Terça, 07 Maio 2019 17:52

Barba masculina contém mais bactérias que pelo de cachorro

Escrito por  postado por revista atual nordeste
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Apesar das contagens microbianas comparativamente mais altas nesta pequena amostra de homens barbudos, o resultado não aponta para a necessidade imediata de se livrar da barba. (Nevena1987/Getty Images) Apesar das contagens microbianas comparativamente mais altas nesta pequena amostra de homens barbudos, o resultado não aponta para a necessidade imediata de se livrar da barba. (Nevena1987/Getty Images)

Entre os micróbios que podem ser encontrados na barba está a Enterococcus faecalis - bactéria intestinal que pode causar infecções no trato urinário

Para os homens que não conseguem ficar sem barba, aqui vai uma má notícia: os pelos faciais masculinos carregam mais patógenos – organismos capazes de causar doenças – do que o pelo dos cachorros, revelou estudo publicado recentemente na revista European Radiology. De acordo com os pesquisadores, entre as bactérias infecciosas que podem ser encontradas na barba estão a Enterococcus faecalis – uma bactéria intestinal que pode causar infecções no trato urinário – e Staphylococcus aureus – que pode causar infecções graves quando em contato com a corrente sanguínea. 

Apesar dos resultados, a equipe afirma que o estudo não foi baseado em pogonofobia (repulsa por barbas). Na verdade, o objetivo da pesquisa era verificar se há risco de contaminação a partir de um aparelho de ressonância magnética (RM)usado também para exames veterinários. Vale ressaltar que por ser um equipamento caro, é comum que exames de RM em animais de pequeno porte sejam realizados em hospitais humanos. 

O achado, portanto, foi uma surpresa até mesmo para os cientistas, que disseram não aconselhar os homens a retirarem a barba apenas com bases nesta descoberta já que “não há razão para acreditar que as mulheres possam ter menos carga bacteriológica do que os homens com barba”.

O estudo

Para chegar a essa conclusão inesperada, os pesquisadores retiraram amostras de pele e saliva de dezoito homens barbudos entre 18 e 76 anos que não haviam sido hospitalizados no ano anterior ao estudo, assim como amostras semelhantes de trinta cães de raças variadas, incluindo schnauzer e pastor-alemão. No caso dos bichinhos, a coleta foi realizada no local considerado mais anti-higiênico (onde as infecções de pele são encontradas com mais frequência). Após a realização dos exames – tanto nos cachorros quanto nos homens barbudos – foram coletadas amostras direto do equipamento para averiguar a transferência de microrganismos infecciosos. 

Fonte: veja.abril

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JR Esquadrias