mesmo da Venezuela, país com surto da doença desde 2017.

Por meio de nota, o ministério informou que a explosão de casos confirmados no Amazonas é resultado de uma força-tarefa realizada no final de 2018 em Manaus, quando mais de 7 mil casos que estavam em investigação foram concluídos.

“Nas últimas semanas, houve diminuição na notificação de casos novos no Amazonas e em Roraima. No Amazonas, a concentração de casos desta semana se deu nos meses de julho e agosto. No estado de Roraima, o pico da doença ocorreu entre fevereiro e março de 2018. Em ambos os estados, no momento, a curva de novos casos é decrescente”, disse o Ministério da Saúde.

Vacinação

De janeiro de 2018 até janeiro deste ano, o ministério encaminhou 15,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio nos seguintes estados: Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Sergipe, além do Distrito Federal.

Certificado

O Brasil tem até fevereiro deste ano para reverter os surtos de sarampo, sob pena de perder o certificado de eliminação da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2016. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, Lúcia Helena de Oliveira, durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro.

Ela lembrou que a Venezuela, de onde veio a cepa de sarampo identificada no Brasil, perdeu seu certificado de eliminação em junho deste ano.

O critério adotado pela Opas para conferir transmissão sustentada é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. As autoridades sanitárias brasileiras, portanto, correm contra o tempo, já que os primeiros casos da doença no Norte do país foram identificados no início de 2018.

“Sabemos que os casos no Brasil são de importação, lamentavelmente, pelas condições de saúde em que vive a Venezuela. Mas só estamos tendo casos de sarampo no Brasil porque não tínhamos cobertura de vacinação adequada. Se tivéssemos, esses casos viriam até aqui e não produziriam nenhum tipo de surto”, destacou a assessora da Opas.

Fonte: agenciabrasil / Edição: Kleber Sampaio

 

No Brasil, o cálculo do ministério é que em torno de 35 mil pessoas convivam com a esclerose múltipla, sendo que cerca de 15 mil estão em tratamento atualmente no SUS. A doença afeta normalmente adultos entre 18 e 55 anos de idade

Adultos diagnosticados com esclerose múltipla remitente recorrente poderão utilizar o medicamento acetato de glatirâmer na versão de 40 miligramas (mg) via Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a rede pública oferta apenas a versão de 20 mg. De acordo com o Ministério da Saúde, a incorporação vai permitir que o paciente reduza de sete para três as doses injetadas todas as semanas, garantindo maior qualidade de vida.l

A esclerose múltipla pode ser classificada por níveis de evolução clínica. Casos remitentes recorrentes têm por características surtos autolimitados de disfunção neurológica com recuperação completa ou parcial. Segundo a pasta, cerca de 85% dos pacientes com a doença são inicialmente diagnosticados como remitentes recorrentes. Os outros níveis são secundariamente progressiva e primariamente progressiva.

A doença afeta normalmente adultos entre 18 e 55 anos de idade. Além disso, é duas a três vezes mais frequente em mulheres. Entretanto, crianças e idosos também podem ser atingidos.

No mundo, estima-se que a cada 100 mil habitantes, 33 sofram com a enfermidade. No Brasil, o cálculo do ministério é que em torno de 35 mil pessoas convivam com a esclerose múltipla, sendo que cerca de 15 mil estão em tratamento atualmente no SUS.

Entre os principais sintomas estão fadiga, formigamento ou queimação nos membros, visão embaçada, dupla ou perda da visão, tontura, rigidez muscular e problemas de cognição.

 
Fonte: agenciabrasil                                                            Edição: Sabrina Craide  
Por Paula Laboissière 

Expansão da longevidade e avanços na sociedade levam idosos a quebrar o tabu da velhice solitária, inativa e sem sexualidade. Agora, eles só querem mesmo é redescobrir o amor

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Maria Aparecida Costa, de 84 anos, e Antônio Mário da Costa, de 92, resolveram deixar filhos e netos de lado e se dedicar ao relacionamento (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Numa das cenas finais do filme 'O amor nos tempos do cólera', adaptação do livro homônimo de Gabriel García Marquez para o cinema, a atriz Fernanda Montenegro, que vive o papel da octogenária Fermina Daza, tira sua roupa aos poucos e se prepara para dormir pela primeira vez com o também octogenário Florentino Ariza, namorado que abandonara na juventude. O romance, o preferido do autor, conta a belíssima história de um amor tardio. Em 1985, ao publicá-lo, talvez Gabo não imaginasse que de alguma forma estava escrevendo sobre o futuro. Como os protagonistas do livro, um batalhão de homens e mulheres que entraram na terceira idade estão quebrando tabus ao descobrir e redescobrir o amor. O movimento se acentuou nos últimos 20 anos, derrubando o mito da velhice assexuada.

Para Guita Grin Debert, professora do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autora do estudo “Velhice, violência e sexualidade”, isso se deu em muitos campos. “Estudos de várias áreas comprovaram que a sexualidade não se esgota com o passar dos anos. É indiscutível o declínio da frequência das relações sexuais, mas emerge, por outro lado, a percepção de que a qualidade dessas relações pode aumentar”, sustenta. O trabalho aponta que nessa faixa estária os encontros podem ser mais livres e afetuosos. Além disso, os papéis tradicionais de gênero tendem a se inverter. “As mulheres passam a ser menos recatadas e os homens, mais afetuosos. Nas sensações também há mudanças. O prazer estaria espalhado pelo corpo, ocorrendo um processo de desgenitalização”, explica.

A nova realidade pode ser facilmente comprovada na prática. Às quartas-feiras à tarde e aos sábados de noitinha, associados do Clube da Maturidade, criado em Belo Horizonte exatamente no ano em que García Marquez lançava O amor nos tempos do cólera, reúnem-e para dançar e se divertir num salão de festas. O chão, quadriculado em preto e branco, empresta charme ao local. À esquerda, dançam luzes e casais. À frente, o que se vê são mesas e, nelas, mais casais.

Alguns, como Maria Aparecida Costa, de 84 anos, e Antônio Mário da Costa, de 92, são companheiros de vida inteira e passaram a frequentar o local porque sentiram necessidade de voltar a fazer coisas juntos, independentemente da família e dos antigos amigos. Outros, como José Alves Cardoso, de 75, e Maria Eugênia Pessoa, que não revela a idade, conheceram-se ali depois de quase uma vida inteira e hoje experimentam uma nova história de amor.

Sim. Ao chegar à terceira idade, é cada vez maior o número de pessoas que namoram, descobrem um velho amor ou um novo amor, casam-se novamente, fazem novas amizades e levam uma vida social intensa para jovem nenhum botar defeito. Fato que confirma a suspeita do comandante do barco que levou Fermina Daza e Florentino Ariza a subir e descer o rio para sempre em O amor nos tempos do cólera: “É a vida, mais do que a morte, que não tem limites”. 


Túlio Silva/EM/D.A.Press
O casal Maria Eugênia e José Cardoso se conheceu em um dos bailes organizados pelo Clube da Maturidade, quando ele a chamou para dançar (foto: Túlio Silva/EM/D.A.Press)


GRANDES DESCOBERTAS
Amor à primeira vista, as descobertas sexuais e repactuação dos laços amorosos são situações comuns entre idosos do século 21 que optam por não ficar sozinhos


Grisalho, alto, bonito e simpático, o dentista aposentado José Alves Cardoso, de 75 anos, há cinco anos é presidente do Clube da Maturidade, entidade sem fins lucrativos na qual todas as atividades são dirigidas aos idosos. Depois de se divorciar em 2005, teve namoros esporádicos e não imaginava a possibilidade de se casar outra vez. Até que um ano depois de assumir a presidência do clube surgiu em sua vida um amor à primeira vista. A musa inspiradora é loira, alta, bonita, refinada e simpática. Seu nome é Maria Eugênia Pessoa. 

Os dois se conheceram num dos bailes organizados na Avenida Prudente de Morais, 901, Região Centro-Sul, quando ele a chamou para dançar. Casaram-se cinco meses depois daquela noite. “Ela não prestava atenção em mim”, reconhece José Cardoso. “Fiquei sozinha por 14 anos e sempre fugi de relacionamentos que não valiam a pena. Não imaginava nem pretendia me casar de novo, mas a gente se entendeu muito bem”, explica Maria Eugênia. Quatro anos depois do casamento, os dois continuam felizes e levam uma vida sexual ativa. “Não há nenhuma dificuldade em nosso relacionamento, somos pessoas saudáveis”, explica ela. “Se a gente tem saúde, a questão sexual não é muito afetada. Claro que, dependendo da faixa etária, o desempenho é menor, mas nunca usei o comprimido azul”, diz ele.



Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Maria do Amparo Caldeira Campos, de 67 anos, e Geraldo Líbero Horta Filho, de 77, namoram há cinco anos e consideram que têm uma vida sexual maravilhosa (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)


De acordo com a geriatra Karla Giacomin, encontros felizes como o do casal ocorrem hoje de forma muito mais frequente do que há algum tempo, facilitados pela maior possibilidade de encontro e convivência entre pessoas maiores de 60 anos. Tudo depende, porém, da maneira como cada pessoa encara essa fase da vida. “Há mulheres que saem de um casamento ou ficam viúvas e se dispõem a encontrar outras pessoas, e outras não. Do lado dos homens, existem aqueles que não suportam ficar sozinhos e os que, apesar da solidão, não se dispõem a ter um novo relacionamento”, diz. 

Segundo a pesquisa Mosaico Brasil, do Programa de Estudos da Sexualidade da Universidade de São Paulo (ProSex), coordenada pela psiquiatra Carmita Abdo, 87,1% dos homens e 51,2% das mulheres no Brasil com idade acima de 61 anos consideram que são sexualmente ativos. O levantamento foi feito em 2008, mas o ProSex já tem outra pesquisa sobre o assunto saindo do forno. “Estamos em fase de coleta de dados. Em seguida, faremos a tabulação. Mas tudo indica que a nova pesquisa vai apontar uma mudança positiva no comportamento das mulheres sobre essa questão”, observa, levando em conta os relatos que ouve em seu consultório. 

REATAR 

A aposentada M. L. G., de 74, que pediu para não se identificar, ficou viúva, casou-se novamente com um senhor que conheceu num centro de convivência para idosos, separou-se dele, mas acaba de reatar o relacionamento com o marido, que tem 78. “Depois que fiquei viúva, namorei muito até me casar de novo. Brigamos, ficamos um pouco mais de um ano separados, mas voltamos”, conta. Ela admite que não gosta de viver sozinha e que o marido sente mais desejo do que ela. “Gosto muito de fazer carinho e ele fica logo animado. Para o desejo aflorar preciso estar relaxada, mas isso ocorre também quando se é jovem. A sexualidade muda com o tempo, mas continua existindo”, revela. M. G. L. admite que com o primeiro marido nunca chegou ao clímax. “Só fui descobrir o que é isso depois dos 60”, revela. 




Maria Aparecida Costa, de 84, e Antônio Mário da Costa, de 92, que já fizeram bodas de ouro, são sócios do Clube da Maturidade há 16 anos e garantem que a convivência com outros idosos modificou completamente suas vidas. E para melhor. “Tomamos a decisão de parar de viver em função da família, dos filhos e dos netos, e voltamos a pensar no casal. Depois disso, começamos a viajar, passamos a conviver com pessoas diferentes e fizemos muitos amigos. É meio diferente do que era antes, mas continuamos a namorar”, reconhece Maria Aparecida. 

ENQUANTO ISSO...
...Aids entre idosos

Relatório divulgado pela Unaids, programa da Organização das Nações Unidas para a Aids, mostra que a incidência da doença entre idosos no Brasil está crescendo. Além disso, nos últimos 27 anos, o número de mulheres infectadas pelo vírus HIV aumentou em 54%. Parte do avanço da doença pode ser atribuída ao uso de estimulantes sexuais pelos homens acima de 65 anos, já que eles mostram resistência ao uso de preservativos. A situação é um desafio para o Brasil e pede a criação de políticas públicas para conter o avanço das doenças sexualmente transmissíveis (DST) para atender às necessidades dessa camada da população. 


 
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)


UMA VIDA COM MAIS PRAZER
Idosos enfrentam desafios de manter a sexualidade ativa. Elas tentam vencer os efeitos da queda de hormônios; eles precisam controlar as doenças que surgem depois dos 50


Dias antes do carnaval de 2014, os idosos do grupo Ativa Idade, ligados ao Centro de Convivência do Idoso em Conceição das Alagoas, no Triângulo Mineiro, participaram de uma palestra sobre saúde e sexualidade na terceira idade, ministrada por um médico do município. Antes que a apresentação começasse, os participantes foram avisados de que em cima da mesa havia uma cesta com cerca de 300 preservativos e que eles poderiam pegá-los se quisessem. Em 20 minutos as camisinhas desapareceram. A animação pré-carnavalesca do grupo é uma mostra da disposição para a vida durante a velhice e da mudança de comportamento de uma sociedade que há poucas décadas acreditava que os velhos estavam condenados à decadência física e a perder o seu papel social. 

Apesar da evolução do pensamento, porém, envelhecer continua não sendo fácil. No país do culto à beleza, da jovialidade e da sensualidade, a chegada da menopausa causa um considerável impacto físico e psicológico nas mulheres. Nos homens, que não perdem a fertilidade e nem sofrem com a queda drástica dos níveis hormonais, a preocupação a partir dos 50 anos é com os problemas de saúde que comprometem a potência sexual. “Em ambos os casos, porém, o desejo continua a existir”, diz a psiquiatra e coordenadora do Programa de Estudos da Sexualidade da Universidade de São Paulo (ProSex/USP), Carmita Abdo. 

TEMA NATURAL 

Para o geriatra Ramon Fernando Gual, a principal mudança ocorrida no modo de viver dessa faixa da população foi a abertura um pouco maior das pessoas em relação à própria sexualidade. “Nas gerações mais antigas, nas quais as pessoas estão com 80, 90 anos, o sexo ainda costuma ser um assunto difícil. Entre os mais novos, porém, a sexualidade já é um tema natural, algo normal na vida e que o indivíduo quer manter em dia”, observa. De acordo com ele, essa é uma preocupação que aflige principalmente os homens. “Para eles, a vida sexual é mais prazerosa do que a da mulher. Muitas vezes ela vem de um casamento no qual não descobriu sua sexualidade, já que antes a ideia era satisfazer o marido. “A maior parte de minhas pacientes idosas veio de atividades sexuais nas quais quase nunca sentia prazer”, revela o geriatra. 


Cristina Horta/EM/D.A Press
Para o geriatra Ramon Fernando Gual, a principal mudança ocorrida nessa faixa etária foi a abertura em relação à própria sexualidade (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)



 Maria do Amparo Caldeira Campos, de 67, e Geraldo Líbero Horta Filho, de 77, namoram há cinco anos. Ela, que estudou e se formou num colégio de freiras, ficou viúva e conta que enquanto durou o seu casamento nunca ficou nua diante do marido. “Hoje, já me permito isso. Mas só agora vim a aceitar essa situação do orgasmo. Quando era casada eu sentia, mas morria de vergonha”, reconhece. Hoje, ela diz estar muito mais assumida porque descobriu que “a velhice não é o fim”. Ela e o namorado são atletas de natação, ambos medalhistas. “Nossa vida sexual é ativa e maravilhosa. Ele é muito atuante e não usa estimulante. Eu o faço muito feliz e ele me faz muito feliz”, declara. 

A psicóloga Ana Teresa de Abreu Ramos Cerqueira, professora do departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria e da Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual Paulista (Unesp), trabalha com grupos de idosos. Na semana que passou, conversou com mulheres da terceira idade. “O que me surpreende é que elas já conseguem falar dos seus desejos, das perspectivas que têm em relação à sexualidade e também de suas limitações e as dos companheiros”, afirma. Outra surpresa fica por conta da atitude dessas idosas diante das restrições que a idade impõe ao sexo. “Elas estão mais ativas e positivas, dispostas a tentar resolver e a compartilhar sentimentos”, revela. No fim das contas, segundo a psicóloga, o conceito de sexualidade vai muito além do ato sexual em si. “Trata-se de proximidade, de tudo que seja fonte de prazer e realização para o casal.” 

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

 

Fonte:UAI

Domingo, 30 Dezembro 2018 00:47

As razões da explosão de obesidade no Brasil

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A cada cinco brasileiros, um está obeso. Mais da metade da população está acima do peso. O país que até pouco tempo lutava para combater a fome e a desnutrição, agora precisa conter a obesidade. Por que a balança virou?

Indicadores apresentados pelo Ministério da Saúde mostram que, nos últimos 10 anos, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em 60%, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. O excesso de peso também subiu de 42,6% para 53,8% no período.

Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), com 53.210 pessoas maiores de 18 anos de todas as capitais brasileiras.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil atribuem o aumento de peso dos brasileiros a fatores econômicos e culturais, mas também genéticos e hormonais.

Novos padrões alimentares

RefrigeranteDireito de imagemTHINKSTOCK
Image captionO consumo de refrigerante caiu no Brasil, de acordo com o ministério da Saúde

Para o diretor do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Cláudio Mottin, a tendência de aumento da obesidade já vinha sendo verificada antes da pesquisa Vigitel, realizada anualmente desde 2006.

"Talvez um dos fatores mais preponderantes seja a mudança dos hábitos alimentares que se observa desde os anos 1970. Com pouco tempo para comer, as pessoas deixaram de fazer as refeições em casa e passaram a optar por comidas mais rápidas e mais calóricas".

Essa mudança de hábito também aparece na pesquisa Vigitel: o consumo regular de feijão, considerado um alimento básico na dieta do brasileiro, diminuiu de 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016. E apenas um entre três adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana.

Aumento do trabalho e da renda

Arroz e feijãoDireito de imagemMARIAMARMAR/GETTY
Image captionUma dieta diversificada é importante para combater a obesidade, assim como o consumo de produtos não industrializados

O aumento da obesidade coincide com um período de crescimento do poder de compra dos brasileiros, incentivado por políticas econômicas e programas de distribuição de renda.

Segundo uma pesquisa do instituto Data Popular, a renda da classe média, que representa 56% da população, cresceu 71% entre 2005 e 2015, sendo que a renda dos 25% mais pobres foi a que mais aumentou. Assim, a chamada classe C passou a ter acesso a produtos antes restritos à elite. Além disso, ao se inserir no mercado de trabalho, o brasileiro acaba incorporando hábitos menos saudáveis, como os já citados por Mottin.

"Não surpreende o alto índice de obesidade na faixa etária entre os 25 e os 44 anos, porque isso corresponde justamente a essas mudanças no estilo de vida, quando os jovens deixam de depender de seus pais e passam a ter uma rotina mais voltada à carreira profissional", pondera a endocrinologista Marcela Ferrão, pós-graduada em nutrologia e membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

A Vigitel mostrou que o excesso de peso aumenta significativamente da faixa etária dos 18 aos 24 anos (30,3%) para a dos 25 aos 44 anos (50, 3%). Há uma alta prevalência de obesidade nessa faixa etária: 17%. Considera-se obesidade Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 30 kg/m2 e excesso de peso IMC igual ou maior que 25 kg/m2.

Genética 'gorda'

A questão genética também cumpre um papel relevante para o aumento da população obesa, segundo o médico Cláudio Mottin. Segundo ele, o organismo de nossos antepassados não estava adaptado para a fartura e passaram para nós a genética de retenção de calorias.

"Quando os tempos eram de escassez de alimentos, quem tinha mais condições de defesa corporal eram as pessoas mais gordinhas, porque tinham mais condições de armazenamento de energia. No momento em que temos alimentos à disposição sem esforço, a genética joga contra", explica o especialista.

Além disso, colabora para a proliferação dessa "genética gorda" também um aspecto cultural, que associava gordura a saúde até recentemente, como aquele discurso da vovó que diz que o neto "está doente se está magrinho".

Noites mal dormidas

SonoDireito de imagemTHINKSTOCK
Image captionA vida conectada e acelerada prejudica o sono, que pode afetar o peso

A endocrinologista Marcela Ferrão também atribui a baixa qualidade do sono como um dos fatores para o aumento da obesidade. Segundo ela, a sociedade acelerada e conectada faz com que as pessoas não tenham horário para dormir.

"À noite, a serotonina, que é o hormônio do humor, se converte em melatonina, responsável pelo sono reparador. Nesse estágio do sono, as células conseguem mobilizar gorduras de forma adequada", explica.

Mas não tem sido fácil chegar a esse estágio do sono quando a tensão e o estresse estão cada vez mais intensos, a pessoa não consegue desligar o celular e acorda várias vezes durante a noite.

Isso gera um desequilíbrio hormonal que reduz a capacidade do corpo de produzir glicose, a pessoa acorda ainda mais cansada e sente a necessidade de consumir alimentos mais energéticos", conclui Ferrão.

Dieta variada

Um último ponto destacado pelos especialistas para o aumento da obesidade no Brasil é a falta de acesso a uma dieta diversificada, o que depende menos de poder aquisitivo do que de educação alimentar.

Nesse sentido, o Guia Alimentar para a População Brasileira se destaca entre as políticas do Ministério da Saúde para enfrentar a obesidade. A publicação oferece recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, mas vai além: coloca a hora da refeição no centro de uma discussão sobre convivência familiar e gestão do tempo.

"Os alimentos ultraprocessados são muito consumidos pela população jovem porque são práticos. Outro problema é o comportamento alimentar. É muito comum as pessoas comerem rápido, sozinhas e com celular na mão. Estudos mostram que comendo com família ou amigos, a pessoa presta mais atenção no que está comendo", diz a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa de Oliveira.

A Vigitel apresenta um dado positivo sobre o consumo regular de refrigerante ou suco artificial, que caiu de 30,9% em 2007 para 16,5% em 2016. Mas o Ministério da Saúde quer mais. "Nossa meta é reduzir em 30% o consumo de refrigerante pela população adulta até 2019 e aumentar em 17,8% o consumo de frutas e hortaliças", adianta Michele.

Riscos à saúde

Balança
Image captionO aumento da obesidade no Brasil foi de 60% nos últimos dez anos

O crescimento da obesidade é um dos fatores que podem ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que pioram a condição de vida do brasileiro e podem até levar à morte.

O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016 e o de hipertensão de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016, conforme a Vigitel. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres.

"A obesidade é a mãe das doenças metabólicas. Além da diabetes, que apresenta mais de 20 fatores de comorbidade (doenças ou condições associadas), obesos infartam mais e até câncer é mais prevalente em pessoas acima do peso", destaca o diretor do Centro de Obesidade da PUCRS, Cláudio Mottin.

O Ministério da Saúde pretende reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022. Doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, diabetes e câncer respondem por 74% dos óbitos anuais no Brasil.

Outras 43 praias do Litoral Paraibano estão classificadas como apropriadas para o banho

Treze trechos de praias no do litoral paraibano estão impróprias para banho.  Segundo o relatório semanal da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), neste final de semana, outras 43 praias do Litoral Paraibano estão classificadas como apropriadas para o banho.

Em João Pessoa, na praia de Manaíra, os banhistas devem evitar três trechos localizados na Avenida João Maurício: em frente às ruas Elizeu Candido Viana, Bananeiras e também na Av. São Gonçalo; além do trecho próximo da galeria pluvial no final da Ruy Carneiro/Bahamas.

Ainda na Capital, a praia de Cabo Branco está imprópria nos trechos localizados na avenida Cabo Branco, próximo à desembocadura da galeria pluvial que fica no final da rua Gregório Pessoa de Oliveira; no final da rua Áurea, próximo à desembocadura da galeria pluvial; na rotatória do final da Av. Cabo Branco, e nas proximidades da desembocadura da galeria pluvial. O banho no Farol do Cabo Branco, nas proximidades da desembocadura da galeria pluvial, também não está recomendado.

Já na praia da Penha, também em João Pessoa, deve-se evitar o banho nas proximidades da desembocadura do rio Aratu.Na praia de Jacarapé,  perto da desembocadura do rio Jacarapé e na praia do Arraial, próximo à desembocadura do rio Cuiá. Enquanto na praia do Sol, não está apropriado para o banho o trecho localizado no final da rua Francisca Edite Fernandes Moreira, próximo à desembocadura do riacho Camurupim. Na praia do Camurupim, deve-se evitar banho à esquerda da desembocadura do riacho Camurupim; e na Praia do Arraial, no trecho à esquerda da desembocadura do rio Cuiá.

No município de Pitimbu, a praia de Maceió está classificada como imprópria no trecho que fica 100 metros à direita e 100 metros à esquerda da desembocadura do Riacho Velho.

No município de Lucena, devem ser evitados os seguintes trechos: Praia de Bonsucesso, no fim da rua Mariano de Souza Falcão; Praia de Costinha, na rua Santo Antonio.

No município de Cabedelo foram considerados impróprios os trechos:  praia de Areia Dourada, na rodovia Governador Antônio Mariz;  praia de Camboinha, ao fim da rua Benício de Oliveira, evitar o banho próximo a desembocadura da galeria pluvial; na praia do Jacaré, à direita do estuário do rio Paraíba e na praia de Ponta de Mato, em frente ao Monumento/Capelinha, no fim da rua Nossa Senhora dos Navegantes.

Relatório semanal

A Sudema informa que as demais praias litorâneas estão classificadas como excelente, muito boa e satisfatória, e o relatório é válido até o dia 4 de janeiro. E recomenda aos banhistas que evitem os trechos de praias localizados em áreas frontais a desembocaduras de galerias de águas pluviais, principalmente se houver indício de escoamento recente.

Fonte: Portalcorreio

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JR Esquadrias