Terça, 26 Fevereiro 2019 15:39

Mais de 500 mulheres são agredidas por hora no Brasil, revela pesquisa

Escrito por  POSTADO ATUAL
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Mulheres são assediadas em ônibus, nas ruas e no ambiente de trabalho - Divulgação/Secretaria da Mulher/DF Mulheres são assediadas em ônibus, nas ruas e no ambiente de trabalho - Divulgação/Secretaria da Mulher/DF

Assédio ocorre em casa, nas ruas e também no ambiente de trabalho

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública estima que mais de 16 milhões de mulheres, cerca de 27,35% das brasileiras, sofreram algum tipo de violência durante o ano passado. De acordo com a pesquisa, 536 mulheres são agredidas por hora no país, sendo que 177 sofrem espancamento.
 

Assédio sexual em ônibus
Mulheres são assediadas em ônibus, nas ruas e no ambiente de trabalho - Divulgação/Secretaria da Mulher/DF

A pesquisa do Instituto Datafolha ouviu 2.084 pessoas em 2018. Mais da metade (52%) das entrevistadas declarou que não procurou ajuda após as agressões; 15% falaram sobre o assunto com a família; 10% fizeram denúncia em delegacias da Mulher; 8% procuraram delegacias comuns; 8% procuraram a igreja e 5% ligaram para o telefone 190 da Polícia Militar.

A violência foi cometida, em 76,4% dos casos, por conhecidos, como cônjuge (23,9%), ex-cônjuge (15,2%), irmãos (4,9%), amigos (6,3%) e pais (7,2%).

Os números indicam que o grupo mais vulnerável está entre os 16 e os 24 anos, pois 66% das mulheres nessa faixa etária sofreram algum tipo de assédio. Na faixa dos 25 aos 34 anos, o índice é de 54% e, dos 35 aos 44 anos, de 33%.

O assédio, que, segundo a pesquisa, atingiu 37% das mulheres, aparece em forma de cantadas ou comentários desrespeitosos ao andar na rua (32%), cantadas ou comentários desrespeitosos no ambiente de trabalho (11,46%) e assédio físico no transporte público (7,78%).

Em casas noturnas, 6,24% das mulheres disseram que foram abordadas de maneira agressiva, com alguém tocando seu corpo;  5,02% foram agarradas ou beijadas à força e 3,34% relataram tentativas de abuso por estarem embriagadas.

Edição: Nádia Franco
 

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Por Fernanda Cruz                                                                            Agência Brasil

 

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